Arquivo de junho \30\UTC 2010

Novo Guia Ubuntu Perfeito ou Novo Guia VirtualBox, o que prefere ?

Estou pensando em refazer dois guias que tiveram muito acesso na época em que foram publicados.

O artigo ‘Guia Ubuntu Perfeito’ foi um guia do tipo faça você mesmo, onde era considerado passo a passo o que devia ser feito ou instalado no Ubuntu para deixa-lo perfeito. Muita gente aprendeu a usar melhor o Ubuntu com ele. Eu removí este artigo do blog porque ele era aplicável apenas ao Ubuntu 8.04 e muita coisa mudou desde então.

Outro artigo com bastante acesso foi sobre o VirtualBox, ele ainda está disponível no Blog. Mas já anda meio desatualizado. Este artigo procedeu em como colocar as USBs para funcionarem, compartilhar pastas entre máquinas virtuais e sistema anfitrião, resolução de problemas e afins. O interessante do VirtualBox é que ele é mais focado para seu ambiente de trabalho, isto é, você aprende e já usufrui.

Os dois artigos são interessantes, mas do jeito que eu gosto de fazer, isto é, com bastante cópias de telas se tornam extensos e demorados. Assim, eu gostaria de saber da preferência de vocês sobre qual artigo devo escrever primeiro.

Deixe seus comentários e vote ano quadro ao lado.

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Alterando a resolução do terminal após o boot.

Algo que me incomodou no Ubuntu 10.04 é que quando troco o meu driver opensource por driver propriatário nvidia, a resolução do terminal volta para 640×480 que creio eu caiba 25 linhas por 80 colunas. Não sei quanto a você, mas eu gosto de mais linhas e mais colunas. Para mim, quanto maior a resolução, melhor.

Você pode alterar algumas coisas usando o programa startup-manager, mas as resoluções que ele dá como disponíveis são proporcionais 4:3, isto é, 640×480, 800×600 e 1024×768 que convenhamos é insuficiente para mim porque utilizo um monitor widescreen no formato 16:10.

A resolução para esse pseudo-problema é trabalhosa, no entanto, funciona.

1) Abra o terminal com permissão de administrador

Dê um ALT+F2 e execute “gksu gnome-terminal”.

Assim, não necessitaremos do comando “sudo” na seqüência de comandos que serão necessários realizar no terminal.

2) Instale mais programas

Execute no terminal :

apt-get install v86d hwinfo

3) Veja as resoluções que sua placa de vídeo é capaz de responder

Execute no terminal :

hwinfo --framebuffer

Listará algo semelhante a isto :

E tome nota da resolução que gostaria de usar, no entanto, a resolução escolhida tem de ser compatível com o seu monitor, caso contrário, não funcionará direito, por exemplo, minha placa de vídeo diz que posso usar 1920×1200, mas sei que este monitor que estou usando posso no máximo ir até 1440×900 :

(...)
Mode 0x0364: 1440x900 (+1440), 8 bits
Mode 0x0365: 1440x900 (+5760), 24 bits
Mode 0x0368: 1680x1050 (+1680), 8 bits
Mode 0x0369: 1680x1050 (+6720), 24 bits
Mode 0x037c: 1920x1200 (+1920), 8 bits
Mode 0x037d: 1920x1200 (+7680), 24 bits
Config Status: cfg=new, avail=yes, need=no, active=unknown

Coloquei em negrito a resolução que pretendo usar no terminal, note porém que para uma mesma resolução temos 8,16 ou 24 bits, estes se referem a quantidade de cores ou profundidade de cores como alguns sistemas expressam. Escolha sempre um resolução usando 8 bits que dá um total de 256 cores possíveis num terminal, quanto mais cores, mais memória sua placa de vídeo consumirá e convenhamos, para usar em terminal, as cores básicas já são mais do que suficientes. Perceba que para cada combinação de resolução versus quantidade de cores há um número chamado de Mode,  também conhecido como Vesa Mode, este número está em hexadecimal, sabemos disso porque é precedido de 0x.

