Hamacker’s Palace

12 de Dezembro de 2007

Austrália

Arquivado em: Geral — hamacker @ 12:32

Musica hoje em dia é ritmo, não importa muita a letra e tendo um verso repetitivo e balançante é o que interessa para muitos. Há muito tempo estou deixando de lado ouvir as musicas nacionais populares que embora agrade muita gente, não tem me agradado, pois sumiram com a poesia e os versos de amor agora são explicitamente cantadas sexuais ou ritmos “mela-cueca”. Ultimamente “Jingles” de comerciais estão mais interessantes, houve uma vez “…não tem cara de tiãozão, mas ganhou meu coração…” ficou na minha mente por um bom tempo.

Mas há esperança, acompanhado com uma avalanche de noticias sobre um curta-metragem que ganhou um prêmio oferecido pela internet então fui vê-lo, chama-se “Laços” , sobre o curta em sí, é bom, um estilo poético de falar sobre a morte como “laços entre pessoas que não podem ser desfeitos” com os “laços literais” de uma gravata é inédito para mim. Mas o que me encantou mesmo foi a voz macia e meiga do tema musical, além da letra simples (em inglês) quase um “Jingle” musical para eu ir a Austrália :), a musica se chama “Austrália”, e foi cantada pela própria atriz para este curta. Interessante que a mesma atriz humildemente diz não ser cantora e sabe apenas três acordes, elogiável se levarmos em contas que artistas normalmente se gabam de suas atuações.

Para mim, muitas vezes “menos” é “mais”, a melodia simples de “Australia” me encantou.

Eis o vídeo :

Eis a letra da música “Austrália” :

I could go to Australia
I could fly to Japan
Could go to South America
Well, everybody can

Could run like hell to China
I could go to Egypt
Could run like a late rabbit and I wouldn’t move one bit

I’m stuck here in the darkness
Blinded by all the light
Standing outside my body with my body still in sight

I could travel the whole world
I could just stand up still
And that’s, I know, an image that would make some people ill

Someday somebody said to me
I think it was a man
“As long as you’re okay with it”
And that I think I am.

Até +

7 de Dezembro de 2007

Usando o novo metacity no GNOME.

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 14:03

Hoje eu lí a noticia KWin e Metacity apresentam efeitos eye-candy e me interessei pelo assunto e instalei o novo metacity. E não é mesmo que o novo metacity tá bom, isto é, rápido e estável. A principal vantagem no metacity é que ele acompanha compositing, em outras palavras ele é capaz de executar operações usando a aceleração do hardware da placa de video. Visualmente voce tem transparencias, sombras, o sumiço do efeito escadinha nas fontes, etc… Também alguns programas como o Avant-Window-Navigator (AWN) podem ser executados sem a necessidade do compiz ou XGL.

Se estiver disposto em instalar, colocarei aqui os passos que foram descritos em http://dagus.org/2007/11/28/metacity-beats-compiz-fusion-p/.

Ao contrário do que afirma o artigo acima, o novo metacity só tem o compositing, não tem nada dos efeitos mirabolantes do compiz.

Para instalar siga este procedimento.

1) Se estiver executando o AWN, feche-o.

2) Desabilite o compiz :
Desabilite o compiz do seu GNOME, vá em menu-GNOME->Sistema->Preferencias->Aparencia. Agora selecione a guia “Efeitos Visuais” e desmarque a opção “Nenhum : Fornece um ambiente de trabalho simples e sem nenhum efeito”, como mostra a figura a seguir :

Desativando os efeitos visuais do compiz

3) Troque o tema do GNOME por outro mais comum

Vá em menu GNOME->Sistema->Preferências->Aparência e use qualquer um dos temas que seja comum no GNOME. O motivo disso, é que alguns temas (na realidade são “controles” dentro de cada tema) podem possuir alguma incompatibilidade, isso aconteceu comigo em casa quando usava um tema desses que apanhamos no gnome-look.org, alguns usuários também comentaram o mesmo. Portanto para evitar esse aborrecimento, use temas simples que acompanham o gnome ou dos repositórios do Ubuntu como o “Crux”, “Clear Looks”,… :

Aplique qualquer tema simples do GNOME

4) Dê um ALT+F2 e execute “gksu gnome-terminal”.

