hamacker

O que você está pensando ? Não há nada que queira saber sobre mim que valha a pena. :)

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Firefox 3.6 no Ubuntu 64bits ? Como ?

Existe o UbuntuZilla, um script – que recentemente ganhou um repositório – que coloca a disposição o Firefox mais atualizado possível para a maioria das distribuições Linux, mas há um problema, a fundação Mozilla não mantém versões 64bits do mesmo. Isso, as vezes me deixa chocado, mesmo usuários do Windows não são felicitados com uma versão 64bits do Firefox.
Enfim, voltando ao problema, o UbuntuZilla não serve para nós, usuários do Ubuntu 64 bits.
Mas nem tudo está perdido, existe um repositório PPA que promete uma versão mais recente do firefox, inclusive versão instável como a 3.7 a qual não recomendo instalar em produção.

Antes de instalar o Firefox 3.6, é importante você saber o seguinte :

Vamos atualizar o seu firefox, seus complementos e temas podem se tornar incompativeis com a nova versão e deixar de funcionar.
O Navegador é Firefox, mas seu nome interno é “Namoroka”, por isso não se espante ao ver esse nome em seu sistema.

Se você não se incomoda com os problemas que foram alistados, então siga esses passos :

1- Dê um ALT+F2 e execute “gksudo gedit /etc/apt/sources.list.d/firefox-atualizado.list” e cole as seguintes linhas :

deb http://ppa.launchpad.net/mozillateam/firefox-stable/ubuntu karmic main
deb-src http://ppa.launchpad.net/mozillateam/firefox-stable/ubuntu karmic main

Salve o arquivo e feche o editor.

2- Abra o terminal e execute os comandos :

sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys CE49EC21
sudo apt-get update

Opcionalmente, se você quiser remover o Firefox 3.5 (atual) de seu sistema :

sudo apt-get remove --purge firefox firefox-3.5 firefox-3.5-branding firefox-3.5-gnome-support

Finalmente, instalamos o Firefox 3.6 :

sudo apt-get upgrade
sudo apt-get install firefox-3.6 sun-java6-plugin gecko-mediaplayer ubufox

Nesse interim, feche o navegador firefox, pois no ponto em que for atualizar o firefox e este estiver um uso, advinha ? Travará o Firefox.

3- Terminada a atualização, carregue o Firefox novamente, notará que ele mudou para o idioma em inglês, assim vamos visitar este endereço para corrigir este problema :
http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/firefox/releases/3.6/linux-i686/xpi/pt-BR.xpi

Uma janela popup solicitará que concorde com a instalação do complemento acima, aceite-a.
Depois de ter completado a instalação do complemento, reinicie o Firefox.
Pimba ! Firefox agora fala português.

4- Vá no menu “Ajuda” do Firefox, e selecione “Sobre o Mozilla Firefox” e perceba a versão de seu Firefox.

Felicidade a todos.

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Testando a velocidade de DNSs diferentes.

Por ocasião do lançamento do Google DNS, há uma variedade de artigos na internet com benchmarks afirmando e também desmentindo a supremacia do Google DNS sobre outros DNSs. Como confiar nestes testes ou afirmações ?
Não confie, teste você mesmo e chegue a sua própria conclusão. O melhor resultado para você pode não ser o melhor resultado para outros e parece que os artigos que afirmam este ou outro DNS ignoram isso. Vamos fazer um teste ?

No Linux há diversas formas de testar os acessos a internet e também DNSs, no entanto, esses programas publicam números e se não houver quem os interpretes é inútil passar o comando dig, traceroute e afins a vocês. Existe um programa melhor que testa os DNSs na Internet e resume qual está sendo melhor naquele instante, estou falando do programa Domain Name Speed Benchmark.

Existem duas opções para executar este programa, uma é por script e a outra por GUI. Com a execução por script, ele depende de várias aplicações instaladas em seu computador e que quando executado, testa os seus DNSs e depois concluí com o resultado. Outra opção é uma GUI criada com o mesmo proposito, só que graficamente e com uma única dependência. Neste artigo, vou mostrar a opção de execução com a GUI.

Passo 1) Edite o /etc/resolv.conf e adicione/verifique todos os DNSs que queira testar.
Dê um ALT+F2 e execute ‘gksudo gedit /etc/resolv.conf’, meu próprio arquivo está assim :

# Meus DNSs em /etc/resolv.conf
nameserver 192.168.1.10 # DNS Local
nameserver 200.176.2.10 # Telefonica Speedy Business 1
nameserver 200.176.2.12 # Telefonica Speedy Business 2
nameserver 208.67.222.222 # OpenDNS 1
nameserver 208.67.220.220 # OpenDNS 2
nameserver 8.8.8.8 # Google DNS 1
nameserver 8.8.4.4 # Google DNS 2
nameserver 200.204.0.10 # Telefonica DNS publico 1
nameserver 200.204.0.138 # Telefonica DNS publico 2

Mantenha essa lista aberta porque mais tarde, voce usará o programa DNSBench e precisará relembrar destes endereços e possivelmente edita-los.

Passo 2) Instale o WINE em seu sistema, vá em Sistema->Administração->Gerenciador de pacotes Synaptic e procure pelo WINE e a seguir marque e aplique sua instalação :

Pelo terminal :

sudo apt-get install wine

O WINE é um port do WIN32API, seu proposito é tornar aplicativos desenvolvidos para Windows rodáveis onde o WINE for suportado. O aplicativo Domain Name Speed Benchmark foi feito com essa compatibilidade Windows/Linux+Wine.

Passo 3) Descarregue o programa, ele está no rodapé dessa página :

http://www.grc.com/dns/benchmark.htm

Ou se preferir o link direto :

http://www.grc.com/dev/DNSBench.exe

Passo 4) Execute o programa diretamente com o clique direito do mouse sobre o arquivo DNSBench.exe :
Executando o DNS Bench com o WINE com o clique direito do mouse

Passo 5) Procedimentos para a execução do DNSBench :

1) Clique na guia “Nameservers” para ajustar os objetos de análises, faça o dessa forma :

a) Clique em “Add/Remove” e selecione a opção “Remove System’s Name Servers
b) Também clique na opção “Remove Public NameServers
c) A essa altura você estará sem DNS para realizar o teste
d) Clique em “Add/Remove” e acrescente os IPs/endereços de DNS que você pretende agregar ao teste, lembra do seu /etc/resolv.conf ? Pois é, use ele para lembrar dos que você tem usado (e também poderá adicionar outros). No final, a sua tela ficará mais ou menos assim :

As barras coloridas e seus círculos possuem uma legenda, basta clicar com o botão direito em cima delas, mas resumidamente mostram dados cacheados e não-cacheados.

2) Clique no botão “Run Benchmark” e aguarde uma barra de progresso que avancará até a conclusão do teste.
3) Clique na guia “Conclusions” e leia os resultados conclusivos, há muita informação em inglês que são importantes, mas se você não sabe ler em inglês avance o texto para algo mais ou menos assim :

O texto acima concluiu que para mim, os melhores DNS foram o da telefônica (incrível, não ?) : 200.176.2.10 e 200.176.2.12

Baseado na conclusão acima, adicione os melhores DNSs ao seu /etc/resolv.conf, cujo arquivo você deixou aberto. Mantenha-os como primeiros da lista e só mude a ordem quando executar novamente o mesmo teste e determinar que o melhor DNS mudou novamente.

No Ubuntu ou qualquer Linux configurado para receber a lista de DNS por DHCP, essa alteração de DNS diretamente no arquivo /etc/resolv.conf valerá apenas até a próxima requisição de DHCP Request. Sim, quando seu micro for reconectado a rede, ela se perderá. Para manter firmes esses DNSs, há um esquema diferente para cada distribuição Linux, no Ubuntu você terá de ir até o Network Manager que geralmente está na bandeja do sistema, clicar com o botão direito sobre o ícone e escolher a opção “Editar conexões“, na guia “Com fio” (ou sem fio se sua conexão for wireless) selecionar o item “Auto eth0” e clicar no botão editar. Em “Editando auto-eth0″, selecione a guia “Configurações IPv4” e mude o método de “Automatico(DHCP)” para “Somente endereços (DHCP) automáticos“. Fazendo isso, o campo de “Servidores DNS” estará livre para edição, o qual você acrescentará os DNS preferenciais separados por virgula, ex :

Pronto ! Com o esquema acima, o Network Manager sempre manterá seus DNSs mesmo que o servidor DHCP passe indicações diferentes.

Em meu teste, voce deve se recordar, eu solicitei para remover os DNSs públicos, porém você pode decidir não fazer isso e concluir que alguns deles são as melhores opções disponíveis atualmente para você.

Ao trocar um DNS por outro, tenha em mente que alguns DNS possuem vantagens e desvantagens. Por exemplo, o OpenDNS pode filtrar conteúdo impróprio, páginas de fishing, etc… Servidores de DNS como os da telefônica possuem o famoso “sequestro de DNS”, ou seja, quando digitado um endereço errado você é redirecionado para uma página de busca escolhido por eles.

Bom teste a todos.

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Como testar sua Webcam no Linux.

Muitos novatos queixam-se com razão de que no Linux não um painel de controle onde se possa testar um dispositivo tão comum nos dias de hoje, a webcam.

Na realidade, o programa para testar existe, porém não há atalho no sistema para ele.
Neste artigo vamos sanar este problema.
Primeiramente dê um ALT+F2 e execute :

gksudo gedit /usr/share/applications/gstreamer-properties.desktop

Você verá as seguintes linhas :

[Desktop Entry]
Name=Multimedia Systems Selector
Comment=Configure defaults for GStreamer applications
Exec=gstreamer-properties
Icon=gstreamer-properties
StartupNotify=true
Terminal=false
NoDisplay=true
Type=Application
Categories=GNOME;GTK;Settings;HardwareSettings;
X-GNOME-Bugzilla-Bugzilla=GNOME
X-GNOME-Bugzilla-Product=gnome-media
X-GNOME-Bugzilla-Component=gstreamer-properties
X-GNOME-Bugzilla-Version=2.28.1
X-Ubuntu-Gettext-Domain=gnome-media-2.0

Vê a parte em negrito ? Pois então substitua-a por :

NoDisplay=false

Eu também aproveitaria para traduzir os comentários no Atalho, substituindo essas linhas :

Name=Multimedia Systems Selector
Comment=Configure defaults for GStreamer applications

por :

Name=Seletor multimedia do sistema
Comment=Configure o padrão para as aplicações que usam o gstreamer

Salve e feche o editor de textos.
Pronto ! Agorá vá no menu do GNOME->Sistema->Preferencias e você verá um novo elemento “Seletor multimedia do sistema”, execute-o.

Você verá isso :
Gstreamer-audio

Com os botões acima, você poderá testar a exibição e captura do audio.
Obviamente também existe a guia [Video] :
Gstreamer-video

Acima, você encontra todos os controles necessários para testar dispositivos de entrada de video como webcams e TV de captura.
Dê uma atenção especial para o campo Plugin, pois existem dispositivos compatíveis com “Video for Linux 2 (v4l2)” ou “Video for Linux (v4l)”.

Escolhendo as opções “defaults” já seria o suficiente para testar minha webcam, mas vejamos o teste com “Video for Linux 2 (v4l2)” :
gstreamer-video-teste

Como pode ver (amo trocadilhos), é simples.
O gstreammer é ótimo para testar esses dispositivos de audio e vídeo, se você notar que não consegue pô-los para funcionar no gstreamer, é inútil tentar configurar Skype, aMSN e afins. Daí a importância do gstreamer !

Se é tão importante, porque ele vem oculto no menu do GNOME ?
Essa é uma boa pergunta, possivelmente os desenvolvedores esperassem que os programadores usassem os utilitários do gstreamer embutido em seus programas, algo que não aconteceu. Outra possibilidade é que esperassem que todos os usuários do Ubuntu executassem o “gnome-control-center” e então encontrar esse aplicativo tão importante :
gstreamer-painel-de-controle
Algo que também é pouco provável, já que o próprio “gnome-control-center” também não aparece no menu do GNOME – pelo menos no Ubuntu.

Para concluir, enfatizo a idéia de usar o gstreamer-properties antes de experimentarem configurar webcam em seus mensageiros instantâneos.

Um abraço a todos.

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Ubuntu Perfeito para o Ubuntu 9.10 – Karmic Koala

Ainda é uma versão BETA.
A principal diferença desta para as versões anteriores foi a quantidade de revisões nos nomes dos pacotes. Muitos pacotes deixaram de existir ou foram renomeados. Também o cuidado em avisar toda vez que houver a instalação de um pacote 32bits (é o caso do plugin Flash e Adobe Reader).

O Link para download é :
https://sourceforge.net/projects/ubuntu-perfeito/files/

Trata-se duma versão BETA, os prováveis erros que poderá encontrar é ausência de pacotes que o script tenta instalar, mas não conseguirá porque alguns pacotes mudaram de nome ou foram retirados, por exemplo, o Adobe Reader existia nos repositórios Ubuntu (repositório partner), mas no Karmic Koala não existe mais. Uma outra ausência são os temas, os temas Mythbuntu, Murrine, Nimbus e Aurora não existem mais. Algumas coisas eu já acertei, por exemplo, a falta do Adobe Reader nos repositórios me fez alterar o script para fazer o download diretamente do site da Adobe. Ainda estou procurando contornar a ausência dos temas mencionados, assim que o fizer, e considerar o script 100% pronto então retirarei a palavra “beta” do nome do pacote.

Aqueles que forem executar o script, atente-se de que este não é um bom momento para instalação de programas.
O servidor “keyserver.ubuntu.com” parece estar congestionado e isso se refletirá no script, pois vários pacotes atualizados são providos por repositórios PPA. Sem o “keyserver.ubuntu.com” não há como testar a autenticidade dos pacotes PPA e por isso eles não serão instalados.

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VirtualBox – o que você gostaria de aprender nele ?

Olá a todos,

Já havia recebido propostas para escrever livros técnicos em vários seguimentos, sempre as recusei.
Recentemente, fui convidado novamente para escrever um livro e, dessa vez concordei, acho que o ponto principal é que o Livro terá um valor popular e acessível a todos, tenho a expectativa de que a experiência será muito boa e por isso irei fazê-lo.

O Assunto a ser publicado será o VirtualBox, o programa que considero muito importante para aumentar a produtividade daqueles que precisam lidar com cenários diferentes usando o mesmo computador. A virtualização é verdadeiramente um novo paradigma.

Provavelmente o livro terá uma diagramação muito semelhante ao que uso no Blog, com textos e figuras ilustrativas.

Eu já tenho em mente sobre o que irei falar no livro, mas antes de submete-lo, gostaria de perguntar os leitores, o que gostariam de ver apresentado.

Não será um livro com tópicos muito avançados, pois a prerrogativa da editora é de que o Livro ajude também aos entusiastas de tecnologia, ou seja, um intermediário entre um “newbie” e um “guru”. Também não quero fazer as pessoas dormirem. :)

Vou reprisar a pergunta : O que gostariam de ver abordado neste livro sobre VirtualBox ?
Deixem seus comentários.

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Minha visão : O Firefox ideal

Para ter um Firefox ideal, preciso personalizar algumas coisas. Vou deixar registrado aqui no meu blog porque isso pode ser de interesse para outras pessoas também.

Firefox 3.5

Primeiramente, o Firefox tem de ser a versão 3.5.
Tem de ser instalado a partir dos repositórios porque a versão oficial mantida pela Mozilla só tem suporte para 32bits, e no meu caso, meu sistema é 64bits. Assim tenho de seguir estes procedimentos :

http://hamacker.wordpress.com/2009/08/19/firefox-3-5-direto-dos-repositorios-do-ubuntu/

Os procedimentos acima são longos porque inclui também o Backup e a instalação do idioma em português.

