Hamacker’s Palace

29 de Maio de 2008

Colocando uma PixelView PlayTV MPEG2 para funcionar no Ubuntu

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 13:30

Atenção : Esse artigo só vale para Ubuntu 8.04 (Hardy Heron)

Por ocasião da atualização do Ubuntu para a mais nova versão tive que acertar algumas coisinhas, por exemplo, minha placa de TV denominada "PixelView PlayTV MPEG2 PV-M4900 FM.RC" da PixelView que funcionava de primeira numa versão antiga do Ubuntu (6.04), nunca funcionou nas versões posteriores sem uma pequena intervenção. A mudança que faço pós-instalação é sempre a mesma que usei no Ubuntu versão 7.04, 7.10 e agora o 8.04. Se voce tem uma placa de TV igual ou similar a minha então veja como pô-la para funcionar. Como já manjado, eis o passo a passo :

Passo 1) Minha placa foi reconhecida pelo Ubuntu ?

Primeiramente veja se sua placa playTV é reconhecida e autoconfigurada pelo Ubuntu, veja :

$ dmesg |grep bttv
[   13.276000] bttv: driver version 0.9.17 loaded
[   13.276000] bttv: using 8 buffers with 2080k (520 pages) each for capture
[   13.276000] bttv: Bt8xx card found (0).
[   13.276000] bttv0: Bt878 (rev 17) at 0000:04:02.0, irq: 19, latency: 32, mmio: 0xd3200000
[   13.276000] bttv0: detected: Prolink Pixelview PV-BT [card=72], PCI subsystem ID is 1554:4011
[   13.276000] bttv0: using: Prolink Pixelview PV-BT878P+9B (PlayTV Pro rev.9B FM+NICAM) [card=72,autodetected]
[   13.276000] bttv0: gpio: en=00000000, out=00000000 in=006fc0ff [init]
[   13.276000] bttv0: using tuner=5
[   13.276000] bttv0: i2c: checking for TDA7432 @ 0×8a… not found
[   13.376000] bttv0: i2c: checking for TDA9887 @ 0×86… not found
[   13.408000] bttv0: registered device video0
[   13.408000] bttv0: registered device vbi0
[   13.408000] bttv0: registered device radio0
[   13.408000] bttv0: PLL: 28636363 => 35468950 ..<6>usbcore: registered new interface driver gspca
[   13.440000] input: bttv IR (card=72) as /class/input/input3
[ 2114.136000] bttv0: PLL can sleep, using XTAL (28636363).
[ 2249.252000] bttv0: PLL: 28636363 => 35468950 .. ok
[ 3040.804000] bttv0: PLL can sleep, using XTAL (28636363).
[ 3148.896000] bttv0: PLL: 28636363 => 35468950 .. ok
[ 3148.928000] bttv0: PLL can sleep, using XTAL (28636363).

Inclusive o controle remoto, que no log acima foi exibido como :

[   13.440000] input: bttv IR (card=72) as /class/input/input3

Apesar de as linhas acima indicarem que a placa usa sintonizador tuner=5 e estar de acordo com a tabela :

http://tldp.org/HOWTO/BTTV/modprobe.html#TUNMOD

Verá mais tarde que precisei de trocar o código do tuner.

Para descartar alguns problemas que podem ocorrer e evitar que perdamos tempo com uma placa que não irá funcionar no Linux, temos de fazer três testes :

teste 1) Verificar se a placa de TV foi devidamente reconhecida pelo seu sistema, para verificar isso, execute no terminal :

$ lspci
00:00.0 Host bridge: Intel Corporation 82955X Memory Controller Hub (rev 81)
00:01.0 PCI bridge: Intel Corporation 82955X PCI Express Root Port (rev 81)
00:1b.0 Audio device: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) High Definition Audio Controller (rev 01)
00:1c.0 PCI bridge: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) PCI Express Port 1 (rev 01)
00:1c.3 PCI bridge: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) PCI Express Port 4 (rev 01)
00:1d.0 USB Controller: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) USB UHCI Controller #1 (rev 01)
00:1d.1 USB Controller: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) USB UHCI Controller #2 (rev 01)
00:1d.2 USB Controller: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) USB UHCI Controller #3 (rev 01)
00:1d.3 USB Controller: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) USB UHCI Controller #4 (rev 01)
00:1d.7 USB Controller: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) USB2 EHCI Controller (rev 01)
00:1e.0 PCI bridge: Intel Corporation 82801 PCI Bridge (rev e1)
00:1f.0 ISA bridge: Intel Corporation 82801GB/GR (ICH7 Family) LPC Interface Bridge (rev 01)
00:1f.2 IDE interface: Intel Corporation 82801GB/GR/GH (ICH7 Family) SATA IDE Controller (rev 01)
00:1f.3 SMBus: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) SMBus Controller (rev 01)
01:00.0 VGA compatible controller: nVidia Corporation G71 [GeForce 7900 GS] (rev a1)
03:00.0 Ethernet controller: Broadcom Corporation NetXtreme BCM5751 Gigabit Ethernet PCI Express (rev 11)
04:02.0 Multimedia video controller: Brooktree Corporation Bt878 Video Capture (rev 11)
04:02.1 Multimedia controller: Brooktree Corporation Bt878 Audio Capture (rev 11)
04:07.0 FireWire (IEEE 1394): Texas Instruments TSB82AA2 IEEE-1394b Link Layer Controller (rev 01)

As linhas em negrito identificam que a placa de TV foi reconhecida, isto não significa que ela funciona, apenas que o sistema ao listar todo o hardware PCI alistou a sua placa. Se não houver nada na relação que indique que a placa de TV foi encontrada no seu sistema então temos um problema, sua placa está com defeito, mal encaixe e nem adianta prosseguir com o artigo, pois será perda de tempo. Se sua placa for USB então troca-se o comando ‘lspci’ por ‘lsusb’ e note se ela aparecerá na relação.

teste 2) A segunda etapa envolve se os módulos(como chamamos drivers no linux) já foram carregados, se foram aparecerão no boot do seu sistema, como o boot do sistema é algo bastante rápido então peça um replay executando no terminal :

$ dmesg |grep bttv
[   13.276000] bttv: driver version 0.9.17 loaded
[   13.276000] bttv: using 8 buffers with 2080k (520 pages) each for capture
[   13.276000] bttv: Bt8xx card found (0).
[   13.276000] bttv0: Bt878 (rev 17) at 0000:04:02.0, irq: 19, latency: 32, mmio: 0xd3200000
[   13.276000] bttv0: detected: Prolink Pixelview PV-BT [card=72], PCI subsystem ID is 1554:4011
[   13.276000] bttv0: using: Prolink Pixelview PV-BT878P+9B (PlayTV Pro rev.9B FM+NICAM) [card=72,autodetected]
[   13.276000] bttv0: gpio: en=00000000, out=00000000 in=006fc0ff [init]
[   13.276000] bttv0: using tuner=5
[   13.276000] bttv0: i2c: checking for TDA7432 @ 0×8a… not found
[   13.376000] bttv0: i2c: checking for TDA9887 @ 0×86… not found
[   13.408000] bttv0: registered device video0
[   13.408000] bttv0: registered device vbi0
[   13.408000] bttv0: registered device radio0
[   13.408000] bttv0: PLL: 28636363 => 35468950 ..<6>usbcore: registered new interface driver gspca
[   13.440000] input: bttv IR (card=72) as /class/input/input3

