Opinião : Desbloqueio do PS3

Essas ultimas semanas, no mundo dos games, se falou muito sobre o desbloqueio do PS3, um dos sites com comentários mais fervorosos foi br-linux :

http://br-linux.org/2011/software-permite-assinar-digitalmente-seus-programas-para-rodar-no-ps3/

http://br-linux.org/2011/sony-diz-que-atualizacao-acabara-com-nova-vulnerabilidade-do-ps3-mas-ha-quem-discorde/

Claro que todos em sã conciencia deveriam ser contra a pirataria.

Aqueles que são favoráveis a pirataria deveriam se perguntar : “Tudo bem se alguem levar meu carro sem pagar nada por ele ?”, se a resposta for favorável então ao menos age sem hipocrisia, mas dúvido muito que pessoas assim existam. Antes que se ofenda (alguns já se ofenderam por comparar pirataria com roubo de carros), alguem que usufrui da pirataria só seria coerente consigo mesmo se deixasse as outras pessoas fazerem com os bens dele o mesmo que ele faz, isto é, pegar sem pagar. Na minha opinião, o delito é o mesmo, variando apenas no valor do bem.

Mas há algo que não pode ser silenciado, a Sony poderia ter agido de forma diferente e ter evitado esse grande problema.

Veja só, ao remover a capacidade rodar outros sistemas operacionais (o “OtherOS”) diretamente do PS3, tomou uma ação preventiva contra a possibilidade de pirataria. A ação da Sony pode ter sido certa, mas não foi justa. Muitos de nós sabe diferenciar, o que é certo do que é justo, justiça tem a ver com equilibrio, isto é, as duas partes tem o mesmo peso, como uma balança que vê dois pendulos pesando exatamente o mesmo valor. Já o certo e o errado podem ser definidas em contrato, e com apenas uma “canetada” tornar-se injusto ou arbitrário.

A comunidade hacker é como uma hive (colméia) , um membro sozinho não quer dizer muita coisa, especialmente se comparado aos recursos que uma empresa como a Sony possui, mas se todos se unirem em prol dum objetivo único, faz um belo estrago. Estamos falando de hackers, que possuem mentes muito criativas. Lembra do certo e do justo? Pois é, a Sony fez alguns verem que essa “canetada” com a remoção do “OtherOS” fosse visto como injusto e deu a hive um objetivo comum :  permitir o PS3 voltar a rodar “Other OS“.

Não passa muito tempo e alguem engenhosamente – especula-se que informações privilegiadas de dentro da própria Sony permitiram isso – usou um esquema que burlava a segurança do PS3 e permitiria rodar softwares diversos e para a tarefa seria necessário apenas um pendrive com um software especifico gravado alí. Este software que burla o esquema de segurança da Sony, chamados as vezes de Jailbreak tem muitos nomes, talvez o mais conhecido seja o PSGroove.

O falha que permitiu JailBreak assemelha-se mais a um backdoor deixado pela própria Sony, provavelmente com o objetivo de testes e reparo nestes aparelhos e que nunca deveria ter se tornado público, como eu disse, a causa mais provável deve ter sido um vazamento de informações privilegiadas vindo de alguem da Sony.

Pronto ! Da-se-á inicio a temporada de gato e rato com atualizações frequentes no software que equipa o PS3 (chamado de firmware) para controlar essa infestação no PS3. Mas até aí, nenhum sistema foi quebrado, apenas burlado através dum recurso já existente do PS3.

Nesse interím, hackers  estudam o PS3 e não muito tempo depois, quebram o nível mais alto de segurança do PS3 : o certificado-raiz privado que dá autorização para assinar qualquer software como legitimo para funcionar no PS3, agora foi decifrado e para o pesadelo da Sony divulgado. E ainda por cima, hackers esnobam a Sony por dizer que não esperavam um big fail, já que a chave privada usada para assinar digitalmente encontrava-se no próprio PS3. Atualizações de firmware podem  complicar um JailBreak, mas um software assinado e certificado é visto como sendo original.

Muito triste que as coisas tenham caminhado assim, mas se você reparar, a Sony foi um pouco antipática, vejam :

  • Retrocompatibilidade com jogos antigos foi prometido e depois quebrado ;
  • Rodar jogos legitimos a partir do HD, nunca entendi bem, mas porque nunca poderia rodar o jogo que eu comprei diretamente do HD ? Tá, aí você diz que é para não rodar jogos legitimos que foram “emprestados”, mas como programador, eu sei que com boa vontade e um zilhão de engenheiros poderia se validar jogos legítimos por tempo limitado e revalidar em seguida.