Flash

A instalação do flash divide-se em dois vértices, 32 ou 64 bits.
Se for 32bits, apenas devo executar :

sudo apt-get install flashplugin-installer

E o próprio sistema faz o resto.
Mas não posso executar o comando acima no ambiente 64bits porque será instalado o flash 32bits que só funcionará no sistema porque o mesmo comando automatizará a instalação de bibliotecas de compatibilidade (ia32-libs). Não acho instalar o flash 32bits seja o ideal para mim, assim executo este procedimento :

http://hamacker.wordpress.com/2009/09/08/plugin-flash-para-seu-ubuntu-64bits/

Dicionário em português

Eu gosto e utilizo o dicionário VERO tanto no Firefox como também no OpenOffice, visite a página a seguir :

http://www.broffice.org/verortografico/baixar

E instale-o também, não irá se arrepender.
Algo importante de ser mencionado é que em instalações onde há mais de um dicionário instalado, é necessário ativar o português/brasil recém instalado. Para realizar essa operação, vá a qualquer página da internet que permita a entrada de dados, pode ser uma caixa de textos curtos ou textos longos, clique então com o botão direito escolha ativar a opção Verificar Ortografia, após isso repita a operação, mas escolha o item de menu Idioma->Português – Brasil como voce pode ver na figura :

Complementos para o Firefox

Alguns complementos para o Firefox são tão importantes que simplesmente não consigo -na realidade não quero- usar o Firefox sem eles :

Fission

Uma barra de progresso unificada com a barra de URL, traz um aspecto bonito ao carregar páginas.

Flashblock

O único método que eu conheço para bloquear as animações em flash que flutuam na página atrapalhando a leitura.

ScreenGrab

Este também é o único método de salvar uma página de internet em formato .png ou .jpeg, mantendo todas as características. Endereço alternativo : http://www.screengrab.org/

Video DownloadHelper

Se você tem necessidade de descarregar videos contidos em sites como o Youtube então esse complemento é para você. Ele não apenas descarrega o video, mas também o converte se voce possuir ferramentas como o mencoder (dentre outras) instalado.

Wired-Marker

É um complemento que permite marcar trechos interessantes do website que você estiver visitando. Associado ao ScreenGrab, você pode enviar para uma pessoa uma foto do site com trechos marcados ou simplesmente ter para você mesmo alguns trechos especiais que devam ser destacados numa próxima re-leitura. Endereço alternativo : http://www.wired-marker.org/en/

Read it later

Quando você está com pressa, mas vê um artigo muito interessante, o que faz ? Arrasta o link para seus favoritos, não é ? A maioria de nós faz isso, mas depois de um certo tempo a barra de favoritos fica desorganizada. Para suprir essa dificuldade existe a extensão ReaditLater, ela cria um contexto para cada artigo adicionado (url, painel, screenshots e popupmenu) dentro do firefox para você ler mais tarde, inclusive offline. No sítio há inclusive um vídeo demonstrando a forma de utiliza-lo.

Hide Menubar

Ferramenta para esconder Barra de Tarefas do Menu Principal automaticamente, pressione a tecla ALT para mostrar temporariamente o menu. Muito útil para ganhar espaço para navegação.

DownThemAll

Se você não gosta do gerenciador de downloads do Firefox – eu também não gosto – poderá apreciar este complemento. Ele gerencia seus downloads de forma confiável tornando possível pausar/continuar. Além disso, se você pretende fazer o download de arquivos grandes, ele é muito mais confiável do que usar o sistema de download do próprio firefox.

NoSquint

Cansado de CTRL++ ou CTRL– para dar zoom nas páginas ? Pois é, este complemento coloca icones para Zoom-IN e Zoom-OUT de páginas. Ela não pratica Zoom apenas nos textos, mas em todos os elementos gráficos, mesmo assim voce pode dar zoom diferentes para texto e imagens. Após a instalação desse complemento, personalize sua barra de ferramentas colocando os icones de zoom-in, zoom-out e zoom-reset.

Gmail Manager

Quem possui contas no GMail e gosta de ser notificado quando novas mensagens chegam a sua caixa postal vai gostar desse complemento. Voce pode configurar várias contas e programar o período de verificações. Algo que difere este complemento de outros semelhantes é que ele pode – se configurado para tal – observar também os marcadores, isto é necessário porque alguns de nós aplicam filtros que faz com que mensagens nunca cheguem a entrar na caixa de entrada e sejam arquivados diretamente em marcadores.

Autofill Forms

Cansado de preencher o mesmo (ou semelhante) formulário diversas vezes ? Este complemento poderá lhe ajudar. Básicamente o que ele faz é memorizar campos de formulário como nome, endereço, etc… e quando o nome desses campos se repetem em outras páginas de internet você poderá preenche-los automaticamente. Você possui filtros para esse preenchimento automático, assim evitamos erros de preenchimento ou negar a automatização em determinados sites. Voce poderá obter uma melhor explicação nestes sites :
http://www.lednerd.com/2007/11/17/como-automatizar-o-preenchimento-de-formulrios-no-firefox/
http://autofillforms.mozdev.org/screenshots.html

Tema

Existem muitos temas para o Firefox, o que eu mais gosto é esse daqui :
A razão para o tema abaixo é que ele combinado com o complemento Hide Menubar torna o navegador bastante econômico com respeito a espaço para navegação. Veja :

https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/8782

Para ficar ainda mais econômico, vou até o menu Favoritos->Organizar Favoritos, uma janela aparecerá com todos os meus favoritos, então arrasto o item principal “Favoritos” para a barra de favoritos, assim com a barra de favoritos ativa tenho um botão que abre todos os favoritos sem um painel lateral.

Conclusão

Existem outros complementos que também utilizo, mas os que detalhei aqui são a base para o uso do Firefox.
A lista desses componentes podem ser encontradas também aqui :
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/collection/hamacker
Você poderá assinar os “favoritos” no link acima e receberá novas atualizações de novos componentes acrescentados que forem acrescentados à lista.

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Plugin Flash para seu Ubuntu 64bits

Bem, se você usa ubuntu 64bits talvez não tenha reparado, mas os pacotes ‘flashplugin-nonfree’ e ‘flashplugin-installer’ que normalmente usamos para instalar o plugin flash em nosso sistema apenas instala o flash 32 bits e além disso também bibliotecas de compatibilidade para programas 32bits (ia32-libs e cia).
Se voce tivesse de instalar o plugin flash manualmente encontraria no site da adobe o plugin 64bits lá. Apenas ninguém empacotou-o ainda, mesmo no próximo release do Ubuntu (Karmic Koala) o flash ainda é 32bits, por isso vamos detalhar a instalação manual do Flash 64bits no Ubuntu :
1) Faça o download do flash 64 bits a partir de :

http://labs.adobe.com/downloads/flashplayer10_64bit.html

2) Descompacte assim :

cd /local/onde/descarreguei/o/flash
tar zxvf libflashplayer-10.0.32.18.linux-x86_64.so.tar.gz

3) Remova o flash que estiver instalado no seu sistema :

sudo apt-get remove --purge flashplugin-nonfree flashplugin-installer

4) Feche seu navegador.

5) Copie o plugin para o local designado :

sudo cp libflashplayer.so /usr/lib64/firefox-addons/plugins/

Inicie (ou Reinicie) seu navegador, e para saber se está realmente usando o novo flash visite este endereço :

http://www.adobe.com/software/flash/about/

Se uma animação mostrar a frase “Adobe Flash Player sucessfully installed” :

adobe-flash-about

Então parabéns, o plugin esta funcionando perfeitamente.

Uma outra forma de diagnosticar se o plugin está instalado é digitando na barra de endereços do Firefox “about:plugins”, e notar se aparecerá no resultado :
firefox-about-plugins

Tenho usado o plugin 64bits a algumas semanas e não presenciei nenhum problema fora do comum.

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Agendando tarefas no Ubuntu, usando o GNOME

Agendar tarefas no Ubuntu é coisa fácil.
Primeiramente instale o pacote “gnome-schedule”, ele está nos repositórios oficiais. Voce pode usar o Synaptic ou então executar o comando no terminal :

sudo apt-get install gnome-schedule

Agora vá no menu do GNOME->Aplicativos->Sistema->Sheduled Tasks :
criar uma agendamento

Você deve ter percebido que ele tá “meio” traduzido, isto é, traduzido pela metade.
Isso não tem muita importância, vá no botão novo e escolha :
- Recurrent task : Tarefas repetitivas, são aquelas tarefas que se repetem por um intervalo de tempo, por exemplo, a cada uma hora voce tem que executar um comando no seu computador ou notificar a si mesmo de que algo precisa ser realizado.
- One time task : Tarefa que só ocorrerá uma vez

Clique no botão “Novo” e a seguir o opção “Recurrent task “, a seguir defina uma descrição, um comando e o intervalo de repetição dessa tarefa :

propriedades do agendamento

Voce não pode usar comandos como “notify-send”, ou comandos que “echoam”, pois apesar do agendamento estar sendo feito no GNOME, os comandos acima estarão sendo executados no terminal. Para comandos ecoarem no ambiente gráfico é necessário usar a variavel DISPLAY, vamos a um exemplo que mostrará a hora certa do sistema :

Descrição : Hora Certa #1
Comando : DISPLAY=:0.0 /usr/bin/notify-send "$(date)"
Intervalo : a gosto.
Observação : O crontab aparentemente só executa as coisas sem as variaveis de ambiente, por essa razão o comando ‘date’ informa as horas com o padrão inglês.

Você sempre quis ter o relógio do Silvio Santos ? Sim, aquele que falava a hora certa a cada hora, pois então agora terá um, vamos a outro exemplo :

Descrição : Hora Certa #2
Comando : /usr/bin/espeak -v brazil "Hora Certa : `date +\%H_horas_e_\%M` minutos"&
Intervalo : depende do quanto chato você gosta de ser
Observação : O comando espeak não vem pré-instalado no Ubuntu.

Com isso, espero te ajudado alguns colegas que sentem a faltam dum agendador no seu ambiente Linux.

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Advertência : Openoffice.org 3.1 através do repositório PPA.

Aqueles que estão fazendo a atualização do OpenOffice.org 3.1 através do repositório :

https://launchpad.net/~openoffice-pkgs/+archive/ppa

Estejam atentos, a versão 3.1 desse repositório contém um problema ao importar arquivos do msword que contém tabelas, sim, testei em algumas máquinas e as tabelas somem, algo que não ocorre com a versão oficial 3.0 presente nos repositórios do Ubuntu. Não sei se isso é um problema geral com a versão do Openoffice 3.1 ou apenas com o release contido no repositório PPA acima.

Assim, não recomendo a quem tenha de importar rotineiramente arquivos do msword, o upgrade para a versão OpenOffice.org 3.1.
O mesmo repositório já está preparando um upgrade para a versão OpenOffice.org 3.1.1 que talvez corrija esse problema, mas ainda não existe uma data para quando este release estará pronto.

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Firefox 3.5 direto dos repositórios do Ubuntu.

O Firefox 3.5 já se encontra nos repositórios do Ubuntu Jaunty, sua instalação é simples, porém para alguns de nós também problemática.
A razão dos problemas eu discuto durante a aplicação desse artigo, para citar apenas uma, o Firefox-3.5 tá somente no idioma em inglês, mas o artigo consertará isso.

Se você seguir as dicas que irei lhe passar, a migração para o Firefox-3.5 será tranqüila e indolor.

Primeiramente, não tente instalar o Firefox 3.5 diretamente pelo Synaptic sem tomar algumas precauções. Seja mais cauteloso e siga os procedimentos que detalho a seguir.

Backup do seu Firefox atual

Visite e instale o complemento que há nessa página :

https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/2109

Trata-se dum complemento para o Firefox chamado F.E.B.E, uma ferramenta de backup para o seu Firefox que é capaz de realizar o backup de suas senhas, formulários, pesquisa, cookies, complementos, temas, … enfim tudo o que você possui no firefox hoje. A utilidade dele é imensa : guardar seu backup para voce restaura-lo num momento de sinistro, transportar sua configuração para outra máquina com o Firefox instalado ou no nosso caso fazer uma migração tranquila para versões posteriores do Firefox.

Instalou o FEBE e reiniciou o Firefox ?
Vá em Ferramentas->Febe->Opcoes do Febe, e acerte o diretorio de destino do backup :
Febe : Destino do backup

Clique no botão “Opções” :

Selecione o tipo do backup como “seletivo” e em itens Adicionais marque apenas os itens que tem importância para você :
Itens adicionais para backup

Não vale muito a pena marcar tudo porque nós vamos migrar a versão do Firefox e não temos certeza absoluta que os temas e as extensões (complementos) serão compatíveis.

Depois, clique no botão [OK].

Agora, vamos ao Backup vá ao Menu Ferramentas->Febe->Executar Backup e se tudo ocorreu como planejado, na pasta que você indicou como destino do backup haverão os seguintes arquivos :
Arquivos de backup gerado pelo FEBE

Tendo garantido que os arquivos de backup estão OK, então prosseguimos.

Lençóis limpos para o novo Firefox

A profile anterior do Firefox deverá ser eliminado antes de usar o novo Firefox, isso fará com que a nova versão recrie uma profile limpinha. Nesse instante, se você estiver usando o Firefox para ler esta página deverá gerar uma impressão dela em formato PDF para seguir as novas instruções pois temos de fechar o Firefox para eliminar sua profile :
Criando um PDF deste artigo.

1..2…3…4…5… Já fechou o seu Firefox ? Está seguindo as instruções através do leitor de PDF ?
Então tá, vá até o Terminal (Aplicativo->Acessórios->Terminal) e execute o comando :

cd ~/.mozilla
~/.mozilla$ ls -1
extensions
firefox

O Firefox 3.5 criará uma pasta independente chamada de ‘firefox-3.5′ e depositará toda sua estrutura nova (incluindo as profiles) alí. Mas a verdade é que até que eu eliminasse a pasta ‘firefox’ eu simplesmente não conseguia fazer o firefox 3.5 funcionar, sempre reclamando com uma tal de instrução chamada XUL num arquivo XML e capotando no final. Por isso eu recomendo executar o seguinte comando :

mv firefox firefox.old

Aparentemente se houver a pasta ‘firefox’, o Firefox-3.5 reutiliza algumas de suas configurações ou as copia para sua nova estrutura e tenho a impressão que dependendo de algumas circunstancias ou combinações de fatores não consegue as utilizar e capota no final. Assim renomeamos a pasta ‘firefox’ para ‘firefox.old’ para o Firefox-3.5 estrear sua aparição sem erros.

Instalando o Firefox-3.5

Ainda no Terminal (Aplicativo->Acessórios->Terminal) execute o comando :

sudo apt-get install firefox-3.5 firefox-3.5-gnome-support

Pronto !
Agora vá em Menu->Aplicativos->internet->e…. uai cadê o Firefox 3.5 ?
Pois é, ele mudou de nome, agora chama-se “Shiretoko Web Browser”, execute-o.
Possivelmente mudou de nome para não criar encrenca com a fundação Mozilla que deseja que apenas pode chamar-se Firefox compilações a partir do original sem nenhuma modificação.
Agora já pode apontar o seu navegador para esse post (http://hamacker.wordpress.com/2009/08/19/firefox-3-5-direto-dos-repositorios-do-ubuntu/) e ler o restante das instruções.

Instalando o idioma em português

Aponte seu Shiretoko, ops, Firefox-3.5 para :

http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/firefox/releases/3.5.2/win32/xpi/

E instale o pacote ‘pt-BR.xpi’ :
Firefox 3.5 - instalando o idioma portugues
Reinicie o Firefox-3.5.

Restaurando o backup

Instale novamente o FEBE e configure-o conforme já explicando, mas não faça nenhum backup. O que iremos fazer agora será a restauração dos arquivos anteriores.
Vá no menu Ferramentas->FEBE->Restaurar->[Item de seu backup] e restaure item por item do que você pediu para fazer uma cópia de segurança no inicio desse artigo. Se você marcou 5 itens então serão 5 vezes que terá de ir até o menu Ferramentas->FEBE->Restaurar->[Item de seu backup] , é uma restauração de cada vez.
O interessante dessa restauração é que ela já se torna funcional assim que é aplicada, isto é, assim que restaura qualquer dos itens não é preciso reiniciar o Firefox e os novos dados (favoritos, cookies, senhas,…) já estarão funcionando.