Novamente, observe as linhas em negrito, elas indicam que o módulo para a placa de TV (bttv) foi carregado, inclusive o controle remoto (bttv IR).

teste 3)Se o controle remoto consta na relação então podemos investigar que evento do sistema controla tal placa, isto é necessário porque a partir do kernel 2.6.22 não mais é necessário o módulo ‘lirc_gpio’ para controlar esse modelo de controle remoto. Tudo é coordenado pelos eventos do sistema como se fosse um teclado, veja :

$cat /proc/bus/input/devices
(...)
I: Bus=0001 Vendor=1554 Product=4011 Version=0001
N: Name="bttv IR (card=72)"
P: Phys=pci-0000:04:02.0/ir0
S: Sysfs=/class/input/input18
U: Uniq=
H: Handlers=kbd event3 
B: EV=100003
B: KEY=2c0814 100004 0 0 0 4 2008000 2090 2001 1e0000 4400 0 ffc

Agora que testamos e recolhemos toda a informação a respeito dessa placa, vamos coloca-la para funcionar.

Passo 2) Sua placa é mesmo card=72 ?

Acontece que o log do Linux indica que minha placa de tv foi autodetectada como card=72. E como não bastasse também noutros documentos como /usr/src/linux/Documentation/video4linux/bttv/ e também na página online :

http://tldp.org/HOWTO/BTTV/cards.html

Também identificam minha placa PixelView PlayTV MPEG2 como card=72.

Mas temos um vergonhoso problema, se eu usar card=72 minha placa de TV funcionará e sintonizará os canais, porém com problemas com o audio. Por essa razão identifiquei outra placa de TV que é semelhante a minha, mas não tem problemas de audio, é o card=37.

Passo 3) Meu sintonizador é realmente ‘tuner=5′ ?
Na mesma tabela abaixo há uma relação de sintonizadores e seus respectivos códigos :

http://tldp.org/HOWTO/BTTV/modprobe.html

Usando a tabela acima e realizando alguns testes determinei que meu tunner é 38. Como fiz os testes ? No passo seguinte eu explico.

Passo 4) Fazendo teste de sintonia de audio e video

Há também uma outra maneira de determinar quais são os sintonizadores para uma placa especifica (card=n), um script que varre todas as possibilidades e caso um sintonizador seja válido ele passa a sintonizar canais exibindo o audio e também o vídeo :
Execute no terminal :

sudo apt-get install scantv

E depois crie o script abaixo com permissão de execução :

#!/bin/bash
video="/dev/video0"
vbi="/dev/vbi0"
echo "testando :"
echo "  video = $video"
echo "  vbi = $vbi"
card_no=37
for tuner_no in `seq 1 45` ; do
    sleep 3s
    echo "Testando o card ${card_no}"
    echo "Testando o tuner ${tuner_no}"
    sudo rmmod bt878
    sudo rmmod bttv
    sudo rmmod tuner
    sleep 1s
    sudo modprobe bttv card=$card_no tuner=$tuner_no
    #sleep 1s
    #sudo modprobe bt878
    #sleep 1s
    scantv -n PAL-M -f us-bcast -c $video -C $vbi
done

Ao executar o script acima, voce sintonizará todos as bandas para o modelo de placa escolhido card=37 e ficará sabendo quais os sintonizadores (tunner=n) que realmente sintonizam canais. Vou logo dizendo que é cansativo, pois esse processo de ficar sentado na frente do monitor e ficar observando um tunner=n de cada vez e ver passar todos os canais com audio é demorado. Apesar disso, se sua placa for igual a minha, não tem nem o que testar, é tuner= 38.

As linhas em negrito, são linhas que podem ser modificadas, por exemplo, card=37 é o modelo correspondente a minha PixelView, mas não existe apenas um modelo de PixelView e voce poderá ser tentado a usar outro, incluindo até mesmo o card=72 que foi o que o Ubuntu reconheçeu automaticamente. Se voce tiver mais de uma placa de tv ou webcam, as variaveis video="/dev/video0" e vbi="/dev/vbi0" talvez tenham de ser alteradas.

Passo 5)Dando um ‘bypass’ no autoreconhecimento do ubuntu

Pois é, depois de determinar que o autoreconhecimento da placa de TV do Ubuntu falhou é hora de especificar no momento de boot que voce deseja usar parametros diferentes do autoreconhecimento da placa PixelView. Dê um ALT+F2 e execute :

gksu gedit /etc/modprobe.d/bttv

e coloque o seguinte conteúdo :

options bttv card=37 tuner=38 radio=1 remote=1

Passo 6) Alterar o xorg.conf
Não é obrigatório, mas me falaram que alguns programas que sintonizam canais de TV requerem o modulo "v4l" seja carregado no Xorg, assim dê um ALT+F2 e execute "gksu gedit /etc/X11/xorg.conf" e acrescente a linha "Load" na sua sessão "Module" :

Section "Module"
   Load "v4l"
EndSection

Salve o arquivo e reinicie o seu sistema. Vou ser sincero com você, minha placa de sintonia de TV funciona com ou sem as alterações no xorg.conf, então ele não é determinante para o funcionamento da placa de TV.

Passo 7 ) Instalando programas

sudo apt-get install tvtime transcode

Passo 8) Capturando videos

Uma ajuda para compreender como funciona capturar videos a partir da placa de captura é esse artigo :
http://www.cefetsc.edu.br/~delmar/sl/slackware/artigos/mplayer-mencoder-chipset-bt8xx.html

Vamos a um exemplo de como capturar e gravar um .avi a partir do seu seletor de canais :

mencoder tv:// -tv driver=v4l2:input=0:normid=4:channel=13:\
   chanlist=us-bcast:width=352:height=240:contrast=-25:\
   saturation=-25:brightness=-0:\
   device=/dev/video1:adevice=/dev/dsp \
   -oac mp3lame -lameopts cbr:br=64 \
   -ovc xvid -xvidencopts bitrate=800 -o gravacao_canal_13.avi

Para gravar o audio eu tenho que ajustar o mixer do gnome de acordo, e não é tão simples quanto parece.

Problemas encontrados :

Se eu usar o card=72 que é o indicado pela documentação e tal como foi reconhecido pelo Ubuntu, mesmo com as conexões de entrada de audio estando corretas eu tenho problemas com o volume - não há som- mesmo fuçando no mixer do volume do GNOME. Apesar disso, o controle remoto funciona e sintoniza os canais normalmente, apenas o audio não funciona. Testei várias combinações de tuner com card=72 e todas elas apresentaram o mesmo problema, por essa razão, troquei card=72 por card=37 e agora funciona bem, só que o modelo card=37 é desprovido de controle remoto. Assim, mesmo tendo o controle remoto, sou obrigado a despreza-lo.

