Arquivo de outubro \27\UTC 2008

Remake do jogo F1-Spirit para Ubuntu 32 ou 64 bits

Continuando a série de Remakes para Linux, na semana passada foi o ‘Roadfighter’ e esta semana será o F1-Spirit. Esse jogo também foi um dos vários sucessos da Konami no MSX e também tinha uma versão Arcade.
Se você não se lembra dele, talvez isso ajude :
F1 Spirit - Screenshot #1
F1 Spirit - Screenshot #2

Que tal instalar ? A instalação é muito simples, visite a página :

http://www.braingames.getput.com/f1spirit/default.asp e vá na opção download

Lá você encontrará pacotes já prontos para Ubuntu 7.04, 7.10 e 8.04, tanto 32 ou 64 bits, veja :

Os grifos são os que eu recomendo instalar nas versões atuais do Ubuntu para i386 ou 64 bits. É digno de nota que este jogo já contempla todas as dependências para executar no Ubuntu 8.04, isto é, sem a necessidade de instalar pacotes adicionais como foi necessário para o ‘Roadfighter’ e também funciona perfeito no Ubuntu Intrepid 8.10.

A instalação é também muito simples, depois de descarregado, basta dar um duplo clique sobre o pacote “f1spirit.804_0.rc9-1412_i386.deb” ou “f1spirit.804_0.rc9-1412_amd64.deb” e clicar no botão Instalar :

Depois de instalado é só correr para o abraço, isto é, correr para a pista.
Acesse o jogo no Menu Aplicações->Jogos->F1-Spirit.

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Vai queimar um CD para o novo Ubuntu ? – Não faça isso !

Gravar LiveCDs de instalação do Ubuntu é ótimo para presentear amigos, mas já não é uma maneira adequada para instalar um Linux no seu computador moderno. Já faz tempo, existem aplicativos capazes de transportar um .ISO duma LiveCD qualquer para o pendrive e com um boot a partir da USB então instalar de forma rápida o sistema em seu computador.
Um dos programas capazes de realizar essa operação e que eu recomendo é o unetbootin.

CONTRAS :

Fica bootavel apenas ingles, mas podera trocar de idioma assim que a sessao gráfica for carregada.
Nem todos os micros possuem boot por USB.

PROS:

Um pendrive é atualizável.
Velocidade muito maior do que um CDROM/DVDROM, uma instalacao que leva 30minutos é feita em 10minutos.

Gostaria de criar um LiveUSB ? Então primeiramente faça o download do unetbootin na página :

http://unetbootin.sourceforge.net

copie-o para /usr/bin, ou se preferir faça o download pelo terminal :

sudo wget -vc http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/unetbootin/unetbootin-linux-293 -O /usr/bin/unetbootin-linux-293

O problema de copiar/colar a instrução acima é que você não saberá qual é a última versão disponível do ‘unetbootin’.

Terminado o download, demos então permissão de execução :

sudo chmod a+x /usr/bin/unetbootin-linux-293

Para você não ter que executar o programa unetbootin pelo terminal, vamos criar um atalho para ele no menu, dê um ALT+F2 e execute gksudo gedit /usr/share/applications/unetbootlin.desktop e cole no editor de textos :

[Desktop Entry]
Name=Transfere LiveCD/DVD para USB
GenericName=Transfere LiveCD/DVD para USB
Comment=Transfere LiveCD/DVD para USB
Exec=/usr/bin/gksudo /usr/bin/unetbootin-linux-293
Icon=gtk-paste
Terminal=false
MultipleArgs=false
Type=Application
Encoding=UTF-8
Categories=SystemBackup;Applications;GTK;System;Settings

Agora você o encontrará em Sistema->Administração->Transfere LiveCD/DVD para USB, o unetbootin é simples de ser operado, no caso das .iso’s de livecd basta informar o arquivo .iso e informar a unidade de pendrive de destino :

O unetbootin é o melhor programa para se executar essa tarefa de transferência de LiveCD/DVD para USB, o novo Ubuntu Intrepid 8.10 incluirá uma ferramenta para executar essa mesma transferência, no entanto, não é tão boa quanto o unetbootin, na realidade todos os testes que fiz com essa ferramenta embutida no Ubuntu Intrepid 8.10 se quer conseguí a concluir a gravação no pendrive.

