Criando seu próprio LiveCD Ubuntu
Criar um livecd com Ubuntu incluindo o instalador é muito fácil com a utiliazação de um programa chamado remastersys.
Como o remastersys funciona ?
Você está com o Ubuntu instalado e configurado, seguiu todo o “Ubuntu Paradise” e acrescentou seus próprios programas, pois então, que tal transformar sua instalação num LiveCD ?
Este é o propósito do programa remastersys, ele jogará para dentro dum livecd a sua instalação já personalizada contendo programas, wallpapers, configurações especiais, de fato, tudo o que você já produziu pós-instalação com o seu Ubuntu. Já imaginou que maravilha é isso ? Quando tiver necessidade de ir até uma Lanhouse, põe o LiveCD e use sem medo de ter suas senhas capturadas por um “keylogger”. Ou então compartilhar seu Ubuntu para com um amigo sabendo que ele não terá que fazer uma instalação de 30 minutos e ter que quebrar a cabeça por dias a fio para deixar funcionando perfeitamente, incluindo os problemáticos codecs. Até mesmo para você é um facilitador, simplesmente após a instalação estará tudo lá, sem downloads posteriores, sem ter que seguir guia nenhum, não haverá mais uma instalação de 30 minutos e 2 horas com guias e downloads cansativos. Eu por exemplo, antes de colocar um VMWare para funcionar tenho que sair aplicando patches (ocorreu com o 8.04), já pensou ter que fazer isso de novo quando for instalar o mesmo sistema em mais 5 máquinas ? É por isso que o remastersys é muito bom !
Como instalar ?
Vá até o terminal e e execute :
sudo gedit /etc/apt/sources.list
Ao final do arquivo acrescente a seguinte linha :
deb http://www.remastersys.klikit-linux.com/repository remastersys/
Salve o arquivo e retorne ao terminal, e execute :
sudo apt-get update
sudo apt-get install remastersys
Pronto ! O remastersys foi instalado.
O que fazer antes de usar o remastersys ?
Como eu disse, antes de usar o remastersys é conveniente personalizar o ubuntu de acordo com o seu bel-prazer, isso inclui instalar todos os programas que você irá requerer no livecd. Instalações pessoais, aqueles que se localizam /home/usuário não irão parar no LiveCD, a menos que queira usa-lo da forma “backup” (explico mais adiante), onde /home e as contas também vão parar no LiveCD. Por essa razão, para modelar uma distro LiveCD, precisará instalar e configurar programas que possam ser instalados globalmente, isto é, que funcione para a distro inteira e não para uma única conta. Você não é obrigado a fazer nenhuma personalização, ela apenas lhe é conveniente, se gosta do jeito que sua distro está pode pular este tópico. Caso contrário, se gosta de personalizar, é possível incluir nessas instalações globais coisas como temas, ícones, extensões para o FF, splashes screens, etc… veja a dica a seguir de como fazer isso :
Papéis de parede :
sudo cp /local/onde/estao/os/papeis/de/parede/* /usr/share/backgrounds
Se quiser substituir o papel de parede padrão do Ubuntu pelo seu próprio (formato .PNG) :
sudo cp /local/onde/estao/os/papeis/de/parede/meu-papel-de-parede.png /usr/share/backgrounds/warty-final-ubuntu.png
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/background/picture_filename" "/usr/share/backgrounds/warty-final-ubuntu.png"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/background/picture_options" "stretched"
A lista de papeis de paredes que podem ser selecionados depois da instalação pode ser incrementada se você editar o arquivo :
/usr/share/gnome-background-properties/ubuntu-wallpapers.xml
E replicar dentro dele a relação de arquivos contido em /usr/share/backgrounds.
Temas para o GNOME :
sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/temas/tema-para-gnome.tar.gz -C /usr/share/themes
Para definir um tema padrão, execute :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/gtk_theme" "Human-Clearlooks"
Para definir uma “margem da janela” (metacity) padrão :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/general/theme" "Human"
Troque Human pelo tema “margem da janela” (metacity) que tenha copiado e queira usar como padrão.
Temas para o GDM :
sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/temas/tema-para-gdm.tar.gz -C /usr/share/gdm/themes
Para mudar o tema padrão de inicialização, execute no terminal :
sudo gedit /etc/gdm/gdm.conf
Abaixo da seção [gui] troque a linha :
GtkTheme=Human
GtkThemesToAllow=Human
para
GtkTheme=[Tema-De-Sua-Preferencia]
GtkThemesToAllow=[Tema-De-Sua-Preferencia]
Claro que você deverá usar como nome, os temas que você copiou para /usr/share/gdm/themes.