5) No terminal, execute :

apt-get -y install gnome-common build-essential autoconf gnome-devel libtool subversion

Isso instalará algumas dependências necessárias, no entanto, podem faltar algumas.

6) Ainda no terminal, execute :

cd /usr/src

Vamos baixar o código fonte :

svn co http://svn.gnome.org/svn/metacity/branches/iains-blingtastic-bucket-o-bling/ metacity

e depois entrar na pasta recém-criada :

cd metacity/

e depois uma pequena permissão de execução no script autogen.sh :

chmod  a+x autogen.sh

Quer substituir o metacity anterior, ou continuar mantendo o metacity velho ? O novo metacity está em desenvolvimento e pode vir a apresentar alguns problemas. Se voce pensa em manter o metacity anterior porque poderá não gostar do novo e ter a opção de retornar ao velho, então execute :

./autogen.sh --enable-compositor

Observação : Não sei se faz diferença, mas também pode usar :

./configure --enable-compositor

Isso fará com que o novo metacity seja instalado em /usr/local/bin, bem longe do metacity anterior.

Se por outro lado voce considera o novo metacity suficientemente estável para substituir o anterior, então execute :

./autogen.sh --enable-compositor --prefix=/usr

Isso fará uma instalação por cima do metacity velho. Se houver atualizações do Ubuntu que atualize o pacote metacity então você terá de repetir o comando acima, pelo menos até que o novo metacity entre nos repositórios oficiais.

Observação : Não sei se faz diferença, mas também pode usar :

./configure --enable-compositor --prefix=/usr

A seguir faremos a compilação e instalação :

make && make install

7) Feche o terminal (root, no more).

8) Habilitando o compositing no GNOME :

O novo metacity tem suporte a compositing, mas precisamos ativa-lo, dê um ALT+F2 e execute o comando (não pode ser executado como root) :

gconftool-2 --set --type=bool /apps/metacity/general/compositing_manager true

9) Substituindo o metacity anterior pelo novo metacity no GNOME

Atenção : Isso só será possivel se voce não fez a substituição conforme descrito nos passos anteriores (./configure –prefix=), se voce não optou pela substituição entao o novo metacity estará instalado em /usr/local/bin, para tornar este novo metacity padrão do seu GNOME apenas execute o gconf-editor e altere as chaves :

gconftool-2 --set --type=string /desktop/gnome/applications/window_manager/current "/usr/local/bin/metacity"

e também :

gconftool-2 --set --type=string /desktop/gnome/applications/window_manager/default "/usr/local/bin/metacity"

pronto ! se tudo ocorrer bem, você já estará usando o novo metacity assim que refizer o login.

10) Novo metacity :

Voce pode simplesmente reiniciar seu login se você optou por substituir o metacity anterior. Se você optou por manter o metacity anterior basta executar no terminal (não pode ser como root) :

/usr/local/bin/metacity --replace&

Terminado.

Esse artigo se baseou neste link :

http://dagus.org/2007/11/28/metacity-beats-compiz-fusion-p/

Embora eu tenha escolhido comandos diferentes por causa de minha experiencia pessoal, o link acima é o principal colaborador.

CONCLUSÕES

  • Se uma hora ou outra você experimentar o compiz após ter instalado o novo metacity e não optou por substituir o metacity anterior então você precisará executar novamente os passos 7 e 8, isso ocorre porque o gerenciador aparencia do ubuntu faz um recall para /usr/bin/metacity (o velho).
  • É cedo para tirar conclusões, mas podemos notar melhora na velocidade se comparado ao metacity anterior.
  • Funcionou bem com todos os temas que já tinha instalado aqui.
  • Executou perfeitamente o AWN, mais tarde testarei com outros programas que requerem compositing.
  • Se voce tem problemas com alguns aplicativos que usam 3D dentro do compiz, mas não quer abrir mão do compositing então o novo metacity é recomendado. É conhecido que alguns programas como o GoogleEarth fica lento ou fecha inexperadamente quando usamos o compiz.

Na minha opinião é estável o suficiente para substituir o metacity anterior, mas por causa do compositing, e não por causa dos efeitos, pois não vejo efeitos especiais para rivalizar com o compiz.

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