E o Firefox anterior ?

O Firefox anterior (3.1) continuará instalado e funcionando e sinceramente não recomendo a sua remoção.
Depois de você constatar que o Firefox 3.5 está plenamente funcional, isto é, com todos os seus itens importantes restaurados e funcionais então vá ao terminal e execute :

cd ~/.mozilla
~/.mozilla$ ls -1
extensions
firefox.old
firefox-3.5

Se voce notar que além da pasta ‘firefox.old’ já existe uma ‘firefox’, é porque você de forma rebelde executou o firefox antigo que por sua vez recriou a pasta ‘firefox’, neste caso, elimine-a :

rm -fR firefox

Agora sim, renomeie novamente a pasta ‘firefox.old’ para ‘firefox’ :

mv firefox.old firefox

Sim, agora voce tem o Firefox 3.1 do jeito que era antes e… o novo Firefox-3.5 (Shiroko Web Browser).

Conclusão

A instalação do Firefox-3.5 não remove o Firefox anterior. Na realidade, não recomendo que você remova o Firefox anterior, pois nunca se sabe quais dependências você poderá eliminar junto.
Mas recomendo que você atualize os atalhos que possuir nos paineis do GNOME onde houver o Firefox antigo para apontar para novo Firefox e aos poucos de usar o Firefox antigo.

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Quer fazer seu próprio programa de backup ?

Se voce gostaria de fazer seu próprio programa de backup usando scripts, mas faltava um pouco de orientação, bem, posso te ajudar.
Eu escrevi o script que é bem básico que poderá lhe servir de base para scripts maiores.
O script abaixo foi criado porque eu desejava fazer um backup que mantivesse as estruturas originais das pastas copiadas e realizasse apenas a compactação dos arquivos individualmente. Pode parecer estranho, mas o que eu queria era :
Fazer backup de :

/home/fulano/planilhas/compras.xls
/home/fulano/textos/poesias/minha-esposa.doc
/home/fulano/musicas/mp3/testando-minha-voz.mp3

E ele fosse parar na minha unidade de destino assim :

/media/usbdisk/home/fulano/planilhas/compras.xls.gz
/media/usbdisk/home/fulano/textos/poesias/minha-esposa.doc.gz
/media/usbdisk/home/fulano/musicas/mp3/testando-minha-voz.mp3

Ou seja, compactasse apenas arquivos e não pastas inteiras.
O problema de compactar pastas inteiras num .tar.gz, é que dependendo do tamanho da pasta cria-se um super-gigante-tar.gz e com isso alguns empecilhos na hora de restaurar ou enviar para uma mídia de DVD. Procurei algum programa que fizesse isso, mas infelizmente não achei nenhum e então tive de criar esse script.
A ideia do script é simples, compactar apenas os arquivos na hora de copia-lo para unidade de destino, porém mantendo a mesma estrutura de pastas de seu local de origem. Já que seria feito um script para isso, então não custaria acrescentar a possibilidade de compactar apenas arquivos que valem a pena, sim, não existe vantagens (na minha opinião) de compactar arquivos que já sofreram algum tipo de compactação, por exemplo, arquivos .mp3/.avi/.mp4/.zip/.rar/etc… e de praxe não enviar para backup arquivos que sabemos antecipadamente são temporários.

O SCRIPT

Na realidade, vou parar de colar codigos longos no WordPress porque simplesmente não funciona, então eu colei o script neste link :
http://pastebin.com/f65651973

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Há ferramentas de backup muito melhores do que este modesto script, no entanto, o script foi feito porque necessitava das funcionalidades que mencionei acima. Por isso, algumas vantagens :
- Backup mais rápido por selecionar compactar apenas o que pode ser compactado.
- Restauração rápida, na realidade é só encontrar o arquivo que necessita e copia-lo de volta para o disco.
- Menores chances de corrupção de arquivos em mídias como CDROM porque todos os arquivos são compactados individualmente, e não um super-big-arquivo compactado, onde um bit corrompido pode comprometer todo o restante.

Mas há desvantagens também :

- Método de compactação menos eficiente com arquivos menores que o tamanho do cluster do disco, se um cluster tiver 4K e o arquivo compactado tiver 1K, ocupa-se 4K no disco, epa ! não fui eu que criou essa regra falha de armazenamento de arquivos. No tópico a seguir eu falo a respeito disso.

COMPACTAR PASTAS OU ARQUIVOS INDIVIDUAIS, eis a questão ?

Como foi dito, compactar arquivos individuais traz um problema, arquivos muito pequenos embora possam ser compactados em 50%, seus bytes armazenados podem corresponder a capacidade do tamanho do cluster do disco.
Por isso, quando se compacta pastas inteiras, o tamanho de armazenamento será melhor, para exemplificar melhor:
- Temos 100 arquivos de 4K, vamos aplicar uma compactação de 50%, resultado ? 200K, certo ? Sim e não. Se o tamanho do cluster for de 4K, isso indica que não posso ter arquivo menor de 4K porque ele continuará a ocupar 4K, então se o arquivo tiver o tamanho final de 2K, será 4K o espaço alocado. Existem filesystem que fazem subalocação de cluster, mas nem FAT/NTFS/EXT fazem isso. Nossa compactação então foi nula, porque embora reduzissemos cada arquivo individualmente para 2K eles continuarão a ocupar 4K. Pense numa pasta cheia de arquivos GIFs bem pequenos, pois é, já viu o tamanho do problema.

Por essa razão compactar pastas inteiras é uma solução melhor, embora possa apresentar maiores riscos de corrupção. Como estamos falando de BACKUP, na maioria dos casos pode-se abrir mão duma melhor compactação em detrimento de maior segurança.

PORQUE UM SCRIPT ?

Porque num script pode-se personalizar uma instrução de backup.
Posso acrescentar montagens especiais de discos tanto na origem como no destino, evitar erros de operação antecipando-os e se o procedimento de backup mudar eu posso mudar o script.

Voce verá no script que num instante posso alterar a compactação individual de arquivos, por uma compactação por pasta. Posso trocar a compactação zip por gzip ou por 7zip. Enfim, flexibilidade.

Vamos a um exemplo, se voce olhar o script de perto verá que foi usada a função “do_copy” que faz a cópia dos arquivos de um lugar para o outro, vamos substituir a função “do_copy” por outra “do_copy_7z” que ao invés de copiar arquivos individualmente, compactará a pasta. É dessa flexibilidade que estou falando.

CONCLUSÃO

O script é apenas um exemplo para voce aprender a criar sua própria ferramenta de trabalho.
A vantagem do script é que voce pode modularizar e personalizar a solução do problema.
Pode começar com um script menor e caminhar para um script maior.

Podem curti-lo a vontade.
Se tiverem dúvidas, procurem uma lista de discussão adequada, não costumo responder mensagens de programação no blog.

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Que tal um 'biscoito de mensagem' a cada login no seu sistema ?

Sei que toda segunda-feira acordamos muito animados para ir trabalhar.
Mas você sabia que nem todas as pessoas são assim ?
Pois é, algumas pessoas para relaxar neste dia (e todos os outros) precisam meditar, refletir, encontrar o seu centro de equilíbrio. Esse relaxamento pode vir através dum estimulo visual, uma conversa entre amigos e em casos especiais espancamento gratuito (físico ou verbal) de objetos, pessoas e animais.
Temendo que o último item para relaxar torne-se cada vez mais comum, vou dar minha contribuição, que tal se ao logar-se no seu sistema aparecesse uma mensagem bem humorada ou para refletir ? Um exemplo :
Texto para o dia

A mensagem acima é produzida com um software chamado ‘fortunes’ que foi traduzido para o português como ‘biscoito da sorte’. O ‘fortunes’ é uma coleção de textos curtos a partir de várias fontes, que vão de provérbios às citações da literatura de clássicos.
A instalação desse programa é simples.

INSTALAÇÃO

Primeiramente vá até o Synaptic (Sistema->Administração->Gerenciador de pacotes Synaptic), no painel de busca rápida digite ‘fortune’ e em seguida marque os seguintes pacotes :

* fortunes
* fortunes-br
* fortune-mod

E então aplique a instalação :
Instalando o fortunes via Synaptic

O SCRIPT

O programa foi instalado ?
Se sim, então vamos prosseguir. Agora precisamos criar um pequeno script que faça a exibição do texto em nossa tela. Dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /usr/bin/texto-para-refletir.sh” e cole o seguinte conteúdo :

#!/bin/bash
# Texto para reflexao
zenity --info --title "Texto para refletir :" --text "$(/usr/games/fortune /usr/share/games/fortunes/brasil)"&

Salve o arquivo e feche o editor.

Voce vai ter que dar permissão de execução ao script recém-criado, vá no terminal (Aplicativos->Acessórios->Terminal) e execute :

sudo chmod a+x /usr/bin/texto-para-refletir.sh

Pode fechar o terminal agora.

O ATALHO PARA A INICIALIZAÇÃO DO SISTEMA

Se você quer que um texto apareça na inicialização do sistema, então temos de criar um atalho para o nosso script no local certo. Novamente dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /etc/xdg/autostart/texto-para-refletir.desktop” e cole o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
Type=Application
Name=Texto para refletir
Exec= /usr/bin/texto-para-refletir.sh
Icon=system-run
Comment=Texto para refletir
Name[pt_BR]=Texto para refletir
Comment[pt_BR]=Texto para refletir
X-GNOME-Autostart-enabled=true


Salve o arquivo e saia do editor.

O TESTE

Voce poderá testar de duas formas, uma delas é dando um ALT+F2 e executando o comando “texto-para-refletir.sh” :
Testando nosso script
Se aparecer uma janela como a exibida acima, então o script está funcionando perfeitamente.
O outro teste é fechar o login do seu sistema e refazer o login, ao logar-se uma nova mensagem irá aparecer.

CONCLUSÃO

O ‘fortunes’ é apenas um passa-tempo, uma descontração. Ele não possui mensagens misticas do tipo ‘hoje é seu dia da sorte’ ou ‘ótimo dia para iniciar um relacionamento’, em outras palavras, textos de aplicação ampla para controlar a vida das pessoas.
As instruções que detalhei servem para qualquer distribuição, obviamente o modo de instalar os pacotes podem diferenciar-se em cada uma delas, se você não usa o Ubuntu apenas atente-se que deve instalar o pacote ‘zenity’.
A pasta de inicialização de programas (/etc/xdg/autostart/) é obedecida por todos os ambientes gráficos compatíveis com a especificação da FreeDesktop.org e isso inclui o GNOME e KDE.

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Como fazer um backport de um pacote para o Ubuntu

Vezes ou outras precisamos usar programas cujas versões adiantadas não estão em nosso repositório. A alternativa mais atualizada pode estar em código fonte, repositório de terceiros ou em repositórios oficiais de versões futuras do Ubuntu ou Debian. Compilar a partir do código fonte é uma excelente alternativa…para nerds ! Se existe um repositório – que seja confiável – e que ainda por cima forneça o código fonte… então usemos !

A alternativa de usar um pacote de uma versão posterior à sua distro é chamada de backport, por exemplo, o pacote dia-gnome ( Editor de Diagramas) está na versão 0.96 no Ubuntu Jaunty 9.04. Mas se olharmos a próxima versão do Ubuntu, a Karmic, veremos que lá a versão encontra-se na 0.97. Não é apenas uma questão de pegar o pacote .deb da Karmic e instalarmos no Jaunty, pois pode haver dependências que impeçam a sua instalação, ou pior, que você consiga instalar, mas quebre o sistema de pacotes. Em poucas palavras só podemos instalar pacotes que foram previamente adaptados a nossa distribuição e versão.

Quando queremos fazer uso de um pacote que está em versões futuras de nossa distribuição Ubuntu, precisamos fazer o que é chamado de ‘backport’. Que corresponde a compilar os fontes e gerar novos pacotes para a versão de distribuição que estou usando, claro que de uma forma automatizada, tão automatizada que não precisa ser feita por programadores. Esse recurso de ‘backport’ não é exclusividade do Ubuntu, na realidade ele existe e funciona para qualquer distribuição baseada em debian e é muito simples.

Como exemplo, vamos usar o próprio pacote ‘dia-gnome’. O ‘dia-gnome’ versão 0.97, não existe nos repositórios atuais, porém existe nos repositórios futuros. A primeira etapa é saber qual é o nome da próxima versão do Ubuntu, qual ? KARMIC KOALA ! Mas todo repositório tem um nome forte, qual seria o nome forte para Karmic Koala ? Uma boa dica é listar o endereço do repositório, isto é :

http://archive.ubuntu.com/ubuntu/dists/

Assim, notaremos que o nome forte usado pelos repositórios para Karmic Koala é ‘karmic’, assim, dê um ALT+F2 e execute :

"gksu gedit /etc/apt/sources.list.d/backport.list"

e cole o seguinte conteúdo :

deb-src http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ karmic main restricted universe multiverse

Perceba que iniciando a linha com deb-src voce está se referindo apenas a repositório de código fonte de programas, e não para binários que geralmente estão prontos para instalação.
Você notou que usamos o nome karmic ? Sim, este é o novo nome da próxima versão do Ubuntu.
Depois de colado o texto, salve o arquivo e feche o editor.
Vá até o prompt (Aplicativos->Acessórios->Terminal) e execute :

sudo apt-get update

Assim você atualizará a lista de repositórios, incluindo o indice de repositório para código fonte de programas, quando estiver concluído, a ferramenta APT saberá que pacotes você poderá compilar diretamente em seu sistema e o melhor : de forma automatizada.
O próximo comando é avisar ao sistema que você pretende compilar o pacote 'dia-gnome' e que é para instalar as dependências necessárias para compila-lo :

sudo apt-get build-dep dia-gnome

O comando acima verifica e instala todas as dependências necessárias para compilar o pacote dia-gnome.
O próximo passo é descarregar o código fonte do programa dia-gnome, então temos de criar um diretório para receber o código fonte, execute o comando :

mkdir -p ~/dia
cd ~/dia

O sinal de '~' é um atalho para /home/fulano que é seu diretório pessoal. Em geral, eu criaria uma pasta em /usr/src, mas isso requiriria usar outros comandos, mas o processo de backport é tão simples que não vale esse esforço a menos que você seja um exímio programador e queira depositar também suas alterações pessoais e mantê-las.
O próximo comando será :

sudo apt-get -b source dia-gnome

Esse comando automaticamente descarrega os fontes, compila e gera os pacotes binários .deb, cada programa será compilado para a plataforma que estiver usando, em algumas oportunidades poderá ganhar performance. O intuito desse artigo é apenas mostrar o básico, mas há variáveis de compilação que se trocadas podem dar uma turbinada no aplicativo que pretende recompilar, o pacote 'mplayer' por exemplo é um dos programas que podem ser otimizados.
A compilação e geração dos binários pode demorar, eu não aconselho por exemplo fazer backport de programas como Mozilla Firefox ou OpenOffice, eles demoram muito e no geral repositórios PPA (repositórios pessoais de terceiros) já o possuem.
Quando tiver terminado a compilação e geração de pacotes o seguinte aviso será fornecido :

(...)
dpkg-deb: construindo pacote 'dia-libs' em '../dia-libs_0.97-2_i386.deb'.
dpkg-deb: construindo pacote 'dia' em '../dia_0.97-2_i386.deb'.
dpkg-deb: construindo pacote 'dia-gnome' em '../dia-gnome_0.97-2_i386.deb'.
dpkg-genchanges -b >../dia_0.97-2_i386.changes
dpkg-genchanges: somente-binário upload - não inclui alguns codigo fonte
dpkg-buildpackage: enviar apenas binários (fontes não inclusas)

Isso indica que os pacotes foram criados, veja :

ls -l *.deb
-rw-r--r-- 1 root root 194976 2009-08-11 09:16 dia_0.97-2_i386.deb
-rw-r--r-- 1 root root 5726802 2009-08-11 09:15 dia-common_0.97-2_all.deb
-rw-r--r-- 1 root root 195336 2009-08-11 09:16 dia-gnome_0.97-2_i386.deb
-rw-r--r-- 1 root root 834492 2009-08-11 09:16 dia-libs_0.97-2_i386.deb

A vantagem de compilar usando o sistema de backport em detrimento do tradicional './configure;make;make install' é TOTAL. Compilando de maneira tradicional os fontes você tem que se habituar a saber quais bibliotecas são necessárias, alterar prefix dos programas, se preocupar com que os binários gerados não interfiram em outros programas, etc... Com o backport você mantém o gerenciamento de pacotes intacto, transporta os arquivos *.deb para onde quiser.