Depois disso, você deve executar :
sudo gdmsetup
E ajustar o tema padrão e as características de login que deseja usar no livecd. Poderá até configurar para autologin, ou login para convidado após [n] minutos.
Conjunto de ícones temáticos :
sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/icones/tematicos/icones-tematicos.tar.gz -C /usr/share/icons
Para definir um conjunto de ícone temático padrão, execute :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/icon_theme" "Human"
Troque Human pelo nome do tema de conjunto de ícones temático que tenha copiado e queira usar como padrão.
Sons temáticos :
sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/icones/tematicos/audio-tematicos.tar.gz -C /usr/share/sounds
Quer um padrão para os efeitos sonoros do GNOME ?
Se voce quiser um conjunto de sons que sejam assumidos por padrão no gnome então voce precisa criar o arquivo /etc/sound/events/gnome.soundlist com o conteúdo semelhante a este :
[login]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/DreamIntro.wav[logout]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/DreamEnd.wav[error]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/error.wav[warning]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/warning.wav[info]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/warning.wav[question]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/question.wav
Os [colchetes] representam os eventos e “file=” representa o arquivo -em geral .wav- que será tocada para aquele evento. Uma maneira mais simples de criar este arquivo é ir no menu do GNOME-Sistema->Preferencia->Som(Preferencias de Som) e então configurar alí quais serão os sons para cada evento do sistema. Depois de acertar todos os sons, então executar no terminal :
sudo mkdir -p /etc/skel/.gnome/sound/events
sudo cp ~/.gnome/sound/events/gnome.soundlist /etc/skel/.gnome/sound/events/
Isso fará com que os sons/eventos que foram configurados para você sejam assumidos como padrão para qualquer nova conta criada no sistema. Eu não recomendo usar nomes de arquivos que possuam espaço em branco entre as palavras e nem usar eventos que sejam os mesmos usados pelo GDM como inicio e termino de sessão, pois se assim o fizer, após o login pelo GDM, os sons deixam de funcionar para qualquer coisa, incluindo assistir filmes. Já reportei esse bug e vamos ver quanto tempo levam até corrigirem.
Se prefere deixar os sons desabilitados, então execute :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/desktop/gnome/sound/enable_esd" "false"
E com isso não precisará se preocupar com os sons do GDM ou possiveis conflitos.
Mudando a cor de fundo do gnome-terminal :
Dependendo do Tema ou tantos outros itens que você for escolher para personalizar, o fundo branco do gnome-terminal não é muito interessante. Mesmo o tema padrão do Ubuntu não combina com o fundo branco, dependendo do atributo do arquivo ou pasta fica até difícil de ler porque as cores se misturam. Na minha opinião, o gnome-terminal só fica bonito e prático com cores escuras ou de alto-contraste, por exemplo : verde ou preto. No exemplo abaixo eu aplico um fundo de preto com letras brancas:
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/background_color" "#000000"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/foreground_color" "#FFFFFF"
Para os ajustes acima funcionarem é preciso desabilitar o uso de “cores do tema” no terminal :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/use_theme_colors" "false"
Ajuste a cor de fundo que lhe seja conveniente com o tema que estiver usando, mas fundos claros realmente desviam a atenção do ‘ls’ e ‘vim’ quando se usa saídas coloridas, o ‘preto’ tem sido a melhor cor de fundo que eu poderia aplicar.
Estabelecendo novas fontes à personalização :
As fontes Liberation são muito boas e recomendo :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/font_name" "Liberation Sans 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/font_name" "Liberation Sans 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/monospace_font_name" "Liberation Mono 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/general/titlebar_font" "Liberation Sans Bold 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/nautilus/preferences/desktop_font" "Liberation Sans 10"
Splashes Screen para o GNOME :
sudo cp /local/onde/estao/os/splashes/* /usr/share/pixmaps/splash
O splash padrão do gnome é um link simbólico em /etc/alternatives/desktop-splash apontando para qualquer arquivo de splash. Ex:
sudo rm -f /etc/alternatives/desktop-splash
sudo ln -s /usr/share/pixmaps/splash/splash/meu-splash-favorito.jpg /etc/alternatives/desktop-splash
Mas ele não é carregado automaticamente a menos que que uma chave do GNOME diga para faze-lo, assim é necessário executar os comandos :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/gnome-session/options/show_splash_screen" "true"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-session/options/splash_image" "/usr/share/pixmaps/meu-splash-favorito.jpg"
Executando estes dois comandos, o splash escolhido será o padrão a ser usado por novos usuários criados no sistema.