Uma consideração importante, nem todos os pendrives podem ser listados/detectados corretamente pelo unetbootin, eu pluguei um pendrive Kingston e o unetbootin já o alistou no seu combobox “Disco”, mas não aconteceu o mesmo com um pendrive xingling daqueles que as empresas dão de brindes a outras empresas, embora ele tenha sido detectado e montado na tela, eu não sei a razão disso. Se o seu pendrive também não for alistado no Combobox “Disco” apenas habilite a opção “Exibe todos os dispositivos” e aponte para a unidade USB correspondente e muito cuidado para não apontar os discos do seu computador senão poderá danificar o sistema operacional. Esse pendrive xingling que tenho aqui é muito problemático, em casa eu tenho dois aparelhos com entradas USB, o DVD de mesa e um setup-box de TV Digital e em ambos esse pendrive não é detectado de nenhuma forma, ele só funciona mesmo em computador. Se tiver um pendrive como o meu, já fica sobreavisado com respeito ao unetbootin.

Aproveite essa dica para usa-la no próximo release do Ubuntu.

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Remake do jogo RoadFighter para Ubuntu 32 ou 64 bits

Como não só de bits e bytes vivem os viciados em tecnologia, vou descrever um passo-a-passo para a instalação dum jogo muito conhecido pelos fãs da Konami : ‘Roadfighter’. Esse jogo foi um dos vários sucessos da Konami no MSX e também tinha uma versão Arcade.
Se você não se lembra dele, aí vai uma tela :
RoadFighter - Screenshot

Que tal instalar ? A instalação é super simples, visite a página :

http://braingames.jorito.net/roadfighter/downloads/

Lá você encontrará pacotes já prontos para Ubuntu 32 ou 64 bits, veja :

As versões grifadas são as que eu recomendo instalar nas versões atuais do Ubuntu para i386 ou 64 bits.

Como eu disse, a instalação é simples, é descarregar o arquivo e dar um duplo clique sobre o pacote “roadfighter.710_1.0-1269_i386.deb” ou “roadfighter.710_1.0-1269_amd64.deb”. No ubuntu 8.04 é necessários algumas bibliotecas extras por conta do pulseaudio, provavelmente você já as tem instaladas, mas para garantir, abra o terminal e execute :

sudo apt-get install -y libasound2-plugins libsdl1.2debian-pulseaudio libsdl-mixer1.2

Agora é só correr para o abraço, isto é, correr para a pista.

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O incompreendido 'sudo'

O ‘sudo’ é mesmo um incompreendido por muitos usuários. Muita gente o abomina.
O ‘sudo’ foi uma solução adotada por muitas distribuições para prevenir que um usuário não precise usar a conta ‘root’ especialmente para coisas triviais. Se a pessoa tivesse de executar algum programa que requeresse privilégios do ‘root’ bastaria executar o comando ‘sudo [programa]’ , ex:

sudo useradd hamacker

No exemplo acima, estou criando no meu sistema, a conta ‘hamacker’. O comando acima só funcionará se o usuário que o executa estiver autorizado a usar o ‘sudo’. Mas aí você diz : “Pô, mas acontece que o usuário cadastrado durante a instalação do Linux já tem privilégios de sudo”. Pois é, isso é uma faca que corta para os dois lados, se o usuário em questão sabe exatamente o que esta fazendo não há problemas, mas se for alguem que copia/cola coisas que não entende para a tela dum terminal aí podemos ter um sério problema. Mas seria realmente este um problema do ‘sudo’ ?

