Hamacker’s Palace

18 de Julho de 2007

Instalando o FirebirdSQL 2

Arquivado em: Banco de dados, GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 14:50

O FirebirdSQL (aka Firebird) é um excelente banco de dados relacional compatível com a conformidade SQL ISO/IEC 9075:2003, ele nasceu Livre depois do fork com o Interbase 6 oferecido pela Borland em julho de 2000, que mais tarde tornou-se proprietário novamente. Daí não teve jeito, nasceu o fork chamado FirebirdSQL. O Banco de Dados Relacional FirebirdSQL roda em Windows, *BSD, Linux e vários sabores de Unix e diferentes tipos de hardwares e processadores, possui uma série de vantagens como concorrência, performance e uma linguagem poderosa para escrever triggers e stored procedures.

Atualmente o FirebirdSQL encontra-se na versão 2.0 e com a versão 2.1 em fase beta, mas há um problema : para sistemas baseados no debian (ubuntu incluso), o Firebird encontra-se nos repositórios como versão 1.5.3, que possui menos recursos do que a versão 2.0. Para resolver essa situação vamos precisar fazer um backport, isto é, pegar o código fonte da versão 2.0 que está em repositórios para versões futuras (Gutsy) e porta-lo para a versão que estou utilizando (Feisty). O backport é melhor do que rodar o instalador (também existente) para linux ou usar o método configure; make; make install porque os binários compatíveis com o nosso sistema já estará ambientado à nossa distribuição.

A receita de bolo abaixo ensina a fazer isso em distros usando Ubuntu, mas a mesma receita pode ser seguida por outros administradores que utilizem uma versão compatível com Debian, bastando modificar a URI no source.list no primeiro passo.

1) Edite o arquivo /etc/apt/sources.list, e acrescente no final dele a seguinte linha :

deb-src http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ gutsy main restricted universe multiverse

2) Atualizar a base de dados do sistema :

sudo apt-get update

3) Instalar as dependências para compilação do FirebirdSQL 2.0 :

sudo apt-get build-dep firebird2.0

4) Compilar e gerar os pacotes binários no formato .deb :

sudo apt-get -b source firebird2.0

Isso irá baixar os fontes do FirebirdSQL, compilar e gerar pacotes binários no formato .deb para serem instalados em computadores que usem o mesmo sistema que o seu. Esse processo é automátizado, é por isso que administradores Debian gostam tanto do apt. Veja o resultado final num Ubuntu Feisty :

$ ls -1 *.deb
 firebird2.0-classic_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb
 firebird2.0-common_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb
 firebird2.0-dev_2.0.1.12855.ds1-7_all.deb
 firebird2.0-doc_2.0.1.12855.ds1-7_all.deb
 firebird2.0-examples_2.0.1.12855.ds1-7_all.deb
 firebird2.0-super_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb
 firebird-utils_2.0.1.12855.ds1-7_all.deb
 libfbclient2_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb
 libfbembed2_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb

5) Para concluir a instalação :

Muitos pacotes .deb são gerados, mas nem todos devem ser instalados, básicamente o que há ali são documentação, banco de dados de exemplos, cliente de banco de dados (necessário para que aplicações acessem o banco de dados local ou remoto), utilitários (ferramentas de backup, isql) e três sabores do Firebird : SuperServer, Classic e embeded(embarcado). No exemplo abaixo, estarei instalando o FirebirdSQL SuperServer, cliente de banco de dados e os utilitários :

sudo dpkg -i firebird2.0-common_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb  firebird2.0-super_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb \\
   firebird-utils_2.0.1.12855.ds1-7_all.deb \\
   libfbclient2_2.0.1.12855.ds1-7_i386.deb

(os nomes dos binários podem variar conforme a distribuição, versão e método utilizados. As linhas acima são um único comando)

As vezes, podem haver dependências, então se houverem mensagens de erro corroborando isso, então instale-as com o seguinte comando :

sudo apt-get install -f

Se por ventura voce precisar configur a senha do SYSDBA (administrador) em seu sistema, execute o comando :

sudo dpkg-reconfigure firebird2.0-super

Também é possivel com o comando acima, relacionar o serviço do banco de dados do firebird que é iniciado com o boot da máquina para usar o Firebird classic ou super.

