Hamacker's Palace

22 de janeiro de 2010

Firefox 3.6 no Ubuntu 64bits ? Como ?

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 10:21

Existe o UbuntuZilla, um script – que recentemente ganhou um repositório – que coloca a disposição o Firefox mais atualizado possível para a maioria das distribuições Linux, mas há um problema, a fundação Mozilla não mantém versões 64bits do mesmo. Isso, as vezes me deixa chocado, mesmo usuários do Windows não são felicitados com uma versão 64bits do Firefox.
Enfim, voltando ao problema, o UbuntuZilla não serve para nós, usuários do Ubuntu 64 bits.
Mas nem tudo está perdido, existe um repositório PPA que promete uma versão mais recente do firefox, inclusive versão instável como a 3.7 a qual não recomendo instalar em produção.

Antes de instalar o Firefox 3.6, é importante você saber o seguinte :

Vamos atualizar o seu firefox, seus complementos e temas podem se tornar incompativeis com a nova versão e deixar de funcionar.
O Navegador é Firefox, mas seu nome interno é “Namoroka”, por isso não se espante ao ver esse nome em seu sistema.

Se você não se incomoda com o problema acima, então siga esses passos :

1- Dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /etc/apt/source.list.d/firefox.list” e cole as seguintes linhas :

deb http://ppa.launchpad.net/ubuntu-mozilla-daily/ppa/ubuntu karmic main
#deb-src http://ppa.launchpad.net/ubuntu-mozilla-daily/ppa/ubuntu karmic main

Salve o arquivo e feche o editor.

2- Abra o terminal e execute os comandos :

sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-keys 247510BE
sudo apt-get update
sudo apt-get upgrade
sudo apt-get install firefox-3.6

Nesse interim, feche o navegador firefox, pois no ponto em que for atualizar o firefox e este estiver um uso, advinha ? Travará o Firefox.

3- Terminada a atualização, carregue o Firefox novamente, notará que ele mudou para o idioma em inglês, assim vamos visitar este endereço para corrigir este problema :
http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/firefox/releases/3.6/linux-i686/xpi/pt-BR.xpi

Uma janela popup solicitará que concorde com a instalação do complemento acima, aceite-a.
Depois de ter completado a instalação do complemento, reinicie o Firefox.
Pimba ! Firefox agora fala português.

4- Vá no menu “Ajuda” do Firefox, e selecione “Sobre o Mozilla Firefox” e perceba a versão de seu Firefox.

Felicidade a todos.

7 de dezembro de 2009

Testando a velocidade de DNSs diferentes.

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 11:49

Por ocasião do lançamento do Google DNS, há uma variedade de artigos na internet com benchmarks afirmando e também desmentindo a supremacia do Google DNS sobre outros DNSs. Como confiar nestes testes ou afirmações ?
Não confie, teste você mesmo e chegue a sua própria conclusão. O melhor resultado para você pode não ser o melhor resultado para outros e parece que os artigos que afirmam este ou outro DNS ignoram isso. Vamos fazer um teste ?

No Linux há diversas formas de testar os acessos a internet e também DNSs, no entanto, esses programas publicam números e se não houver quem os interpretes é inútil passar o comando dig, traceroute e afins a vocês. Existe um programa melhor que testa os DNSs na Internet e resume qual está sendo melhor naquele instante, estou falando do programa Domain Name Speed Benchmark.

Existem duas opções para executar este programa, uma é por script e a outra por GUI. Com a execução por script, ele depende de várias aplicações instaladas em seu computador e que quando executado, testa os seus DNSs e depois concluí com o resultado. Outra opção é uma GUI criada com o mesmo proposito, só que graficamente e com uma única dependência. Neste artigo, vou mostrar a opção de execução com a GUI.

Passo 1) Edite o /etc/resolv.conf e adicione/verifique todos os DNSs que queira testar.
Dê um ALT+F2 e execute ‘gksudo gedit /etc/resolv.conf’, meu próprio arquivo está assim :

# Meus DNSs em /etc/resolv.conf
nameserver 192.168.1.10 # DNS Local
nameserver 200.176.2.10 # Telefonica Speedy Business 1
nameserver 200.176.2.12 # Telefonica Speedy Business 2
nameserver 208.67.222.222 # OpenDNS 1
nameserver 208.67.220.220 # OpenDNS 2
nameserver 8.8.8.8 # Google DNS 1
nameserver 8.8.4.4 # Google DNS 2
nameserver 200.204.0.10 # Telefonica DNS publico 1
nameserver 200.204.0.138 # Telefonica DNS publico 2

Mantenha essa lista aberta porque mais tarde, voce usará o programa DNSBench e precisará relembrar destes endereços e possivelmente edita-los.