Composite ligado por padrão :
O gerenciador de janelas metacity no Ubuntu Hardy Heron tem suporte a composite nativo, não é necessário usar o compiz. Claro que possuir aceleração gráfica ajuda, pois sem ela, a aceleração por software vai diminuir o desempenho geral do GNOME. Talvez por essa razão o “compositing” é desligado por padrão. Mas voce pode liga-lo no seu LiveCD com o comando :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/metacity/general/compositing_manager" "true"
Antes de acrescentar esse recurso no seu LiveCD, voce poderia experimentar o compositing e se for satisfatório então ligar a opção acima, para experimenta-lo execute :
gconftool-2 --type bool --set "/apps/metacity/general/compositing_manager" "true"
Faça um teste com programas que realmente necessitam de compositing, por exemplo, o cairo-dock. Se for satisfatório então habilite por padrão o composite no seu LiveCD.
Atalhos na Área de Desktop :
Algumas pessoas estão mais habituadas a ter os atalhos para : meus locais de rede, pasta pessoal e lixeira. Para ativar estes itens execute :
Ícone do Computador :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/computer_icon_visible" "true"
Ícone da Pasta Pessoal :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/home_icon_visible" "true"
Ícone de Servidores de Rede (Locais de Rede) :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/network_icon_visible" "true"
Ícone da Lixeira :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/trash_icon_visible" "true"
Vale lembrar que esses ícones não são necessários, pois eles existem em forma de applet’s e atalhos comuns no menu do GNOME.
Atalhos no Menu :
Criar um atalho no menu do GNOME é muito fácil, basta criar um arquivo em /usr/share/applications com a extensão .desktop com o conteúdo apropriado, como exemplo, vamos criar dois atalhos para aplicativos que são instalados no Ubuntu, porém alguém esqueceu de criar atalhos para eles, dê um ALT+F2 e execute :
gksu gedit /usr/share/applications/gnome-control-center.desktop
com o seguinte conteúdo :
[Desktop Entry]
Name=Gnome Control Center
GenericName=Gnome Control Center
Comment=Painel de Controle do GNOME
Exec=gksu /usr/bin/gnome-control-center
Icon=/usr/share/pixmaps/control-center2.xpm
Terminal=false
MultipleArgs=false
Type=Application
Encoding=UTF-8
Categories=Applications;GTK;System;Settings
Salve o arquivo acima e pronto o atalho para o GNOME Control Center foi criado com sucesso.
Parece piada, mas o empacotador errou ao deixar de especificar a categoria do atalho para o aplicativo “Resolução e Placas de Vídeo” e com isso o aplicativo deixou de existir no menu do GNOME Sistema->Administração como ocorria nas versões prévias do Ubuntu (incluindo o beta), para corrigir, dê um outro ALT+F2 e execute :
gksu gedit /usr/share/applications/displayconfig-gtk.desktop
Altere as linhas indicadas :
[Desktop Entry]
Name=Resolução e Placas de Vídeo
(…)
Categories=Applications;GTK;System;Settings
NoDisplay=false
Salve o arquivo e pimba, o “Resolução e Placas de Vídeo” passará a existir no menu de Sistema->Administração. Com o mesmo método você pode corrigir também o Terminal que no menu do GNOME passou a chamar-se “Consola”.
Teclas de Atalho :
As teclas de atalho do GNOME também podem ser programas, mas também via gconftool-2 onde você precisa saber o endereço e a combinação da tecla.