Não, o problema não é o ‘sudo’. O ‘sudo’ é bastante flexível, como vamos ver a seguir.
Abra dois terminais, num deles você usará a conta ‘root’, execute :

sudo bash
(depois dê a senha do sudo)

Agora, como um superusuário, execute :

sudo useradd -m -s /bin/bash cebolinha
sudo passwd cebolinha

No exemplo acima, estamos criando a conta ‘cebolinha’ e estabelecendo uma senha para a mesma. Substitua o ‘cebolinha’ por qualquer outro nome – afinal é apenas um teste, só não use um login ‘teste’ e senha ‘teste’ porque muitos robots na internet vasculham conta ‘teste’ com senha ‘teste’, assim como ‘admin/admin’, ‘root/root’, isto é, não use combinações manjadas. Também não use logins pré-existentes, porque no final do teste iremos remover essa conta.

Abra um outro terminal (preferencialmente uma aba do gnome-terminal) e execute :

su cebolinha

Isso fará com que você logue-se no outro terminal como usuário ‘cebolinha’.
Como usuário ‘cebolinha’, tente executar :

tail -n1 /var/log/auth.log

Provavelmente você recebeu um erro de “permissão negada”.
Bem, agora tente com ‘sudo’ assim :

sudo tail -n1 /var/log/auth.log

E então…

Foi barrado, né ?
Note que tais execuções ficam registradas no arquivo de log /var/log/auth.log como sendo incidentes :

Inclusive o comando que o ‘cebolinha’ tentou executar vai parar no log.

Percebeu ? A idéia do sudo é restringir usuários de executar programas, mas não pára por aí, você também tem a flexibilidade de dizer ao ‘sudo’ o que o ‘cebolinha’ poderia executar ou o contrário, o que nunca poderá executar, vamos experimentar ?
Vá noutro terminal que tem permissão de root e execute :

export EDITOR=gedit
visudo

Na realidade, bastaria o comando ‘visudo’, mas ele sozinho usa o editor ‘vi’ (não confundir com o ‘vim’) que é incrivelmente complexo, por isso, estou exportando a variável EDITOR para usar o editor de textos ‘gedit’ com o qual todos nós, usuários de gnome, estamos familiarizados.

Acrescente a seguinte linha ao arquivo a ser editado :

cebolinha ALL=NOPASSWD:/usr/bin/tail -n1 /var/log/auth.log

Salve e saia do editor.
Agora, volte ao terminal onde está a conta cebolinha e repita o comando (que você já foi barrado uma vez) :

sudo tail -n1 /var/log/auth.log

Percebeu ?
Agora você pode executar o comando ‘tail’, e mais um detalhe : SEM SENHA. Mas isso ainda não é tudo, você definiu inclusive quais parâmetros serão aceitos, se eu tentar executar o ‘tail’ sobre outro arquivo então veja o que acontece :

Se eu trocar :

cebolinha ALL=NOPASSWD:/usr/bin/tail -n1 /var/log/auth.log

por :

cebolinha ALL=NOPASSWD:/usr/bin/tail

O meu comando ‘tail’ poderá observar qualquer arquivo, mas nesse caso, eu removeria o NOPASSWD porque seria interessante que o operador digitasse a senha para provar que ele é afinal de contas ele mesmo.

Tá entendendo melhor o sudo ?

O sudo pode tanto negar execução de qualquer programa como também o inverso, permitir executar qualquer programa, mas negar algumas exceções. Flexibilidade ao máximo, assim eu poderia muito bem restringir comandos ilógicos executados por pessoas tontas e débeis mentais que poderiam tentar um ‘sudo rm -fR /’.

Eu não estou querendo dar uma aula sobre o ‘sudo’ e ‘sudoers’, não é essa minha intenção. Você poderá ver todos os parâmetros possíveis procurando diretamente google ou via terminal com o comando ‘man’.

Minha intenção é esclarecer a flexibilidade que o comando ‘sudo’ pode acrescentar a administração do sistema e especialmente sobre os servidores para a realização de backups, montagens de dispositivos, etc… sem ter que usar a conta root e sem liberar 100% do sudo.

Para remover a conta ‘cebolinha’ que foi criada para testes, primeiramente feche o terminal onde o cebolinha está logado com o comando ‘exit’ e no terminal com permissões de root, execute :

userdel -fR cebolinha

Pronto ! Cebolinha foi embora para nunca mais voltar.