6) Para administrar o banco, executar queries e afins numa interface gráfica :

Recomendo a instalação do programa FlameRobin, um frontend gráfico, porém peso-leve (sem dependencias pesadas também), crossplataform (windows, linux, *bsd, macos) e completamente opensource. Voce encontra esse programa na seguinte página :

http://www.flamerobin.org/

Baixe a versão .deb e em seguida :

sudo dpkg -i flamerobin_0.7.6-1_i386.deb
sudo apt-get install -f

Para quem tem o repositório universe habilitado, nem precisa do procedimento acima, basta :

sudo apt-get install flamerobin

7) Convertendo banco de dados de versões anteriores para serem usados no FB2 :
Os arquivos de dados do FB2 não são compátiveis com as versões anteriores, mas não se aflija, a solução é simples : fazer uma cópia de segurança (backup) do banco de dados antigo e restaura-lo no banco de dados novo. Vamos a um outro passo-a-passo :

7.1) Se voce ainda mantém (ou manterá) um FB1.5 em sua rede, então :

a) Faça um backup dele e guarde na maquina onde voce já tem o FB2.0 instalado :

gbak -b -v -t -user "SYSDBA" -password "masterkey" \\
   IP.DO.SERVIDOR:/caminho/para/o/banco/de/dados/arquivo.fdb \\
   /var/lib/firebird/2.0/backup/arquivo.fbk

Repita a mesma operação com o arquivo /var/lib/firebird2/system/security.fdb se desejar guardar também as contas de usuários.

b) Agora restaure-o num arquivo novo, genuinamente compátivel com o FB2.0 :

gbak -r -v -t -user "SYSDBA" -password "masterkey" \\
    /var/lib/firebird/2.0/backup/arquivo.fbk \\
    /var/lib/firebird/2.0/data/arquivo.fdb

A restauração do arquivo security.fbk da-se-a da mesma forma, no entanto, deverá ser restaurado como /var/lib/firebird/2.0/system/security.fdb.

7.2 Se voce vai trocar a versão anterior do FB pela 2.0 no mesmo servidor :

a) Faça a copia de segurança do seu banco de dados antigo (incluindo as contas de usuários), para salvaguardar de problemas e tenha de retornar ao banco de dados antigo, exemplo :

# criando uma pasta para guardar os backups originais
# o fb deverá estar parado para realizar esta operação
mkdir -p /local/do/backup/original

# uma copia das contas dos usuários
cp /var/lib/firebird2/system/security.fdb /local/do/backup/original

# copia dos arquivos de dados que voce possuir
cp /caminho/para/o/banco/de/dados/arquivo.fdb /local/do/backup/original

b) Faça agora um backup (meta-dados e dados) :

gbak -b -v -t -user "SYSDBA" \\
     -password "masterkey" \\
     192.168.1.5:/caminho/para/o/banco/de/dados/arquivo.fdb \\
     /local/do/backup/original/arquivo.fbk

Se voce precisar também das contas dos usuários, repita este procedimento para o arquivo security.fdb .

c) Tendo removido o FB anterior e instalado FB2.0 novo, vamos resturar o backup anterior :

gbak -r -v -t -user "SYSDBA" \\
  -password "masterkey" \\
  /local/do/backup/original/arquivo.fbk \\
  /var/lib/firebird/2.0/data/arquivo.fdb

A restauração do arquivo security.fbk da-se-a da mesma forma, no entanto, deverá ser restaurado como /var/lib/firebird/2.0/system/security.fdb.

