Criando seu LiveCD

Este artigo visa mostrar como criar sua própria distribuição derivado do sistema que você já tem instalado.

Os recursos para esse essa personalização funcionar estão neste link :

https://relinuxkit.wordpress.com/

https://launchpad.net/relinux

A seguir mostro como você personalizar seu sistema antes de concluir a produção do [LiveCD/DVD/USB] que para fins didáticos chamaremos apenas de LiveCD.

O que fazer antes de criar um LiveCD ?

Como eu disse, antes de usar um LiveCD é conveniente personalizar o Ubuntu de acordo com o seu bel-prazer, isso inclui instalar todos os programas que você irá requerer no liveCD. Instalações pessoais, aqueles que se localizam /home/usuário não irão parar no LiveCD, a menos que queira usa-lo da forma “backup” onde /home e as contas também vão parar no LiveCD.
Depois de instalar todos os programas que você gosta, módulos, codecs e afins então finalmente poderá gerar seu LiveCD. Se voce estiver interessando em aprofundar-se em modificar aspectos gerais do GNOME então prossiga lendo os próximos tópicos.

Gostaria de incluir na sua distro algumas personalizações ?

Ao gerar um LiveCD notará que sua dsitro tem cara de Ubuntu, por essa razão, vou demonstrar que você pode fazer algumas personalizações no aspecto geral antes de gerar seu liveC, poderá :

  • Acrescentar novos papéis de parede
  • Mudar os sons temáticos
  • Trocar as fontes
  • Modificar as cores e afins.

Depois de você modificar alguns aspectos gerais do seu sistema, poderá criar  o liveCD  e irá reaproveita-lo nas posteriores instalações. Para realizar a maioria dessas alterações do sistema geral, você aprenderá a manipular o arquivo /etc/gconf/gconf.xml.defaults que contém as definições do GNOME e aprenderá a usar o comando gconftool-2 para realizar essa tarefa. Se você achar isso complicado então comece lentamente modificando apenas alguns aspectos que lhe parecem fáceis e vá subindo o nível de dificuldade gradativamente.

Importância do gconftool-2 :

Muitos ajustes podem ser personalizados com um único comando :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/caminho/para/o/nome/da/chave" "Conteúdo-ou-valor-chave"

Com este comando você muda ícones, cores, cursores, painéis,… sua imaginação é o limite!
Quando estamos executando o gconftool-2 em cima do arquivo /etc/gconf/gconf.xml.defaults, estamos modificando o padrão global das contas, assim se você criar um novo usuário ele receberá os valores pré-programados. As alterações feitas em /etc/gconf/gconf.xml.defaults não terão efeito nas contas já criadas, somente nas novas contas. Quando criarmos o LiveCD/DVD, esses mesmos padrões globais serão aplicados a primeira conta criada e as seguintes.
Para usar o gconf-tool-2, temos de saber exatamente qual o nome da chave a ser modificada, seu tipo e valor, se o nome da chave, tipo e valor não forem os corretos, o comando será ignorado e nenhuma entrada de registro será criada/alterada/excluída. Apesar das semelhanças com o ‘regedit’ do Windows, o ‘gconf-editor’ não deixa executar operações que não estejam previamente tipificadas e documentadas, não é possivel por exemplo, excluir uma chave importante ao sistema ou colocar um valor booleano numa chave que requer valores numéricos.

Papéis de parede :

sudo cp /local/onde/estao/os/papeis/de/parede/* /usr/share/backgrounds

Se quiser substituir o papel de parede padrão do Ubuntu pelo seu próprio (formato .PNG) :

sudo cp /local/onde/estao/os/papeis/de/parede/meu-papel-de-parede.png /usr/share/backgrounds/warty-final-ubuntu.png
 sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/background/picture_filename" "/usr/share/backgrounds/warty-final-ubuntu.png"
 sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/background/picture_options" "stretched"

A lista de papeis de paredes que podem ser selecionados depois da instalação pode ser incrementada se você editar o arquivo :

/usr/share/gnome-background-properties/ubuntu-wallpapers.xml

E replicar dentro dele a relação de arquivos contido em /usr/share/backgrounds.

Temas para o GNOME :

sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/temas/tema-para-gnome.tar.gz -C /usr/share/themes

Para definir um tema padrão, execute :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/gtk_theme" "Human-Clearlooks"

Para definir que as fontes do titulo da janela utilizem as fontes do sistema :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/metacity/general/titlebar_uses_system_font" "true"

Para definir uma “margem da janela” (metacity) padrão :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/general/theme" "Human"

Troque Human pelo tema “margem da janela” (metacity) que tenha copiado e queira usar como padrão.