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Flash 10 para Ubuntu – dum jeito muito fácil

O flash 10 foi lançado, e a Adobe se preocupou em empacotar a nova versão para Ubuntu e outras distros.
Vamos num passo a passo para instala-lo no Ubuntu, primeiramente você pode visitar a página :

http://www.adobe.com/shockwave/download/download.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash&promoid=BUIGP

Perceba que na relação para downloads, você pode escolher “.deb para Ubuntu 8.04+” :

Perceba que também há uma versão APT para esta versão, se houvesse um repositório apropriado baixaria e instalaria o Adobe Flash, sem precisar da burocracia que teremos de fazer agora. Talvez isso seja fornecido no futuro.

Agora que você já descarregou o arquivo install_flash_player_10_linux.deb, antes de dar um duplo que e instalar, remova os pacotes flash que porventura tenha instalado, você pode usar o Synaptic para tal tarefa ou então ir diretamente ao terminal e executar :

sudo apt-get remove -y --purge flashplugin-nonfreebeta flashplugin-nonfree libflash-mozplugin libflashsupport gnash mozilla-plugin-gnash gnash-common gnash-cygnal gnash-tools

Na relação acima estou removendo as referencias ao flash que podem ter instalado no seu computador, provavelmente você não terá a metade deles instalado, mas isso previne erros como eu vou detalhar mais adiante.
Enfim, agora dê um duplo clique e instale :

Não há muita surpresa no processo, porém o Flash10 para mim não funcionou logo de primeira, não sei se é um defeito do pacote ou porque eu tenha tido outras versões de flash, mas foi preciso ligar o flash ao Firefox manualmente. Se o Flash10 também não funcionou de primeira com você então abra o terminal e execute :

sudo update-alternatives --set xulrunner-addons-flashplugin /usr/lib/adobe-flashplugin/libflashplayer.so

Isso ligará o plugin ao navegador.
Para testar toda a potencialidade do Flash10, visite estes endereços :

http://labs.adobe.com/technologies/flashplayer10/demos/

http://labs.adobe.com/technologies/flashplayer10/demos/pixelbender/

Lá encontrará animações exclusivas para o Flash 10, incluindo vídeos – em flash é claro.

A dobradinha Firefox e Flash 10 está muito melhor que antes, está muito, mas muito mais estável que nas versões anteriores, no entanto, você precisa usar o Firefox 3.0.3, nem experiente o Flash 10 em versões anteriores do Firefox, pois meu teste com o Firefox 3.0.1 causou diversas travadas. Portanto, fica aí a dica, use o flash 10 apenas com o Firefox 3.0.3 ou superior. Também recomendo a instalação do complemento flashblock que é um método eficiente de bloquear animações em flash intrusivas ou problemáticas.

Como custumeiro, a Adobe está pouco se lixando para usuários de ambientes de 64bits, mas não se preocupe, neste link você encontra uma receita de bolo de como pôr o Flash 10 para funcionar no Ubuntu 64 bits.

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Centralizando a hora numa rede local com Samba e estações Windows.

E voce, administrador duma rede Samba (Serviço de rede Microsoft no Linux) ainda tá preocupado em como acertar a hora das estações de trabalho ? Especialmente preocupado com a mudança de fuso-horário que ocorrerá 19 de outubro, o qual chamados de horário de verão ?
Existe um hotfix da microsoft para acertar o problema, mas no fundo mesmo, o melhor seria sincronizar os horários das estações a partir dum servidor, assim localmente todas as estações estariam sempre no mesmo horário e você não se preocuparia mais habilitar a opção de horário de verão do Windows e instalar hotfixes todos os anos para o mesmo problema. A solução a seguir é para quem administra redes Samba, e já tem o hábito de rodar logon scripts, portanto, se você não administra uma rede com Samba e/ou não roda logon scripts então esquece que a solução a seguir não é para você.