Na realidade, posso usar card=72 e tuner=38 e a principio o som não irá funcionar, mas voce pode resolver temporariamente esse problema mudando o audio para ‘mono’. No tvtime tem de ir em configuracao de entrada->modo de audio preferido-> e mudar de mono para estereo e depois para "mono", e deve repetir toda vez que mudar de canal, sim, é uma chateação. Por isso a solução mais fácil é usar card=37 e viver sem o controle remoto.

Programas como o TVTime vem pré-ajustado para usar sempre o /dev/video0, as vezes é um problema se voce tiver mais de uma placa de TV ou webcam porque /dev/video0 poderá não corresponder a placa de Video. Para resolver esse problema voce tem que usar parâmetros do tvtime como ‘tvtime -d /dev/video1′ se sua placa de TV estiver neste endereço.

Conclusão
A receita de bolo aí acima é para minha placa de TV funcionar, estou compartilhando com vocês e quem sabe isso possa ajudar bastante gente. Mas, não espere que eu responda se não funcionar contigo. Normalmente quando posto algum artigo sobre funcionamento de hardware, chovem comentários me perguntando onde ou como fazer funcionar também o modelo XYZ. Da ultima vez que postei por exemplo como fazer uma epson CX700 funcionar no Linux teve gente até pedindo onde conseguia CD de instalação para windows. Por essa razão, não espere nada de mim, mas se precisar de ajuda eis uma lista de discussão que poderá procurar : https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

27 de Maio de 2008

Firefox RC’s no Ubuntu

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 17:05

Muita gente vem utilizando o repositório ‘http://ppa.launchpad.net/fta/ubuntu’ para instalar a versão release candidate do Firefox. Os RCs corrigem alguns problemas das versões anterioes, portanto melhor. Mas há um problema, se voce instalar o FF3 a partir do repositório Personal Package Archives (http://ppa.launchpad.net/fta/ubuntu) alguns problemas estranhos acontecem, sem falar ainda na falta de tradução para o português.

Depois de experimentar o Firefox 3 do repositório Personal Package Archives por vários dias, conclui que talvez fosse melhor voltar para o beta 5 em função de vários problemas de instabilidade. Mas um bug problematico do beta 5 com respeito a ‘certificados digitais nao confiáveis’ me fez experimentar novamente o Release Candidate, mas para não ter a instabilidade premeditada resolví experimentar a versão produzida diretamente pelo time do Mozzila.org e para concluir : não é que os problemas de instabilidade desapareceram. O FF3 que está no Personal Package Archives (http://ppa.launchpad.net/fta/ubuntu) deve ter alguma coisa de diferente, porque o RC disponibilizado por Mozilla.org está muito melhor.

Se voce quer instalar o RC do time do Mozilla, siga o procedimento :
1) Download
Faça o download da última versão RC em :

http://www.mozilla.com/en-US/firefox/all-rc.html

Escolha o idioma desejado, e tente baixa-lo numa pasta qualquer de fácil referencia.
2) Descompacte o arquivo e mova-o
Dê um ALT+F2 e execute “gksu gnome-terminal”, depois execute :

cd /tmp
tar jxvf /local/onde/baixou/firefox-3.0rc1.tar.bz2
mv firefox firefox3
mv firefox3 /usr/share

3) Reutilizando a pasta ‘plugins’
Vamos modificar o Firefox3-RC para reutilizar a mesma pasta de plugins do Firefox3 b5, execute no terminal :

cd /usr/share/firefox3
mv plugins plugins.old
ln -s /usr/lib/firefox/plugins /usr/share/firefox3/plugins

4) Criando um novo atalho para o FF3
Dê um ALT+F2 e execute : ‘gksu gedit /usr/share/applications/firefox3.desktop’ e cole o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
Version=1.0
Name=Firefox 3 Release Candidate
Comment=Navegue pela internet com o Firefox 3 Release Candidate
GenericName=Web Browser
Exec=/usr/share/firefox3/firefox %u
Terminal=false
X-MultipleArgs=false
Type=Application
Icon=firefox-3.0
Categories=GTK;Network;
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/xml;application/vnd.mozilla.xul+xml;application/rss+xml;application/rdf+xml;image/gif;image/jpeg;image/png;
StartupWMClass=Firefox
StartupNotify=true

Salve o arquivo e saia do editor.
A partir desse instante voce poderá ver no menu do GNOME em aplicações->Internet o novo Firefox Release Candidate. Infelizmente verá dois ícones iguais para o RC e Beta5, se quiser modificar um deles basta modificar Icon= para informar um ícone diferencial para o Firefox 3 Release Candidate no arquivo acima.

Extensões ou Complementos
Muitas extensões ou complementos como agora é chamado para o Firefox funcionam até o beta5, os releases candidates não rodam a maioria desses complementos. Se voce for possuidor de algum complemento que é muito importante para o seu trabalho então aconselho a não migrar para o Firefox3 ou então que leia com cuidado este artigo :
http://hamacker.wordpress.com/2008/03/24/tornando-extensoes-para-firefox2-compativeis-com-firefox3-na-marra/

Desinstalação
A versão final do Firefox chegou nos repositórios e é hora de desinstalar, execute :

sudo rm -f /usr/share/firefox3
sudo rm -f /usr/share/applications/firefox3.desktop

Simples assim.

Conclusão :
O uso de pacotes é sempre recomendados, mas usar um repositório de terceiros pode trazer mais problemas do que solução. Assim, a instalação manual pode ser mais segura e trazer melhores beneficios como por exemplo a tradução em português e as atualizações automáticas (às vezes somente se estiver executando-o como ‘gksu /usr/share/firefox3/firefox’) diretamente do grupo mozilla.

Aguardando revisão : Winmodem smartlink no Ubuntu

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 16:17

Muita gente tá tendo um trabalhão para instalar o driver smartlink e fazer funcionar seu winmodem. Eu já tive um winmodem compátivel e muito tempo atrás escreví um passo-a-passo de sua instalação, no entanto as versões posteriores do smartlink fizeram com que ele ficasse desatualizado. Poderia atualiza-lo a ponto de deixar funcionando 100%, no entanto, não possuo mais nenhum winmodem compativel, e muita gente em lista de discussão e forum ficam perguntando como se faz para fazer funcionar este ou aquele winmodem. Indicar howto’s para essas pessoas também não é fácil, pois documentação para uso de internet discada é bem escassa. Por isso, estou tentando ressucitar o artigo, mas como não possuo nenhum winmodem então estou atualizando o artigo a cegas. Peço a colaboração dos amigos e possuidores de winmodems compátiveis com SmartLink que me ajudem a caçar erros no artigo, que repito está em revisão e pode não funcionar corretamente.