Passo 2) Instale o WINE em seu sistema, vá em Sistema->Administração->Gerenciador de pacotes Synaptic e procure pelo WINE e a seguir marque e aplique sua instalação :

Pelo terminal :

sudo apt-get install wine

O WINE é um port do WIN32API, seu proposito é tornar aplicativos desenvolvidos para Windows rodáveis onde o WINE for suportado. O aplicativo Domain Name Speed Benchmark foi feito com essa compatibilidade Windows/Linux+Wine.

Passo 3) Descarregue o programa, ele está no rodapé dessa página :

http://www.grc.com/dns/benchmark.htm

Ou se preferir o link direto :

http://www.grc.com/dev/DNSBench.exe

Passo 4) Execute o programa diretamente com o clique direito do mouse sobre o arquivo DNSBench.exe :
Executando o DNS Bench com o WINE com o clique direito do mouse

Passo 5) Procedimentos para a execução do DNSBench :

1) Clique na guia “Nameservers” para ajustar os objetos de análises, faça o dessa forma :

a) Clique em “Add/Remove” e selecione a opção “Remove System’s Name Servers
b) Também clique na opção “Remove Public NameServers
c) A essa altura você estará sem DNS para realizar o teste
d) Clique em “Add/Remove” e acrescente os IPs/endereços de DNS que você pretende agregar ao teste, lembra do seu /etc/resolv.conf ? Pois é, use ele para lembrar dos que você tem usado (e também poderá adicionar outros). No final, a sua tela ficará mais ou menos assim :

As barras coloridas e seus círculos possuem uma legenda, basta clicar com o botão direito em cima delas, mas resumidamente mostram dados cacheados e não-cacheados.

2) Clique no botão “Run Benchmark” e aguarde uma barra de progresso que avancará até a conclusão do teste.
3) Clique na guia “Conclusions” e leia os resultados conclusivos, há muita informação em inglês que são importantes, mas se você não sabe ler em inglês avance o texto para algo mais ou menos assim :

O texto acima concluiu que para mim, os melhores DNS foram o da telefônica (incrível, não ?) : 200.176.2.10 e 200.176.2.12

Baseado na conclusão acima, adicione os melhores DNSs ao seu /etc/resolv.conf, cujo arquivo você deixou aberto. Mantenha-os como primeiros da lista e só mude a ordem quando executar novamente o mesmo teste e determinar que o melhor DNS mudou novamente.

No Ubuntu ou qualquer Linux configurado para receber a lista de DNS por DHCP, essa alteração de DNS diretamente no arquivo /etc/resolv.conf valerá apenas até a próxima requisição de DHCP Request. Sim, quando seu micro for reconectado a rede, ela se perderá. Para manter firmes esses DNSs, há um esquema diferente para cada distribuição Linux, no Ubuntu você terá de ir até o Network Manager que geralmente está na bandeja do sistema, clicar com o botão direito sobre o ícone e escolher a opção “Editar conexões“, na guia “Com fio” (ou sem fio se sua conexão for wireless) selecionar o item “Auto eth0” e clicar no botão editar. Em “Editando auto-eth0″, selecione a guia “Configurações IPv4” e mude o método de “Automatico(DHCP)” para “Somente endereços (DHCP) automáticos“. Fazendo isso, o campo de “Servidores DNS” estará livre para edição, o qual você acrescentará os DNS preferenciais separados por virgula, ex :

Pronto ! Com o esquema acima, o Network Manager sempre manterá seus DNSs mesmo que o servidor DHCP passe indicações diferentes.

Em meu teste, voce deve se recordar, eu solicitei para remover os DNSs públicos, porém você pode decidir não fazer isso e concluir que alguns deles são as melhores opções disponíveis atualmente para você.

Ao trocar um DNS por outro, tenha em mente que alguns DNS possuem vantagens e desvantagens. Por exemplo, o OpenDNS pode filtrar conteúdo impróprio, páginas de fishing, etc… Servidores de DNS como os da telefônica possuem o famoso “sequestro de DNS”, ou seja, quando digitado um endereço errado você é redirecionado para uma página de busca escolhido por eles.

Bom teste a todos.

3 de dezembro de 2009

Script Ubuntu Perfeito – concluído

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 13:07

A nova versão do Ubuntu praticamente sentenciou o script para ser 100% funcional apenas no Ubuntu 9.10. Assim, deu trabalho, mas está pronto a partir de agora.

Para quem já instalou uma das versões anteriores, incluindo os RCs, eu sugiro que antes de instalar a nova versão remova a versão anterior.
Depois de instalada a nova versão, a primeira coisa a fazer é atualizar as assinaturas dos repositórios, assim, execute a opção “Atualizar todas as chaves de repositórios” :

Isso é necessário porque ao executar o script pela primeira vez na época do lançamento do Karmic Koala muitos repositórios PPA estiveram fora do ar por causa do servidor keyserver.ubuntu.com, que era o responsável pela distribuição das chaves, o que acabou fazendo com que o script instalasse os repositórios, mas não pudesse instalar nenhum pacote dalí. Essas chaves eram instaladas uma única vez, por ocasião da inclusão dos repositórios, assim sem a oportunidade de instalar essas chaves novamente, muitos obtiveram insucesso na instalação de muitos aplicativos. Diante desse problema, criei essa opção para que o usuário tivesse a oportunidade de atualizar as chaves quando bem entendesse.