Anotou o Vesa Mode da resolução e a quantidade de cores que pretende usar, a resolução e a quantidade de bits de cores ? Então anote, eu espero…

4) Edite o arquivo de configuração /etc/initramfs-tools/modules

Execute no terminal :

gedit /etc/initramfs-tools/modules

E acrescente a seguinte linha :

uvesafb mode_option=1440x900-8

Viu “1440×900” ? Pois é, essa foi a resolução que você anotou.

Viu “-8” ? Pois é, essa foi a quantidade de cores que você anotou.

Depois de acrescentar a linha acima, salve o arquivo e saia do editor.

5) Edite o arquivo de configuração /etc/initramfs-tools/conf.d/splash

Execute agora :

gedit /etc/initramfs-tools/conf.d/splash

E acrescente a seguinte linha :

FRAMEBUFFER=y

Depois de acrescentar a linha acima, salve o arquivo e saia do editor.

Execute agora :

update-initramfs -u

Isso efetivará as mudanças realizadas no arquivo de configuração.

6) [Opcional] Resolução no Grub ou durante o menu do Grub

Alterar a tela de Grub com as opções de boot não é necessário para muitos de nós, até porque raramente temos tantas opções no menu de grub para ter essa necessidade, no entanto, alguns podem desejar isso porque sabem como colocar uma imagem no fundo ou preferem ter ainda mais linhas dispostas no terminal interativo do grub. Se voce deseja realmente alterar a resolução do menu do Grub então siga esses passos :

6.1) Dê um boot no seu sistema, isso mesmo que você ouviu : dê um boot no seu sistema e após o POST de sua bios, segure a tecla Shift. Isso forçará o Grub ser exibido mesmo que tenha sido configurado para não ter um timeout de espera.

6.2) Na tela tradicional do Grub, digite ‘c’ para ir para a linha de comando do Grub :

6.2) Execute o  comando ‘vbeinfo’, isso mostrará as resoluções que estão disponíveis para você usar com o Grub, anote o Vesa Mode, resolução e o número de cores que  pretende usar, note que o Vesa Mode é um número hexadeciamal começando com “0x” :

Na figura acima, – embora não apareça na listagem – preferi anotar o Vesa Mode 0x164 para usar 1440×900 com 8 bits de cores, mas você pode ficar a vontade para usar outros, quanto maior a resolução e maior a quantidade de cores, sua tela de fundo e figura durante a carga do sistema (splash screen) poderá ser bem melhor.

Agora que você já anotou todos os dados da resolução desejada então dê um ESC para voltar ao menu do Grub e execute a opção tradicional para dar carga ao seu Ubuntu.

6.3) Depois do Ubuntu carregado, dê um ALT+F2 e execute ‘gksu gnome-terminal’.

Estando já no terminal, execute também :

gedit /etc/default/grub

Procure pela linha :

#GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT="quiet splash"

Edite a linha acima (ou acrescente-a, se não existir) deixando-a assim :

GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT="quiet splash"

Por que isso ? Apenas para deixar explicito essas opções, veja que se você deixar ela comentada, ambas as opções são ativas por default do mesmo jeito. A opção [quiet] define que o boot será silencioso e não poderá ter nenhuma interatividade com o usuário enquanto a opção [splash]  permite o uso de splash screens (figuras) .

Eu tenho por hábito remover essas opções quando percebo que meu boot tá demorando  demais e preciso saber o que está ocorrendo, caso contrário, ficarei esperando eternamente pelo GNOME que pode nem aparecer devido a algum problema que essas opções default do Grub estão me escondendo, assim quando estiver na mesma situação altere a linha acima por :

GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT=""

Finalmente, vamos ajustar a resolução do grub, procure pela linha :

#GRUB_GFXMODE=640x480

Edite a linha acima (ou acrescente-a, se não existir) deixando-a assim :

GRUB_GFXMODE=1440x900

Onde 1440×900 é a resolução que será usada ao exibir as opções do Grub e que lhe apareceu durante a execução do comando ‘vbeinfo’. Antigamente usavamos o parametro vga=[vesa mode] para ajustar a resolução, embora o parametro ‘vga=’ ainda funcione, ela não é mais necessária, o parâmetro GRUB_GFXMODE é mais elegante.