Os passos seguintes só funcionarão no Ubuntu Hardy Heron.
————————— INICIO DO ARTIGO —————————-
Existe um pacote pronto no repositório para winmodems chamado ’smartlink’, ele é compátivel com diversos tipos de winmodens. Más há um problema, o driver que está no reopositório nem sempre funciona e se tentar baixar os fontes a partir dos repositórios de fontes (ou via modules-install) notará que ele simplesmente não compila, por essa razão o artigo utiliza os drivers mais recentes baixando-os da internet. Lendo a documentação do SmartLink, vemos que há referencias para os malditos winmodems motorola SM56 que são largamente utilizados aqui no Brasil, cujo suporte ao Linux praticamente não existe, mas calma aí, não há garantias que esse SM56 funcione, mesmo com mensagens em lista de discussão dizendo que funciona com o motorola SM56, eu sou céptico até que eu mesmo veja funcionar.

Antes de prosseguir tenha certeza de que os repositórios universe e multiverse estão corretamente habilitados, se não estiverem então use o synaptic para faze-lo.

1) Instale as ferramentas necessárias para a compilação :

sudo apt-get install -y build-essential dpkg-dev debhelper devscripts fakeroot dh-make bzip2 kernel-package
sudo apt-get install -y linux-headers-`uname -r`

2) baixando os fontes do sl-modem :

cd /usr/src
sudo wget -vc http://linmodems.technion.ac.il/packages/smartlink/slmodem-2.9.11-20080417.tar.gz
(sempre confirme o link acima para saber se “2.9.11-20080417″ ainda é a versão mais recente)
sudo tar zxvf slmodem-2.9.11-20080417.tar.gz
sudo cd slmodem-2.9.11-20080417/modem
sudo make
cd ..
sudo make
sudo make install
sudo depmod -a

3) Módulo UnGrab
Alguns modelos de winmodem supridos pelo smartlink não funcionam até que se carregue um módulo chamado ‘ungrab-winmodem’. A instalação desse módulo é fácil como se pode ver a seguir e seu download é pequeno, apenas 1.9KB :

cd /usr/src
sudo wget -vc http://linmodems.technion.ac.il/packages/smartlink/ungrab-winmodem-20080126.tar.gz
sudo tar zxvf ungrab-winmodem-20080126.tar.gz
cd ungrab-winmodem-20080126/
sudo make
sudo make install

4) Instale o script de inicialização ’sl-modem-daemon’ :
Execute no terminal :

sudo apt-get install -y sl-modem-daemon

Para carregar o driver smartlink :

/etc/init.d/sl-modem-daemon start

É bom anotar o ponto de device que referencia este modem, que comumente é :

/dev/ttySL0

Será este device que você deverá informar toda vez que for configurar o winmodem com qualquer programa, por exemplo : pppconfig, wvdial, etc…

O sl-modem-daemon já cria um symlink para /dev/modem que você poderá usa-lo também, mas deve atentar-se que dependendo da versão do seu Ubuntu (ou Debian) um programa chamado udev tem a mania de elimina-lo a cada boot.

5) Carrega-los na inicialização do sistema ?
O script ’sl-modem-daemon’ já carrega o modulo smartlink correspondente ao winmodem que foi detectado, porém se voce estiver tendo problemas na carga do driver, poderá forçar o carregamento seguindo as instruções a seguir.

Execute no terminal :

sudo gedit /etc/modules

e acrescente ao final deste arquivo :

# modulo ungrab-winmodem
ungrab-winmodem
# modulo sl-modem para winmodem PCI
slamr
# modulo sl-modem para winmodem USB
slusb

Salve o arquivo e saia do editor de textos.
Pronto ! Modem instalado, agora é só usar o sistema de discagem para ter acesso a internet.

Atenção : A cada atualização do kernel, você terá de recompilar novamente os modulos slmodem (Passo 2) e ungrab-winmodem (Passo 3).

6) Programas de discagem para acesso a internet

Vou fornecer os dois métodos mais simples :

Método 1 : usando o GNOME para executar a discagem:
Execute no terminal :

sudo apt-get install gnome-ppp gpppon

Vá no menu gnome Sistema->Administração->Rede e ir até “conexão ponto a ponto” e ativar a conexão e nas propriedades :
Acesse a guia [Geral] e informe :

Tipo de conexão : Modem Serial

Numero de Telefone : Telefone de conexão de sua operadora, visto que a maioria dos provedores gratuitos usam discadores pode ser necessário ligar para o SAC e solicitar este numero para a sua região.

Prefixo de discagem : Isso é requerido quando algo deve ser digitado ao telefone antes de iniciar a discagem do número do telefone de conexão. Em algumas por exemplo, é necessário digira “0″ (zero) para conseguir uma linha ou “0,” (zero e virgula, onde a virgula significa pausa de 1s). De qualquer forma, eu não gosto de informar o prefixo de discagem, quando é preciso um prefixo, eu prefiro digitar na frente do numero de telefone.

Nome de usuário e Senha : dados da sua conta no seu provedor.

Exemplo :
Configurando conexao por modem
Acesse a guia [Modem] e em suas propriedades :

Porta do Modem : selecione /dev/modem ou outro device onde o seu winmodem foi reconhecido.

Tipo de discagem : Provavelmente [Tone], ninguém mais usa [Pulse] nos dia de hoje.

Volume : Escolha [Off] para não ouvir aquele ruído maravilhoso de discagem ou [Low] para volume baixo, [Medium] para volume médio e [Loud] para deixar o volume mais alto possivel. O volume do Modem é um fato determinante de velocidade em linhas muito ruídosas.

Acesse a guia [Opções] e ligue as opções :

- Definir o modem como rota padrão para a internet
- Usar os servidores de nome do provedor de internet
- Tentar novamente se a conexão for cortada ou falhar ao iniciar.

Pronto, clique OK para fechar a janela.
Voce poderá discar o acesso a internet pelo próprio applet de conexão de rede do GNOME, veja :
Conectar e desconectar pelo modem
Um problema com esse método é que requer privilégios de root para habilitar a conexão.
Método 2: Usando o terminal para efetuar a discagem :
Alguns preferem realizar a conexão pelo terminal, eu pessoalmente gostava muito, na época não tinha muitas opções gráficas com a qualidade do wvdial, meu discador preferido. Se voce prefere este tipo de método siga as instruções :

1) sudo apt-get intall wvdial
2) sudo wvdialconf /etc/wvdial.conf
3) Edite o arquivo de configuração :
sudo nano /etc/wvdial.conf
Neste você vai encontrar “userid”, “password” e “phone” onde voce deverá informar respectivamente login do usuario, senha e telefone do seu provedor.

Acho interessante o método usando wvdial porque com ele você configura rapidamente o timeout de espera, isto é, ao fazer a discagem para alguns provedores gratuitos o handshake (aquele barulho enorme ao final da discagem) para negociar a velocidade da conexão demora tanto que o pppd(serviço de dialup) simplesmente mata o handshake pela metade dando a mensagem de erro “NO CARRIER”. Não me recordo do parâmetro para aumentar o timeout no wvdial, mas não é nada que um ‘man wvdial.conf’ não resolva. Também é possível resolver o timeout diretamente no pppd e facilitar as coisas com o pppconfig ou os discadores do gnome, porém a documentação não é tão fácil quanto o wvdial.
——————— FIM DO ARTIGO ——————
Sugestoes podem ser enviadas nos comentários.