Eu modifiquei muitas tarefas no Ubuntu Perfeito, digamos que você tenha instalado uma das versões RC e tenha instalados muitas tarefas, o que acontecerá ? Voce não poderá aplicar as modificações que já fiz posterior a RC. Assim, recomendo executar a opção “Forçar este menu a mostrar todas as opções” no menu do Ubuntu Perfeito :

Assim, o menu reaparecerá de forma completa, incluindo as opções já executadas. Marque as opções que são importantes para você, e o script complementará a instalação das tarefas que anteriormente já estavam completas.

- Nesta nova versão, o remastersys voltou a aparecer. Mas foi com a condição de download e não de repositório. Minha preferencia era acrescentar o repositório do RemasterSys para que quando houvesse uma atualização você fosse notificado, mas como o repositório não possui assinatura e o autor ignorou minhas mensagens a respeito então essa foi a única solução, acrescentar o o remastersys por fazer o download e em seguida ‘dpkg -i’.

- Tema para MacOSX está no script, mas como eu tive muito problema com temas resolví desabilita-lo por enquanto. Até mesmo porque o GDM já não é o mesmo, o GRUB não é mais o mesmo, o Pidgin já foi substituído – sobraram-se apenas os temas GTK e os papeis de parede. Vou esperar mais instruções ou uma nova versão desse tema para aplicação no Karmic Koala.

O Link para download é :
https://sourceforge.net/projects/ubuntu-perfeito/files/

A versão completa deste script abre a oportunidade para criar uma remasterização do Ubuntu 9.10 + Script Ubuntu Perfeito aplicado (32 e 64 bits), estarei estudando com carinho essa possibilidade.

12 de novembro de 2009

RC do Ubuntu Perfeito para o Ubuntu 9.10 – Karmic Koala

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 16:10

É um RC (Release Candidate).
Com esse RC estou concluindo o script Ubuntu Perfeito para Ubuntu 9.10 (Karmic Koala).
A nova versão do Ubuntu praticamente sentenciou o script para ser 100% funcional apenas no Ubuntu 9.10. Nas versões anteriores, geralmente com o mesmo script eu conseguia matar 100% dois releases como por exemplo (8.04 e 8.10), mas as mudanças significativas que houveram entre a 9.04 e 9.10 impedem do script rodar em releases anteriores. Na realidade, não impedem, apenas algumas coisas não são instaláveis.

Algumas coisas tiveram de ser deixadas para trás por enquanto :
- O repositório para descarregar o Remastersys está sem assinatura, assim fica difícil eu incluir este repositório de forma automática. Contatei o autor, mas infelizmente não recebi ainda nenhuma resposta. Se há um repositório, então deveria haver uma assinatura para autenticação. Coloquei no script um download desse programa por URL, não é o ideal, porém muito mais seguro do que acrescentar um repositório não assinado e assim todos poderão usufruir do remastersys.
- Tema para MacOSX está no script, mas como eu tive muito problema com temas resolví desabilita-lo por enquanto. Até mesmo porque o GDM já não é o mesmo, o GRUB não é mais o mesmo, o Pidgin já foi substituído – sobraram-se apenas os temas GTK e os papeis de parede. Vou esperar mais instruções ou uma nova versão desse tema para aplicação no Karmic Koala.

O restante do script, houve acréscimos de poucas coisas, praticamente as tarefas são as mesmas do script anterior.

O Link para download é :
https://sourceforge.net/projects/ubuntu-perfeito/files/

Uma nova opção foi acrescentada para importar as chaves de autenticação de repositórios, muita gente que teve problemas com o servidor keyserver.ubuntu.com tá sem a chave, e sem a chave muitos repositórios serão ignorados e os pacotes em suas tarefas não serão instalados.

Algumas pessoas estão ansiosas para ver o .ISO com o Ubuntu 9.10 + Script Ubuntu Perfeito aplicado, no entanto, não tenho certeza se farei isso novamente. Na vez anterior a título de cortesia me foi cedido o espaço para hosting e teria de tentar consegui-lo novamente, mas a parte realmente chata são pessoas que entopem minha caixa postal com mensagens irritantes achando que estou criando uma nova distro. Assim, não tenho tanta certeza de que criarei uma nova remasterização do Ubuntu 9.10.

MSSUDO ?

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 15:26

Pois é, começa a proliferar na internet a noticia de uma nova patente da microsoft :

http://patft1.uspto.gov/netacgi/nph-Parser?Sect1=PTO1&Sect2=HITOFF&d=PALL&p=1&u=/netahtml/PTO/srchnum.htm&r=1&f=G&l=50&s1=7,617,530.PN.&OS=PN/7,617,530&RS=PN/7,617,530

A patente acima datada recentemente (11/11/2009) descreve exatamente o comportamento do sudo.
É claro que seria necessário saber mais detalhes, mas não deverá ser chamada de SUDO, pois este já pertence a Todd Miller.