7.3 Como definir quem terá acesso físico ao arquivo de dados ?

A pasta /var/lib/firebird/2.0/data é um local já organizado pelo firebird para serem colocados os arquivos de dados, usando esta pasta como referencia voce não precisará se preocupar com permissões, pois nela há permissões suficientes apenas para o usuário firebird(criado pelo próprio firebird) e root, nenhum outro usuário cadastrado no Linux terá acesso a arquivos de dados colocados nesta pasta. Obviamente, se voce quiser um arquivo de dados em outro local voce pode, no entanto, para inibir o arquivo de ser copiado por outro usuário na rede voce terá que nas pastas/arquivos de dados executar o comando :

chmod 700 /home/fbdados
chown firebird.firebird  /home/fbdados
chown firebird.firebird  /home/fbdados/arquivo.fdb
chmod 600 /home/fbdados/arquivo.fdb

Onde /home/fbdados/ representa a pasta onde voce restaurou ou colocou o(s) arquivo(s) de banco de dados. Obviamente, praticar o mesmo comando para os arquivos (arquivo.fdb) é redundancia, no entanto, é bom saber que se a segurança da pasta for trocada acidentalmente ainda o arquivo de dados estará seguro.

Este procedimento é o mesmo que se fazia também nas versões anteriores.

8) Criando aliases para acesso ao banco de dados (opcional) :

Uma dificuldade que muitos sentem ao acessar um arquivo de dados é revelar o path da localização física deste arquivo por ocasião de conectar o banco de dados, isso gera dois problemas principais :

  • Revela a localização física do arquivo de dados, se esta localização for exposta num arquivo texto ou algo do gênero alguém poderá reutilizar essa informação para outros fins.
  • Engessa sua aplicação porque o banco de dados não poderá sair daquele local sem alterar na aplicação ou arquivos de configuração do seu aplicativo.

Esses dois problemas só ocorrem porque não foram criados aliases, as conexões ao invés de referirem-se ao arquivo de dados deveriam referir-se a aliases e este por sua vez foi programado para representar o arquivo de dados com sua localização fisica. Edite o arquivo /etc/firebird/2.0/aliases.conf e acrescente :

principal_dados= /var/lib/firebird/2.0/data/arquivo.fdb

Agora, na sua aplicação voce configura-o para acessar SERVIDOR:principal_dados ao invés do comum SERVIDOR:/caminho/para/arquivo.fdb. Se seu arquivo de dados tiver que mudar de lugar (inclusive de servidor físico), basta alterar o aliases e com isso sua aplicação permanecerá a mesma.

Observações Importantes :

Nem todos os administradores precisam usar o sudo, o sudo normalmente é usado apenas por usuários do sistema Ubuntu e embora a versão do Debian Etch também possa utiliza-lo, é desnecessário quando se estar fazendo uso da conta “root”.

Links uteis :

Documentação a respeito do Firebird :

http://www.firebirdsql.org/index.php?op=doc

Instalação do Firebird (1.5) no Ubuntu, apesar de ser uma versão anterior, ainda é bastante usado :

http://www.firebirdsql.org/manual/ubusetup.html

Migração do banco de dados Microsoft SQL Server (MSSQL) para Firebird, aqui relatando conversões de tipos, funções, etc… :

http://www.firebirdsql.org/manual/migration-mssql.html

Conformidade com o padrão SQL :

http://www.firebirdsql.org/index.php?op=devel⊂=engine&id=SQL_conformance&nosb=1

Lista de discussão em português sobre o FirebirdSQL e FirebirdSQL+PHP (ambas bastante movimentadas) :

http://br.groups.yahoo.com/group/firebird-br/messages

http://tech.groups.yahoo.com/group/firebird-php/messages

E por fim, mas não menos importante, a página oficial sobre o FirebirdSQL :

http://www.firebirdsql.org/

17 de Julho de 2007

Desabilitando o toque no canto superior direito do compiz-fusion

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 12:59

Se voce trabalha com vários programas simultaneos as vezes maximizada, outras vezes fullscreen, talvez não tenha ficado muito contente com o comportamento padrão do compiz-fusion onde ao avançar o mouse para o canto superior direito, todas as janelas ativas e inativas são apresentadas e voce tem que selecionar uma. Alguns gostam disso e outros não, eu não gosto, talvez se eu tivesse um monitor touchscreen e uma aplicação multimedia certamente gostaria, porém nas atuais condições preciso desabilita-lo, pois sou menos produtivo com esse recurso ligado. Aqui está o segredo de como desabilita-lo :

1) Vá no menu Sistema->Preferencias e execute o programa CompizConfig Settings Manager (CCSM).