O problema maior em personalizar atalhos é que um atalho não pode conflitar entre mais de um aplicativo, por exemplo, o CTRL+ALT+DEL está ligado ao “desligar” do ubuntu, se eu quiser programar essa combinação para chamar o gnome-system-monitor vou ter que aprender a desligar essa combinação e depois programar o atalho para chamar o gnome-system-monitor. No caso específico do CTRL+ALT+DEL para desliga-lo teria de executar a sentença :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome_settings_daemon/keybindings/power" ""
As vezes, nem sempre é fácil descobrir a quem pertence o atalho e qual chave de registro preciso modificar, mas isso só é requerido para combinações de teclas muito manjadas como foi o caso do CTRL+ALT+DEL. Uma vez, desligando qualquer possibilidade de conflito de tecla de atalho é só programar :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/keybinding_commands/command_1" "gnome-system-monitor"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/global_keybindings/run_command_1" "<Control><Alt><Delete>"
Para bom entendedor, estou dizendo que o run_command_1(que esta relacionando ao command_1) é chamado pelo CTRL+ALT+DEL e roda o aplicativo gnome-system-monitor(command_1).
Nautilus CD Burner :
Tem certas coisas que não fazem sentido para mim, eu ainda não conhecí um gravador de CD/DVD que não tivesse o recurso de burnproof e overburn, então porque cargas d’agua não estão sempre ativados no nautilus ? Para corrigir essa deficiência à sua personalização :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus-cd-burner/burnproof" "true"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus-cd-burner/overburn" "true"
Diretórios não documentados :
Alguns arquivos também são importantes para personalização :
/etc/skel
/etc/gnome
/etc/gconf
/etc/alternatives
/etc/xdg
Mas nesse caso, vou deixar que você faça a sua pesquisa e descobrir para que servem ou como utiliza-los para criar suas personalizações.
Importância do gconftool-2 :
Muitos ajustes podem ser personalizados com um único comando :
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/caminho/para/o/nome/da/chave" "Conteúdo-ou-valor-chave"
Com este comando você muda icones, cores, cursores, painéis,… sua imaginação é o limite!
Quando estamos executando o gconftool-2 em cima do arquivo /etc/gconf/gconf.xml.defaults, estamos modificando o padrão global das contas, assim se você criar um novo usuário ele receberá os valores pré-programados. Quando criarmos o LiveCD, esses mesmos padrões globais terão de ser respeitados.
Pena que para usar o gconf-tool-2 temos de saber exatamente qual o nome da chave a ser modificada e o seu valor, mas uma vez descoberto é só rodar a sintaxe acima.
Como usar ?
Para carregar o remastersys, vá até o menu Sistema->Administração->Remastersys Backup :

Antes de usar o remastersys é conveniente limpar arquivos temporários criados anteriormente por ele próprio, não é necessário faze-lo da primeira vez, mas é obrigatório nas vezes seguintes, por isso execute a opção destacada na imagem acima chamada de “Clean - Remove temporary files”.
Depois para gerar a imagem do livecd, execute uma das opções do menu :
- “Dist” - Como a descrição sugere, ela cria uma distribuição a partir do que você possui instalado e omite propositalmente a partição /home - Ótima para compartilhar sua distro com os amigos
- Backup - Igual a anterior, mas também copia todos os seus dados que estiverem na partição /home
Fazer o backup da partição /home é útil para ser usada por você em futuras reinstalações ou em LanHouses, porém é muito perigoso andar com arquivos pessoais em CD/DVD. Além disso, o tamanho da imagem será maior dependendo da quantidade de arquivos que já possui em /home, há o risco de que a imagem gerada não caiba em DVD de 4GB ou 8GB (dupla camada). Visto que o remastersys também funciona na linha de comando (veja remastersys --help), eu penso em testar a opção “backup” para fazer backup de servidores, onde normalmente há contas administrativas e contas comuns para emails/samba, etc…, pois num eventual desastre posso recuperar a parte mais básica dum servidor, deixando apenas arquivos criados posteriormente de fora que poderão ser restaurados pelo sistema de backup comum.
Cadê o livecd ?
Após ter executado o comando remastersys com uma das opções dist/backup, o sistema irá reunir todos os arquivos necessários, inclusive instalando novos programas se precisar. Não se anime muito, pois é um processo demorado. Para gerar um livecd de 2,1GB foram quase 30 minutos. E ao final apresentará uma janela com a seguinte mensagem :

Essa mensagem de saudação é a indicação de que o arquivo .iso foi gerado com sucesso, a saber, ubuntu-hamacker.iso e ubuntu-hamacker.iso.md5 na pasta :
/home/remastersys/remastersys/[nome-da-imagem].iso
Antes de começar a usa-la, o ideal é testa-la num Virtualizador de Máquina, por exemplo, o VirtualBox ou VMWare, ambos os programas permitem usar um arquivo .iso como sendo uma representação de unidade física de leitora CD/DVDROM e com isso você testará não somente o CD/DVD sem precisar queima-lo, mas também o resultado final da instalação. Não é obrigatório testar a imagem .iso num Virtualizador, são raras as vezes que o instalador não consegue completar uma instalação, mas se você já tem um Virtualizador instalado então não há um “porque” de não usa-lo para testar previamente a imagem.