Uma preocupação que você deve ter antes de instalar novos os pacotes provenientes de backports em seu sistema acima é saber se precisará remover os atuais que já estiverem instalados. Quase sempre a atualização é substitutiva e não há nada com que se preocupar. Eu tenho um esquisito comportamento de sempre que eu ver um pacote "-common.deb" de remover o programa inteiro antes de instalar o novo, desculpa, mas isso é uma autodefesa adquirida de experiências passadas, assim ao ver o pacote "dia-common_0.97-2_all.deb" na relação é quase automático eu executar também :

sudo apt-get remove dia*

Raramente acontecem problemas, mas ao instalar o novo 'dia', o APT interrompeu a instalação porque um arquivo de outro pacote (imagination) iria também ser substituído, veja :

(...)dpkg: erro processando dia-common_0.97-2_all.deb (--install):
tentando sobrescrever '/usr/share/icons/hicolor/icon-theme.cache', que também está no pacote imagination

Que chato ! O arquivo '/usr/share/icons/hicolor/icon-theme.cache' existem nos dois pacotes, que coincidência incrível, o que fazer ?
No caso de substituição de arquivos sem importância eu posso usar o parâmetro --force-all no dpkg, ou então remover o pacote supracitado.
Eu prefero usar --force-all nessa situação :

sudo dpkg -i --force-all *.deb
Selecionando pacote previamente não selecionado dia.
(Lendo banco de dados ... 257148 arquivos e diretórios atualmente instalados).
Desempacotando dia (de dia_0.97-2_i386.deb) ...
Preparando para substituir dia-common 0.96.1-7.1 (usando dia-common_0.97-2_all.deb) ...
Desempacotando substituto dia-common ...
Selecionando pacote previamente não selecionado dia-gnome.
Desempacotando dia-gnome (de dia-gnome_0.97-2_i386.deb) ...
Preparando para substituir dia-libs 0.97-2 (usando dia-libs_0.97-2_i386.deb) ...
Desempacotando substituto dia-libs ...
Configurando dia-common (0.97-2) ...
Configurando dia-libs (0.97-2) ...
Processando gatilhos para doc-base ...
Processing 1 changed doc-base file(s)...
Registering documents with scrollkeeper...
Configurando dia (0.97-2) ...
Configurando dia-gnome (0.97-2) ...
Processando gatilhos para man-db ...
Processando gatilhos para menu ...

Para ter certeza de que nenhum programa merecido ficou de fora :

sudo apt-get install -f

Agora usufrua o fruto do seu labor :

dia-gnome --integrated

Nova interface do programa dia.

O programa 'dia' foi apenas um exemplo para a realização do backport, escolhi-o propositalmente porque com ele possuiria conflito de arquivos e pacotes "comuns" (pacote-common.deb), assim o 'dia' seria um exemplo mais complexo do que seria com outros pacotes. Com isso em mente, você pode repetir a mesma ideia para qualquer outro pacote. Os procedimentos são praticamente os mesmos para qualquer distro baseada em Debian, apenas muda a linha deb-src no arquivo sources.list de sua distribuição.

Se precisar instalar a nova versão do 'dia' para outro computador, não precisa repetir todo esse artigo, apenas leve os arquivos *.deb para a outra máquina e instale-os.

Por enquanto é só, vida longa e próspera a todos.

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Notepad++ no Linux

Notepad++ é um editor de textos com vários recursos de edição. É um programa muito popular para Windows (e somente para ele) que substitui com muitas honrarias o patético notepad.exe da Microsoft. O Notepad++ além de ser um software livre, é um editor de texto muito bom.
O único problema até então é que só há versão dele para Windows.

PROBLEMA :

Muitos usuários avançados tem de editar arquivos como batchfiles, arquivos de configuração, scripts cmd/wsh/vbs e tantos outros tipos de arquivos oriundos do Sistema Operacional Windows. Se for usar o sistema operacional Linux não pode usar qualquer editor, pois o editor escolhido tem que saber lidar com o fato de que dependendo da versão do Windows não poderá usar UTF-8, além disso, arquivos textos compatíveis com o Windows tem o final de linha (EOL) diferente dos arquivos Unix, o editor escolhido portanto tem que saber lidar com essa dificuldade automaticamente ou o arquivo quando for transferido para o sistema Windows estará corrompido causando diversos problemas. É verdade que temos muitos editores de textos que são bons, mas nem todos lidam com esse problema automaticamente, sendo necessário antes de começar a edição identificar se o arquivo será ANSI ou UTF-8, Tabs ou espaços, Final de Linha (EOL) do tipo Unix ou DOS antes de começar a edição. Portanto, não é tão fácil quanto parece.

SOLUÇÃO :

A solução para quem usa e está familiarizado com seu editor de textos no Linux é continuar com o seu editor preferido, por exemplo, o kate (editor de textos padrão do KDE) sabe lidar com maestria os arquivos textos provenientes do Windows. Portanto, se está familiarizado com um editor de textos e ele funciona para você então use-o.

Uma outra solução é usar o Notepad++ para editar seus arquivos de Windows ou até mesmo arquivos no Linux, assim você contará com o mesmo editor em ambos os sistemas. Se estiver interessado nessa solução, o restante do artigo é para você.

INSTALANDO O NOTEPAD++ :

1. Instale o WINE em seu sistema. Preferencialmente a ultima versão disponibilizada em http://www.winehq.org
2. Crie uma pasta chamada “notepad++” na sua pasta pessoal $HOME.
3. Descarreque a ultima versão de instalação do notepad++ na recém pasta criada, ficando mais ou menos assim :

/home/fulano/notepad++/npp.5.4.5.Installer.exe
(troque “fulano” pelo seu login)

4. Vá para a linha de comando (Aplicativos->Acessórios->Terminal) e execute os comandos :

cd /home/fulano/notepad++
export WINEPREFIX="/home/fulano/notepad++"

O comando [export WINEPREFIX="/home/fulano/notepad++"] seta a localização de onde eu desejo que o wine crie sua estrutura virtual para receber os aplicativos Windows. Esse comando objetiva não atrapalhar outras instalações que você tenha e que também usa o WINE.
Algo que atrapalha um pouco no WINE é que ele não acompanha as fontes com cantos arredondados conhecidas como “FontSmoothing” no Windows, forçando-nos a habilita-las através do recurso de edição de registro, por essa razão, dê um ALT+F2 no seu GNOME e execute “gedit /home/fulano/notepad++/fontes-melhores.reg” e cole o seguinte conteúdo :

REGEDIT4

[HKEY_CURRENT_USER\Control Panel\Desktop]
"FontSmoothing"="2"
"FontSmoothingType"=dword:00000002
"FontSmoothingGamma"=dword:00000578
"FontSmoothingOrientation"=dword:00000001

Deixe seu arquivo exatamente como tem visto acima, remova espaços em branco do lado esquerdo se eles aparecerem no ato de colar. Depois apenas salve o arquivo acima e feche o editor.
Ainda estando no Terminal e no mesmo diretorio notepad++, execute o arquivo recém criado da seguinte forma :

regedit fontes-melhores.reg

Isso habilitará as fontes com uma aparência razoável dentro do WINE.
Ainda estando no Terminal e no mesmo diretorio notepad++, vamos iniciar a instalação com o comando :

wine npp.5.4.5.Installer.exe

O instalador perguntará qual o idioma desejado, você seleciona o português (Brasil) :
Escolha o idioma durante a instalação
Depois siga o processo convencional conhecido como NNF (Next->Next->Finish) :
Instalação do tipo NNF (Next->Next->Finish)
No final da instalação, ele estará pronto para ser executado, até mesmo um atalho é criado na sua área de trabalho.
Mas queremos mais, vamos criar nosso próprio script de carregamento do Notepad++, assim poderemos associar certos tipos de arquivos ao script. Dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /usr/bin/notepad-plus.sh” e cole o seguinte conteúdo :

#!/bin/bash
export WINEPREFIX="/home/$USER/notepad++"
wine "$WINEPREFIX/drive_c/Arquivos de programas/Notepad++/notepad++.exe" $@
unset WINEPREFIX

Ainda estando no Terminal, execute :

sudo chmod a+x /usr/bin/notepad-plus.sh

Prontinho, qualquer tipo de arquivo que for querer usar o notepad++ bastará associar com o script /usr/bin/notepad-plus.sh :
Associando tipos de arquivos ao Notepad++

Se quiser criar um atalho de menu para o Notepad++, dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /usr/share/applications/notepad_plus.desktop” e cole o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
Name=Notepad++ Editor de Textos
Comment=Notepad++ Editor de Textos
Exec=/usr/bin/notepad-plus.sh %U
Terminal=false
Type=Application
StartupNotify=true
MimeType=text/plain;
Icon=accessories-text-editor
Categories=GNOME;GTK;Utility;TextEditor;

Salve o arquivo acima e saia do editor.

O atalho acima aparecerá para todos os usuários do sistema no menu “Aplicativos->Acessórios”, no entanto, só funcionará para os usuários que instalaram o notepad++ na sua pasta pessoal $HOME.

VANTAGENS :
Para quem já usava o notepad++ no Windows traz um certo conforto.
Permite a edição de arquivos remotamente usando o gvfs do gnome (Menu Locais->Conectar ao Servidor).
O software é livre e um bom programa.

DESVANTAGENS :
Falta de integração com o GNOME, você não poderá usar os marcadores do gnome na janela de dialogo de abertura de arquivo ou salvar impressão no formato PDF/PS que é um recurso da janela de impressão que qualquer aplicativo integrado ao GNOME.

CONCLUSÃO :
Não estou incentivando ninguém a usar um ou outro editor, fica a receita para experimentar o notepad++ no Linux apenas para quem quiser ou sabe do que se trata. Um abraço a todos.

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Eu voltei !

Quase 1 mês afastado da Internet por causa da operadora Telefônica e seu Speedy.
Acho que devido a minha perseverança e paciência eu merecia um prêmio.
Aparentemente, problema resolvido e agora posso voltar a postar artigos.

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Corretor gramatical CoGroo, você conhece ?

Você conhece o corretor gramatical Cogroo ?
Minha explicação vai ser retirada diretamente do site do programa :

O CoGrOO é um corretor gramatical acoplável ao OpenOffice.org. (…) Detecta erros nas relações entre as palavras, por exemplo, na sentença “Os menino estudam demais.”, o corretor gramatical detecta o erro na concordância entre o artigo “os” e o substantivo “menino”. E também sugere uma medida corretiva, como a substituição da palavra “menino” pela mesma palavra flexionada no plural, que é “meninos”.

Assim, o CoGrOO é capaz de detectar diversos tipos de erros gramaticais, sendo os mais importantes os listados a seguir:

* colocação pronominal
* concordância nominal
* concordância entre sujeito e verbo
* concordância verbal
* uso de crase
* regência nominal
* regência verbal
* erros comuns da língua portuguesa falada

Agora que você sabe o que é o Cogroo, então porque não instalar ?
Antes de mais nada, quero frisar que toda vez que me referir ao OpenOffice, estou incluindo o BROffice também. Quando estiver lendo OpenOffice, por gentileza entenda como OpenOffice.org.
A instalação do Cogroo no OpenOffice é simples, há duas maneiras de efetuar a instalação :
Instalação pessoal : O componente Cogroo é instalado e acessível apenas a você.
Instalação global : O componente Cogroo é instalado e acessível a todos em seu sistema.
Eu prefiro a instalação global, mas você decide a que é melhor para o seu caso.

Antes de instalar

Antes de instalar o Cogroo, esteja certo de que possui o SunJava instalado. Se não estiver, apenas execute no terminal :

sudo apt-get install sun-java6-bin sun-java6-fonts sun-java6-jre sun-java6-plugin equivs ttf-sazanami-gothic ttf-sazanami-mincho

Uma outra dependência importante é o pacote “openoffice.org-java-common”, se você não instala-lo você conseguirá instalar o Cogroo, mas ele não funcionará e nunca descobrirá o porquê. Assim, execute também :

sudo apt-get install openoffice.org-java-common

Agora que você instalou o sun-java, execute o OpenOffice e acesse o menu Ferramentas->Opções->[BR]Office.org->Java, certifique-se que haja opção Java selecionada e que a versão minima seja 1.5. Aqui, estou usando o Java 1.6.0_13 sem nenhum problema.
O Cogroo é extremamente sensível a versões, isto é, OpenOffice 2.x rodará o Cogroo da versão 2.x, nem tente o Cogroo 3.0.5 que não irá funcionar. Antes de atualizar uma versão do Cogroo, certifique-se de remover a versão anterior. Ele é meio “chatinho” nesse sentido, mas tomado esses cuidados, ele instalará e funcionará sem problemas.

Download do Cogroo

Visite o site do projeto, na página de downloads :

http://cogroo.sourceforge.net/download/current.html

A última versão disponível enquanto escrevo este artigo é a versão 3.0.5 que é completamente funcional no OpenOffice 3.1. Não testei-o no OpenOffice 3.0.x, mas presumo que deva funcionar também. Eu estou usando-o no OpenOffice 3.1 na distribuição Ubuntu 9.04 e roda maravilhosamente bem.

Instalação Pessoal

Tendo descarregado o arquivo “CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt” (ou superior), você poderá acessar o menu Ferramentas->Gerenciador de extensão, clicar no botão [Adicionar] e apontar para o arquivo “CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt” :
Instalação Pessoal do Cogroo
Simples assim.
Tem uma maneira mais simples ainda que nem precisa descarregar a extensão, é usar link de download como parâmetro do OpenOffice(soffice.bin), mas prefiro que use o gerenciador de extensão do OpenOffice, assim saberá como incluir, remover ou editar opções de qualquer desses componentes.

Instalação Global

Tendo descarregado o arquivo “CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt” (ou superior), feche todas as instâncias do OpenOffice, incluindo o inciador rápido caso tenha habilitado-o e então execute no terminal :

sudo /usr/lib/openoffice/program/unopkg add -f --shared /onde/descarreguei/CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt

Quem usa o BrOffice deverá executar assim :

sudo /opt/broffice.org3/program/unopkg add -f --shared /onde/descarreguei/CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt

Simples assim.
Se precisar remover a extensão :

sudo /usr/lib/openoffice/program/unopkg remove --shared CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt

Um defeito nesse processo de desinstalação é que o menu “Sobre” e “Ferramentas” ainda fazem referencias ao Cogroo, mesmo após sua remoção ter sido um sucesso (sim, eu testei e depois de desinstalado ele não funciona mais). Ou seja, ele deixa sua marca de instalado, mesmo depois de confirmado que foi desinstalado (deu para entender, né ?).

Como testar

Execute o OpenOffice e digite um texto propositalmente errado como :

“Ontem nós fui a praia.”

Se ele grifar em azul “nós fui” e informar “erro de concordância entre o sujeito e o verbo” :
Teste usando o Cogroo

Então parabéns, tá funcionando.

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Ubuntu Perfeito com .ISO já aplicado – nova atualização.

Antes de prosseguir, se possível, dê um clique na imagem/link a seguir e qualifique o projeto “Ubuntu Perfeito”, se possível na categoria “Most Likely to Change the Way You Do Everything” :

Primeiramente, a .ISO que estou disponibilizando não é uma nova distribuição de Linux. É o Ubuntu Linux 9.04 Jaunty Jackalop4 compilado com o programa RemasterSYS, contém a aplicação do script Ubuntu Perfeito e foi atualizado até o dia 21/05/2009. É uma compilação recomendada para os que não possuem internet de banda-larga nos seus computadores, mas podem descarrega-lo a partir do trabalho ou lanhouses e depois instala-lo em qualquer lugar que queiram ou queiram apenas economizar tempo na aplicação do script. Também recomendo-o para usuários de Windows que queiram experimentar o Linux.