Conjunto de ícones temáticos :

sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/icones/tematicos/icones-tematicos.tar.gz -C /usr/share/icons

Para definir um conjunto de ícone temático padrão, execute :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/icon_theme" "Human"

Troque Human pelo nome do tema de conjunto de ícones temático que tenha copiado e queira usar como padrão.

Sons temáticos :

sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/icones/tematicos/audio-tematicos.tar.gz -C /usr/share/sounds

Quer um padrão para os efeitos sonoros do GNOME ?

Vá no menu do GNOME-Sistema->Preferencia->Som(Preferencias de Som) e então configure alí quais serão os sons para cada evento do sistema. Depois de acertar todos os sons, então executar no terminal :

sudo mkdir -p /etc/skel/.gnome/sound/events
 sudo cp ~/.gnome/sound/events/gnome.soundlist /etc/skel/.gnome/sound/events/

Isso fará com que os sons/eventos que foram configurados para você sejam assumidos como padrão para qualquer nova conta criada no sistema. Eu não recomendo usar nomes de arquivos que possuam espaço em branco entre as palavras e nem usar eventos que correpondam aos mesmos usados pelo GDM como inicio e termino de sessão, pois se assim o fizer, ocorrerá um conflito de sons e o efeito colateral será o sistema ficar sem som para todas as outras coisas como assistir filmes e ouvir músicas. Já reportei esse bug e vamos ver quanto tempo levam para corrigir.
Se prefere deixar os sons de eventos desabilitados, então execute :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/desktop/gnome/sound/enable_esd" "false"

E com isso não precisará se preocupar com os sons do GDM ou possíveis conflitos.
Alteração : A partir do Ubuntu 8.10, os temas sonoros compativeis com freedesktop.org podem ser definidos assim :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/sound/theme_name" "sound-theme-freedesktop"

Mudando a cor de fundo do gnome-terminal :

Dependendo do Tema ou tantos outros itens que você for escolher para personalizar, o fundo branco do gnome-terminal não é muito interessante. Mesmo o tema padrão do Ubuntu não combina com o fundo branco, dependendo do atributo do arquivo ou pasta fica até difícil de ler porque as cores se misturam. Na minha opinião, o gnome-terminal só fica bonito e prático com cores escuras ou de alto-contraste, por exemplo : verde ou preto. No exemplo abaixo eu aplico um fundo de preto com letras brancas:

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/background_color" "#000000"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/foreground_color" "#FFFFFF"

Para os ajustes acima funcionarem é preciso desabilitar o uso de “cores do tema” no terminal :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/use_theme_colors" "false"

Ajuste a cor de fundo que lhe seja conveniente com o tema que estiver usando, mas fundos claros realmente desviam a atenção do ‘ls’ e ‘vim’ quando se usa saídas coloridas, o ‘preto’ tem sido a melhor cor de fundo que eu poderia aplicar.

Estabelecendo novas fontes à personalização :

As fontes Liberation são muito boas e recomendo :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/document_font_name" "Liberation Sans 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/font_name" "Liberation Sans 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/monospace_font_name" "Liberation Mono 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/general/titlebar_font" "Liberation Sans Bold 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/nautilus/preferences/desktop_font" "Liberation Sans 10"

Monitores LCD podem ter a exibição das fontes melhoradas :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/font_rendering/antialiasing" "rgba"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/font_rendering/hinting" "full"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/font_rendering/rgba_order" "rgb"

Splashes Screen para o GNOME :

sudo cp /local/onde/estao/os/splashes/* /usr/share/pixmaps/splash

O splash padrão do gnome é um link simbólico em /etc/alternatives/desktop-splash apontando para qualquer arquivo de splash. Ex:

sudo rm -f /etc/alternatives/desktop-splash
sudo ln -s /usr/share/pixmaps/splash/splash/meu-splash-favorito.jpg /etc/alternatives/desktop-splash

Mas ele não é carregado automaticamente a menos que que uma chave do GNOME diga para faze-lo, assim é necessário executar os comandos :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/gnome-session/options/show_splash_screen" "true"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-session/options/splash_image" "/usr/share/pixmaps/meu-splash-favorito.jpg"

Executando estes dois comandos, o splash escolhido será o padrão a ser usado por novos usuários criados no sistema.