Parece que ter removido o “OtherOS” foi o fim da picada (paródia com hive :). Mesmo com o JailBreak, a infestação estaria controlada, mas com o vazamento da chave privada, só um novo hardware resolve.

Se a Sony soubesse que teria tido o desfecho que teve, provavelmente voltaria atrás.

A partir de agora, com firmwares alternativos, os recursos desejados pelos usuários simplesmente acontecem.

Se a Sony tivesse sido mais esperta e concedido o que os usuários estavam interessados como retrocompatibilidade e rodar jogos diretamente do disco, ela poderia ter controlado para que esses recursos funcionassem num modelo que ela estabelecesse, mas por privar isso, deu a oportunidade à todos de tocar o fruto proibido : uma firmware que faz tudo isso.

Agora, todos terão acesso a recursos que a Sony nunca ousou investir.

Parabens Sony.

  1. #1 por victor ribeiro em 17 \17\UTC janeiro \17\UTC 2011 - 15:33

    Confundir pirataria com roubo é tenso….

    Jesus foi um ladrão então por ter multiplicado os peixes e os pães?

  2. #2 por victor ribeiro em 17 \17\UTC janeiro \17\UTC 2011 - 15:36

    Pirataria é o ato de roubar navios, copiar e distribuir tá mais perto de um até de compaixão!

  3. #3 por Vinny em 17 \17\UTC janeiro \17\UTC 2011 - 19:18

    Sem querer defender a pirataria, eu sou contra, mas realmente comparar pirataria com o roubo de carro é ter uma visão medíocre dos fatos.

    Em um roubo a pessoa lesada deixa de ter o objeto roubado, na pirataria o dono do produto pirateado não perde a posse do mesmo, e continua tendo e vendendo esse produto, não dá para comparar assim em termos simples.

  4. #4 por admin em 18 \18\UTC janeiro \18\UTC 2011 - 9:24

    Parece que alguns estão incomodados com a expressão “roubar”, embora não tenha dito isso.
    No artigo eu disse “Tudo bem se alguem levar meu carro sem pagar nada por ele ?”, uma retórica com a qual se sentiram incomodados. Isso é bom, significa que a consciência ainda funciona.
    Mas o que eu quiz dizer em outras palavras foi, alguem que usufrui da pirataria só seria coerente consigo mesmo se deixasse as outras pessoas fazerem com os bens dele o mesmo que ele faz, isto é, pegar sem pagar.
    Sintam-se bem com a idéia e na minha opinião, o delito é o mesmo, variando apenas no valor do bem.
    Se nao concordam comigo, talvez vocês estejam certos, pirataria não é crime e sou eu que age de forma estúpida em não aproveitar a ocasião.

  5. #5 por Jonatã em 18 \18\UTC janeiro \18\UTC 2011 - 15:02

    Concordo com hamacker e discordo de Vinny. Se prestar bem atenção a sua análise, é lógico que o produtor de música/filme/software que vende seu produto é lesado pela pirataria – pelo roubo de seu trabalho. Ele deixa de ganhar o dinheiro de seu trabalho, e eu acho que deixar de ganhar dinheiro por algo que você faz para se sustentar é uma “lesão”. Não importa se quem faz ganha rios de dinheiro ou não mereça ganhar, o fato é que essa pessoa tem o direito de ganhar pelo trabalho que faz e o valor que julgue justo. O que infelizmente muitos pensam é que o roubo precisa ser o ato de pegar sem pagar algo físico – uma mídia de CD na capinha, original. Mas isso é um pensamento errado. Muitos minimizam a abrangência do termo “roubar” pois hoje é facílimo copiar ou duplicar qualquer coisa. Mas não é isso que torna qualquer conteúdo copiado/duplicado livre de um “dono”. Muito pelo contrário. O dono pede para não fazer cópias. Quem desobedece essa exigência do dono do conteúdo está fazendo algo contra a lei. Querendo ou não, gostando ou não, está cometendo um crime. É um criminoso.

    Voltando à comparação do hamacker, do carro, ele não falou em alguém roubar mas pegar sem pagar. Isso é um desejo do dono – que ninguém “pegue” o carro e usufrua dele sem compensação. Poderia acontecer de o dono do carro não se importar em alguém pegar o carro sem pedir e não dar nada em troca ou pagar por ele. Mas o caso aqui é o de produtores de conteúdo protegido por copyright que não querem seus carros “pegos” sem pagar. Esse é um desejo do dono. É só se colocar no lugar do “dono” para entender o que isso significa.