Como queimar o CD/DVD ?
Se você testou sua imagem num Virtualizador e ocorreu tudo como planejado, então agora é a hora de queimar o CD/DVD, feche a máquina virtual antes de prosseguir.
Para gravar você pode usar o próprio GNOME, use o nautilus para navegar até a pasta onde foi gravado o arquivo .iso, geralmente :
/home/remastersys/remastersys/[nome-da-imagem].iso
Então clique com o botão direito do mouse sobre este arquivo e escolha a opção “Gravar em CD/DVD” como na imagem abaixo :

O tempo para queimar um CD/DVD vai demorar de acordo com o tamanho, no entanto, por já estar com um arquivo no formato .iso prontinho, economizará uns 5 minutos !
Referencias
Conclusão
Atualizando meu sistema com o que há de mais recente nos repositórios, aplicando o inteiro guia “Ubuntu Paradise” , acrescentando muitos temas, papeis de parede, todas as ferramentas de compilação e geração de pacotes que normalmente utilizo nos meus artigos, eu consegui criar um arquivo .iso de 2,1GB usando a opção “dist”. Fico até pensando no que vou ter que me esforçar para preencher um DVD que cabe 4.4GB.
O remastersys é um programa para criar um livecd personalizado, geralmente para compartilhar com os amigos. Não é porque você criou um livecd “boladão” que deve-se se achar no dever de inaugurar uma nova distro com o seu nome. Se compartilhar um livecd personalizado com os amigos diga que é um “Ubuntu 8.04 personalizado”.
Que showw!
Muito mais show passar o Ubuntu completo pra frente!!
Vlwww!!!
Comentário de Iron Junior — 9 de Maio de 2008 @ 11:04
Rapaz, que dica interessante, hehe, por isso gosto de acompanhar seu site via rss. Parabéns, vou personalizar minha instalação pra não ter problemas futuros como demorar pra personalizar, hehehe.
Comentário de Renato — 9 de Maio de 2008 @ 12:07
Estava nesse momento testando isso, quando vi a dica! ^^
É possível eliminar o próprio programa do Live..? Digo, gravar a distro sem levar junto o sys..?
Comentário de Will Walber — 9 de Maio de 2008 @ 15:49
Belíssima dica, parabéns! Seu blog é ótimo, cara. E o Ubuntu Paradise é uma das coisas mais lindas que já vi na NET… sem contar os sites impróprios p/ menores de 18, claro… :p
Desde 2006 que uso Ubuntu, mas ainda me considero um novato, principalmente no que se refere à programação, scripts, etc., porém sempre tive vontade de criar uma versão Ubuntu personalizada, e seu post certamente tirou muitas de minhas dúvidas, entretanto, fiz algumas pesquisas, e não consegui entender quais tipos de configurações importantes podem ser feitas nos caminhos citados:
/etc/skel
/etc/gnome
/etc/gconf
/etc/alternatives
/etc/xdg
Como root, vasculhei os caminhos acima mencionados, mas só encontrei um monte de arquivos executáveis, além de textos… é preciso saber linguagem de programação para “brincar” com eles, não é?
Além disso, sobre o comando:
gconftool-2 –direct –config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults –type string –set “/caminho/para/o/nome/da/chave” “Conteúdo-ou-valor-chave”
Em que momento eu devo executá-lo? Via terminal ou ALT+F2? Você poderia, por favor, me dar informações mais detalhadas de como mudar “icones, cores, cursores, painéis”, como você mesmo menciona no post, com este comando?
Desde já fico agradecido por qualquer ajuda sua.
Comentário de Santos — 9 de Maio de 2008 @ 17:49
Excelente artigo, tão logo tenha condições vou seguir sua receita.
Comentário de Sérgio Luiz Araújo Silva — 10 de Maio de 2008 @ 10:27
Opa, valeu pela dica! =D
Mais uma que com certeza será muito útil daqui a algum tempo, quando eu deixar o sistema como quero!