Arquivo .ISO poderá ser descarregado a partir do seguinte link :

http://jonata.dreamhosters.com/ubuntu/hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

http://jonata.dreamhosters.com/ubuntu/hamacker-livedvd-i386_20090521.iso.md5

Assinatura MD5SUM do arquivo .ISO : b359b71aba56b5bcc6894be2f9733d6b

Trata-se duma .ISO de LiveDVD de quase 2GB de tamanho, para não haver problemas de instalação, eu sugiro que após descarregar a ambos os arquivos, verificar a assinatura deles com os comandos :

cd /local/onde/baixei/os/arquivos
md5sum hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

Se o comando acima resultar na mensagem :

b359b71aba56b5bcc6894be2f9733d6b  hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

Somente então poderá inciar a gravação do DVD. Isto indicará que a imagem não foi corrompida durante o download e nem que alguém tenha sido alterado depois que eu já tenha postado-o.

Depois de gravar o .ISO e iniciar o boot com ele, recomendo confirmar se a gravação do CD foi bem sucedida digitando “check” e pressionando [ENTER], isso fará com que o instalador confira se o DVD está bem gravado para posterior instalação :
Conferindo a mídia de liveDVD
Se aparecer a mensagem “No errors found”, isso significará que a gravação foi bem sucedida e você pode prosseguir usando este LiveDVD. Infelizmente, alguns não testam a integridade da gravação e colhem problemas.
Veja a tela de instalação :

Tela retirada depois da instalação

Tela retirada depois da instalação


Digitando apenas [ENTER] prosseguirá com a autodetecção do vídeo e o LiveDVD, poderá usa-lo sem necessitar instala-lo no computador. O requisito mínimo é de 384M de RAM.Se voce tiver problemas com a autodetecção da placa de vídeo poderá usar o modo VESA (compatibilidade ao máximo, porém com incrível perda de performance) digitando “xforcevesa”. Se não quer experimentar o LiveDVD, mas partir diretamente para a instalação então digite “install” e pressione [ENTER].

Lembrando novamente que a imagem foi criada para ser usada em plataforma 32bits, não há restrição em usa-lo em plataformas 64bits, mas aqueles que o fizerem devem saber que computadores com memória a partir de 4GB de RAM serão subutilizados.

Quando se tem mais do que 4GB de RAM, essa LiveDVD de 32bits é inadequada. Quando se tem até 3GB de RAM, é altamente recomendado usar essa LiveDVD, pois se aproveita bem toda a RAM disponível, mas e quando temos exatamente 4GB de RAM ? Bem, meu notebook tem 4GB de RAM e usando um sistema de 64bits então perco 250M (não trata-se de VRAM compartilhada) para o controle do sistema. Em sistema 32bits, a perda é maior, fico com apenas 3G. Felizmente, usando essa LiveDVD esses 750M de RAM não fazem falta a mim, pois isso é compensado -nem tanto- por aplicativos 32bits também consumirem menos RAM. Mas fica ao seu encargo, usar uma LiveDVD 32bits com 4G de RAM.

As tarefas do Ubuntu Perfeito que já estão executados neste LiveDVD são :

  • Atualizar lista de repositorios e o sistema operacional
  • Atualizar lista de hardwares IDS
  • Pacote básico para compilar programas e modulos
  • Instalar novos scripts para o Nautilus
  • Flash 10
  • Compiz e aplicativos auxiliares
  • Gerenciador de clipboard parcellite
  • Mensageiro instantaneo pidgin+protocolo WLM(msn-pecan)
  • Mensageiro instantaneo aMSN
  • Descompactadores
  • Programas de segurança pessoal e backup
  • Adobe Reader
  • Plugin DRM para Adobe Reader
  • Java(sun-java ou openjdk)
  • Wine-manter sempre atualizado
  • Codecs Multimedia
  • Aplicações para Multimedia
  • Crie DVDs caseiros com vídeos avi ou mpeg com o ManDVD
  • Promissor conversor de formatos de multimedia WinFF
  • Helix Player e plugin para o firefox
  • Tocador VLC
  • Tocador MPlayer
  • Ripador de DVD HandBrake
  • Trocar o backend de multimedia na internet
  • Rede Windows e SSH (fuse)
  • Cliente de FTP Filezilla
  • Cliente de bittorrent Deluge
  • Cliente de redes P2P Frostwire
  • Cairo-Dock
  • Ferramentas para remasterizar o Ubuntu em LiveCD/DVD/USB
  • Modelos de documentos OpenDocuments
  • Ícones na área de trabalho
  • Descarregar novos papéis de parede
  • Temas, papeis de parede e sons
  • Temas para o GDM
  • Editor de legendas gnome-subtitles(requer mono)
  • Google Chrome night-build(experimental)
  • Skype
  • Google Earth
  • Extensao Cogroo para Br/OpenOffice3 (requer sun-java)
  • Instalar a coleção de temas zgegblog
  • Extensão Vero – Verificador Ortográfico para Br/OpenOffice-3
  • Extensão Solver – Calculos lineares para Br/OpenOffice-3
  • Curso de digitação usando o programa Klavaro
  • Entretenimento : roadfighter,f1spirit,goonies e goody
  • Entretenimento : SuperTuxKart
  • Ferramentas para Administradores de Rede/Segurança
  • Acrescentar repositório para os programas mantidos pelo Google
  • Aplicações para criação de SlideShow
  • Real Player e plugin para o firefox
  • Suporte melhorado a impressoras
  • Programas de segurança pessoal, criptografia e backup
  • VirtualBox 2.2
  • Instalar mais programas para uso em escritório
  • Gerenciador de álbuns de fotos Google Picasa
  • Correção de Bug para placas de vídeo Intel GM950

Com todas as tarefas acima instaladas o DVD ocupa precisamente 1,9G. As vezes fico pensando no que mais eu deva acrescentar para completar a capacidade nominal dum DVD simples que é de 4,7G, mas realmente não consigo pensar em nada :) Isto é bom para você, pois poderá acrescentar suas próprias ferramentas de trabalho e lazer e então remasteriza-lo novamente. Para remasterizar, basta ir em Sistema->Administração->Remastersys Backup e escolher a opção “Dist” :
Remasterizando

As dicas para ‘remasterizar’ você encontra neste link.

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Ubuntu Perfeito para Ubuntu 9.04 saiu do forno

Depois de duas semanas com vários RC’s, estou finalmente disponibilizando a versão final do Ubuntu Perfeito para ser usado apenas no Ubuntu 9.04.

Eu considero o script apropriado para quem acabou de instalar o Ubuntu 9.04 (jaunty jackalope) e agora precisa deixa-lo mais completo possível para não ter que recorrer a forum e listas de discussão por coisas simples. Meus testes com o script foram sempre usando os repositórios oficiais do Ubuntu, sem nenhum uso de repositório de terceiros e sempre a partir de uma instalação limpa, com essas prerrogativas acredito que o Script é muito funcional e apenas tem a acrescentar e melhorar a usabilidade. Em outras situações diferentes  é impossível prever o que vai acontecer se o script for instalar o pacote XYZ e este pacote XYZ decidir que terá de remover outro pacote ZYX. Isso é pouco provável, mas pode acontecer em virtude da combinação entre pacotes e repositórios existentes que existiam anteriormente à aplicação do script.

Tenho tido o cuidado de escolher os repositórios menos problemáticos possiveis, estou usando o repositório WINE, Google, Mediabuntu, VirtualBox e PPAs. Considero-os além de estáveis, também confiáveis, mas você terá de assumir o risco em usar um script que instalará programas que não tem a supervisão do time do Ubuntu. Você pode ao termino da aplicação do script, remover os repositórios que foram adicionados – há uma opção no menu para isso -, assim evitando posteriormente que um pacote “mal-escrito” ou “bixado” possam bagunçar a harmonia do pós-instalação do  Ubuntu Perfeito.

O Ubuntu Perfeito foi testado linha por linha, havia sentenças que funcionavam perfeitamente para Ubuntu 64bits, mas não funcionava adequadamente nas versões 32bits, por exemplo, no repositório Mediabuntu havia pacotes do Adobe Reader somente para usuários do Ubuntu 64bits, usuários da versão 32bits ficavam a ver navios. Assim, o script foi modificado para procurar atender sempre que possivel usuários dos dois sistemas.

Vários hotlinks foram conferidos, hoje eu posso dizer que todos funcionam, mas e amanhã ? Bem, esse é um problema que terei de resolver. Minha idéia é jogar tais temas (esses hotlinks são usados principalmente para descarregar temas) dentro do repositório do Ubuntu Perfeito no sourceforge.net, mas para isso teria de converte-los para .deb – um trabalho bem gigantesco.

Note as modificações feitas para este release :

  • Acrescentado : VirtualBox 2.2
  • Removido : Suporte a impressoras inkjet, algumas pessoas verdadeiramente não entenderam para que ele serve e quando uma impressão não funciona relacionam a falha aos pacotes instalados. Se as pessoas não sentem falta desses programas então é melhor remove-los.
  • O menu de serviços inclui uma nova opção para corrigir bug de teclado em clientes RDP como rdesktop, grdestop e tsclient. Um bug nesses programas faz com que NUMLOCK e CAPS LOCK simplesmente não funcionem. Essa opção já havia sido adicionada, mas um outro bug impedia sua execução por usuários que não fossem o root.
  • Removido : Fonte Liberations não é mais aplicado na área de trabalho e nem é mais sugerida ao terminar a instalação do Ubuntu Perfeito. O novo Ubuntu 9.04  já cuida melhor das fontes, não é mais necessário o script para isso.
  • A instalação de temas agora acrescenta/atualiza os repositorios “on-the-fly” minimizando problemas com repositórios que ficaram desatualizados.
  • Removido a instalação de idiomas do Ubuntu Perfeito : no Jaunty a instalação e complementação de idiomas tá muito bom e não justifica manter essa opção.
  • Removido tema SlickNess : no Jaunty sua instalacao requer a instacao do pacote “gtk2-engines-ubuntulooks” que por sua vez faz a remoçao de pacotes tematicos do ubuntu padrao (human-theme ubuntu-artwork ubuntu-desktop). A idéia do script é não remover nada, então o tema Slickness dançou.
  • A instalacao de codecs faz verificação individual, se algum codec ficar para traz o sistema dirá qual foi.
  • O codec [gstreamer0.10-plugins-bad] voltou. Ele foi removido porque pensei que [gstreamer0.10-plugins-bad-multiverse] proporcionasse o mesmo resultado, mas na realidade são dois pacotes complementares.
  • Removido a dependencia do comando beep, uma dependencia boba que só fazia sentido para ouvir a marcha imperial de starwars no final da aplicação do script.
  • Removido o tema “Marcha Imperial de StarWars” no final da execução do script. Ele só era ouvido porquem ainda tivesse spekers ligados à placa-mãe, não fazia muito sentido em mantê-lo.
  • Novo tema sonoro esta sendo trabalhado, o pacote separado ja foi criado e o ubuntu perfeito utilizara-o como padrao. Esse tema sonoro chama-se Sound-FreeDesktop.org, sim, é o tema padrão lançado por FreeDesktop.org. Voce poderá usa-lo como padrão para os seus próprios temas bastando substituir os .ogg pelo sons feitos por voce mesmo. Acrescentei um script que acompanha o tema para voce reempacota-lo quando resolver customiza-lo.
  • Tema MacOSX foi completamente refeito e agora inclui os efeitos sonoros e um menu global exatamente igual ao MacOSX. O menu global é o applet do GNOME que poderá ser acrescentado ao painel superior.
  • Removido o SmartConect3G : É uma pena, parecia uma boa ferramenta para autoconfigurar conexoes 3G das operadoras nacionais. Mas simplesmente não conseguia descarrega-lo da internet, ao inves do arquivo .deb, vinha a página HTML sobrescrita com o nome de pacote.deb. Como não poderia mante-lo, removi-o.
  • Removido o “force-yes” das instalacoes de pacotes, este procedimento fazia ignorar a verificacoes das chaves e assinaturas dos pacotes. A partir desse momento se a chave estiver vencida, os pacotes contidos neste ou naquele outro repositorio precisará de confirmação manual.
  • Acrescentado o Navegador do Google Chromium, note que ele ainda é uma versão experimental. Não estamos falando da versão win32, mas da versão nativa para Linux.
  • Acrescentado o programa “partimage” no topico de ferramentas de segurança. Considero-o uma boa ferramenta para fazer imagens de HDs.
  • Bug consertado : A tarefa de instalacao de jogos nunca era concluida em ambientes 32bits porque o jogo Goody tava fora da lista de checagem de aplicativos.
  • Conversor de videos e mesclador de legendas foi atualizado, agora ele exibirá no máximo 5 fontes diferentes para exibição. Antes ele exibia todas as fontes instaladas o que acabava mais confundindo do que ajudando.
  • Adobe Reader para Ubuntu 32 bits, antes, o Adobe Reader só era instalado em sistema 64bits.
  • Ao instalar ambos java (sun-java e openjdk), o sun-java a partir de agora será o padrao.
  • Acrescentado repositorio do Google para aqueles que querem beneficiar-se de programas como Picasa.
  • Acrescentadoa coleção de temas chamado [zgegblog-themes]. São temas muito caprichados para GTK2/GDM.
  • “SuperTuxcart” foi adicionado a lista de jogos de entretimento.

Já faz cerca de pelo menos uma semana que não há novas mensagens de bugs a respeito do script, assim tá hora de soltar o bicho, digo, o script Ubuntu Perfeito.

O link para download continua o mesmo :

http://hamacker.wordpress.com/script-ubuntu-perfeito/

Use a página acima para enviar seus comentários e críticas – construtivas, é claro.

Ate+

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Novo tema sonoro da freedesktop.org

Desde o Ubuntu 8.04, o GNOME já aceita um tema sonoro para o ambiente inteiro desenvolvido pela freedesktop.org. Antes do Freedesktop.org, você tinha que associar um evento GTK a um arquivo .WAV e gerar um arquivo de configuração em /etc ou ~/.config mencionando-as, ou editar visualmente mas teria de combinar cada evento com um arquivo .wav (ou .ogg) – não era nada fácil ou simples. Agora, você pode ter os pacotes temáticos de sons, assim como já existia para os temas visuais, onde o tema já tem sua própria configuração para os sons e não é necessário combinar nada.

Para selecionar um tema sonoro vá em Sistema->Preferencias->Som e selecione a guia [Som] :

Preferencias de sons

E então selecionar um tema sonoro, o Ubuntu já acompanha um tema de mesmo nome.  Esse novo método é mais simples do que os anteriores usados por KDE e GNOME, como esse método foi desenvolvido pela freedesktop.org então não vai demorar muito para os diversos ambientes gráficos compartilharem o mesmo método.

O tema usado pelo Ubuntu Perfeito foi o “Dream”, que fora do script pode ser obtido aqui :

http://fc11.deviantart.com/fs38/f/2008/326/6/3/Dream_by_Pulicoti.gz

Infelizmente ainda não há uma interface gráfica para arrastar o pacote dentro e ele se instalar sozinho, assim temos sempre de descompactar tais arquivos em /usr/share/sounds, no exemplo acima ficaria assim :

tar xvf  /caminho/para/o/pacote/Dream_by_Pulicoti.gz -C /usr/share/sounds

E em seguida seleciona-lo na preferencias de sons.

No Ubuntu Perfeito mais recente, adicionei o tema “sound-theme-freedesktop”, que acompanha efeitos sonoros para a maioria dos eventos de sistema, por exemplo, um efeito sonoro para limpar a lixeira e outro para quando um novo email chega e tantos outros. O tema original “sound-theme-freedesktop” (código fonte competo) pode ser obtido aqui :

http://freedesktop.org/wiki/Specifications/sound-theme-spec

Ele também foi incluso na versão mais recente do Ubuntu Perfeito, onde ele poderá ser instalado mais facilmente. Como nem todos desejam ou querem instalar um script inteiro só para ter um tema sonoro eu preparei um pacote já pronto que instalará “sound-theme-freedesktop”, você poderá obter o pacote aqui :

https://sourceforge.net/project/showfiles.php?group_id=246324&package_id=319676

Dê um duplo clique no pacote, instalando-o e em seguida acesse as preferencias de sons para seleciona-lo.