    Hamacker, uma pergunta: a opção desse tal de “OtherOS” realmente permitia rodar jogos piratas? Ou apenas permitia instalar outros sistemas?

    Muito obrigado.

  6. #6 por admin em 18 \18\UTC janeiro \18\UTC 2011 - 16:12

    Olá jonatã,

    A opção “OtherOS” permitia instalar um outro sistema operacional, geralmente Linux.
    O único inconveniente dessa opção é que por se tratar duma máquina virtual, a Sony limitava artificialmente a capacidade do hypervisor, por exemplo, o SO instalado alí não tinha capacidade de aceleração por hardware (GPU). Até aí tudo bem, afinal, se o Linux tivesse acesso a 100% do hardware, o próprio SO iria competir com o console, e isso seria muito ruim para a Sony. Mas muita gente usava assim mesmo, alguns laboratórios incluiam PS3 (vários deles) em Grid de computação, por se tratar dum processador muito potente oferecendo um excelente custo/beneficio se comparado com workstations.

  7. #7 por Helvio em 21 \21\UTC janeiro \21\UTC 2011 - 11:20

    Seu texto é tosco e lamentável. Comparar jogos com carros foi seu erro, e você desenvolveu esse erro durante todo seu texto.
    Um carro é único, não pode ser copiado. Um jogo é software, se alguém copiá-lo, você não vai ficar sem ele.
    Portanto, se você for MESMO comparar um jogo com um carro, não faça uma referência a roubo, mas sim a empréstimo.
    Eu empresto meu carro sem o menor problema.

    Entenda que para cada jogo pirateado, não significa uma venda perdida. Veja o exemplo do Humble Indie Bundle, que vendeu dois pacotes de 5 jogos, via download, pelo preço que o comprador quiser. Seja U$0.01 ou U$1000.00. E ele, em dois dias, arrecadou mais de 2 milhões de dólares. Particularmente eu comprei os 2 pacotes, por U$15.00 cada, um valor acima da média. E, veja que interessante, o jogo agora é meu! E eu posso te passar o link para baixá-lo. Não existe Serial, CD-Key, nada!

    Já alguém que tem 100 jogos baixados (piratas), é alguém que não vai jogar nem 10 jogos, e destes 10, provavelmente compraria apenas 1. Portanto, em linhas toscas (assim como seu texto), podemos dizer que a pirataria corresponde a 1% de vendas perdidas dos desenvolvedores. Mais de 90% são devido a baixa qualidade do jogo. Veja “Sonic, the Hedgehog” para PS3. É simplesmente lamentável o tempo de Loading, quase 1 minuto por missão. Tenho meu PS3 destravado e copiei o Sonic para o HD simplesmente para reduzir o tempo de Loading. Os jogos que tenho no HD? Sonic e Gran Turismo 5, ambos originais, e os que estamos (eu e meu irmão) jogando atualmente. Quando for investir meu tempo em outro jogo, como Red Dead Redemption (que também possuo original), apago um dos backups e coloco o novo, para jogar com menos Loading…

    Detalhe: a legislação permite que eu tenha UMA cópia de segurança de meus discos. Estou sendo hipócrita ou pirata? Não.

    Tinha um PS2 destravado com zilhões de jogos que nunca joguei. Mas tenho Kingdom Hearts 1 e 2, originais. Imagino que esta seja uma boa linha a ser seguida. Não baseio meus conceitos em lei nenhuma, mas apenas no que julgo correto, como desenvolvedor:

    Experimente. Gostou? Compre.

    Se eu tivesse comprado todos os jogos que tive de PS2 originais, estaria prestigiando os desenvolvedores e furando meu bolso com jogos de baixa qualidade.

    Agora fica a pergunta:
    Baixei Kingdom Hearts II, joguei, gostei e uma semana depois comprei. Alguém saiu perdendo?

  8. #8 por Helvio em 21 \21\UTC janeiro \21\UTC 2011 - 11:29

    A propósito, não existe um backdoor no PS3, o jailbreak foi um EXPLOIT.

    E todo equipamento que possui ROM, normalmente possui um BOOTLOADER, que provavelmente é ativado pelo JIG da Sony, que faz o PS3 entrar no modo de SERVIÇO (manutenção).

    Outra coisa, caso você tenha acompanhado a evolução Scene no PS3 durante 2010, vai entender que a remoção do OtherOS, ao contrário do que muita gente diz, não causou o Jailbreak. Para lembrá-lo:

    George Hotz (GeoHot) conseguiu, por curiosidade, acesso ao Hypervisor e ao GameOS (LV1 e LV2), através do OtherOS.
    Alguma documentação foi publicada.