Teria a microsoft desistido de suas empírica soluções de segurança e seguir o modelo de elevações de permissão do sudo ?
Se você não sabe o que é o sudo, o Sudo (su “do”) permite que o administrador do sistema delegue autoridade a certos usuários e/ou grupos de rodar alguns/todos programas podendo definir até mesmo a sintaxe do comando que será permitida e todas essas operações são auditadas. Para maiores detalhes leia o artigo “O incompreendido sudo“.

11 de novembro de 2009

Como testar sua Webcam no Linux.

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 23:16

Muitos novatos queixam-se com razão de que no Linux não um painel de controle onde se possa testar um dispositivo tão comum nos dias de hoje, a webcam.

Na realidade, o programa para testar existe, porém não há atalho no sistema para ele.
Neste artigo vamos sanar este problema.
Primeiramente dê um ALT+F2 e execute :

gksudo gedit /usr/share/applications/gstreamer-properties.desktop

Você verá as seguintes linhas :

[Desktop Entry]
Name=Multimedia Systems Selector
Comment=Configure defaults for GStreamer applications
Exec=gstreamer-properties
Icon=gstreamer-properties
StartupNotify=true
Terminal=false
NoDisplay=true
Type=Application
Categories=GNOME;GTK;Settings;HardwareSettings;
X-GNOME-Bugzilla-Bugzilla=GNOME
X-GNOME-Bugzilla-Product=gnome-media
X-GNOME-Bugzilla-Component=gstreamer-properties
X-GNOME-Bugzilla-Version=2.28.1
X-Ubuntu-Gettext-Domain=gnome-media-2.0

Vê a parte em negrito ? Pois então substitua-a por :

NoDisplay=false

Eu também aproveitaria para traduzir os comentários no Atalho, substituindo essas linhas :

Name=Multimedia Systems Selector
Comment=Configure defaults for GStreamer applications

por :

Name=Seletor multimedia do sistema
Comment=Configure o padrão para as aplicações que usam o gstreamer

Salve e feche o editor de textos.
Pronto ! Agorá vá no menu do GNOME->Sistema->Preferencias e você verá um novo elemento “Seletor multimedia do sistema”, execute-o.

Você verá isso :
Gstreamer-audio

Com os botões acima, você poderá testar a exibição e captura do audio.
Obviamente também existe a guia [Video] :
Gstreamer-video

Acima, você encontra todos os controles necessários para testar dispositivos de entrada de video como webcams e TV de captura.
Dê uma atenção especial para o campo Plugin, pois existem dispositivos compatíveis com “Video for Linux 2 (v4l2)” ou “Video for Linux (v4l)”.

Escolhendo as opções “defaults” já seria o suficiente para testar minha webcam, mas vejamos o teste com “Video for Linux 2 (v4l2)” :
gstreamer-video-teste

Como pode ver (amo trocadilhos), é simples.
O gstreammer é ótimo para testar esses dispositivos de audio e vídeo, se você notar que não consegue pô-los para funcionar no gstreamer, é inútil tentar configurar Skype, aMSN e afins. Daí a importância do gstreamer !

Se é tão importante, porque ele vem oculto no menu do GNOME ?
Essa é uma boa pergunta, possivelmente os desenvolvedores esperassem que os programadores usassem os utilitários do gstreamer embutido em seus programas, algo que não aconteceu. Outra possibilidade é que esperassem que todos os usuários do Ubuntu executassem o “gnome-control-center” e então encontrar esse aplicativo tão importante :
gstreamer-painel-de-controle
Algo que também é pouco provável, já que o próprio “gnome-control-center” também não aparece no menu do GNOME – pelo menos no Ubuntu.

Para concluir, enfatizo a idéia de usar o gstreamer-properties antes de experimentarem configurar webcam em seus mensageiros instantâneos.

Um abraço a todos.

29 de outubro de 2009

Ubuntu Perfeito para o Ubuntu 9.10 – Karmic Koala

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 18:33

Ainda é uma versão BETA.
A principal diferença desta para as versões anteriores foi a quantidade de revisões nos nomes dos pacotes. Muitos pacotes deixaram de existir ou foram renomeados. Também o cuidado em avisar toda vez que houver a instalação de um pacote 32bits (é o caso do plugin Flash e Adobe Reader).