Vale ressaltar que resoluções widescreen ou 16:10 são consideradas experimentais, então podem funcionar ou não.

Depois das modificações sugeridas, salve o arquivo e saia do editor.

Execute agora :

update-initramfs -u
update-grub

Isso efetivará as mudanças realizadas no arquivo de configuração do Grub.

CONCLUSÃO

Pronto !

Reinicie o computador e passará a ver as modificações sugeridas.

Grande parte dessas sugestões foram retiradas deste artigo.

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Desabilitar o ipv6 deixa a sua rede mais rápida ?

Essa foi uma pergunta que encontrei na lista de discussão que participo.

A resposta é : muito pouco.

A explicação é que o ipv6 é apenas um protocolo (ou módulo) de rede que é linkado à sua placa de rede quando ela fica ativa. Se não tem “ipv6” então esse processo de subir a placa de rede terá um tempo menor porque haverá um módulo a menos para carregar.

Execute em seu sistema :

cat /proc/sys/net/ipv6/conf/all/disable_ipv6

Se retornar “0” você está com o ipv6 ligado, “1” então desligado.
Alguns seguem receitas para desabilitar o ipv6, note : mesmo quando ele já se encontra desabilitado em seu sistema !
Pior que isso é afirmar que seu sistema ficou mais rápido depois que seguiu a receita para desativa-lo.

Compensa deixar o ipv6 habilitado ?

Bem, também nada acontecerá a menos que você tenha em sua rede alguns produtos e serviços que usufruam dele. O ipv6 não é um protocolo “verbosivo”, isto é, quando ligado ele só fala com quem falar com ele. O ipv6 não fica realizando broadcast e pipocando pacotes a cada instante como seu irmão menor, o ipv4. Na realidade, o ipv6 é tudo com o que sonhamos numa rede : rotas automáticas, sem conflito de rede, sem dhcp para configurar (a menos que queira DNS automático) e muito mais. Assim, deixa-lo ligado não deixará sua rede mais devagar como alguns sugerem.

Mas então porque alguns afirmam que depois de desabilitarem o ipv6, seu sistema ficou mais rápido ?

Bem, a resposta para isso podem ser muitas.

Podemos considerar que essas pessoas já tinham serviços e produtos instalados em seu computador ou na rede que usam o ipv6. Tanto Windows como Linux, já tem todos os serviços de infra rodando com ipv6 : DNS, DHCP,… e que vem habilitados por padrão ! Também já começam a aparecer switchs e roteadores compatíveis com ipv6.

Também há uma outra razão, em função do ipv6 ser novo, sua implementação na maioria dos sistemas pode ter falhas/bugs e com isso ser explorado falhas de segurança nele, além de haver bugs em programas que utilizem-no, por exemplo, algumas pessoas aconselharam a desabilitar o ipv6 para aumentar a performance do Firefox, bug do Firefox ou do protocolo ? Não sei responder, mas quando havia realmente o bug, desabilitar o ipv6 realmente aumentava a performance do Firefox.

Outra coisa, já há relatos de programas nocivos (trojans, vírus, …) que exploram falhas especificamente em sistemas usando ipv6.

Assim, o relato de quem disse que seu sistema ficou mais rápido desabilitando o ipv6 pode ser verdadeiro porque as variáveis citadas acima ocorreram com ele.

Mas há outros como eu, onde o ipv6 não trouxe nenhuma perda de performance.