    Com medo, a Sony removeu o OtherOS.

    Meses depois, a equipe PSJailbreak, com informações provavelmente vazadas da Sony, lançaram um Dongle (não chame de Pendrive, este termo é comum para Flash Drives no Brasil, e pode confundir seus leitores, se é que tem muitos para se preocupar) que alterava a memória do PS3 para permitir instalar e executar binários não assinados.

    NESTE PONTO A COLMÉIA FOI CHACOALHADA, DEVIDO AO PREÇO ABUSIVO DO DISPOSITIVO.

    Mathieus Hervais copiou este dispositivo e criou o PSGroove.

    Apenas recentemente, o OtherOS foi utilizado para calcular a Root Key do PS3, em um PS3 rodando o firmware 3.15, antes do OtherOS ser removido, porém já com um Dongle (Jailbreak).

    Agora, responda: Em que ponto a remoção do OtherOS agitou a PS3 Scene? Lembre-se que não possuimos uma versão simples e estável do Linux rodando nos últimos Firmwares (sejam eles OFW, CFW ou MFW)

  9. #9 por admin em 21 \21\UTC janeiro \21\UTC 2011 - 18:02

    Eu sei separar o que é pirataria do que é um backup, dar explicação sobre o que é pirataria não é intenção do artigo.
    Aqueles que abusam da pirataria pessoal tem uma profunda dor na coincidência ao usar comparação com carros, ainda bem que no artigo puz “Na minha opinião, o delito é o mesmo, variando apenas no valor do bem”.

  10. #10 por ABU em 24 \24\UTC janeiro \24\UTC 2011 - 19:40

    Hamacker, sou advogado e não vou ficar corrigindo eventuais equívocos técnicos mas o que deveria ser ressaltado é que no que tange a pirataria de software o dano é a remuneração intelectual. O “dono” da obra merece a devida remuneração a sua criação.

    Mas convenhamos…. a Sony poderia baixar os preços ….

  11. #11 por Helvio em 26 \26\UTC janeiro \26\UTC 2011 - 8:34

    “Aqueles que abusam da pirataria pessoal tem uma profunda dor na coincidência ao usar comparação com carros”

    Esta é a sua opinião, é baseada em que para me convencer?
    Você fabrica Softwares e Carros para saber a diferença de ser roubado entre ambos?

    Claro que existe uma diferença enorme de valores, mas se você for além de seu estribo, vai perceber que não é só isso.

  12. #12 por Jader Marciano em 5 \05\UTC fevereiro \05\UTC 2011 - 13:44

    Na boa, eu não entendo patavina da conversa técnica que vocês tiveram (meu cérebro parou na parte do SO pra PS3). E é admirável, admirável mesmo que você, Helvio, tenha coragem de comprar os jogos originais de que gosta, depois de experimentá-los por meio de uma cópia não-autorizada.

    Mas o fato que o Hamacker quer ressaltar (e eu sei que é EXATAMENTE ISSO que ele quer dizer) é que TODA VEZ QUE VOCÊ COMPRA UM PRODUTO PIRATA, ESTÁ INCORRENDO EM CRIME!!! VOCÊ ESTÁ MESMO ROUBANDO ALGO QUE POR DIREITO É DE OUTRA PESSOA [no caso, empenho/tempo/dinheiro/criatividade do(s) criador(es)]. Se você inventa/cria alguma coisa, qualquer que seja ela, É SUA!!! Se alguém resolve tirá-la de alguma forma de você, sem a sua autorização, isso é ROUBO, e você certamente vai ficar muito doido de raiva por isso. Ninguém nunca pegou algo seu “emprestado sem te pedir”? Se sim, ou pior, se você teve algo roubado de ti, como se sentiu? Felizão?!

    Tosca e lamentável é essa sua idéia de que o roubo de carro não se compara à pirataria, e mais infeliz ainda o pensamento de que um carro é único. Nunca ouviu falar em clonagem de placas/carros? Você acha que eles fazem esse tipo de coisa por quê? Tunning? Não é pra dar o golpe de alguma forma, seja por usar para ilícitos, seja para não ter que pagar multas?

    Helvio, você trabalha? Se sim, você e qualquer um que o faz sabem quanto o seu trabalho te toma tempo e esforço; se não, não te culpo por defender a pirataria: você não vai saber MESMO o que é ralar o mês inteiro, pra chegar no final dele e comprar alguma coisa que você deseja. Só tendo que ralar por elas damos o real valor às coisas que temos. Seja um carro que você comprou com o suor do seu trabalho, seja um jogo que você criou trabalhando suado, TUDO TEM UM VALOR FINANCEIRO. E quer alguém lhe tome seu carro, quer você tome de qualquer forma a criação de alguém, doa a quem doer, É ROUBO.

