Arquivo de fevereiro \12\UTC 2007

Integrando o nautilus a rede Linux

Em virtude do artigo anterior falando sobre integrando o nautilus a redes Windows tive a obrigação de fazer o mesmo para nosso Linux, qual a razão ? O artigo anterior parece ter induzido alguns leitores iniciantes a achar que o Linux usa a mesma solução de redes windows para inclusive integrar linux com linux, que é um absurdo. Vamos corrigir isso e criar um artigo à altura sobre integração do Nautilus a redes Linux. Primeiramente, o artigo a seguir não se aplica somente a Linux, mas qualquer sistema operacional que tenha um programa chamado openssh, cuja disponibilidade é imensa em praticamente todas as plataformas incluindo até mesmo o windows.

1) Instale o ‘openssh-client’ no seu computador, ou se preferir que seu micro seja um servidor, isto é, também possa ser acessado por outros ou que sejam abertas sessões de terminal nele instale também o ‘openssh-server’ :

sudo apt-get install openssh-client
sudo apt-get install openssh-server (somente se voce deseja tornar-se também um servidor)

Observação : Os dois pacotes acima são meta-pacotes, isto é, não são seus nomes verdadeiros apenas apontam para os nomes de pacotes correlatos.

2) Carregue o nautilus, dê um CTRL+L para abrir a barra de endereços (no artigo anterior mostrei como deixar essa barra de endereços sempre aberta, isso se aplica apenas se o CTRL+L lhe incomoda para abrir endereços da rede) e execute :

opção 1) ssh://SERVIDOR/pasta/para/ser/acessada
opção 2) ssh://beltrano@SERVIDOR/pasta/para/ser/acessada

Na opção 1 serão requeridas as credenciais de quem já está logado no GNOME, isto é, se seu usuário de sessão é FULANO então uma conta FULANO deverá ter sido criada em SERVIDOR, a senha a ser solicitada deverá ser igual a que foi criada em SERVIDOR.

Na opção 2 serão requeridas as credenciais de beltrano que de antemão também foi cadastrada em SERVIDOR e a senha que será solicitada após deverá corresponder a mesma. Como foi explicado no artigo anterior os outros campos do formulário de autenticação são :

“Lembrar a senha” para esta sessão refere-se a voce não ter que digitar a senha novamente quando o acesso for ao mesmo servidor, mas isso só dura enquanto seu login estiver ativo naquela sessão do Ubuntu.

“Salvar a senha no chaveiro” é um recurso do GNOME onde o nautilus pergunta ao chaveiro do GNOME a senha e este chaveiro fornece-a. O acesso ao chaveiro também requer uma senha mestre. Se voce ainda está aprendendo a usar o GNOME é melhor não se concentrar nisso por enquanto.

Pronto ! É muito mais fácil usar assim e menos complicado do que usar redes windows.

Eu não disse nada a respeito das qualidades do openssh porque são muitas, criptografia é uma delas, além disso é muito melhor e seguro transferir arquivos grandes (>2 GB) . Para quem usa Windows e precisa transferir arquivos de micros com SSH-SERVER instalado poderá usar o Putty que é um cliente ssh para Windows (tem para Linux também), ele é muito bom para abrir sessões de terminal no windows, o único problema para os usuários Windows é uso da linha de comando para transferir arquivos, mas anime-se! tem alguns clientes de FTP para Windows que também já contemplam o protocolo ssh, o que torna essa operação mais visual.

É interessante que o nautilus além de permitir permitir operações de I/O (input/out) básicas como copiar/renomear/apagar, poderá também abrir e salvar este ou aquele arquivo sem a necessidade de copia-lo antes para seu disco. Isso não é nenhuma exclusividade do GNOME, com a suite KDE faz-se a mesma coisa, a única coisa que muda é ao invés de “ssh://” deve-se usar “fish://” na url do konqueror.

3) Há muitos modos diferentes de compartilhar arquivos no linux, usando ssh é apenas um deles. O motivo de eu preferir o ssh é porque além de compartilhar, o ssh é um leque enorme de opções onde além de transferir arquivos e abrir sessões remotas em outros micros são apenas algumas das possibilidades, pode-se por exemplo utiliza-lo sob outros protocolos para acrescentar criptografia é o caso de transformar o próprio FTP em SFTP.