Pelo que entendí, nesse novo modelo de sons temáticos, não existe um arquivo texto ou XML relacionando um arquivo sonoro (wav ou ogg) ao evento, mas o nome do arquivo é que fará esse relacionamento, assim arquivo “trash-empty.ogg” será tocado quando a lixeira foi limpa e o arquivo “window-maximized.ogg” será tocado quando a janela for maximizada, muito engenhoso.

Como curiosidade vale notar que todos os efeitos sonoros estão no formato .ogg, no entanto, se voce mantiver o mesmo nome do arquivo mas substitui-los por formato .wav, os efeitos sonoros serão tocados do mesmo jeito. Assim ficará mais fácil fazer sua própria personalização. É óbvio que o formato .ogg é bem mais economico e recomendado para quem pretende distribui-los pela internet.

Agora, que venham mais temas sonoros no formato freedesktop, pois estes são muito escassos.

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Opinião : Novo Ubuntu Jaunty 9.04

Estou usando a versão BETA do novo  Ubuntu Jaunty 9.04, quer saber minha opinião ?

Pois bem, vem vamos a algumas considerações. Lembrando que estou tentando escapar dos reviews já apresentados por outros na internet.

Novo Tema “Human” :

Estou usando a versão BETA, gostei do papel de parede e controles, mas os ícones e os controles parecem ser o mesmo “Human” que de versões anteriores. Fiquei um pouco desapontando. O novo sistema de notificação na bandeja é escuro e simplesmente não combina com o tema “Human”, espero que até a versão final dê algum tempo para eles mexerem nisso. Os temas Nimbus, Kin, Dust e NewWave e todas as variações desses temas dão um banho de beleza nos controles e nas cores. Achei inclusive que o NewWave seria o novo “Human”, mas parece que não foi bem assim.

Considere, este é o “novo” tema chamado de Human :

Novo tema Human

Novo tema Human

Vamos ao tema “NewWave” ou variação dele :

NewWave

NewWave

NewWave com um papal de parede metalizado

NewWave com um papal de parede metalizado

Não gosto de temas extremamente negros e sombrios, mas há quem os aprecie, veja o tema Slickness :

Slickness é um tema para quem aprecia o clima dark

Slickness é um tema para quem aprecia o clima dark

O que eu gosto do tema Slickness é mesmo os ícones, são muito bonitos.

Vê ? Essa é uma amostra pequena de temas que combinam suas cores de maneira harmoniosa. Tudo no novo “Human” é bonito : papel de parede, ícones, controles e sistema de notificação de bandeja, mas eles não se harmonizam no mesmo contexto, o sistema de notificação é escuro, o papel de parede é marrom, os ícones são na cor laranja e os painéis (acima e embaixo) são cinzas.

Synaptic agora conta com screenshots :

Agora conta com a opção de obter um screenshot do programa que se pretente instalar

Agora conta com a opção de obter um screenshot do programa que se pretente instalar

Sistema de instalação sob demanda :

Com o sistema sem nenhum codec instalado, tentei assistir um video em Dvix e o sistema instalou o suporte necessário e assisti o vídeo. Estranhamente tocou mp3 sem me perguntar nada, hummm depois eu vejo o que aconteceu.

Estava numa página de internet que denunciou que estava sem flash, o Ubuntu perguntou-me qual dos flash’s eu gostaria de instalar, optei pelo macromedia flash e pimba…suporte ao flash (ultima versão e no ambiente 64bits) instalado.

Bem, instalação sob demanda já existia em versões anteriores, mas me pareceu que nessa versão os “wizards” estão mais claros e didáticos.

Suporte à novos hardwares :

Vai muito bem obrigado, não uso modem a bastante tempo, mas fui surpreendido pelo Ubuntu perguntando se eu gostaria de instalar o driver smartlink, veja :

Suporte a winmodens compátiveis com smartlink

O Smartlink suporta uma diversidade bastante grande de winmodens, alguns deles bastante populares aqui no Brasil. Eu não uso o modem, mas deixei-o instalado.

Tenho uma impressora multifuncional Epson CX4700, e foi apenas plugar e ela já estar configurada. Nesse caso, nenhum wizard apareceu, apenas um balão na bandeja dizendo “Impressora instalada” :

detectando-impressora

Claro que isso já era assim e foi mantido. Houveram algumas novidades na propriedade da impressora, por exemplo, além de alinhamento, limpeza,… pode-se também visualizar o nível de tinta :

Visualizando o nivel de tinta da impressora

Visualizando o nivel de tinta da impressora

Ver o nível de tinta é apenas para alguns modelos, minha impressora que eu chamo de “conta gotas” por causa do meu controle sobre a ferocidade com que ela consome tinta, pois é, não foi agraciada com o recurso. Esse recurso poderia ser obtido usando o driver proprietário Avasys, mas só há opção de driver 32bits para essa impressora.

Alguns “wizards” estão espalhados pela distribuição, olha por exemplo essa tela quando fui ativar um monitor externo no meu notebook :

Wizard é exibido quando se tenta usar a extensão de monitor sem estar com o driver apropriado habilitado.

Wizard é exibido quando se tenta usar a extensão de monitor sem estar com o driver apropriado habilitado.

Bem, na realidade eu já estava usando o driver do fabricante, acontece que nesse notebook, a placa de vídeo da NVIDIA só habilita a extensão de monitor quando você liga o notebook já com o monitor conectado e eu não tinha feito isso. Fiz alguns testes e errei propositalmente uma das configurações somente para notar que no caso de falha ele retorna ao estado anterior, simples assim.

É muito bom saber que o pessoal teve esmero em notificar e guiar o usuário para uma solução automatizada nas operações com hardware.

Nova formatação Ext4 :

Recomendo, muito bom.

Realmente parece estar mais rápido. Mas, vai dar trabalho. Fazer o backup de todos os seus dados só para poder formatar usando ext4 não é exatamente um passeio no parque.

Impressões finais :

O GNOME tá melhor, mais rápido, mais estável e a atualização de diversos programas melhorou muito o aspecto geral.

Fiquei preocupado com o VirtualBox, afinal, foram dores de parto com VirtualBox e VMWare em todas as vezes que atualizei o Ubuntu, mas nessa versão foi tudo muito tranqüilo, mesmo a versão binária oficial empacotada em formato .deb funcionou perfeitamente e sem nenhum problema com configuração de teclado.

Tenho esperança de que o Kubuntu receba o mesmo esmero com que estão tratando o Ubuntu, porque estou louco para experimentar o KDE 4.2.

Enfim, as impressões são boas, a única ressalva é o tema padrão que não está à altura da qualidade dessa nova versão.

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Resolvendo problema de caps/num lock nos programas 'RDP Client'

Um problema que já vem martelando desde o Ubuntu 8.10 é o rdesktop, este programa é um backend usado por outros programas como tsclient e grdesktop e é muito importante para acessar servidores RDP como o Windows Terminal Services. Infelizmente, ao usarmos tais programas no Ubuntu somos surpreendidos pela falta de esmero com um bug que é irritamente para algumas pessoas : As teclas num lock e caps lock não funcionam.

O bug está documentado aqui :

https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+source/rdesktop/+bug/254968

Ele está datado desde 05/08/2008 e esperava-se que fosse corrigido rapidamente, mas infelizmente ele persiste até mesmo na nova versão do Ubuntu Jaunty 9.04.Se voce é afetado pelo problema, use o link acima para postar comentários (em inglês), com alguma pressão é possível que a resolução para o problema seja mais rápida.

Resolvendo o problema :

Como não há solução oficial para o problema, vamos para uma solução extra oficial :

Remova o rdesktop de sua instalação, voce poderá usar o Synaptic ou então a linha de comando executando :

sudo apt-get remove rdesktop

O comando acima também removerá dependencias como tsclient e grdesktop, aceite-as, pois iremos instala-las depois.

Depois do rdesktop removido, visite a página :

http://packages.debian.org/unstable/x11/rdesktop

E descarregue o pacote “rdesktop” mais apropriado para sua distribuição (i386 ou amd64).

Dê um duplo clique no pacote .deb  para instala-lo.

Agora use o synaptic para instalar grdesktop ou tsclient, perceberá que o problema com o caps lock e num lock estarão resolvidos.

A pergunta que não quer calar é : Porque o time do ubuntu não usa o pacote rdekstop debian/sid e resolve este problema que vem 08/2008 ?

Outro problema :

Ok. Este bug só foi notado no Ubuntu Jaunty 9.04, portanto é fresquinho.

Se você estiver irritado porque dentro duma sessão RDP não consegue dar um CTRL+X(Recortar) ou CTRL+C(Copiar) porque a clipboard do Windows é limpa a todo instante, o problema é com o protocolo RDPv5 usado no rdesktop (grdesktop e tsclient incluídos). Quando se esta usando o protocolo RDPv5 ao invés do comum e nomeado apenas por “RDP” a área de clipboard da sessão RDP é limpa a cada segundo pelo parcellite, isso mesmo, o parcellite é aquele gerenciador de clipboard do GNOME. É um bug do programa rdesktop, mas de alguma forma o parcellite tá envolvido nele.

Qual a solução ?

Dependente, você precisa mesmo usar o protocolo RDPv5 ? Se você usar apenas o protocolo “RDP” o problema já estará resolvido usando ou não o programa parcellite. Se você faz questão em usar o protocolo RDPv5, então necessariamente terá de fechar o programa parcellite pelo tempo que durar sua sessão RDP.

Deve haver alguma opção de linha de comando que desabilite a área de clipboard entre o Host Linux e a sessão RDP, talvez isso resolvesse o problema, mas como até agora não encontrei nada então a solução é 1) usar o protocolo “RDP” ou 2) Fechar temporariamente o parcellite.

Nota importante :

O rdesktop está sendo descarregado do repositório ‘sid’ (Still In Development), este respositório está em constante desenvolvimento. Atualmente ele resolve o problema com o rdesktop no Ubuntu 8.10 e 9.04, mas não podemos dizer que resolverá sempre, pois flutuações no sid podem torna-lo incompátivel com o Ubuntu no futuro. A solução para o problema apontada por este post é apenas um “workaround” (palavra bonita para “gambiarra”) temporário.

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Ubuntu Perfeito para o jaunty 9.04

Esta é uma atualização do Ubuntu perfeito para o Ubuntu Jaunty 9.04.

Funciona exatamente como o anterior, a diferença está nos repositórios que foram removidos, pacotes que não existem mais, pacotes novos, etc…

É recomendável sua instalação em instalações limpas do Ubuntu, isto é, instalações que tenham usado apenas repositórios nativos do Ubuntu e não tenha sido acrescentado repositórios de terceiros. É apenas para Ubuntu 9.04, outras versões não foram testadas, nem mesmo o Kubuntu.

Três itens do Ubuntu Perfeito merecem alguma consideração :

  • A versão oficial do WINE é muito ainda, e o repositório oficial para o jaunty ainda não existe.
  • O script SmartConect 3G tá com problemas na URL, ao baixa-lo vem uma página HTML no lugar do .deb.
  • O VirtualBox é instalado a partir do repositório antigo para o Ubuntu Intrepid, apesar disso funciona maravilhosamente bem.
  • Não consigo de jeito nenhum fazer o Cogroo funcionar com o OpenOffice 3.0.1

Ainda há algumas alterações a serem feitas antes do lançamento oficial, mas já está 99% pronto. O download direto é :

http://sourceforge.net/project/showfiles.php?group_id=246324&package_id=316566

Ate+

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Script Ubuntu Perfeito atualizado #3

O script Ubuntu Perfeito foi atualizado, o link para atualização é :

http://hamacker.wordpress.com/script-ubuntu-perfeito/

Eu nunca tive problemas na descarga de temas, mas fiz o teste em alguns micros de outros colegas apenas para estudar as reclamações com respeito a aplicação de temas, realmente uma constatação : 2 temas hospedados no servidores da mediafire.com terminavam pela metade, o wget constatava que o download completou, mas o tar jxvf acusva erro na descompactação, resultado ? tema não instalado, e mesmo que tentasse uma nova reinstalação o wget pularia o download que já completo.

Assim, a tarefa de instalar temas nunca se completavam.

Não sei se o problema era de fato os servidores da mediafire.com ou as conexoes speedy-telefonica, mas o fato é que removi esses temas.

Espero que o problema agora já tenha sido resolvido.

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A crise perfeita…

Não estou entendendo essa crise internacional.

Se é uma crise de crédito e estagnação nas vendas, porque as coisas não custam menos para vender mais ?

Quando vou as lojas, as coisas não diminuíram seu preço, ao contrário aumentaram.

Até a famosa fastfood McDonalds, pelo menos aqui em São Paulo diminuiu aquele pote de nuggets, antes com seis unidades e agora com apenas 4 e sem direito ao molho-cortesia, porém mantendo o mesmo preço. Alguem aí se lembrou dos papéis-higiênicos que mudaram de 40m para 30m, mas mantiveram o mesmo preço  (algumas marcas até aumentaram o cone do rolo para causar a impressão de maior volume) ? Uma ótima oportunidade para  melhorar meus hábitos alimentares.

Vários canais de TV, especialmente o SBT passou a ser uma Las Vegas da TV brasileira, anuncia todo tipo de jogatina lícita : quiz-celular, sorteio de menor lance, telefone, baú,…enfim, os anunciantes fugiram ou dá mais lucro vender jogatina ? E aí, quem quer dinheiro ?

Alias, esse lance de jogos por celular como quiz, menor lance, assinatura disto ou daquilo outro,… deve ser a maior furada. Alguns colegas assinaram um “quiz” na promessa de ganhar um pendrive (sem sorteio) e depois perceberam que ao responder os intermináveis quiz de perguntas e respostas estavam na verdade jogando dinheiro fora por cada SMS enviado, afinal, responde-los não é de graça. Eu fui vítima desse golpe também, depois da quarta mensagem você percebe que ainda vai demorar muito e que o custo das ligações não valem o pendrive, assim você perde dinheiro por causa dos SMSs enviados e eles ainda economizam no pendrive que você desistiu. A sensação de idiota não saiu da minha cabeça por algumas semanas !

Sempre ouvi falar que a crise é uma oportunidade única para as empresas, onde as gigantes dão espaço para as pequenas emergirem – mas não estou vendo isso. Vejo o contrário, uma oportunidade das grandes fazerem uma faxina com os recursos humanos e elas e o governo inviabilizarem o negócio das pequenas.

Sempre preferi em não comprar em grandes lojas porque minha preferencia é pagar ‘a vista e com desconto, nem que tenha que esperar para juntar todo o dinheiro, mas infelizmente as grandes lojas preferem vender “avista, porem parcelado”. Achei que com essa crise, eu poderia ir até um Carrefour da vida e pleitear um desconto contra um pagamento avista, pois é, ainda não foi dessa vez, preferem que você compre “avista, mas parcelado” – sabemos que isso não existe. Errata : quando dão o desconto, o valor é irrisório e não compensa.

No Brasil, os bancos nunca faturaram tanto, é um recorde atrás do outro. Apesar disso, endureceram e tornaram mais caro o crédito.

Enfim, essa é a crise perfeita porque apesar dela, o modo operacional das empresas não mudou – a ganancia nunca muda -, e a oportunidade de mamar nas tetas, digo, receber algum incentivo do governo nunca foi tão atrativo.