O Link para download é :
https://sourceforge.net/projects/ubuntu-perfeito/files/

Trata-se duma versão BETA, os prováveis erros que poderá encontrar é ausência de pacotes que o script tenta instalar, mas não conseguirá porque alguns pacotes mudaram de nome ou foram retirados, por exemplo, o Adobe Reader existia nos repositórios Ubuntu (repositório partner), mas no Karmic Koala não existe mais. Uma outra ausência são os temas, os temas Mythbuntu, Murrine, Nimbus e Aurora não existem mais. Algumas coisas eu já acertei, por exemplo, a falta do Adobe Reader nos repositórios me fez alterar o script para fazer o download diretamente do site da Adobe. Ainda estou procurando contornar a ausência dos temas mencionados, assim que o fizer, e considerar o script 100% pronto então retirarei a palavra “beta” do nome do pacote.

Aqueles que forem executar o script, atente-se de que este não é um bom momento para instalação de programas.
O servidor “keyserver.ubuntu.com” parece estar congestionado e isso se refletirá no script, pois vários pacotes atualizados são providos por repositórios PPA. Sem o “keyserver.ubuntu.com” não há como testar a autenticidade dos pacotes PPA e por isso eles não serão instalados.

16 de outubro de 2009

VirtualBox – o que você gostaria de aprender nele ?

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 11:57

Olá a todos,

Já havia recebido propostas para escrever livros técnicos em vários seguimentos, sempre as recusei.
Recentemente, fui convidado novamente para escrever um livro e, dessa vez concordei, acho que o ponto principal é que o Livro terá um valor popular e acessível a todos, tenho a expectativa de que a experiência será muito boa e por isso irei fazê-lo.

O Assunto a ser publicado será o VirtualBox, o programa que considero muito importante para aumentar a produtividade daqueles que precisam lidar com cenários diferentes usando o mesmo computador. A virtualização é verdadeiramente um novo paradigma.

Provavelmente o livro terá uma diagramação muito semelhante ao que uso no Blog, com textos e figuras ilustrativas.

Eu já tenho em mente sobre o que irei falar no livro, mas antes de submete-lo, gostaria de perguntar os leitores, o que gostariam de ver apresentado.

Não será um livro com tópicos muito avançados, pois a prerrogativa da editora é de que o Livro ajude também aos entusiastas de tecnologia, ou seja, um intermediário entre um “newbie” e um “guru”. Também não quero fazer as pessoas dormirem. :)

Vou reprisar a pergunta : O que gostariam de ver abordado neste livro sobre VirtualBox ?
Deixem seus comentários.

10 de setembro de 2009

Minha visão : O Firefox ideal

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 21:11

Para ter um Firefox ideal, preciso personalizar algumas coisas. Vou deixar registrado aqui no meu blog porque isso pode ser de interesse para outras pessoas também.

Firefox 3.5

Primeiramente, o Firefox tem de ser a versão 3.5.
Tem de ser instalado a partir dos repositórios porque a versão oficial mantida pela Mozilla só tem suporte para 32bits, e no meu caso, meu sistema é 64bits. Assim tenho de seguir estes procedimentos :

http://hamacker.wordpress.com/2009/08/19/firefox-3-5-direto-dos-repositorios-do-ubuntu/

Os procedimentos acima são longos porque inclui também o Backup e a instalação do idioma em português.

Flash

A instalação do flash divide-se em dois vértices, 32 ou 64 bits.
Se for 32bits, apenas devo executar :

sudo apt-get install flashplugin-installer

E o próprio sistema faz o resto.
Mas não posso executar o comando acima no ambiente 64bits porque será instalado o flash 32bits que só funcionará no sistema porque o mesmo comando automatizará a instalação de bibliotecas de compatibilidade (ia32-libs). Não acho instalar o flash 32bits seja o ideal para mim, assim executo este procedimento :

http://hamacker.wordpress.com/2009/09/08/plugin-flash-para-seu-ubuntu-64bits/

Dicionário em português

Eu gosto e utilizo o dicionário VERO tanto no Firefox como também no OpenOffice, visite a página a seguir :

http://www.broffice.org/verortografico/baixar

E instale-o também, não irá se arrepender.
Algo importante de ser mencionado é que em instalações onde há mais de um dicionário instalado, é necessário ativar o português/brasil recém instalado. Para realizar essa operação, vá a qualquer página da internet que permita a entrada de dados, pode ser uma caixa de textos curtos ou textos longos, clique então com o botão direito escolha ativar a opção Verificar Ortografia, após isso repita a operação, mas escolha o item de menu Idioma->Português – Brasil como voce pode ver na figura :

Complementos para o Firefox

Alguns complementos para o Firefox são tão importantes que simplesmente não consigo -na realidade não quero- usar o Firefox sem eles :

Fission

Uma barra de progresso unificada com a barra de URL, traz um aspecto bonito ao carregar páginas.

Flashblock

O único método que eu conheço para bloquear as animações em flash que flutuam na página atrapalhando a leitura.