19 de Maio de 2008

Corrigindo atalhos no Ubuntu

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 12:04

Algumas erros bobos maculam o Ubuntu. Uma distro que é marcada por ser fácil para uso em Desktop não poderia vir com erros tão bobos, um exemplo disso é o nome “Consola” para o “Terminal de Console” do sistema. Outro erro bobo é o Gnome Control Center e Resolução e Placas de Vídeo que embora estejam instalados, não são encontrados no Menu Principal.

Gnome Control Center, cadê você ? eu vim aqui só prá te ver…

O Gnome Control Center é uma especie de Painel de Controle do GNOME, embora a maioria das opções que ele forneça também estejam disponíveis no menu Sistema, é interessante que ele seja exibido, pois do contrário porque ele foi instalado ?
Para corrigir este problema com o Gnome Control Center, dê um ALT+F2 e execute :

gksu gedit /usr/share/applications/gnomecc.desktop

E faça alterações para ficar com o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
(…)
NoDisplay=false
Categories=Applications;GTK;System;Settings

Salve o arquivo acima e pronto o atalho para o GNOME Control Center irá aparecer no menu principal em Sistemas->Administração.

Uai, cadê o “Resolução e Placas de Vídeo” que tava aqui ? O gato comeu…

Parece piada, mas tudo leva a crer que o empacotador errou ao deixar de especificar a categoria do atalho para o aplicativo “Resolução e Placas de Vídeo” e com isso o aplicativo deixou de existir no menu do GNOME Sistema->Administração como ocorria nas versões prévias do Ubuntu (incluindo o beta), para corrigir dê um outro ALT+F2 e execute :

gksu gedit /usr/share/applications/displayconfig-gtk.desktop

Altere/inclua as linhas indicadas :

[Desktop Entry]
(…)
Name=Screens and Graphics
Name[pt_BR]=Resolução e Placas de Vídeo
Comment[pt_BR]=Configura múltiplos monitores e placas de video
Categories=Applications;GTK;System;Settings
NoDisplay=false
(…)

Salve o arquivo e pimba, o “Resolução e Placas de Vídeo” passará a existir no menu de Sistema->Administração.

Conclusão

Use o mesmo método quando precisar incluir novos atalhos ou corrigir erros de tradução.

8 de Maio de 2008

Criando seu próprio LiveCD Ubuntu

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 15:49

Criar um livecd com Ubuntu incluindo o instalador é muito fácil com a utiliazação de um programa chamado remastersys.

Como o remastersys funciona ?

Você está com o Ubuntu instalado e configurado, seguiu todo o “Ubuntu Paradise” e acrescentou seus próprios programas, pois então, que tal transformar sua instalação num LiveCD ?
Este é o propósito do programa remastersys, ele jogará para dentro dum livecd a sua instalação já personalizada contendo programas, wallpapers, configurações especiais, de fato, tudo o que você já produziu pós-instalação com o seu Ubuntu. Já imaginou que maravilha é isso ? Quando tiver necessidade de ir até uma Lanhouse, põe o LiveCD e use sem medo de ter suas senhas capturadas por um “keylogger”. Ou então compartilhar seu Ubuntu para com um amigo sabendo que ele não terá que fazer uma instalação de 30 minutos e ter que quebrar a cabeça por dias a fio para deixar funcionando perfeitamente, incluindo os problemáticos codecs. Até mesmo para você é um facilitador, simplesmente após a instalação estará tudo lá, sem downloads posteriores, sem ter que seguir guia nenhum, não haverá mais uma instalação de 30 minutos e 2 horas com guias e downloads cansativos. Eu por exemplo, antes de colocar um VMWare para funcionar tenho que sair aplicando patches (ocorreu com o 8.04), já pensou ter que fazer isso de novo quando for instalar o mesmo sistema em mais 5 máquinas ? É por isso que o remastersys é muito bom !

Como instalar ?

Vá até o terminal e e execute :

sudo gedit /etc/apt/sources.list

Ao final do arquivo acrescente a seguinte linha :

deb http://www.remastersys.klikit-linux.com/repository remastersys/

Salve o arquivo e retorne ao terminal, e execute :

sudo apt-get update
sudo apt-get install remastersys

Pronto ! O remastersys foi instalado.

O que fazer antes de usar o remastersys ?

Como eu disse, antes de usar o remastersys é conveniente personalizar o ubuntu de acordo com o seu bel-prazer, isso inclui instalar todos os programas que você irá requerer no livecd. Instalações pessoais, aqueles que se localizam /home/usuário não irão parar no LiveCD, a menos que queira usa-lo da forma “backup” (explico mais adiante), onde /home e as contas também vão parar no LiveCD. Por essa razão, para modelar uma distro LiveCD, precisará instalar e configurar programas que possam ser instalados globalmente, isto é, que funcione para a distro inteira e não para uma única conta. Você não é obrigado a fazer nenhuma personalização, ela apenas lhe é conveniente, se gosta do jeito que sua distro está pode pular este tópico. Caso contrário, se gosta de personalizar, é possível incluir nessas instalações globais coisas como temas, ícones, extensões para o FF, splashes screens, etc… veja a dica a seguir de como fazer isso :

Papéis de parede :

sudo cp /local/onde/estao/os/papeis/de/parede/* /usr/share/backgrounds

Se quiser substituir o papel de parede padrão do Ubuntu pelo seu próprio (formato .PNG) :

sudo cp /local/onde/estao/os/papeis/de/parede/meu-papel-de-parede.png /usr/share/backgrounds/warty-final-ubuntu.png
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/background/picture_filename" "/usr/share/backgrounds/warty-final-ubuntu.png"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/background/picture_options" "stretched"

A lista de papeis de paredes que podem ser selecionados depois da instalação pode ser incrementada se você editar o arquivo :

/usr/share/gnome-background-properties/ubuntu-wallpapers.xml

E replicar dentro dele a relação de arquivos contido em /usr/share/backgrounds.

Temas para o GNOME :

sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/temas/tema-para-gnome.tar.gz -C /usr/share/themes

Para definir um tema padrão, execute :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/gtk_theme" "Human-Clearlooks"

Para definir uma “margem da janela” (metacity) padrão :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/general/theme" "Human"

Troque Human pelo tema “margem da janela” (metacity) que tenha copiado e queira usar como padrão.

Temas para o GDM :

sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/temas/tema-para-gdm.tar.gz -C /usr/share/gdm/themes

Para mudar o tema padrão de inicialização, execute no terminal :

sudo gedit /etc/gdm/gdm.conf

Abaixo da seção [gui] troque a linha :

GtkTheme=Human
GtkThemesToAllow=Human
para
GtkTheme=[Tema-De-Sua-Preferencia]
GtkThemesToAllow=[Tema-De-Sua-Preferencia]

Claro que você deverá usar como nome, os temas que você copiou para /usr/share/gdm/themes.

