Será que existem hardwares que precisam de módulos (drivers) proprietários ?

(Este artigo é parte integrante do Guia do Ubuntu Perfeito, o sucesso da aplicação deste artigo depende do sucesso das etapas anteriores)

Ao instalar o Ubuntu, nenhum módulo (também chamado de  driver) proprietário é instalado.

A razão é simples, embora o módulo esteja disponível na internet gratuitamente para qualquer um poderem descarregar, há alguns problemas relacionados ao uso deste, por exemplo :

  • Ele não pode ser distribuído conjuntamente com sua aplicação ou distribuição sem a devida homologação e licenciamento e isto custa dinheiro.
  • Módulos proprietários não estão disponíveis para auditagem, e cria ainda novos problemas :
    • Um bug neste módulo pode causar instabilidade em todo o sistema.
    • Desenvolvedores não tem como fazer mudanças necessárias no kernel e esperar que elas funcionem corretamente com quem usa módulos proprietários.
    • Eventuais bugs só podem ser corrigidos pelo fabricante, eles não são rápidos para isso, mesmo problemas monstruosos demoram para serem consertados. Certo tempo atrás, a nVIDIA proporcionou um bug que poderiam queimar a placa de vídeo (uau! linkei babooo, espero que ninguém comente isso).
    • Código espião, backdoor,… você espera que o fabricante não faça isso, mas confia mesmo ?
  • Nem todos querem ter um módulo proprietário instalado sem consentir isso.

Na maioria das vezes, nenhum módulo proprietário é necessário para o correto funcionamento do sistema, mas algumas vezes, o rendimento pode ser melhorado se usarmos o módulo proprietário, é o caso das placas de vídeo ATI e nVIDIA.

A ATI tem trabalhado juntamente com os desenvolvedores do kernel do Linux para propiciar um módulo aberto tão bom quanto o proprietário, mas isso pode demorar.

A nVIDIA por outro lado, não coopera. Projetos como noveau tomam a iniciativas de usar métodos como engenharia reversa para tentar criar um módulo que satisfaça a necessidade de melhor rendimento dessa placa de vídeo sem necessitar do módulo proprietário.

Se você usa placas de vídeo da marca VIA, infelizmente a única opção é instalar os drivers proprietários do fabricante que pode ser obtido aqui ou aqui.

O mesmo problema da VIA ocorre se você usa placas de vídeo da marca SIS, onde apenas drivers proprietários dão alguma dignidade ao hardware, instruções para isso podem ser obtidas aqui.

No que se refere a drivers opensource e proprietário, o suporte ao Linux previlegia as marcas Intel, AMD e nVIDIA.

Há uma aplicação que lhe mostra uma lista hardwares que foram identificados como sendo possuidores de módulos proprietários, nesta você decide ativa-lo ou não.

Para exibir estes hardwares no ambiente GNOME vá no no menu Sistema->Administração->Drivers de Hardware.

Para exibir estes hardwares no ambiente KDE vá no menu kickoff e procure por Aplicativos->Sistema->Additional Drivers.

Eis que então os hardwares proprietários que podem carecer do drivers do próprio fabricante serão alistados :

Veja os elementos que existem em seu sistema, se desejar ativar algum deles, apenas posicione-se corretamente sobre o item e clique no botão [Ativar]. No caso de alguns módulos como nVIDIA, podem aparecer versões diferentes, isto acontece porque a nVIDIA não cria um único módulo para todas as gerações de suas placas, na realidade, gerações mais antigas são descontinuadas e acabam seguimentando em várias versões para gerações diferentes de placas e você tem de adivinhar qual delas servirá para o seu caso, se sua placa pertence a  ultima(as vezes penúltima) geração desse fabricante então escolha instalar sempre a versão corrente. Sim, isso é um problema se você escolher a versão errada, como eu disse, o módulo é proprietário e você deve estar contente com a preocupação que a fabricante tem por você.

A partir do Ubuntu 10.10, esse aplicativo é chamado de “Drivers adicionais” e pode colocar na relação de módulos opensource. Sim, alistará módulos opensource, mas não todos, apenas aqueles que foram instalados à parte, isto é, não é nativo do Ubuntu e podem ter sido obtidos através de compilação manual ou de software de terceiros. Um belo exemplo disso é o VirtualBox, que compila o seu módulo a cada mudança do kernel, veja este exemplo :

Notou na figura acima, um módulo de licença livre passa a aparecer na relação e temos a opção de desativa-la.

Esta é uma novidade a partir do Ubuntu 10.10.

Você pode achar que sou contra módulos proprietários. Mas não é bem assim, embora considere eles nocivos, eles ainda são bem-vindos enquanto não há um módulo opensource a altura para substituí-lo, ou seja, é melhor uma perna mecânica do que ficar sem nenhuma perna.

Possíveis problemas

Se você ativou algum driver proprietário de vídeo, AMD ou nVIDIA e a visualização ficou pior, então talvez você deva ler o artigo “Será que precisa de drivers proprietários ATI/nVIDIA mais atualizados ?“. Este artigo esclarecerá que alguns drivers precisam ser mais recentes do que estão disponíveis em nossos repositórios. No ambiente KDE, as fontes do Firefox passaram a serem exibidas muito feias assim que o driver nVIDIA foi habilitado e neste caso ainda não encontrei uma solução que não fosse voltar a usar o driver aberto.

Conclusão

Neste artigo vou aprendeu a habilitar módulos (drivers) proprietários em seu sistema e também reconhecer drivers opensource que não são nativos no Ubuntu Linux.

 

  1. #1 por dunha em 10 \10\UTC outubro \10\UTC 2010 - 12:14

    SIS AGP? Ó plaquinha do Demo!

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