Razões para  desativá-lo :

  • Você pode desativar o ipv6 de seu computador para deixar o sistema mais leve, mas não se empolgue, pois trata-se apenas dum pequeno módulo.
  • Não deseja ser explorado por falhas em outros programas que tentem usar o ipv6 ao invés de ipv4.
  • Minha infra atual não suporta ipv6, logo não há motivos para deixa-lo ligado.

Se você quiser desabilitar o ipv6 de vosso sistema, então siga as orientações aqui.

Razões para mantê-lo ativado :

  • Uma hora ou outra aparecerão na internet e em nossas lans muitos hardwares falando ipv6 enquanto ainda haverá o ipv4, e quando essa hora chegar, sua máquina precisará  falar com ambos. Por isso o ipv6 vem habilitado por padrão em Windows e Linux.
  • Se no meu ambiente, o ipv6 nem “cheira” e nem “fede”, porque mexer ?

Conclusão :

Sem conclusão, você decide.

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Acompanhe a seleção com o Google Chrome.

Àqueles que como eu, estarão trabalhando em dias de jogos, mas gostariam de acompanhar os jogos da copa, eis uma solução.

Há uma extensão para o Google Chrome que lhe permite fazer isso :

https://chrome.google.com/extensions/detail/naenffbbmemiekgcjgelmggkaohdeaab?hl=pt-PT

A dica só vale para usuários do Google Chrome.

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Mudando a ordem das NICs eth0 e eth1.

Você monta um servidor que terá mais de uma placa de rede, geralmente você não se importa quem será eth0, eth1 ou ethX, certo ?
Errado !
Veja quando isso é um problema :

  • Em muitas situações desejamos inverter a ordem das placas de redes utilizadas como eth0 e eth1, as vezes usando uma placa de menor velocidade como eth0 e a de maior velocidade como eth1, mas o sistema pensa diferente e numera a eth0 como a outra placa.
  • A placa (NIC) eth0 pifou, você a substitui e agora ela se chama eth2 ? Ué, não era para continuar eth0 ?
  • Problemas sinistros com placas eth0 e eth1 trocando de lugar a cada boot ? Putz grilla !

Para evitar alguns problemas, sistemas baseados em Debian (Ubuntu incluso) tem arquivos especiais que amarram o eth0, eth1, etc2,…ethX por seu Mac Address (endereço físico de rede ou apenas Mac), assim se você abrir o computador e efetuar troca placas de rede de lugar entre seus slots, a ordem dessas interfaces não alterará, a eth0 de antes continuará sendo a mesma NIC, idem a eth1.

Isso é muito engenhoso porque com servidores Windows já tive problemas cabeludos com servidores que possuem multiplas placas de rede.

Se você precisa alterar a ordem de sua placa de rede, execute primeiramente na linha de comando o seguinte comando :

$ifconfig

O comando acima listará as placas de rede que você possui, anote o mac de suas placas.

Agora anote qual mac será eth0 e qual será eth1, depois disso edite o arquivo /etc/udev/rules.d/70-persistent-net.rules :

# PCI device 0x103c:0x1031 (hp100)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="08:00:09:ec:6d:1b", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth0"

# PCI device 0x11ab:0x4320 (skge)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:13:d4:7a:88:39", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth1"

O arquivo acima determina qual mac será eth0 e eth1, notou ?

O que você faz a seguir, onde está eth0 ou eth1 você pode simplesmente trocar por eth1 e eth0 e assim mudar a ordem, certificando-se porém que o Mac Address corresponda exatamente a placa desejada. Muito cuidado para não deixar duas eth0 ou duas eth1.

Você pode aproveitar a ocasião e documentar o mesmo arquivo adicionando comentários porque preferiu eth0 assim e eth1 assado.

Ou fazer como eu, embora não seja necessário, eu também mudo as linhas de lugar para que a ordem do texto reflita a ordem alfabetica eth0 primeiro e depois eth1.

Será que já quebrou a cabeça antes com alto tão fácil ? Eu já, não era fácil na época…

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