Depois disso, você deve executar :

sudo gdmsetup

E ajustar o tema padrão e as características de login que deseja usar no livecd. Poderá até configurar para autologin, ou login para convidado após [n] minutos.

Conjunto de ícones temáticos :

sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/icones/tematicos/icones-tematicos.tar.gz -C /usr/share/icons

Para definir um conjunto de ícone temático padrão, execute :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/icon_theme" "Human"

Troque Human pelo nome do tema de conjunto de ícones temático que tenha copiado e queira usar como padrão.

Sons temáticos :

sudo tar zxvf /local/onde/estao/meus/icones/tematicos/audio-tematicos.tar.gz -C /usr/share/sounds

Quer um padrão para os efeitos sonoros do GNOME ?

Se voce quiser um conjunto de sons que sejam assumidos por padrão no gnome então voce precisa criar o arquivo /etc/sound/events/gnome.soundlist com o conteúdo semelhante a este :

[login]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/DreamIntro.wav

[logout]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/DreamEnd.wav

[error]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/error.wav

[warning]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/warning.wav

[info]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/warning.wav

[question]
file=/usr/share/sounds/Dreamwav/question.wav

Os [colchetes] representam os eventos e “file=” representa o arquivo -em geral .wav- que será tocada para aquele evento. Uma maneira mais simples de criar este arquivo é ir no menu do GNOME-Sistema->Preferencia->Som(Preferencias de Som) e então configurar alí quais serão os sons para cada evento do sistema. Depois de acertar todos os sons, então executar no terminal :

sudo mkdir -p /etc/skel/.gnome/sound/events
sudo cp ~/.gnome/sound/events/gnome.soundlist /etc/skel/.gnome/sound/events/

Isso fará com que os sons/eventos que foram configurados para você sejam assumidos como padrão para qualquer nova conta criada no sistema. Eu não recomendo usar nomes de arquivos que possuam espaço em branco entre as palavras e nem usar eventos que sejam os mesmos usados pelo GDM como inicio e termino de sessão, pois se assim o fizer, após o login pelo GDM, os sons deixam de funcionar para qualquer coisa, incluindo assistir filmes. Já reportei esse bug e vamos ver quanto tempo levam até corrigirem.
Se prefere deixar os sons desabilitados, então execute :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/desktop/gnome/sound/enable_esd" "false"

E com isso não precisará se preocupar com os sons do GDM ou possiveis conflitos.

Mudando a cor de fundo do gnome-terminal :

Dependendo do Tema ou tantos outros itens que você for escolher para personalizar, o fundo branco do gnome-terminal não é muito interessante. Mesmo o tema padrão do Ubuntu não combina com o fundo branco, dependendo do atributo do arquivo ou pasta fica até difícil de ler porque as cores se misturam. Na minha opinião, o gnome-terminal só fica bonito e prático com cores escuras ou de alto-contraste, por exemplo : verde ou preto. No exemplo abaixo eu aplico um fundo de preto com letras brancas:

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/background_color" "#000000"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/foreground_color" "#FFFFFF"

Para os ajustes acima funcionarem é preciso desabilitar o uso de “cores do tema” no terminal :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/gnome-terminal/profiles/Default/use_theme_colors" "false"

Ajuste a cor de fundo que lhe seja conveniente com o tema que estiver usando, mas fundos claros realmente desviam a atenção do ‘ls’ e ‘vim’ quando se usa saídas coloridas, o ‘preto’ tem sido a melhor cor de fundo que eu poderia aplicar.

Estabelecendo novas fontes à personalização :

As fontes Liberation são muito boas e recomendo :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/font_name" "Liberation Sans 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/font_name" "Liberation Sans 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/desktop/gnome/interface/monospace_font_name" "Liberation Mono 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/general/titlebar_font" "Liberation Sans Bold 10"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/nautilus/preferences/desktop_font" "Liberation Sans 10"

Splashes Screen para o GNOME :

sudo cp /local/onde/estao/os/splashes/* /usr/share/pixmaps/splash

O splash padrão do gnome é um link simbólico em /etc/alternatives/desktop-splash apontando para qualquer arquivo de splash. Ex:

sudo rm -f /etc/alternatives/desktop-splash
sudo ln -s /usr/share/pixmaps/splash/splash/meu-splash-favorito.jpg /etc/alternatives/desktop-splash

Mas ele não é carregado automaticamente a menos que que uma chave do GNOME diga para faze-lo, assim é necessário executar os comandos :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/gnome-session/options/show_splash_screen" "true"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome-session/options/splash_image" "/usr/share/pixmaps/meu-splash-favorito.jpg"

Executando estes dois comandos, o splash escolhido será o padrão a ser usado por novos usuários criados no sistema.

Composite ligado por padrão :

O gerenciador de janelas metacity no Ubuntu Hardy Heron tem suporte a composite nativo, não é necessário usar o compiz. Claro que possuir aceleração gráfica ajuda, pois sem ela, a aceleração por software vai diminuir o desempenho geral do GNOME. Talvez por essa razão o “compositing” é desligado por padrão. Mas voce pode liga-lo no seu LiveCD com o comando :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/metacity/general/compositing_manager" "true"

Antes de acrescentar esse recurso no seu LiveCD, voce poderia experimentar o compositing e se for satisfatório então ligar a opção acima, para experimenta-lo execute :

gconftool-2 --type bool --set "/apps/metacity/general/compositing_manager" "true"

Faça um teste com programas que realmente necessitam de compositing, por exemplo, o cairo-dock. Se for satisfatório então habilite por padrão o composite no seu LiveCD.

Atalhos na Área de Desktop :

Algumas pessoas estão mais habituadas a ter os atalhos para : meus locais de rede, pasta pessoal e lixeira. Para ativar estes itens execute :
Ícone do Computador :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/computer_icon_visible" "true"

Ícone da Pasta Pessoal :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/home_icon_visible" "true"

Ícone de Servidores de Rede (Locais de Rede) :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/network_icon_visible" "true"

Ícone da Lixeira :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus/desktop/trash_icon_visible" "true"

Vale lembrar que esses ícones não são necessários, pois eles existem em forma de applet’s e atalhos comuns no menu do GNOME.

Atalhos no Menu :

Criar um atalho no menu do GNOME é muito fácil, basta criar um arquivo em /usr/share/applications com a extensão .desktop com o conteúdo apropriado, como exemplo, vamos criar dois atalhos para aplicativos que são instalados no Ubuntu, porém alguém esqueceu de criar atalhos para eles, dê um ALT+F2 e execute :

gksu gedit /usr/share/applications/gnome-control-center.desktop

com o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
Name=Gnome Control Center
GenericName=Gnome Control Center
Comment=Painel de Controle do GNOME
Exec=gksu /usr/bin/gnome-control-center
Icon=/usr/share/pixmaps/control-center2.xpm
Terminal=false
MultipleArgs=false
Type=Application
Encoding=UTF-8
Categories=Applications;GTK;System;Settings

Salve o arquivo acima e pronto o atalho para o GNOME Control Center foi criado com sucesso.