Atalhos na Área de Desktop :

Algumas pessoas estão mais habituadas a ter os atalhos para : meus locais de rede, pasta pessoal e lixeira. Para ativar estes itens execute :
Ícone do Computador :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/computer_icon_visible" "true"

Ícone da Pasta Pessoal :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/home_icon_visible" "true"

Ícone de Servidores de Rede (Locais de Rede) :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/network_icon_visible" "true"

Ícone da Lixeira :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/trash_icon_visible" "true"

Vale lembrar que esses ícones não são necessários, pois eles existem em forma de applet’s e atalhos comuns no menu do GNOME.

Atalhos no Menu :

Criar um atalho no menu do GNOME é muito fácil, basta criar um arquivo em /usr/share/applications com a extensão .desktop com o conteúdo apropriado, como exemplo, vamos criar dois atalhos para aplicativos que são instalados no Ubuntu, porém alguém esqueceu de criar atalhos para eles, dê um ALT+F2 e execute :

gksudo gedit /usr/share/applications/gnomecc.desktop

Neste arquivo, localize a linha :

NoDisplay=true

e troque por :

NoDisplay=false

Salve o arquivo acima e pronto o atalho para o GNOME Control Center aparecerá nome menu do GNOME na seção [Sistema].

O GNOME antes possuia um método para visualizar as fontes instaladas e permitia também que se instalasse novas fontes, no entanto, este aplicativo morreu, embora voce possa ativa-lo como veremos a seguir, ele não instala mais fontes por ele, ele apenas as visualiza e ainda assim se voce informar o caminho para a fonte. Entendendo isso, voce não precisa nem se dar ao trabalho de ativar esse programa, mas se assim mesmo quiser fazê-lo, então repita a operação do passo anterior :

gksudo gedit /usr/share/applications/gnome-font-viewer.desktop

Trocando a linha :

NoDisplay=true

por :

NoDisplay=false

E tambem passará a ver um atalho para o Gnome Font Viewer no menu do GNOME.

Modificando as pastas GNOME

Um comportamento do GNOME/Ubuntu para mim é estranho. Nas versões anteriores, os nomes de pastas importantes eram traduzidas, cada qual em seu próprio idioma, por exemplo, a pasta ‘Templates’ chamava-se ‘Modelos’, a pasta ‘Documents’ chamava-se ‘Documentos’ e assim por diante. Mas, vou repetir, mas…a pasta ‘Desktop’ sempre chamou-se ‘Desktop’, a razão disso era óbvia para mim, a área de trabalho dum usuário é mui acessada e demasiadamente comprida sua tradução em diversos idiomas, mas enfim, traduziram ‘Desktop’ para ‘Área de Trabalho’, efeito colateral ? Sim, especialmente para quem usa o terminal :

cd Área\ de\ Trabalho

Toda referencia a ela, dá mais trabalho, seja por causa da acentuação ou seja por causa da barra invertida precedendo os espaços. Além disso, pessoalmente, misturar a acentuação em nome de pastas é algo que me irrita. Podemos corrigir ?
Sim, podemos. Dê um ALT+F2 e execute : gksu gedit /etc/xdg/user-dirs.defaults
Neste arquivo tem a relação de como se chamará as pastas do seu sistema, altere-o conforme sua necessidade. Eu por exemplo, alterei todas deixando-as em minúsculo e sem acentuação, veja :

# Default settings for user directories
#
# The values are relative pathnames from the home directory and
# will be translated on a per-path-element basis into the users locale
DESKTOP=desktop
DOWNLOAD=downloads
TEMPLATES=modelos
PUBLICSHARE=publico
DOCUMENTS=documentos
MUSIC=musicas
PICTURES=imagens
VIDEOS=videos
# Another alternative is:
#MUSIC=Documents/Music
#PICTURES=Documents/Pictures
#VIDEOS=Documents/Videos

Vê ? Essa solução é mamão com açúcar de tanto fácil.
Porém, os nomes de pastas não podem corresponder ao mesmo nome em inglês porque senão ele será traduzido, é o que ocorre com “videos” que se torna “vídeos” (com acentuação). Se voce quer “videos” e não “vídeos”, então terá de conhecer este outro artigo que demonstra uma segunda opção para alterar essas pastas : https://hamacker.wordpress.com/2008/06/26/re-especificando-pastas-especiais-do-gnome/