    Ainda na linha de comparação veículo/qualquer-propriedade-criativa-protegida-por-copyright, quando você vai na loja comprar um carro, você tem todo direito de pedir um teste de direção, afinal é seu dinheiro que você vai investir, e você não quer pôr dinheiro numa barca furada. Você não vai roubar um carro a fim de testá-lo. Se você chega numa loja pra comprar um jogo, talvez não possa testá-lo porque ele vem lacrado e o dono da loja é um tremendo sem-coração. O jogo também é muito caro, portanto você não vai arriscar comprá-lo só pra saber como é.

    Nessa hora que entra o tipo de inteligência que a mulecada de hoje, tendo muito mais meios para fazê-lo, com frequência não tem a capacidade de botar em prática: monta comunidade, blog, o escambau, pra juntar uma galera na sua região que também se interesse em comprar jogos originais. Isso, até pouco tempo, era chamado “clubinho”, lembra/ouviu falar? Sei que é mais difícil porque a mídia dos jogos de hoje em dia é muito mais sensível, arranha, e nesse caso não tem problema fazer UMA cópia pra emprestar pros camaradas com base no jogo ORIGINAL, QUE VOCÊ COMPROU, e que eles também façam o mesmo. É seu direito constituído zelar pelo bem-estar do seu patrimônio, bem como cedê-lo a quem bem entender.

    Existem ainda feiras, onde você pode testar diversos jogos (se você for de SP, principalmente). Descola a bunda da cadeira/sofá/almofada/do chão, e vai à luta, champs! Até pouco tempo inda havia jogos que vinham com demonstração de outros jogos, mas acho que acabaram com essa parada… Ainda assim, há diversos vídeos sobre vários jogos, resenhas, sugestões, críticas, detonados… É uma infinidade de coisas! Na minha época de Mega Drive, a única opção que a gente tinha era perguntar pros parceiros da vizinhança: “e aí, a parada é da boa?!” Ou assistir aqueles programas que falavam de video game, que ainda formam uma opção. Então se move! A Sony careia os jogos mais que carro importado, e dificulta o acesso à informação palpável sobre os jogos? Protesta! Para de criticar o blog de um cara que só tá aí pra ajudar a geral, usa a mufa, junta o mulão, e protesta! Mas protesta que nem gente, não como criminoso. Piratear não é nem nunca foi protesto, a menos que você faça isso de modo evidente e deixe bem claro quais seu objetivos, mas eu imagino que você não queira que os federais baixem na sua casa junto com os downloads dos seus joguinhos.

    E lembra, manolo, que sempre há um outro jeito de agir, uma outra opção. Suas escolhas quem faz é você. Mais uma vez digo: vai à luta, champs! Porque é muito cômodo colar o pandeiro numa cadeira na frente do computador e dar a entender que uma pessoa agiu como tola ou é medíocre, porque se ardeu com uma verdade que ela disse. Mas coloca na cabeça que só agir pra mudar sua vida e as coisas que a influenciam é o que diferencia os fortes dos fracos. Hamacker tá fazendo isso, modificando SO open source pra galera ter uma opção além do Windows, ou WinPirata, e ainda se virando pra arranjar um jeito de ensinar aos interessados a fazer o mesmo, entre o trabalho e outras responsabilidades. E você, está fazendo o quê?

  13. #13 por eug em 1 \01\UTC abril \01\UTC 2011 - 14:29

    “Pirata” é um termo de engenharia social.
    O termo certo é uso não-licenciado ou uso indevido.
    Pirataria é o que o amigo falou acima. Vc encosta um navio no outro, transfere a carga do outro ao seu, o outro fica sem e vc vai embora com a carga que era dele…

    A MS tb usa outro termo incorretamente: sw falsificado.
    Se vc copia o cd de instalação do windows do outro, ou baixa no emule/torrent, o sw não é falsificado, ele é originalíssimo. APENAS não é/está licenciado para vc usar.

    Seria falsificado se vc pegasse o ubuntu e colocasse um tema de xp/vista/seven no gnome e vendesse como se fosse xp/vista/seven. Aí sim, seria um xp/vista/seven falsificado.

    Mas uma cópia indevida/não-licenciada não é um windows falso/falsificado.
    Apenasmente vc não tem direito legal/comercial de uso dela…

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