2) Selecione o plugin chamado “Dimensionar”, abra a orelha “Ações” e expanda o item “Geral”, na relação de atalhos voce encontrará a opção “Iniciar o seletor de janelas para todas as janelas”, dê um duplo clique nessa opção.

3) Seguindo o passo anterior será mostrada uma janela com diversos checkboxes (botões liga/desliga) e um deles é chamado de “Margens da tela(ou ecrã)” e possui o checkbox “TopRight” ligado, então desligue esse checkbox e clique no botão OK.

Pronto !

Não sei se voce teve esse cuidado de estudar o gerenciador do compiz-fusion, mas praticamente todos os plugins possuem essas propriedades onde determinados recursos são ativados por teclas de atalho ou eventos, as vezes voce pode combinar esses plugins e obter melhor produtividade.

Antes que eu esqueça de mencionar, estou publicando essa dica para mim mesmo, acontece que eu sempre esqueço onde é que desligo esse recurso do compiz-fusion (mas esquecia dele também no Beryl). A partir de agora, quando esqueçer novamente já saberei onde encontrar minha própria resposta.

12 de Julho de 2007

Atualize seu mplayer já !

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 3:31

 

(Antes de ler, saiba que alguns caracteres como - - dois traços seguidos viram um traço longo –, as aspas duplas vira isso aqui : “”, sim este wiki modifica alguns caracteres. Quando houver uma linha terminada em “\” significa que a linha posterior é continuação dela. Então ao utilizar o famoso copiar/colar atente-se a isso.)

O MPlayer, a maioria dos usuários linux já conhece, é um excelente player que toca vários formatos incluindo aqueles que necessitam de codecs do sistema win32, além disso é peça principal em diversos frontends para a composição de VCD/DVD, conversões e autoria de videos em outros formatos.

Eu pessoalmente sempre tive problema com esse programa usando o binário distribuido pelo time do Ubuntu e todas as outras distros que usei antes. Eu começo experimentando o mplayer que instalei a partir do binário por um tempo, e ao primeiro problema encontrado tenho de arregaçar as mangas e compila-lo eu mesmo. Mesmo a versão que acompanha o Ubuntu Feisty não é lá essas coisas e se voce usa muito o mplayer recomendo seguir este tutorial, especialmente se voce quer manter seu sistema seguro, afinal de contas existe um erro de buffer overflow descoberto no mês passado. Vamos ao passo-a-passo :

1) Antes de prosseguir com a instalação e criaçao de pacote, certifique-se de que tenha acrescentado o repositório ‘multiverse’ no seu /etc/apt/sources.list :

deb http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu/ feisty universe multiverse
deb-src http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ gutsy main restricted universe multiverse

se não estiverem habilitados, habilite-os. Irá reparar que a segunda linha faz referencia ao “gutsy” que será a próxima versão do Ubuntu, pois é, a linha de raciocionio desse passo-a-passo é quase fazer um backport, só que vamos usar os repositórios do gutsy apenas para determinar as dependencias de compilação e a partir daí usaremos o repositório SVN do próprio mplayer. Se houvesse certeza de que o mplayer do repositório do gutsy é a mesma versão do repositório SVN bastaria um “sudo apt-get -b source mplayer”, mas infelizmente essa incerteza nos levará a compila-lo duma maneira mais díficil (mas, nem tanto). No terminal bash, execute :

su - (forneça a senha de root)