ScreenGrab

Este também é o único método de salvar uma página de internet em formato .png ou .jpeg, mantendo todas as características. Endereço alternativo : http://www.screengrab.org/

Wired-Marker

É um complemento que permite marcar trechos interessantes do website que você estiver visitando. Associado ao ScreenGrab, você pode enviar para uma pessoa uma foto do site com trechos marcados ou simplesmente ter para você mesmo alguns trechos especiais que devam ser destacados numa próxima re-leitura. Endereço alternativo : http://www.wired-marker.org/en/

Read it later

Quando você está com pressa, mas vê um artigo muito interessante, o que faz ? Arrasta o link para seus favoritos, não é ? A maioria de nós faz isso, mas depois de um certo tempo a barra de favoritos fica desorganizada. Para suprir essa dificuldade existe a extensão ReaditLater, ela cria um contexto para cada artigo adicionado (url, painel, screenshots e popupmenu) dentro do firefox para você ler mais tarde, inclusive offline. No sítio há inclusive um vídeo demonstrando a forma de utiliza-lo.

Hide Menubar

Ferramenta para esconder Barra de Tarefas do Menu Principal automaticamente, pressione a tecla ALT para mostrar temporariamente o menu. Muito útil para ganhar espaço para navegação.

Hide Tabbar

Igual ao Hide MenuBar, a diferença é que dessa vez estamos falando das guias de páginas (tabs). Você tem de configurar o complemento antes de usa-lo. Voce pode ajusta-lo para auto-ocultar as guias quando o ponteiro do mouse se dirige ao topo da páginas e então as guias automagicamente se exibem ou então configurar combinações de teclas como CTRL+F11 (meu preferido) para exibi-las ou oculta-las a bel-prazer. Eu tenho o costume de deixar todas as guias ocultas por causa de bisbilhoteiros que gostam de desviar o olhar da página que tenho em aberto para olhar as guias que também estou demonstrando interesse.

NoSquint

Cansado de CTRL++ ou CTRL– para dar zoom nas páginas ? Pois é, este complemento coloca icones para Zoom-IN e Zoom-OUT de páginas. Ela não pratica Zoom apenas nos textos, mas em todos os elementos gráficos, mesmo assim voce pode dar zoom diferentes para texto e imagens. Após a instalação desse complemento, personalize sua barra de ferramentas colocando os icones de zoom-in, zoom-out e zoom-reset.

Gmail Manager

Quem possui contas no GMail e gosta de ser notificado quando novas mensagens chegam a sua caixa postal vai gostar desse complemento. Voce pode configurar várias contas e programar o período de verificações. Algo que difere este complemento de outros semelhantes é que ele pode – se configurado para tal – observar também os marcadores, isto é necessário porque alguns de nós aplicam filtros que faz com que mensagens nunca cheguem a entrar na caixa de entrada e sejam arquivados diretamente em marcadores.

Autofill Forms

Cansado de preencher o mesmo (ou semelhante) formulário diversas vezes ? Este complemento poderá lhe ajudar. Básicamente o que ele faz é memorizar campos de formulário como nome, endereço, etc… e quando o nome desses campos se repetem em outras páginas de internet você poderá preenche-los automaticamente. Você possui filtros para esse preenchimento automático, assim evitamos erros de preenchimento ou negar a automatização em determinados sites. Voce poderá obter uma melhor explicação nestes sites :
http://www.lednerd.com/2007/11/17/como-automatizar-o-preenchimento-de-formulrios-no-firefox/
http://autofillforms.mozdev.org/screenshots.html

Tema

Existem muitos temas para o Firefox, o que eu mais gosto é esse daqui :
A razão para o tema abaixo é que ele combinado com o complemento Hide Menubar torna o navegador bastante econômico com respeito a espaço para navegação. Veja :

https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/8782

Para ficar ainda mais econômico, vou até o menu Favoritos->Organizar Favoritos, uma janela aparecerá com todos os meus favoritos, então arrasto o item principal “Favoritos” para a barra de favoritos, assim com a barra de favoritos ativa tenho um botão que abre todos os favoritos sem um painel lateral.

Conclusão

Existem outros complementos que também utilizo, mas os que detalhei aqui são a base para o uso do Firefox.
A lista desses componentes podem ser encontradas também aqui :
https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/collection/hamacker
Você poderá assinar os “favoritos” no link acima e receberá novas atualizações de novos componentes acrescentados que forem acrescentados à lista.

8 de setembro de 2009

Plugin Flash para seu Ubuntu 64bits

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 13:46

Bem, se você usa ubuntu 64bits talvez não tenha reparado, mas os pacotes ‘flashplugin-nonfree’ e ‘flashplugin-installer’ que normalmente usamos para instalar o plugin flash em nosso sistema apenas instala o flash 32 bits e além disso também bibliotecas de compatibilidade para programas 32bits (ia32-libs e cia).
Se voce tivesse de instalar o plugin flash manualmente encontraria no site da adobe o plugin 64bits lá. Apenas ninguém empacotou-o ainda, mesmo no próximo release do Ubuntu (Karmic Koala) o flash ainda é 32bits, por isso vamos detalhar a instalação manual do Flash 64bits no Ubuntu :
1) Faça o download do flash 64 bits a partir de :

http://labs.adobe.com/downloads/flashplayer10.html

2) Descompacte assim :

cd /local/onde/descarreguei/o/flash
tar zxvf libflashplayer-10.0.32.18.linux-x86_64.so.tar.gz

3) Remova o flash que estiver instalado no seu sistema :

sudo apt-get remove --purge flashplugin-nonfree flashplugin-installer

4) Feche seu navegador.