Parece piada, mas o empacotador errou ao deixar de especificar a categoria do atalho para o aplicativo “Resolução e Placas de Vídeo” e com isso o aplicativo deixou de existir no menu do GNOME Sistema->Administração como ocorria nas versões prévias do Ubuntu (incluindo o beta), para corrigir, dê um outro ALT+F2 e execute :

gksu gedit /usr/share/applications/displayconfig-gtk.desktop

Altere as linhas indicadas :

[Desktop Entry]
Name=Resolução e Placas de Vídeo
(…)
Categories=Applications;GTK;System;Settings
NoDisplay=false

Salve o arquivo e pimba, o “Resolução e Placas de Vídeo” passará a existir no menu de Sistema->Administração. Com o mesmo método você pode corrigir também o Terminal que no menu do GNOME passou a chamar-se “Consola”.

Teclas de Atalho :

As teclas de atalho do GNOME também podem ser programas, mas também via gconftool-2 onde você precisa saber o endereço e a combinação da tecla.
O problema maior em personalizar atalhos é que um atalho não pode conflitar entre mais de um aplicativo, por exemplo, o CTRL+ALT+DEL está ligado ao “desligar” do ubuntu, se eu quiser programar essa combinação para chamar o gnome-system-monitor vou ter que aprender a desligar essa combinação e depois programar o atalho para chamar o gnome-system-monitor. No caso específico do CTRL+ALT+DEL para desliga-lo teria de executar a sentença :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/gnome_settings_daemon/keybindings/power" ""

As vezes, nem sempre é fácil descobrir a quem pertence o atalho e qual chave de registro preciso modificar, mas isso só é requerido para combinações de teclas muito manjadas como foi o caso do CTRL+ALT+DEL. Uma vez, desligando qualquer possibilidade de conflito de tecla de atalho é só programar :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/keybinding_commands/command_1" "gnome-system-monitor"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/apps/metacity/global_keybindings/run_command_1" "<Control><Alt><Delete>"

Para bom entendedor, estou dizendo que o run_command_1(que esta relacionando ao command_1) é chamado pelo CTRL+ALT+DEL e roda o aplicativo gnome-system-monitor(command_1).

Nautilus CD Burner :

Tem certas coisas que não fazem sentido para mim, eu ainda não conhecí um gravador de CD/DVD que não tivesse o recurso de burnproof e overburn, então porque cargas d’agua não estão sempre ativados no nautilus ? Para corrigir essa deficiência à sua personalização :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus-cd-burner/burnproof" "true"
sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type bool --set "/apps/nautilus-cd-burner/overburn" "true"

Diretórios não documentados :

Alguns arquivos também são importantes para personalização :

/etc/skel
/etc/gnome
/etc/gconf
/etc/alternatives
/etc/xdg

Mas nesse caso, vou deixar que você faça a sua pesquisa e descobrir para que servem ou como utiliza-los para criar suas personalizações.

Importância do gconftool-2 :

Muitos ajustes podem ser personalizados com um único comando :

sudo gconftool-2 --direct --config-source xml:readwrite:/etc/gconf/gconf.xml.defaults --type string --set "/caminho/para/o/nome/da/chave" "Conteúdo-ou-valor-chave"

Com este comando você muda icones, cores, cursores, painéis,… sua imaginação é o limite!
Quando estamos executando o gconftool-2 em cima do arquivo /etc/gconf/gconf.xml.defaults, estamos modificando o padrão global das contas, assim se você criar um novo usuário ele receberá os valores pré-programados. Quando criarmos o LiveCD, esses mesmos padrões globais terão de ser respeitados.
Pena que para usar o gconf-tool-2 temos de saber exatamente qual o nome da chave a ser modificada e o seu valor, mas uma vez descoberto é só rodar a sintaxe acima.

Como usar ?

Para carregar o remastersys, vá até o menu Sistema->Administração->Remastersys Backup :
Limpando arquivos temporarios prévios

Antes de usar o remastersys é conveniente limpar arquivos temporários criados anteriormente por ele próprio, não é necessário faze-lo da primeira vez, mas é obrigatório nas vezes seguintes, por isso execute a opção destacada na imagem acima chamada de “Clean - Remove temporary files”.
Depois para gerar a imagem do livecd, execute uma das opções do menu :

  • “Dist” - Como a descrição sugere, ela cria uma distribuição a partir do que você possui instalado e omite propositalmente a partição /home - Ótima para compartilhar sua distro com os amigos
  • Backup - Igual a anterior, mas também copia todos os seus dados que estiverem na partição /home

Fazer o backup da partição /home é útil para ser usada por você em futuras reinstalações ou em LanHouses, porém é muito perigoso andar com arquivos pessoais em CD/DVD. Além disso, o tamanho da imagem será maior dependendo da quantidade de arquivos que já possui em /home, há o risco de que a imagem gerada não caiba em DVD de 4GB ou 8GB (dupla camada). Visto que o remastersys também funciona na linha de comando (veja remastersys --help), eu penso em testar a opção “backup” para fazer backup de servidores, onde normalmente há contas administrativas e contas comuns para emails/samba, etc…, pois num eventual desastre posso recuperar a parte mais básica dum servidor, deixando apenas arquivos criados posteriormente de fora que poderão ser restaurados pelo sistema de backup comum.

Cadê o livecd ?

Após ter executado o comando remastersys com uma das opções dist/backup, o sistema irá reunir todos os arquivos necessários, inclusive instalando novos programas se precisar. Não se anime muito, pois é um processo demorado. Para gerar um livecd de 2,1GB foram quase 30 minutos. E ao final apresentará uma janela com a seguinte mensagem :
Sucesso na geração da imagem livecd
Essa mensagem de saudação é a indicação de que o arquivo .iso foi gerado com sucesso, a saber, ubuntu-hamacker.iso e ubuntu-hamacker.iso.md5 na pasta :

/home/remastersys/remastersys/[nome-da-imagem].iso

Antes de começar a usa-la, o ideal é testa-la num Virtualizador de Máquina, por exemplo, o VirtualBox ou VMWare, ambos os programas permitem usar um arquivo .iso como sendo uma representação de unidade física de leitora CD/DVDROM e com isso você testará não somente o CD/DVD sem precisar queima-lo, mas também o resultado final da instalação. Não é obrigatório testar a imagem .iso num Virtualizador, são raras as vezes que o instalador não consegue completar uma instalação, mas se você já tem um Virtualizador instalado então não há um “porque” de não usa-lo para testar previamente a imagem.

Como queimar o CD/DVD ?