Por fim, atualize a base de dados do apt :

apt-get update

2) Antes de prosseguir com a compilação, é necessário certificar-se de que voce possua as ferramentas GNU essenciais para a compilação, além disso alguns outros pacotes são necessários :

apt-get install build-essential dpkg-dev debhelper devscripts fakeroot linda dh-make subversion libconfhelper-perl libsdl-image1.2-dev libsdl-mixer1.2-dev libsdl1.2-dev libsdl1.2-dev libsdl-gfx1.2-dev libsdl-sound1.2-dev libtheora-dev liblzo-dev libspeex-dev libcdparanoia0-dev libdvdnav-dev libsmbclient-dev

3) Agora vamos baixar as dependências para a compilação do mplayer que está no repositório do Ubuntu Feisty :

apt-get build-dep mplayer
(Prepara-se, pois são no minimo 26M de download)

4) Baixando os fontes :

cd /usr/src
svn checkout svn://svn.mplayerhq.hu/mplayer/trunk mplayer

Isso irá baixar os fontes mais recentes que houverem no repositório SVN.

5) Preparando a compilação :

cd /usr/src/mplayer

Para preparar a compilação :

./configure --confdir=/etc/mplayer
 --language=pt_BR
 --enable-gui
 --prefix=/usr
 --enable-sdl
 --enable-x11
 --enable-theora
 --enable-gl
 --enable-largefiles
 --enable-menu

onde :
- -language=pt_br refere-se a nossa lingua portuguesa
- -enable-gui cria um pseudo utilitário chamado gmplayer para ser usado em interface gráfica
- -prefix=/usr para ele depositar seus arquivos na estrutura /usr
- -enable-runtime-cpudetection, detecta a CPU em tempo de execução tornando essa compilação genérica, util quando voce necessita transportar os pacotes para outro computador, obviamente se não for transporta-lo para lugar nenhum é melhor retirar essa opção.
Além disso voce talvez queira acrescentar aceleração nativa :
- -enable-3dfx para utilizar o suporte /dev/3dfx para placas 3dfx
- -enable-tdfxfb para utilizar o suporte tdfxfb (Voodoo 3/banshee) - melhor do que o anterior
- -enable-s3fb para utilizar o suporte s3fb (S3 ViRGE)
- -enable-sdl (biblioteca SDL, útil para placas com suporte à 3D por hardware)
- -enable-gl (uso direto de opengl)

Atenção : Não use as mesmas opções que eu utilizei, use as que forem adequadas a seu computador, se voce acrescentar alguma opção que não for compátivel com o seu sistema, a compilação e/ou geração do pacote .deb não irá funcionar.

Para tirar dúvidas sobre tantas outras opções tente :

./configure --help

6) Compilação :
Há dois métodos, o tradicional “make && make install” e também o “jeito debian” que é a geração dos pacotes .deb (preferido) para posterior reaproveitamento e/ou distribuição, o primeiro método é simples :

make

se não houver nenhum erro fatal, então prosseguir com :

make install

(para desinstalar use “make uninstall” )

O segundo método, é o método tradicional conhecido como “jeito debian” :

Opcionalmente voce pode editar o arquivo debian/rules :

nano debian/rules

e fazer algumas adaptações na linha com “./configure - -qualquer-coisa” para acrescentar ou remover opções descritas no passo 5, mantendo sempre no final da linha ” $(DEB_BUILD_OPTIONS)”, por exemplo :

troque a linha :

./configure --prefix=/usr --confdir=/etc/mplayer $(DEB_BUILD_OPTIONS)

por :

./configure --prefix=/usr \\
--confdir=/etc/mplayer \\
--language=pt_BR \\
--enable-gui  \\
--enable-sdl \\
--enable-x11 \\
--enable-theora \\
--enable-gl \\
--enable-largefiles \\
--enable-menu $(DEB_BUILD_OPTIONS)

Atenção : Não use as mesmas opções que eu utilizei, use as que forem adequadas a seu computador, se voce acrescentar alguma opção que não for compatível com o seu sistema, a compilação e/ou geração do pacote .deb não irá funcionar.