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Script Ubuntu Perfeito, agora com novos Temas #2

Em função da publicação do post “Script Ubuntu Perfeito, agora com novos Temas”, recebí alguns e-mails de pessoas dizendo que os novos temas não eram instalados, pois bem, vejamos algumas observações gerais que podem esclarecer o problema :

  • O script ubuntu Perfeito foi idealizado para deixar o Ubuntu pronto e o ponto de partida é uma instalação limpa. Isto ocorre porque os meus testes são feitos a partir de instalações limpas e também porque pacotes/repositórios que você já possui  podem interferir nos repositórios que o Ubuntu Perfeito faz uso, mesmo eles sendo transitórios (os repositórios podem ser removidos no final da aplicação).
  • As opções que são aplicadas a partir do menu do Ubuntu Perfeito “somem” quando são 100% executados. Assim, o numero de opções no menu vão reduzindo a medida que você instala-os.
  • Muita coisa neste script são descarregados da internet, isso inclui os temas. Pode acontecer erro 404 (offline ou inexistente) ao tentar descarregar certos arquivos, eu conto com a colaboração dos colegas se isto acontecer e eu rapidamente corrigi-los.
  • Depois do Ubuntu Perfeito instalado, dois itens de menu são criados : “Ubuntu Perfeito” e “Menu de serviços do Ubuntu Perfeito”. O segundo, isto é, “Menu de serviços do Ubuntu Perfeito” não funciona sem o primeiro ter instalado os itens mais comuns. Por exemplo, alguns após instalarem o Ubuntu Perfeito, executam o menu de serviços para aplicar os novos temas, mas não repararam que para ele funcionar é preciso instalar estes temas antes. Por essa razão, execute o”Ubuntu Perfeito” e note se os temas foram instalados 100% antes de tentar aplica-los com o menu de serviços.
  • Os temas são descarregados da Internet e depois des”tar”zeados nos diretórios corretos. Alguns temas possuem mais de 34M num único arquivo, assim se a internet for lenta ou o arquivo for corrompido durante o processo, o tema não será instalado e a opção de “Temas com aparencias variadas” nunca sumirá do menu do Ubuntu Perfeito  (lembre-se : Só é removido quando a instalação foi perfeita).
  • Os arquivos descarregados da internet ficam em /var/cache/ubuntuperfeito e são reaproveitados quando determinadas opções são executadas e requeiram descarregar esses mesmos arquivos (inclusive continuando o download a partir do ponto que parou). Se algum desses arquivos tiverem sido corrompidos por alguma razão, o tópico que envolva o uso deles nunca completará a instalação de forma satisfatória e portanto nunca sairá do menu. Assim, se voce tiver problemas -por exemplo com a instalação dos temas-, é uma boa idéia limpar esse diretório e torcer para que ao descarrega-los novamente não haja nenhum novo arquivo corrompido.
  • Não é possível aplicar os temas do Ubuntu Perfeito se os mesmos não foram descarregados corretamente da internet, assim, antes de tentar aplica-los por meio do menu de serviços, verifique se no menu do Ubuntu Perfeito ainda consta o item “Temas com aparências variadas”. :
Instalação dos temas do ubuntu perfeito

Instalação dos temas do ubuntu perfeito

Se o item “Temas com aparências variadas” existir no seu menu, então esqueça de usar o menu de serviços para tentar aplicar os novos temas. Só quando este item for 100% instalado, – e portanto não constar no menu – o menu de serviços conseguirá aplicar algum tema.

  • A cada versão do Ubuntu Perfeito, alguns itens são modificados e por essa razão voltam para o menu para serem executados novamente, assim se voce tinha instalado a versão 8.10.13.2 e depois atualizou para versão 8.15.x, provavelmente alguns itens reapareceram, dentre eles é possivel que seja “Temas com aparencias variadas”.

Assim, espero que algumas dúvidas com respeito ao uso de temas tenham sido esclarecidas.

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Script Ubuntu Perfeito, agora com novos Temas.

O Script Ubuntu perfeito agora traz novos temas no seu menu de serviços.

Na realidade estes já existiam, no entanto, um problema com o tema Dust que não conseguia ser descarregado da internet impossibilitada a execução de novos temas pelo menu de serviços. Agora já corrigí os links e tá tudo OK.

Link para download : Ubuntu Perfeito 8.14.13

Aqueles que já descarregaram a versão anterior são encorajados a instalar a nova. Use Sistema->Administração->Ubuntu Perfeito e execute novamente a opção “Temas_com_aparências_variadas”, ela se encarregará de fazer o download dos temas faltantes. Quando ele terminar de descarregar os temas, então os instalará e partir daí você poderá executar o menu de serviços para escolher um tema para seu ambiente de trabalho :

Novos temas para o Ubuntu Perfeito

Novos temas para o Ubuntu Perfeito

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Gostaria de Instalar Servidor de Multimedia para PlayStation 3 no seu Ubuntu ?

Aqueles que possuem um Playstation 3 e dispuserem de um micro com um Ubuntu/Linux na mesma rede podem transforma-lo num servidor de multimédia para o Playstation 3. Isso não dá nenhuma dor de cabeça, alias, baseado no protocolo UPnP, o processo é muito simples de usar o playstation como central de entretenimento buscando arquivos multimédia que houver no seu Ubuntu/Linux. Para tal façanha precisamos instalar um programa chamado ‘PS3 Media Server’ ou apenas ‘PMS’ daqui em diante.

PMS é um DLNA compliant UPnP Media Server para o Playstation, escrito em Java, com o proposito de streamming de qualquer tipo de arquivo multimédia que seja suportado pela dobradinha Mplayer/FFmpeg e o melhor de tudo : com o minimo de configuração. Infelizmente, não há pacotes disponíveis para instalação desse programa via repositório, nem oficial, nem extra-oficial, o que nos fará descarregar e fazer a instalação por nossa própria conta.

Como já é de costume, vamos a um passo a passo.

Descarreguemos o PMS, isso poderá ser feito visitando a seguinte página :

http://code.google.com/p/ps3mediaserver/

Então clique no link downloads e descarregue a versão ‘PS3 Media Server for Linux v1.00′ como é exibido na figura abaixo :
ps3mediaserver-download

Após ter descarregado o arquivo acima, abra o terminal Linux e estando então na linha de comando, crie um diretório que absorverá a instalação :

sudo mkdir -p /usr/share/pms-linux

Estou assumindo que para executar esse programa seja requerido permissão de administrador.
Depois precisaremos descompactar o PMS no diretório recém criado, vá até a pasta onde você fez o download do PMS e descompacte-o assim :

cd /local/onde/descarreguei/o/arquivo
sudo unzip -o pms-linux-1.00.zip -d /usr/share/pms-linux
sudo chmod a+x /usr/share/pms-linux/PMS.sh

Pronto ! O programa foi instalado, no entanto, ele não possui nenhum atalho no menu do GNOME para carrega-lo, vamos resolver essa situação dando um ALT+F2 e executando “gksu gedit /usr/share/applications/pms-linux.desktop”. Isso abrirá um editor de texto no qual você deverá colar as linhas abaixo :

[Desktop Entry]
Name=Servidor Multimedia para Playstation 3
GenericName=Servidor Multimedia para Playstation 3
Comment=Transforma este Linux num servidor de multimedia para Playstation 3
Exec=gksu /usr/bin/pms-linux.sh
Icon=gtk-multimedia
Terminal=false
MultipleArgs=true
Type=Application
Encoding=UTF-8
Categories=System;Settings;

Salve o arquivo e saia do editor.
Repare que no menu do GNOME há um novo item em Sistema->Administração->Servidor Multimedia para Playstation 3, pois bem, este é o nosso PMS, mas aguarde, não execute-o ainda, pois ainda há uma ultima operação.
O PMS precisa ser executado diretamente da pasta onde ele foi descompactado, assim, precisamos criar um pequeno script que vá até a pasta descompactada, a saber /usr/share/pms-linux, e execute de lá o programa ‘PMS.sh’. Foi por essa razão que o atalho /usr/share/applications/pms-linux.desktop recém criado não aponta diretamente para ‘/usr/share/pms/PMS.sh’, mas para ‘/usr/bin/pms-linux.sh’ que iremos criar agora. Dê um ALT+F2 e execute ‘gksu gedit /usr/bin/pms-linux.sh’ e cole as linhas abaixo :

#!/bin/bash
cd /usr/share/pms-linux/
/usr/share/pms-linux/PMS.sh

Salve o arquivo e saia do editor.
Agora damos a permissão necessária ao script recém criado :

chmod a+x /usr/share/pms-linux/PMS.sh

Agora sim, finalmente poderemos executa-lo a partir do menu do GNOME em Sistema->Administração->Servidor Multimedia para Playstation 3. No entanto, assim que executa-lo ele passará a procurar o Playstation 3 em sua rede e a seguir você verá uma tela como esta :
ps3mediaserver-search-ok.jpg

Vamos agora identificar as pastas que desejamos compartilhar entre o PS3 e seu servidor, selecione a guia [Folder Sharing] e adicione as pastas a serem compartilhadas :
ps3mediaserver-sharing

Então clique no botão [Save] e feche o programa PMS.
Agora vá até o seu Playstation3 e peça-o para procurar por servidores multimédia ao mesmo tempo em que executa novamente o PMS. Dessa forma, você verá a conexão em ambos os lados.

Se você ainda não consegue conectar o seu playstation, recebendo essa mensagem de erro :
ps3mediaserver-startup.jpg

Talvez seja porque o seu servidor Linux possui múltiplos adaptadores de rede e isso está atrapalhando-o no momento da localização do PS3. Isso ocorreu comigo, pois em meu sistema, um notebook, possuo eth0 que fica desligado quando estou em casa (em casa minha conexão é wireless), vmnet1, vmnet8, wmlan0. Acontece que na falta do eth0, o PMS pega outra conexão que haja um IP válido atribuido, mas no meu caso apanhou o vmnet8/172.16.128.1 que é um IP fictício apenas para as exigências do software de virtualização, e dessa forma ele nunca encontrará o Playstation porque o PS3 tá no barramento 192.168.0. Uma maneira de você diagnosticar esse tipo de problema é por observar a guia [Traces] :
ps3mediaserver-search-fail

Note as linhas :

[main] TRACE 17:46:11.600 Using address /172.16.128.1 found on network interface: name:vmnet8 (vmnet8) index: 6 addresses: /fe80:0:0:0:250:56ff:fec0:8%6; /172.16.128.1;
[main] TRACE 17:46:11.601 Created socket: /172.16.128.1:5001

Através da interface 172.16.128.1 é impossível achar o meu playstation, assim vou até o terminal e descubro qual é o IP da minha interface wifi ou a interface de meu servidor que esteja no mesmo barramento do Playstation :
ps3mediaserver-wlan0

Agora que sei que o IP do meu servidor que está no mesmo barramento do Playstation é o IP 192.168.0.188 vou até o PMS, na guia [General Configuration] e vou até o campo “Force IP of the Server” com o IP 192.168.0.188 :
ps3mediaserver-apply-ip
Clico então no botão [Save] e reinicio o PMS. A seguir o PMS encontra nosso querido Playstation.
Mas essa estripulia toda de atribuição de IP só ocorreu porque minha eth0 estava desligada e o PMS assumiu uma interface que não estava no mesmo barramento de minha rede doméstica. Em 99% das casas, isso nunca ocorreria, no entanto, se você estiver nesse 1% já sabe agora como resolver.

Usar um servidor de multimédia traz diversas vantagens, por exemplo, não gastar o canhão laser do seu BluRay com coisas corriqueiras que possam acessadas através de seu servidor Linux. Também, o HD do Playstation não é lá grandes coisas para você armazenar os seus dados e você poderá usar o Linux em sua casa para prover um biblioteca quase infinita de mídias de audio e vídeo. Por fim, assistir filmes que estão no computador em minha sala de estar é muito, mas muito confortável. Segundo a página do PMS, ele oferece os seguintes recursos :

* Pronto para exibir e tocar. Sem necessidades de codecs para instalar. Sem configuração de pastas ou edição de arquivos de configuração de qualquer tipo. Todas as suas pastas são navegadas diretamente pelo PS3 com refresh persistente automático.
* Codificação de video em tempo real via MEncoder, tsMuxer ou Avisynth
* Imagens de DVD ISOs / codificador de pastas VIDEO_TS
* Codificacao de audio OGG/FLAC/MPC/APE
* Gerador de amostras Thumbnail generation para vídeos
* Voce pode escolher pastas virtuais para audio/legendas no PS3!
* Todos os formatos PS3 nativamente suportados: MP3/WMA, JPG/PNG/GIF/TIFF, e vários tipos de vídeos (AVI, MP4, TS, M2TS, MPEG)
* Arquivos ZIP/RAR são exibidos como pastas de fotos/audios.
* Suporte preliminar para fotos baseadas em feeds, como Flickr e Picasaweb
* Suporte preliminar para Internet TV / Web Radio que seja suportado pelo VLC, MEncoder ou MPlayer

Como pode notar, há várias vantagens associadas a este programa.
Mas esteja atento as dependências como MPlayer, mencoder e FFMpeg que devem estar instalados pois eles são a base do programa. Além disso há o Java, eu recomendo o sun-java, embora tenha funcionando perfeitamente com o OpenJDK, notei que com o OpenJDK, o ícone do PMS não aparece na bandeja do Sistema dando a presunção de que não esteja carregado, esse problema foi resolvido quando instalei também o sun-java.

O passo a passo acima usa uma conta de administrador para permitir a execução, no entanto, experimentei-o usando uma conta comum e também funciona, claro que no segundo caso, o PMS só terá acesso aos dados que o usuário em questão também tiver acesso. Assim, se você em casa não tem um sistema multiusuário poderá optar por instalar o PMS no seu $HOME e ajuste as instruções de passo a passo para não requererem nenhum gksu ou sudo ao carregar qualquer tipo de programa.

Quem não quer fazer essa instalação manual poderá optar pelo Script Ubuntu Perfeito, ele faz essa instalação desde o dia 28/12/2008 que foi sua ultima atualização.

Bom divertimento.

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Matando a saudade do MSX com o Ubuntu

Primeiro, não sou tão velho assim.
Mas acontece que as gerações 8bits como Apple, TRS-80 Color (CP-400) e MSX (hotbit e expert) me fascinavam, aqueles RPGs textuais/verbais faziam minha mente vibrar, pena meu inglês na época não estar a altura para jogar ‘The Hobbit‘. Enfim, novamente um passo a passo para instalar um emulador de MSX no sistema Ubuntu.

Antes de prosseguir, saiba que todos os comandos apt-get podem ser executados através de sua interface visual, o synaptic, eu uso o terminal porque é mais direto e rápido.

O OpenMSX é um excelente emulador de MSX *na minha opinião*, não devendo em nada para os outros emuladores, incluindo os comerciais. Também é multiplataforma e possui um frontend gráfico. Para instalar o OpenMSX e seu frontend OpenMSX Catapult :

sudo apt-get install openmsx-catapult

O comando acima descarregará todo os pacotes necessários para rodar o OpenMSX, incluindo até mesmo uma BIOS (C-BIOS) para MSX. Mas voce poderá encontrar dezenas de outras BIOS de MSX na internet, umas são mais completas que outras, por exemplo, a C-BIOS não suportar DSK(disk) e nem CAS (cassete).

O próximo passo é instalar um atalho no menu do sistema para carregar o frontend para o OpenMSX, visto que o empacotamento não faz isso e convenhamos, não é tão agradável chamar um frontend que é gráfico pela linha de comando. Dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /usr/share/applications/openmsx-catapult.desktop”. então cole o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
Name=Emulador de MSX
GenericName=Emulador de MSX
Comment=openMSX catapult é um frontend gráfico para o emulador openMSX
Exec=/usr/bin/openmsx-catapult
Icon=/usr/share/openmsx-catapult/resources/bitmaps/tapeimage.png
Terminal=false
MultipleArgs=false
Type=Application
Encoding=UTF-8
Categories=GNOME;GTK;Game;Emulators

Salve o arquivo acima e feche o editor.

Há um manual offline do OpenMSX (incluindo o Catapult), se preferir estuda-lo antes de executa-lo então dê um ALT+F2 e execute “file:///usr/share/doc/openmsx-catapult/manual/index.html”, ou se preferir :
http://openmsx.sourceforge.net/catapult-manual/
http://openmsx.sourceforge.net/manual/faq.html
isso fará abrir o navegador com o conteúdo do manual.