Se você tem o samba instalado, certifique-se de que em /etc/samba/smb.conf você possua as seguinte linhas :

time server = yes
time offset = 0

O parâmetro “time server” identifica o samba para ser um servidor de data/hora para as estações de trabalho, em teoria, as estações de trabalho ao logar-se nesse domínio teriam seu horário modificado em razão dele, mas enfim, para as estações Windows que se logam no Samba, isso não é tão automático assim.
O parâmetro “time offset” faz o samba recuar/avançar no seu relógio interno em relação ao horário da máquina, exemplificando, se a maquina marcar 14:00 hrs e eu tiver time offset= -60, o samba responderá a qualquer requisição de tempo, 13:00hrs. Isso é útil quando o seu servidor está com o horário em UTC e você precisa dar ao samba um horário com o fuso-horário local ou então como quebra-galho quando você percebeu de ultima hora que todas as estações mudaram seu fuso-horário para horário de verão sem o seu consentimento e terá de recuar a hora de todas as estações numa única vez e ganhar tempo para resolver o problema de verdade.

Agora, como esses parâmetros vão lhe ajudar ?
A resposta é simples, você roda logon scripts para os seus usuários ? Se roda, então inclua a linha :

net time \\server_samba /set /yes

Se incluir a linha acima nos seus scripts de logons então fará com que cada estação que rodar o script atualize a hora local conforme estiver no servidor \\server_samba.
Simples ? Nem tanto, agora vem a parte pesada.
O Windows não permite a um usuário restrito de domínio fazer operações como alterar a data/hora do sistema, assim, o ‘net time’ não vai funcionar, veja :

Teremos de ajustar as politicas do Windows, isto poderia ser feito com o group policies para o domínio inteiro, mas como eu não sei implementar isso no Samba, então vamos ter que gerenciar as politicas localmente a partir da estação.
No Windows, logue-se como administrador e execute o utilitário “C:\WINDOWS\system32\gpedit.msc“, então abra a estrutura assim :
Configuração do Computador -> Configuração do Windows -> Configurações de Segurança -> Diretivas locais -> Atribuições de direitos de usuário
Agora procure no painel à direita o item “Alterar a hora do sistema” e clique com o botão direito e acesse “Propriedades” :

Na janela de propriedades clique em “Adicionar Usuários ou grupos” :

E então adicione o grupo “Todos” ou “Usuários restritos”. Você pode adicionar qualquer grupos criados no domínio do Samba ou os pré-existentes em qualquer instalação do Windows. A relação de grupos ficará mais ou menos assim :

Clique no botão [OK] para concluir.

As modificações entrarão em vigor no próximo logon, veja :

Não haverá mais nenhuma restrição que nos impeça de mudar a hora do sistema através de script.
Maquinas com o Windows XP também podem usar o utilitário ‘w32tm’, mas eu preferí o ‘net time’ justamente porque ele também funciona com quem ainda tem Windows 98 na rede.

E o horário de verão ? Quase tinha me esquecido, digite no terminal de seu servidor :

sudo apt-get install tz-brasil

Assim, o horário de verão passará a iniciar e terminar no período certo, sem nenhum trauma.

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Compiz : Agrupando janelas separadas ou criando abas virtuais

(este artigo foi atualizado, acrescentando-lhe um vídeo de demonstração)

Muita gente tem falado injustamente a respeito do compiz, referindo-se a ele como um artigo de “perfumaria”. É verdade que muitas vezes ele é usado como “perfumaria”, no entanto, aprofundando-se nos diversos recursos perceberá que sua produtividade com certos aplicativos poderá aumentar significativamente se souber “como” utiliza-los.

Assim como num sítio arqueológico não basta descobrir as peças, mas também descobrir a história por trás delas ou como eram utilizadas, o compiz tem muitos recursos, mas você precisa descobrir quais são eles e para que servem. Notoriamente, algumas são apenas decorativas, outras porém adicionam funcionalidades que antes não haviam.

Tem muitos plugins para o compiz que venho usando, e se sobrar algum tempo, mais tarde, descrevo a cada uma delas, porém hoje, vou falar do plugin para o compiz chamado de “Agrupar e criar abas de janelas”, para que serve ?

Esse plugin ao agrupar janelas lembra o jogo “lemmings” onde todas as janelas seguem uma janela mestre e com isso coordenar um aplicativos que use várias janelas soltas ou coordenar vários aplicativos diferentes num mesmo espaço de tela sem se estressar com desktops virtuais torna-se mais fácil.