salve o arquivo e por fim, prossiga com :

fakeroot debian/rules clean
fakeroot debian/rules configure
fakeroot debian/rules build
fakeroot debian/rules binary

Repare que no diretorio anterior vai constar o “mplayer_1.0svn_i386.deb” que simplificará sua vida quando voce necessitar transporta-lo para outro computador, no entanto, não se engane, o pacote do mplayer do repositório Ubuntu vai fazer de tudo para sobregravar a versão SVN, a razão disso é que ambas tem a mesma versão, mas o mplayer do repositório oficial tem preferencia. Para instala-lo no meu computador tive de realizar a seguinte sequência :

  • remover o pacote mencoder, pois há conflito com o mplayer_svn já que o mencoder está embutido dentro do mplayer. Portanto um “apt-get remove –purge mencoder” foi necessário. Mas o mencoder continua existindo, ele apenas está presente no pacote mplayer-svn.
  • remover o próprio mplayer com “apt-get remove –purge mplayer”, e anotar as dependencias que também foram removidas para reinstala-las depois. Aqui por exemplo, foi removido mplayer-fonts e mozilla-mplayer, os quais tive que reinstalar depois com o comando : “apt-get install mplayer-fonts mozilla-mplayer” no final do processo.
  • Por fim instalar o pacote :
    • sudo dpkg -i /usr/src/mplayer_1.0svn_i386.deb
    • sudo apt-get install -f

    Se houverem ainda mais dependencias, espero que voce consiga corrigi-las, infelizmente o mplayer é um conglomerado usado por muitos programas. As instruçoes acima foram suficientes para meu computador, mas não há garantias de que seja suficiente para voce.

Proibindo o mplayer-svn de ser atualizado automaticamente :

Uma dor de cabeça que voce pode ter ao usar a versão SVN é que o Ubuntu sempre vai achar que a versão do mplayer que está no repositório é superior a SVN, isto ocorre por causa dum numero serial de versão onde o mplayer do repositório é superior. Para evitar esse problema, execute o synaptic (Sistema->Administração->Gerenciador de pacotes Synaptic), use a opção Editar->Procurar e procure por “mplayer” e posicione-se sobre ele, a seguir vá em Pacote->Prender versão. Pronto ! Com isso o mplayer não será mais atualizado automaticamente, mas se voce for querer atualiza-lo novamente (afinal trata-se duma versão SVN) mas soltar novamente a versão pelo próprio synaptic e repetir a operação depois de ter feito a atualização.

Conclusões finais :

O mplayer mesmo depois de instalado ainda não está pronto para uso, ao carrega-lo pela primeira vez clique com o botão direito sobre a janela de exibição do filme e escolha “Preferências”, três coisas precisam ser corrigidas imediatamente :

  • Na guia “Video”, na relação de drivers disponiveis escolha a opção mais adequada para a sua máquina, como sou possuidor duma placa “nvidia” o driver “gl2 (multiple textures)” foi a opçao melhor.
  • Na guia “Legenda & OSD”, use a codificação “Línguas Européias Ocidentais com Euro (ISO-8859-15)”.
  • Na guia “Fonte”, escolha uma fonte adequada, por aqui tenho usado “/usr/share/fonts/truetype/freefont/FreeSerif.ttf”, mas voce pode usar outra normalmente localizada em /usr/share/fonts. Com respeito ao tamanho da legenda, tenho especificado “Proporcional a largura do filme”.

É isso pessoal, apesar dum pouco de trabalho vale muito a pena usar a versão SVN, noto melhorias significantes e recomendo.

10 de Julho de 2007

Criação de DVDs caseiros, finalmente agora em linux !

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 17:04

Opa ! Pelo título fica parecendo que criar DVD no Linux é coisa de outro mundo ou não era possivel, mas não é essa a idéia, a idéia é que a partir de agora contamos com um software onde um novato que é capaz de salvar em seu disco rígido vários .avi/mpeg/… seja capaz sem nenhuma assistência ou linha de comando compor seu próprio DVD.