Nautilus CD Burner :

Tem certas coisas que não fazem sentido para mim, eu ainda não conhecí um gravador de CD/DVD que não tivesse o recurso de burnproof e overburn, então porque cargas d’agua não estão sempre ativados no nautilus ? Para corrigir essa deficiência à sua personalização :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus-cd-burner/burnproof" "true"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus-cd-burner/overburn" "true"

Instalando extensões globais para o OpenOffice :

Extensões globais são extensões comuns mas quando instaladas pelo usuário root valem para todos os usuários seguintes que forem cadastrados no sistema. Assim, se antes de usar o remastersys você incluir várias extensões globais, o OpenOffice de sua LiveCD/DVD já incluirá prestimosas e uteis extensões. Veja um exemplo :
A extensão “Vero” é um dicionário português-brasileiro que já inclui o novo acordo ortográfico, a url para descarregar a extensão Vero é :

http://www.broffice.org/files/Vero_pt_BR_V204AOC.oxt

Assim vamos descarrega-lo da internet :

wget -vc http://www.broffice.org/files/Vero_pt_BR_V204AOC.oxt

E depois executamos o comando que irá inclui-la dentro do OpenOffice :

/usr/lib/openoffice/program/unopkg add -f --shared Vero_pt_BR_V204AOC.oxt

Dessa forma a extensão será incorporada dentro do OpenOffice.org. Mas atenção : Nem todas as extensões podem ser instaladas desse modo, algumas infelizmente só podem ser instaladas no perfil do usuário, é o caso por exemplo da extensão Cogroo, um util corretor gramatical.

Instalando extensões globais para o Firefox :

Extensões globais para o firefox só podem ser instalados a partir da versão 3.5.
Eu gostaria de resumir, mas o tempo não me permite.
Por gentileza, leia essa página :

https://developer.mozilla.org/en/Installing_extensions

Quando me sobrar algum tempo, eu detalho melhor a realização dessa proeza, mas basicamente :
– Pega-se o complemento na sua forma compactada, isto é, .xpi e descompacta-o numa pasta qualquer.
– Abre o arquivo install.rdf com o gedit e procura a linha :

[em:id="langpack-pt-BR@firefox.mozilla.org"[/em:id]

O Application Id (AppID) desse complemento no nosso exemplo é langpack-pt-BR@firefox.mozilla.org. Guarde o AppID, ele será usado mais adiante.
– Crie a seguinte pasta :

mkdir -p /usr/lib/firefox-addons/extensions/{AppID}

dependendo do seu linux, o diretorio pode ser diferente, tal como : /usr/lib64/firefox-addons/extensions/{AppID}
No nosso exemplo, a pasta de instalação será : /usr/lib/firefox-addons/extensions/langpack-pt-BR@firefox.mozilla.org
– Copie o conteúdo do complemento descompactado (.xpi) para a pasta de instalação :

cp -vR cp -vR /local/onde/descompactei/o/complemeto.xpi_FILES/* /usr/lib/firefox-addons/extensions/langpack-pt-BR@firefox.mozilla.org chmod 755 -vR /usr/lib/firefox-addons/extensions/langpack-pt-BR@firefox.mozilla.org

Quando o firefox for iniciado, ele autodetectará a presença do novo complemento.

Pronto! O complemento estará instalado para todos os usuários do Sistema.

Trocando o ‘media player’ padrão :

Todos sabem, o ‘media player’ padrão do GNOME é o Rhythmbox, isto é, se voce anexar o iPod ao sistema, será com o ‘media player’ padrão do GNOME que verá sua lista de músicas. Mas tantos outros preferem usar outro programa, a solução é simplesmente trocar o ‘media player’ padrão do GNOME por outro, para tanto execute :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/applications/media/exec" "exaile"

Lembrando que “exaile” é apenas um exemplo, você poderá usar o mplayer, vlc ou qualquer outro que tenha preferencia que possa gerenciar mídias anexadas ao sistema. Relembrando que ao usar ‘gconftool-2’ em cima do arquivo /etc/gconf/gconf.xml.defaults, só modificará o padrão do sistema para novos usuários.