Como exemplo, vou sugerir o uso do Gimp, afinal muita gente não gosta do estilo “solto” de suas janelas, preferindo painéis acoplados à janela principal – um ótimo exemplo para o “Agrupar janelas”.

Primeiramente, ligue o plugin “Agrupar e criar abas de janelas” do seu compiz, não sabe como fazer isso ? Então consulte o artigo Ubuntu Perfeito – versao 8.04, pergunte para alguém, se vira…

Segundamente :), você precisará do objeto de nosso estudo, o gimp, preferencialmente poderá usar a versão 2.6 que pode ser obtido no sítio www.getdeb.net.

Vamos lá, coloque as duas janelas do Gimp (poderiam ser três, não importa) lado a lado :

Vá a janela principal (a que possui o menu Arquivo|Editar|Seleção|…) e dê um Super+S, “Super” é aquela tecla que geralmente não serve para nada e tem o logo do Microsoft Windows. Você vai reparar que a janela ficou transparente, tudo bem, é isso mesmo que deveria ocorrer, agora repita a operação (Super+S) na janela auxiliar que é a caixa de ferramentas do Gimp, parabéns, agora temos duas janelas semi-transparentes. Pronto, é isso.

Brincadeirinha, isso é só começo. Você tem duas janelas semi-transparentes, se houvesse mais janelas para agrupar você iria dar um Super+S em todas elas. A cada Super+S, voce está selecionando uma janela para agrupar mais tarde. Não importa se as janelas forem do mesmo aplicativo, ou se forem de aplicativos diferentes. Estando ambas (ou mais) janelas semi-transparentes agora dê um Super+G:

Percebeu ? Sim, uma aura cobre as duas. Isso indica que elas estão agrupadas.
Agora tente arrastar uma das janelas, percebeu ? Sim, uma janela seguirá a outra, tente minimizar, percebeu ? Sim, ambas minimizaram. Tente restaurar uma delas, epa, ambas restauraram.
Enfim, todas as janelas estão sincronizadas como se fosse realmente um jogo lemmings. se precisar desagrupar as janelas novamente, apenas repita super-u.

E onde tá a tal “Aba Virtual” ?
Agora, dê um Super+T, percebeu ? Sim, uma das janelas se escondeu por trás da janela principal. Como rever a janela que está escondida ? Uma das maneiras é apontar o mouse para o título da janela principal e em seguida verá pequenas janelas de amostragem que estão exibindo as “Abas virtuais” que lhe falei, escolha uma delas :

Sim, ele trocará a janela principal pela janela que você selecionou.
Além de selecionar através do título da janela você pode usar a combinação Super+Direita ou Super+Esquerda para trocar entre as Abas virtuais. para retornar ao que era antes apenas repita novamente o super-t.
Qual a utilidade disso ? Ter aplicativos sempre maximizados e trocar a bel prazer sem ter que recompor novamente as janelas, no exemplo do gimp, eu manteria a caixa de ferramentas desagrupada e agruparia apenas as varias imagens que abrí e trocaria entre elas apenas com Super+[Direita/Esquerda] sem me estressar com muitas janelas abertas ou desktops virtuais.
Vejamos um vídeo onde este recurso é demonstrado :

É claro que o exemplo do Gimp não é o único, e talvez você nem goste de agrupar janelas com ele. Mas, agrupar janelas é um recurso interessantíssimo para vários tipos de aplicações, onde torna mais confortável o uso de várias janelas simultaneamente do mesmo aplicativo ou de aplicativos diferentes, e assim interagir entre eles de forma mais produtiva.

É claro que “produtividade” é algo relativo, muita gente só em ver a combinação Super+S/G/U/T já perde a produtividade. Convenhamos, nem todas as pessoas gostam de usar atalhos, muitos preferem um botão copiar/colar do que CTRL+C/CTRL+V e isso não tá errado, é questão de gosto, assim como agrupar janelas que embora útil, pode ser apreciado ou ignorado.

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