Se você testou sua imagem num Virtualizador e ocorreu tudo como planejado, então agora é a hora de queimar o CD/DVD, feche a máquina virtual antes de prosseguir.
Para gravar você pode usar o próprio GNOME, use o nautilus para navegar até a pasta onde foi gravado o arquivo .iso, geralmente :

/home/remastersys/remastersys/[nome-da-imagem].iso

Então clique com o botão direito do mouse sobre este arquivo e escolha a opção “Gravar em CD/DVD” como na imagem abaixo :
Queimar o cd usando o nautilus
O tempo para queimar um CD/DVD vai demorar de acordo com o tamanho, no entanto, por já estar com um arquivo no formato .iso prontinho, economizará uns 5 minutos !

Referencias

https://help.ubuntu.com/community/LiveCDCustomization?action=show&redirect=LiveCDCustomization%2F6.06

Conclusão

Atualizando meu sistema com o que há de mais recente nos repositórios, aplicando o inteiro guia “Ubuntu Paradise” , acrescentando muitos temas, papeis de parede, todas as ferramentas de compilação e geração de pacotes que normalmente utilizo nos meus artigos, eu consegui criar um arquivo .iso de 2,1GB usando a opção “dist”. Fico até pensando no que vou ter que me esforçar para preencher um DVD que cabe 4.4GB.

O remastersys é um programa para criar um livecd personalizado, geralmente para compartilhar com os amigos. Não é porque você criou um livecd “boladão” que deve-se se achar no dever de inaugurar uma nova distro com o seu nome. Se compartilhar um livecd personalizado com os amigos diga que é um “Ubuntu 8.04 personalizado”.

6 de Maio de 2008

Pérola do dia : Trocamos linux por windows porque …

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 22:52

Estava lendo esta matéria no NoticiasLinux e resolví ir até a página da Microsoft ler a noticia por completo. Dentre as inumeras vantagens que um colega de TI pôde citar em trocar Linux por Microsoft estava :

De acordo com Ricardo Tavares, gerente de TI da Conbras, com o aumento do número de usuários de correio eletrônico nos últimos anos de uso do Linux, a solução começou a apresentar muita instabilidade a ponto de cair no descrédito da equipe gerencial. “Tivemos passagens em que um e-mail da equipe do Rio de Janeiro para a de São Paulo demorou uma hora e meia”, relembra Tavares. Esse tipo de situação começou a desestimular a troca de informações entre os profissionais.

Pois é, com o software da Microsoft não há mais nuvens na internet, os interlocutores na internet conspiram quando o destino é um SMTP da Microsoft, de repente, o link e os roteadores ficam mais rápido. :)
Alguém pode explicar ao diretor de TI que o SMTP só repassa a mensagem quando a recebe ?
Ouvindo isso de um diretor de TI, eu fico envergonhado. Quando me perguntarem o que faço para viver vou ter que responder que faço uns “bico” aí e acolá, mas “Diretor de TI” nem pensar.

2 de Maio de 2008

Já experimentou GTK+ Engine “Candido” ?

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 12:52

O inteiro ambiente GNOME é modelado com peças que se encaixam, uma delas é o GTK+ Engine que é o motor por trás dos controles usados na aparência GTK+. Assim como existem motores de automóveis com características diferentes, o motor GTK+ Engine diferencia-se de um para o outro, uns mais rápidos e outros um tanto lentos.

O Candido é um exemplo de GTK+ Engine rápido e agradável ao mesmo tempo. Sua velocidade rápida é porque ele é baseado no Cairo assim como o Murrine, outro GTK+ Engine muito bom. Quem possui uma placa gráfica com aceleração deveria usar GTK+ Engine baseadas no Cairo, mesmo que possua uma super e potente máquina ou que utilize ambientes gráficos considerados leves como Xfwm4, Openbox, XFCE e afins.

Que tal experimentar o Candido ?
Visite essa página :
http://candido.berlios.de/pages/engine.php
E faça o download do pacote intitulado “Ubuntu Package (Version 0.9) ” :
Download do Candido

Dê um duplo clique no arquivo que foi baixado e efetuar a instalação :
Duplo clique para instalar

Agora basta escolher um dos temas disponíveis em :
http://candido.berlios.de/pages/downloads.php

Eu recomendo o tema de mesmo nome chamado de Candido, pois ele é o mais leve e agrada bastante. Faça o download dele, os temas estão em formato de temas para gnome e possuem a extensão .tar.bz2. Para instalar basta arrastar esses arquivos para dentro da janela de temas do GNOME.

Apenas inicie menu->Sistema->Preferencias->Aparencia, estando na guia onde seleciona-se temas basta arrastar e soltar os arquivos .tar.gz2 que foram baixados para essa guia. Veja um exemplo :
Arrastando e soltando temas

Enfim arraste e solte todos os temas que tiver baixado, e por fim escolha um deles na guia de seleção de temas :
Selecionando o candido na  guia Temas
Um defeito colateral ao realizar essa operação pela primeira vez é que o Firefox 3b5 vai simplesmente sumir, portanto se houver alguma janela em edição dentro do FF3 é melhor salvar antes de selecionar este tema pela primeira vez.

Vai notar que em :
http://candido.berlios.de/pages/downloads.php
Também há temas para o GDM, para instalar o método é semelhante. A diferença é que você deve chamar menu->Sistema->Administração->Janela de inicio de sessão e arrastar o tema GDM para a guia “Temas” e seleciona-lo :
Instalando um tema GDM
Uma coisa maluca com o Janela de inicio de sessão é que as vezes ele demora muito para aparecer se voce estiver usando o compiz, nessa ocasião eu desativo o compiz para fazer a instalação do tema e depois reativo-o.

Também vai notar que em :
http://candido.berlios.de/pages/downloads.php há “patterns” para o Nautilus, se voce nunca ouviu falar em “patterns”, é melhor demonstrar como funciona, baixe o tema “Candido-Graphite” e aplique-o conforme foi demonstrado nos passos anteriores.

Depois baixe o arquivo “Candido-Graphite-Nautilus.tar.gz” e em seguida descompacte-o.

Execute o Nautilus e vá até onde os arquivos foram descompactados, vá em seu menu do Nautilus->Editar->Plano de Fundo e Emblemas, clique no botão “Padrões” e em seguida clique no botão “+ Adicionar um Novo Padrão” e na janela de dialogo que se seguirá selecione os arquivos que foram descomprimidos, como mostra a figura :
Mudando patterns no Nautilus
Após acrescentar todos os arquivos patterns -em nosso exemplo havia apenas 2 deles- basta selecionar um deles e arrastar para o centro do nautilus como mostra a figura :
Aplicando novos patterns no nautilus
Eu poderia ter dito que “patterns” são como “papeis de parede” para o nautilus, não é ? Pois é, é isso mesmo. :)

Ao final seu desktop ficará mais ou menos assim :
Desktop com o candido

Conclusão

O candido é apenas uma das opções novas bastante promissoras em GTK+ Engine mais rápidas. Não há ganho nenhum em não experimenta-la, alias, você vai se beneficiar-se muito da velocidade.

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