Trocando as associações de tipos de arquivos :

Voce saber que se der um duplo clique num arquivo .avi irá assistir o video com o Totem, certo ?
Mas e se você quisesse mudar essa associação, para que ao assistir um arquivo .avi usasse por exemplo o VLC ?
A solução para esse problema, é a mesma solução com a qual você poderá modificar qualquer tipo de associação de arquivo com o seu player preferido. Basta editar o arquivo :

sudo gedit /usr/share/applications/defaults.list

Então procurar o MIME para .avi :

(...)
video/vivo=totem.desktop
video/vnd.divx=totem.desktop
video/vnd.rn-realvideo=totem.desktop
video/vnd.vivo=totem.desktop
video/x-anim=totem.desktop
video/x-avi=totem.desktop
video/x-flc=totem.desktop
video/x-fli=totem.desktop
video/x-flic=totem.desktop
video/x-flv=totem.desktop
(...)

E trocar a ocorrencia “video/x-avi=totem.desktop” por “video/x-avi=vlc.desktop”.
Lembrando que nesse caso, o VLC deverá estar instalado e seu atalho /usr/share/applicarions/vlc.desktop existir. Também o atalho deverá ter a instrução MIME correspondente a “video/x-avi”, ex:

MimeType=video/dv;video/mpeg;video/x-mpeg;video/msvideo;video/quicktime;video/x-anim;video/x-avi;video/x-ms-asf;video/x-ms-wmv;video/x-msvideo;video/x-nsv;video/x-flc;video/x-fli;application/ogg;application/x-ogg;application/x-matroska;audio/x-mp3;audio/x-mpeg;audio/mpeg;audio/x-wav;audio/x-mpegurl;audio/x-scpls;audio/x-m4a;audio/x-ms-asf;audio/x-ms-asx;audio/x-ms-wax;application/vnd.rn-realmedia;audio/x-real-audio;audio/x-pn-realaudio;application/x-flac;audio/x-flac;application/x-shockwave-flash;misc/ultravox;audio/vnd.rn-realaudio;audio/x-pn-aiff;audio/x-pn-au;audio/x-pn-wav;audio/x-pn-windows-acm;image/vnd.rn-realpix;video/vnd.rn-realvideo;audio/x-pn-realaudio-plugin;application/x-extension-mp4;audio/mp4;video/mp4;video/mp4v-es;x-content/video-vcd;x-content/video-svcd;x-content/video-dvd;x-content/audio-cdda;x-content/audio-player;video/x-flv;

Como pode ver, é simples :)

Diretórios não documentados :

Alguns arquivos também são importantes para personalização :

/etc/skel
/etc/gnome
/etc/gconf
/etc/alternatives
/etc/xdg
/etc/default
/etc/adduser.conf

Mas nesse caso, vou deixar que você faça a sua pesquisa e descobrir para que servem ou como utiliza-los para criar suas personalizações.

Compilando seu LiveCD

Tendo feito todos os ajustes e personalizações em seu ambiente basta executar os seguintes comandos :

E então será gerado um arquivo .iso em /home/relinux, este .iso você deverá testar numa máquina virtual para certificar-se de que está operacional e 100% garantida e a partir daí poderá distribuí-lo em CD, DVD ou USB.

sudo relinux fullclean ./relinux.conf
sudo relinux iso ./relinux.conf

Para concluir, o diretório /home/relinux fica cheio de arquivos temporários, para efetuar uma limpeza, mas mantendo o arquivo .iso execute o comando :

sudo relinux clean

Embora o tamanho do iso deva ser coerente com a mídia onde será gravado, recomenda-se não ultrapassar 4GB.

Conclusão

É uma mão na roda criar um LiveCD com as opções já prontas de instalação, inclusive colocando-o num Pendrive torna as coisas mais fáceis ainda.

  1. #1 por joaopaulogoisalves em 13 \13\UTC abril \13\UTC 2012 - 12:36

    Hamacker, ele deu esse aviso aki:
    Creating filesystem.squashfs
    This will take a while so be patient
    Adding stage 1 files/folders that the livecd requires.
    Adding stage 2 files/folders that the livecd requires.
    This will probably take longer than the first stage.
    The compressed filesystem is larger than the iso9660 specification allows for a single file. You must try to reduce the amount of data you are making and try again.

    Como faço pro arquivo ficar menor?

  2. #2 por Rodrigo Siqueira em 19 \19\UTC junho \19\UTC 2012 - 18:12

    só uma coisa que não entendi muito bem… eu preciso criar uma nova conta de usuário para poder fazer as alterações e personalizações? daí depois eu compilo ? abraços!

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