5) Copie o plugin para o local designado :

sudo cp libflashplayer.so /usr/lib64/firefox-addons/plugins/

Inicie (ou Reinicie) seu navegador, e para saber se está realmente usando o novo flash visite este endereço :

http://www.adobe.com/software/flash/about/

Se uma animação mostrar a frase “Adobe Flash Player sucessfully installed” :

adobe-flash-about

Então parabéns, o plugin esta funcionando perfeitamente.

Uma outra forma de diagnosticar se o plugin está instalado é digitando na barra de endereços do Firefox “about:plugins”, e notar se aparecerá no resultado :
firefox-about-plugins

Tenho usado o plugin 64bits a algumas semanas e não presenciei nenhum problema fora do comum.

2 de setembro de 2009

Agendando tarefas no Ubuntu, usando o GNOME

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 16:30

Agendar tarefas no Ubuntu é coisa fácil.
Primeiramente instale o pacote “gnome-schedule”, ele está nos repositórios oficiais. Voce pode usar o Synaptic ou então executar o comando no terminal :

sudo apt-get install gnome-schedule

Agora vá no menu do GNOME->Aplicativos->Sistema->Sheduled Tasks :
criar uma agendamento

Você deve ter percebido que ele tá “meio” traduzido, isto é, traduzido pela metade.
Isso não tem muita importância, vá no botão novo e escolha :
- Recurrent task : Tarefas repetitivas, são aquelas tarefas que se repetem por um intervalo de tempo, por exemplo, a cada uma hora voce tem que executar um comando no seu computador ou notificar a si mesmo de que algo precisa ser realizado.
- One time task : Tarefa que só ocorrerá uma vez

Clique no botão “Novo” e a seguir o opção “Recurrent task “, a seguir defina uma descrição, um comando e o intervalo de repetição dessa tarefa :

propriedades do agendamento

Voce não pode usar comandos como “notify-send”, ou comandos que “echoam”, pois apesar do agendamento estar sendo feito no GNOME, os comandos acima estarão sendo executados no terminal. Para comandos ecoarem no ambiente gráfico é necessário usar a variavel DISPLAY, vamos a um exemplo que mostrará a hora certa do sistema :

Descrição : Hora Certa #1
Comando : DISPLAY=:0.0 /usr/bin/notify-send "$(date)"
Intervalo : a gosto.
Observação : O crontab aparentemente só executa as coisas sem as variaveis de ambiente, por essa razão o comando ‘date’ informa as horas com o padrão inglês.

Você sempre quis ter o relógio do Silvio Santos ? Sim, aquele que falava a hora certa a cada hora, pois então agora terá um, vamos a outro exemplo :

Descrição : Hora Certa #2
Comando : /usr/bin/espeak -v brazil "Hora Certa : `date +\%H_horas_e_\%M` minutos"&
Intervalo : depende do quanto chato você gosta de ser
Observação : O comando espeak não vem pré-instalado no Ubuntu.

Com isso, espero te ajudado alguns colegas que sentem a faltam dum agendador no seu ambiente Linux.

Advertência : Openoffice.org 3.1 através do repositório PPA.

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 14:22

Aqueles que estão fazendo a atualização do OpenOffice.org 3.1 através do repositório :

https://launchpad.net/~openoffice-pkgs/+archive/ppa

Estejam atentos, a versão 3.1 desse repositório contém um problema ao importar arquivos do msword que contém tabelas, sim, testei em algumas máquinas e as tabelas somem, algo que não ocorre com a versão oficial 3.0 presente nos repositórios do Ubuntu. Não sei se isso é um problema geral com a versão do Openoffice 3.1 ou apenas com o release contido no repositório PPA acima.

Assim, não recomendo a quem tenha de importar rotineiramente arquivos do msword, o upgrade para a versão OpenOffice.org 3.1.
O mesmo repositório já está preparando um upgrade para a versão OpenOffice.org 3.1.1 que talvez corrija esse problema, mas ainda não existe uma data para quando este release estará pronto.

19 de agosto de 2009

Firefox 3.5 direto dos repositórios do Ubuntu.

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 11:50

O Firefox 3.5 já se encontra nos repositórios do Ubuntu Jaunty, sua instalação é simples, porém para alguns de nós também problemática.
A razão dos problemas eu discuto durante a aplicação desse artigo, para citar apenas uma, o Firefox-3.5 tá somente no idioma em inglês, mas o artigo consertará isso.