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Integrando o nautilus a rede Windows

Para mim isso é uma tarefa simples e fácil, no entanto, volta e meia em listas de discussão e forums alguém faz essa pergunta : “Como acessar meus compartilhamentos de rede Windows a partir do Nautilus ?”. É muito simples, vamos a um passo-a-passo :

1) Primeiramente tenha certeza de que tem o samba-clients e smbfs instalado em seu sistema :

sudo apt-get install -y smbfs [smbclient]

Coloquei [smbclient] entre colchetes porque é opcional, mas eu sempre instalo-o porque muitas vezes também monto dispositivos na rede a partir da linha de comando e comandos como smbtar, smbmount,smbclient,… estão disponiveis somente no pacote smbclient.

2) A partir daí, voce já poderá acessar arquivos compartilhados na rede, basta carregar o nautilus e após isso dar um CTRL+L e digitar na barra de endereços do Nautilus :

opção 1) smb://SERVIDOR/compartilhamento
opção 2) smb://fulano[:senha]@SERVIDOR/compartilhamento

Obviamente a segunda opção usa fulano[:senha] e é um acesso direto sem necessitar digitar credenciais, porém não recomendo o seu uso, visto que sua senha estaria disponivel na URL do Nautilus e todo mundo que passasse perto do seu computador poderia ve-la, algumas versões posteriores do Nautilus escondem fulano:senha após o enter, mas mesmo assim eu não arriscaria. Usando a primeira opção, quando voce teclar ENTER então uma nova janela do Nautilus solicitará de voce as seguintes credenciais :

Nome de usuário : O Nautilus sugere o mesmo login que voce já está usando na sua sessão, no entanto, voce poderá troca-la.

Dominio : Em “dominio” voce digita o nome do dominio de rede, assim sua senha será autenticada lá, se voce não possui um PDC (Primary Domain Controller) então digite o seu grupo de rede windows.

Senha: Obviamente voce digita a senha. Voce vai perceber que há também duas opções que poderão ser ligadas “Lembrar a senha para esta senhão” e “Salvar a senha no chaveiro” :

“Lembrar a senha” para esta sessão refere-se a voce não ter que digitar a senha novamente quando o acesso for ao mesmo servidor, mas isso só dura enquanto seu login estiver ativo naquela sessão do Ubuntu.

“Salvar a senha no chaveiro” é um recurso do GNOME onde o nautilus pergunta ao chaveiro do GNOME a senha e este chaveiro fornece-a. O acesso ao chaveiro também requer uma senha mestre. Se voce ainda está aprendendo a usar o GNOME é melhor não se concentrar nisso por enquanto.

Clique em conectar e terá acesso a todo o compartilhamento.

Seria sábio da sua parte usar o favoritos, ops ! eu quero dizer “Marcadores”. Vá em Marcadores e em seguida escolha adicionar “Marcadores”. Os marcadores são uteis porque podem ser utilizados nas caixas de dialogo (abrir/salvar) dos aplicativos do GNOME, por exemplo, se voce tiver um marcador apontando para um local de rede, o BrOffice será capaz de abri-lo sem necessitar de mapeamento prévio. É bom lembrar que marcadores só funcionam para pastas, não adianta usa-lo para guardar o nome do compartilhamento ou acesso direto a um arquivo.

3) Vamos usar gconf-editor para ajustar algumas variáveis do Nautilus, dê um ALT+F2 e execute “gconf-editor”. Então vá até a chave “network_icon_visible” seguindo a sequencia /apps->nautilus->desktop e voce deverá ligar a chave “network_icon_visible“, fazendo isso voce estará ativando um ícone chamado de “Servidores de Rede” na area de desktop (no Windows isso seria chamado de “Ambiente de Rede”).

Apenas como comentário, eu também gosto de ligar as outras opções de ícone : “computer_icon_visible“, “home_icon_visible” e “trash_icon_visible“, estou mais familiarizado assim do que ir até o menu Locais, mas gosto é gosto e cada um tem o seu.

Enfim, depois de ter ligado a chave “network_icon_visible“, voce poderá navegar nas máquinas Windows que compartilham algo. O ícone voce já sabe se encontra na sua area de desktop.

4) Para deixar o dominio/grupo sempre configurado é util deixar ligado no gconf-editor essa chave aqui :

/system->smb

Digite em “workgroup” o nome do dominio/grupo de sua rede Windows. Dessa forma, ao solicitar as credenciais de login, o nautilus já trará preenchido o campo Dominio.

5) Se voce é contra o CTRL+L para acessar barra de endereços do nautilus, então ainda usando o gconf-editor acesse a seguinte chave :

/apps->nautilus->preferences e ligar a opção “always_use_location_entry“, com isso voce pode dar adeus ao CTRL+L.

Algumas versões do GNOME e distribuições diferentes acrescentam essa opção nas Preferencias do Nautilus, porém no Ubuntu essa opção só existe mesmo no gconf-editor.

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