Ah, citarei seus artigos em meus futuros posts sobre Ubuntu =D
Comentário de lgmarcondes — 12 de Maio de 2008 @ 7:39
[...] por hamacker (sirhamackerΘgmail·com) - referência [...]
Pingback de Criando seu próprio Live CD do Ubuntu — 12 de Maio de 2008 @ 18:03
“Quando tiver necessidade de ir até uma Lanhouse, põe o LiveCD e use sem medo de ter suas senhas capturadas por um “keylogger”.”
Infelizmente o senhor esqueceu-se que a maioria das, senão todas as lanhouses, possuem programas que contam o tempo de acesso do cliente para formar a tarifação de sua utilização do equipamento. A utilização de uma distro personalizada inviabilizaria a contagem de tempo e certamente não seria permitida pelo proprietário da empresa.
Comentário de André — 12 de Maio de 2008 @ 22:04
[...] O tutorial completo pode ser lido no blog do Hamacker http://hamacker.wordpress.com/2008/05/08/criando-seu-proprio-livecd-ubuntu/trackback/ [...]
Pingback de Transformando sua instalação do Ubuntu em um LiveCD — 12 de Maio de 2008 @ 22:19
[...] Hamacker escreveu um tutorial sobre como criar um LiveCD customizado do Ubuntu e de quebra ainda com [...]
Pingback de Galacta Tecnologia » Blog Archive » Como criar seu próprio LiveCD do Ubuntu — 13 de Maio de 2008 @ 11:26
Valeu pela dica, estava querendo fazer isso com o HP6210 que deu uma canseira para deixar redondo.Agora vou faz o backup para personalizar.
Uma pergunta no Mandriva deve funcionar sem problemas?
Comentário de Kirk — 13 de Maio de 2008 @ 13:31
Hamacker você realmente é o cara que é compartilhador ;)
Comentário de Templario — 13 de Maio de 2008 @ 23:54
Excelente dica…será que no lugar do CD rolaria um Pen Drive?
Comentário de Francisco — 14 de Maio de 2008 @ 20:16
Como faço pra ter o SEU live cd personalizado?
Vc poderia disponibilizar a imagem ISO dele pra gente baixar, que tal!
Comentário de Tio Eder — 28 de Maio de 2008 @ 16:28
[...] Então clique com o botão direito do mouse sobre este arquivo e escolha a opção “Gravar em CD/DVD” como na imagem abaixo : O tempo para queimar um CD/DVD vai demorar de acordo com o tamanho, no entanto, por já estar com um arquivo no formato .iso prontinho, economizará uns 5 minutos ! Se precisar de mais instruções e desejar personalizar este LiveDVD então leia este artigo : http://hamacker.wordpress.com/2008/05/08/criando-seu-proprio-livecd-ubuntu/ [...]
Pingback de Ubuntu Perfeito - versão 8.04 « DickRips - Informatica e Atualidade — 5 de Junho de 2008 @ 9:30
- Muito bom e explicativo o post,
- Ja instalei e reinstalei por diversas vezes meu Ubuntu .
- Agora com estas dicas, estarei com meio-caminho andado .
- Parabens e vida longa .
Comentário de monux — 5 de Junho de 2008 @ 17:23
Funcionou perfeitamente, só gostaria de saber como alterar as configurações padrão como temas, cores, ícones, decorações de janelas e barra de tarefas(com kbfx) do KDE.
Agradeço a atenção
Comentário de Jorge Mendes — 11 de Junho de 2008 @ 14:48
[...] Então clique com o botão direito do mouse sobre este arquivo e escolha a opção “Gravar em CD/DVD” como na imagem abaixo : O tempo para queimar um CD/DVD vai demorar de acordo com o tamanho, no entanto, por já estar com um arquivo no formato .iso prontinho, economizará uns 5 minutos ! Se precisar de mais instruções e desejar personalizar este LiveDVD então leia este artigo : http://hamacker.wordpress.com/2008/05/08/criando-seu-proprio-livecd-ubuntu/ [...]
Pingback de Deixe seu desktop do Ubuntu 8.04 perfeito « ContabilTech - Contabilidade e Tecnologia — 13 de Junho de 2008 @ 21:45
[...] basta recompilar com o programa remastersts e todas suas próximas instalações vão seguir suas novas orientações de pastas do [...]
Pingback de Re-especificando pastas especiais do GNOME « Hamacker’s Palace — 30 de Junho de 2008 @ 13:05