ManDVD

O programa ManDVD pode fazer isso.

Se voce já utilizou o ManDVD antes e não gostou é talvez porque tenha usado a versão anterior, a qual também não gostei e sequer conseguí fazer um DVD simples com ele. A nova versão do ManDVD que pode ser obtida no www.getdeb.net é muito boa, fiquei experimentando-a por horas a fio e advinhe…não travou, não congelou ou exibiu mensagens estranhas, simplesmente todas as funções que possuia funcionou 100% do esperado.

Com o ManDVD voce pode :

  • juntar vários arquivos .avi/.mpeg/outros e coleciona-los num único DVD
  • Criar um menu principal sofisticado igual aos DVDs comerciais contendo imagem de fundo e/ou animação (também .avi/mpeg). O menu poderá ter um video preview de cada filme, só não conferí se era possivel fazer paginação de menus, isto é, poder compor vários menus onde cada menu estivesse dentro de outro menu.
  • Obviamente cada video é um capítulo, mas cada video/capítulo pode também ter seus capítulos especiais se preferir.
  • Retirar do próprio video, screenshots que servirão de capítulos ou entradas de menu e se desejar o ManDVD permite que voce possa edita-las no Gimp que é chamado diretamente do ManDVD.
  • Conversão automática e descomplicada de videos 4:3 ou 16:9 (widescreen).
  • Acréscimo de legendas (eu testei com formato .srt)
  • Tem um DVD player embutido para no final do processo testar seu DVD antes de queimar a mídia
  • Permite manter o .iso para gravações posteriores
  • Gravação em formato PAL (resolução melhor e 30 fps) ou NTSC (resolução menor e 25fps)
  • Antes de iniciar o processo de codificação, permite definir prioridade alta, média ou baixa (de 0 a 100%).

Alguns pontos negativos software é :

  • Possui vários idiomas, no entanto, português não é uma delas. Talvez isso seja apenas temporário, com o tempo português surgirá.
  • O acrescimo de legendas produziu uma pequena desincronização entre o video e o som, de fato, nem parece ser problema com a legenda em sí, mas como o video ficou 100% sincronizado quando retirei a legenda então atribuí esse problema ao acréscimo da legenda. Para não repetir novamente este erro, criei um Script para mesclar .avi e legenda num unico arquivo. , dessa forma não precisarei dos arquivos de legendas em separado. O script não é nada sofisticado, apenas pega todos os .avi dum diretório que são acompanhados de .srt de mesmo nome e une-os, não é diferente do que voce faria com a seguinte sintaxe no terminal :
    • mencoder /nome/do/arquivo.avi \
      -oac lavc -ovc lavc \
      -sub /nome/do/arquivo.srt \
      -subfont-text-scale 3 \
      -o /nome/do/arquivo-pt_br.avi

Apesar dos dois pontos negativos que alistei (o segundo não é uma certeza), o ManDVD está repleto de outros recursos. O ManDVD é uma aplicação QT (não confundir com Kdelibs), é leve e usa como backends o mencoder, mplayer, dvd-rw-tools, etc… Eu não estou tão certo sobre ele ser uma aplicação QT, embora o site do desenvolvedor afirme isso, a razão disso é que as caixas de dialogos, botoes, fazem-no ser semelhante à aplicações usando wxWindows e gtk.

Sua instalação é simples :

Baixe-o do site www.getdeb.net e em seguida execute na linha de comando (terminal bash) :

sudo dpkg -i mandvd_2.4-1~getdeb1_i386.deb

sudo apt-get install -f

Pronto ! A partir de agora voce poderá usufruir dele acessando-o pelo Menu Aplicações->Som e Video->ManDVD.

2 de Julho de 2007

Voce me achou !

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 15:09

Poxa vida, voce me encontrou, eu sou o Hamacker.

Agora corra antes que eu invada seu sistema :)

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