Ok, o atalho para o OpenMSX está no menu do Gnome em Aplicativos->Jogos->Emulador de MSX, em sua primeira execução lhe será solicitado os seguintes parâmetros :
openmsx-firstscreen

Não é preciso alterar nada, apenas clique no botão [OK] e prossiga para a tela seguinte :
openmsx-checking-config
Que apenas faz uma conferencia de todos as roms e bios instaladas para o hardware a ser emulado, no final, clique no botão [Done].
O OpenMSX possui muitos controles e ajustes especiais, de forma que é impossível detalhar num artigo como esse muitas coisas, mas vou dar o passo inicial para a emulação de uma ROM.

Visite a página :

http://www.emulabr.com.br/knightmarerom_Rom_28087.html

E descarregue a ROM do jogo Knightmare, essa é uma ROM para MSX1, no entanto, já descarreguei e executei jogos para MSX2 e funciona perfeitamente. Você precisará descompactar a ROM que está em formato RAR.

No OpenMSX, vá na seção Cartridge e então clique em CART A ou B para selecionar a rom que acabou de descompactar :
openmsx-select-rom

Por fim, clique no botão [START] e…
openmsx-running-rom

Se descarregar arquivos .rom você usa as opções que lhe falei acima, mas se você encontrar formatos .dsk use a opção/seção DISK A ou DISK B para carrega-los, agora se for .cas então use a seção Cassette. Mas lembre-se que as opções de carga dependem da BIOS que estiver usando para emular o hardware de MSX.

Há várias versões de hardware que podem ser emulados como MSX1, MSX1+, Turbo, MSX2+,… e hardware exóticos que foram criados apenas para MSX. Há algumas raridades, por exemplo, descarregue esse jogo Knightmare aqui :

http://knightmaresaga.msxblue.com/knightmare/scc.htm

A diferença entre a primeira ROM do Knightmare e a rom acima é que apesar de ser o mesmo jogo, a segunda rom suporta um hardware de som chamado SCC+. Até onde eu entendo, SCC+ era um anabolizante FM para jogos da Konami, apenas jogos da Konami suportavam-no. Esse chip que dava uma qualidade excelente ao som [para a época].

O OpenMSX também tem dentro de si tem um poderoso debugger apropriado para você brincar de trapacear com alguns jogos [tecle F10 durante o jogo], o modelo de caça-trapaça é semelhante ao conhecidíssimo MAME, onde você rastreia qualquer numero, pode ser por exemplo, o numero de vidas=2 que há no jogo, daí você perde uma vida durante o jogo e pede para o debugger caça-trapaça procurar todos os endereços usados no jogo onde um valor=2 se transformou em valor=1, se houver apenas uma ocorrência então pimba, aquele endereço encontrado determina a quantidade de vidas, daí então você pede para ajustar aquele endereço com endereço=99 resultando então num jogo com 99 vidas. Existem diversos tipos de busca para trapaçear como : menor que, maior que, igual a, etc… que lhe dá a possibilidade de brincar de hackear qualquer jogo, talvez essa diversão até supere o próprio jogo. Esperto não ? Não é difícil encontrar endereços para trapacear, em menos de uma hora jogando Knightmare, já encontrei esses endereços :
Dê pausa durante o jogo [tecle F1], carregue o debugger [tecle F10] e execute essas instruções iniciando com a palavra debugger :
99 vidas->debug write memory 0xe060 99
invisibilidade->debug write memory 0xe60e 80 (pegue a primeira invisibilidade primeiro e depois aplique este endereço, você ganha 80 segundos de tempo de invisibilidade toda vez que aplica-lo)

Se você não entendeu como funciona esse debugger, então esquece, não use este tópico para realizar suas perguntas. O help, além da internet você encontrará informações de como o debugger funciona.

Só dou um aviso aos saudosistas, as vezes é melhor você ficar com a lembrança do jogo do que tentar revive-lo, eu digo isso porque fui matar a saudade dum jogo que me diverti muito na época [Camelot Warriors], quando fui joga-lo achei horrível e sinceramente, na época me parecia tão bom.

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Quem é o /etc/rc.local ?

Você conhece o arquivo /etc/rc.local ? ou para que serve ?

O arquivo /etc/rc.local é um script onde você instrui ao Linux o que deve ser executado logo após iniciar todos os serviços ou como se diz popularmente, o que deve ser executado após o boot.
Geralmente ele é um arquivo assim :

#
# rc.local
#
# This script is executed at the end of each multiuser runlevel.
# Make sure that the script will “exit 0″ on success or any other
# value on error.
#
# In order to enable or disable this script just change the execution
# bits.
#
# By default this script does nothing

exit 0;

Vê a linha exit 0; ?
Pois bem, é antes dessa linha que adicionamos comandos que queremos que sejam executados logo após o boot (porém depois dos serviços iniciados) como por exemplo um script de firewall, montagem de discos remotos e assim por diante.

Eu tenho como hábito adicionar linhas assim :

# previne o fork-bomb
ulimit -u 1000

Existe em todas as linguagens de programação, independente de sistema operacional ou permissões de usuário, um recurso chamado fork que quebra o programa em um ou mais processos, este recurso se bem utilizado é primoroso, no entanto, se um bug ou má intenção de um programa (conhecido como fork-bomb) disparar fork’s a todo instante então em pouco tempo vai consumir todos os recursos da máquina até ela travar. O que a linha acima faz, é estabelecer um limite para a quantidade de processos que o kernel poderá processar, esse limite é arbitrário e relativo, para a maioria, 1.000 processos é um valor bastante razoável.

Outra linha que costumo adicionar :

# previne smurf-attack
echo "0" >/proc/sys/net/ipv4/icmp_echo_ignore_all

Você provavelmente já ouviu falar de ataques de negação de serviços (em inglês DoS-Denial of Service), o que a linha acima tenta prevenir. Eu não sei a história do nome “Smurf Attack”, mas provavelmente leva esse nome pela maneira como os Smurfs do desenho animado sempre atacavam seu oponente, nunca sozinhos porque era pequenos e frágeis, mas em conjunto com os seus amigos. Esse tipo de DoS funciona assim, o atacante sobreescreve o cabecalho do datagrama disfarçando seu IP com o IP da vitima e envia uma solicitação de broadcast para outra vítima, daí então a segunda vitima responderá o broadcast para a primeira vitima ao invés do atacante, fica parecendo dois navios atacando um ao outro com broadcasts intermináveis. A linha acima tenta evitar esse tipo de DoS.

Estes foram apenas dois exemplos, há muito mais que também incluo, eles podem estar num script único ou em forma de instruções separadas como foi exibida acima, mas o fato é demonstrar o uso do arquivo /etc/rc.local que agora você poderá utiliza-lo para incluir suas próprias instruções.

Algo que as vezes preocupa em usar o arquivo /etc/rc.local é o tempo de boot que é proporcional a quantidade de instruções que você for incluir nele. Além disso, o terminal texto ou gráfico só prosseguirá quando o /etc/rc.local tiver sido completamente executado. Por essa razão não é muito saudável você colocar nele o carregamento dum script de firewall que utilize resoluções de nomes DNS, pois se seu script tiver uma linha assim :

/sbin/iptables -t nat -A POSTROUTING -s $SUA_REDE -o eth0 -d br.ubuntu.com -j MASQUERADE

O tempo de boot do seu computador demorará proporcionalmente ao tempo que for para resolver o nome “br.ubuntu.com”. Isso traz algumas armadilhas, digamos que seu link fique fora do ar, o que acontece ? A resolução do nome acima vai levar uma eternidade, daí vai ficar louco da vida para acessar logo o terminal para resolver o problema, mas /etc/rc.local simplesmente demorará muito até liberar o terminal porque ficou num ciclo de resolução de nomes sem link para o servidor de DNS.

O exemplo ruim foi um script de firewall, mas tente entender que isso valha para qualquer processo que consuma tempo, quanto mais lingüiça colocarmos no /etc/rc.local mais tempo levará o boot, se uma dessas instruções travar, você simplesmente matou o boot.

É claro que existem meios de contornar a situação ao usar o /etc/rc.local, uma delas é o “&” no final de um comando a ser executado, isto fará com que comando seja executado em background e liberará o /etc/rc.local para prosseguir, por exemplo :

# montar a pasta sshfs com uso de chaves
sshfs root@ip.do.servidor:/home/pasta_compartilhada /media/pasta_local/ -o allow_other&

Notou o “& ” (E comercial) no final da linha ? Pois é, assim o comando será executado em background, e o arquivo /etc/rc.local prosseguirá com a próxima linha a ser executada.

Outro método, útil especialmente se você não abre mão de carregar um script longo no /etc/rc.local é usar o sistema de agendamento do Linux com o comando “at”. Digamos que você queira que o script de firewall seja executado 1 minuto após o boot inicial, basta acrescentar ao /etc/rc.local a instrução :

at now + 1 minute -f /carregar/meu/script/de/firewall.sh

O que a linha acima faz é rodar o script /carregar/meu/script/de/firewall.sh 1 minuto mais tarde. Assim o nosso querido /etc/rc.local não sofre nenhuma interrupção no momento de boot, ou ela será mínima. Se seu script tiver problemas com resoluções de nomes, seu terminal já estará liberado para você fazer qualquer acerto. A mesma idéia vale para qualquer script que possa comprometer o /etc/rc.local.
Nota: Para executar comandos “at”, o pacote “atd” precisa estar instalado.

É claro que essas dicas valem muito, você não as encontrará em Livros porque administradores de rede são como donos de veículos antigos, que muitas vezes são obrigados a construir suas próprias peças ou no nosso caso, nossas próprias soluções.

Talvez, na próxima oportunidade eu venha a falar do /etc/rc.d/ e como criar scripts auto-inicializáveis com start/stop.

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O`Ubuntu Perfeito` alterado – de novo #4

O script ‘Ubuntu Perfeito’ foi alterado novamente. Agora, os intervalos de tempos entre uma atualização e outra são menores, acho que estou chegando ao fim.

Para descarregar a nova versão acesse o link ao lado intitulado “Script Ubuntu Perfeito“.

Se estiver com dúvidas sobre a instalação do mesmo, apenas consulte a página de inauguração do script e o FAQ.

Desde a ultima atualização foram acrescidos as seguintes modificações :

* Novo tema Nimbus : É o tema do solaris portado para Ubuntu. Ele é também o novo tema padrão para o Ubuntu Perfeito. Se quiser experimentar este novo tema, mas não quer de recriar o menu inteiro do Ubuntu Perfeito então edite o arquivo /var/cache/ubuntuperfeito/menu.cat removendo a linha “Temas_com_aparencias_variadas”, isso fará com que a opção de instalação de temas reapareça no menu. O tema anterior – Black and White2 – continua sendo instalado, mas não é mais o padrão ao ser usado ao aplicar o tema do Ubuntu Perfeito, o nimbus foi colocado no seu lugar por ser um tema bonito, mas também performático, isto é, ele é mais rápido do que o Black and White2 no redraw das janelas e ícones.

* Nova opção “Descarregar novos papeis de parede” : Na realidade essa opção não é nova, antes ela estava associada a instalação de temas, isto é, quando se instalava os temas então os papeis de parede eram descarregados. Resolvi desmembrar em duas opções para que aqueles que não necessitam de descarregar papeis de parede ou se já estão contentes com os que possuem possam ignorar essa etapa, porém descarregando os novos temas.

* Novo motor GTK : graças ao repositório PPA do Pablo Castellazzi foram acrescentados os motores GTK : gtk2-engines-candido, gtk2-engines-aurora, gtk2-engines-nimbus

* Mplayer com suporte ao Compiz : Nunca tive problemas com o mplayer+compiz, no entanto, o repositorio do Pablo Castellazzi inclui uma nova recompilação do mplayer com este suporte.

* Repositorio para o OpenOffice 3 : Sim, ele voltou a ficar online. Um problema que havia no OpenOffice3 que pude notar é os hints (balões com textos) eram semi-transparentes e causavam grande confusão. Nessa recompilação Ooo.org3, pelo que pude notar esse problema foi corrigido. Não me lembro mais, se no BrOffice3 esse problema ocorria, mas se ainda ocorre, então sugiro a remoção do broffice-3 para instalar o openoffice3.

* Atualizado o link para download do Deluge para usar a versão recentemente lançada (1.0.6 ).

* Novo item de menu : Foi acrescentando o item “SmartConect 3G, um assistente para configurar redes 3G”. Mais detalhes sobre este programa em http://smartconnect3g.wordpress.com/.

* Aplicação da profile compiz : Como já é de conhecimento, existe uma opção no menu de serviço que aplica ou configura o compiz para exibir certos efeitos especiais. Foi testado exaustivamente tanto a aplicação como a operação de restauração da profile anterior e estou convencido que funciona perfeitamente. No entanto, fiz modificações porque um usuário possa aplicar essa mesma opção mais de duas vezes, isto porque ao aplicar um segundo tema compiz, o backup anterior era sobreposto. Agora, toda vez que for aplicada a profile “ubuntu perfeito” ao compiz, será mantido o backup da anterior sempre com um nome diferente, assim poderá manter todas as profiles anteriores.

* Item do menu principal renomeado : O item “Suporte a impressoras” foi renomeado para “Suporte a impressoras jato de tintas (modelos variados)”. A razão dessa modificação é que alguns estavam associando os programas instalados a impressoras Epson, quando na realidade este suporte é extendido a marcas e modelos variados.

* Item do menu principal não é marcado como padrão : O item “Instalar temas para OpenOffice” não é mais marcado como padrão. Muitos mencionaram que isso é desnecessário porque poucos usuários efetivamente gostam de trocar o tema do OpenOffice. Eu concordo.

* Novo script : Foi acrescentado o script que testa o numero de ciclos do HD. Util especialmente para donos de notebooks que se preocupam o numero de ciclos usados em seus HDs, se este numero de ciclos estiver elevando então o proprio script sugere a correção. Se quiser saber mais sobre este bug, veja : http://alexblog.eeol.org/linux/aumentando-a-vida-util-dos-hds/

* Scripts adicionais : Nas versões anteriores, os scripts adicionais eram gerados em /usr/bin/ubuntuperfeito*, eles eram criados em tempo de execução do Ubuntu Perfeito e são utilizados pelo menu de serviços. Agora com o empacotamento não ví vantagens em fazê-lo desse modo, portanto descontinuei a criação desses scripts e eles passam a estar acrescentados ao empacotamento, assim será mais fácil rodar as correções e o script principal ficará menor.

* Ao aplicar o tema original do Ubuntu, o sistema irá desativar também o compiz, visto que no Ubuntu original o compiz só faz parte quando habilitado manualmente pelo usuário. No Intrepid, o tema sonoro voltará a ser o do Ubuntu. Mas só vale após o reinicio do computador.

* A variavel CONFIAR_DOWNLOAD_ANTERIOR=”N” : Agora poderá ser modificada visualmente pela opção “Sempre conferir na internet arquivos já baixados” no menu principal, o padrão dessa opção é ligada, assim todos os downloads mesmo os que já foram baixados serão conferidos se estão 100% confiáveis e se não estiverem então descarregar-se-á novamente. Se esta opção estiver desmarcada, então o Ubuntu Perfeito não irá conferir nada via internet quando os arquivos já se encontrarem gravados, isso é útil quando você confia plenamente nos arquivos já baixados anteriormente, de modo, a deixar a aplicação do Ubuntu Script mais rápido e com uma queda drástica no acesso a internet para buscar arquivos.

* Opcao de reempacotamento : Foi adicionado no menu de serviço a possibilidade de reempacotar do Ubuntu Perfeito aproveitando o repositório /var/cache/ubuntuperfeito já baixado pelo script, assim downloads feitos pelo script estarão dentro do pacote e ao ser reinstalado novamente noutro computador, tais arquivos não precisarão ser baixados novamente. Note, que pacotes baixados via synaptic que ficam em /var/cache/apt/archives não serão empacotados, pelo menos não tenho intenção de fazer isto, pois tornaria o .deb muito gigante para ser transportado em CDROM.

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