Se você seguir as dicas que irei lhe passar, a migração para o Firefox-3.5 será tranqüila e indolor.

Primeiramente, não tente instalar o Firefox 3.5 diretamente pelo Synaptic sem tomar algumas precauções. Seja mais cauteloso e siga os procedimentos que detalho a seguir.

Backup do seu Firefox atual

Visite e instale o complemento que há nessa página :

https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/2109

Trata-se dum complemento para o Firefox chamado F.E.B.E, uma ferramenta de backup para o seu Firefox que é capaz de realizar o backup de suas senhas, formulários, pesquisa, cookies, complementos, temas, … enfim tudo o que você possui no firefox hoje. A utilidade dele é imensa : guardar seu backup para voce restaura-lo num momento de sinistro, transportar sua configuração para outra máquina com o Firefox instalado ou no nosso caso fazer uma migração tranquila para versões posteriores do Firefox.

Instalou o FEBE e reiniciou o Firefox ?
Vá em Ferramentas->Febe->Opcoes do Febe, e acerte o diretorio de destino do backup :
Febe : Destino do backup

Clique no botão “Opções” :

Selecione o tipo do backup como “seletivo” e em itens Adicionais marque apenas os itens que tem importância para você :
Itens adicionais para backup

Não vale muito a pena marcar tudo porque nós vamos migrar a versão do Firefox e não temos certeza absoluta que os temas e as extensões (complementos) serão compatíveis.

Depois, clique no botão [OK].

Agora, vamos ao Backup vá ao Menu Ferramentas->Febe->Executar Backup e se tudo ocorreu como planejado, na pasta que você indicou como destino do backup haverão os seguintes arquivos :
Arquivos de backup gerado pelo FEBE

Tendo garantido que os arquivos de backup estão OK, então prosseguimos.

Lençóis limpos para o novo Firefox


A profile anterior do Firefox deverá ser eliminado antes de usar o novo Firefox, isso fará com que a nova versão recrie uma profile limpinha. Nesse instante, se você estiver usando o Firefox para ler esta página deverá gerar uma impressão dela em formato PDF para seguir as novas instruções pois temos de fechar o Firefox para eliminar sua profile :
Criando um PDF deste artigo.

1..2…3…4…5… Já fechou o seu Firefox ? Está seguindo as instruções através do leitor de PDF ?
Então tá, vá até o Terminal (Aplicativo->Acessórios->Terminal) e execute o comando :

cd ~/.mozilla
~/.mozilla$ ls -1
extensions
firefox

O Firefox 3.5 criará uma pasta independente chamada de ‘firefox-3.5′ e depositará toda sua estrutura nova (incluindo as profiles) alí. Mas a verdade é que até que eu eliminasse a pasta ‘firefox’ eu simplesmente não conseguia fazer o firefox 3.5 funcionar, sempre reclamando com uma tal de instrução chamada XUL num arquivo XML e capotando no final. Por isso eu recomendo executar o seguinte comando :

mv firefox firefox.old

Aparentemente se houver a pasta ‘firefox’, o Firefox-3.5 reutiliza algumas de suas configurações ou as copia para sua nova estrutura e tenho a impressão que dependendo de algumas circunstancias ou combinações de fatores não consegue as utilizar e capota no final. Assim renomeamos a pasta ‘firefox’ para ‘firefox.old’ para o Firefox-3.5 estrear sua aparição sem erros.

Instalando o Firefox-3.5

Ainda no Terminal (Aplicativo->Acessórios->Terminal) execute o comando :

sudo apt-get install firefox-3.5 firefox-3.5-gnome-support

Pronto !
Agora vá em Menu->Aplicativos->internet->e…. uai cadê o Firefox 3.5 ?
Pois é, ele mudou de nome, agora chama-se “Shiretoko Web Browser”, execute-o.
Possivelmente mudou de nome para não criar encrenca com a fundação Mozilla que deseja que apenas pode chamar-se Firefox compilações a partir do original sem nenhuma modificação.
Agora já pode apontar o seu navegador para esse post (http://hamacker.wordpress.com/2009/08/19/firefox-3-5-direto-dos-repositorios-do-ubuntu/) e ler o restante das instruções.

Instalando o idioma em português

Aponte seu Shiretoko, ops, Firefox-3.5 para :

http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/firefox/releases/3.5.2/win32/xpi/

E instale o pacote ‘pt-BR.xpi’ :
Firefox 3.5 - instalando o idioma portugues
Reinicie o Firefox-3.5.

Restaurando o backup

Instale novamente o FEBE e configure-o conforme já explicando, mas não faça nenhum backup. O que iremos fazer agora será a restauração dos arquivos anteriores.
Vá no menu Ferramentas->FEBE->Restaurar->[Item de seu backup] e restaure item por item do que você pediu para fazer uma cópia de segurança no inicio desse artigo. Se você marcou 5 itens então serão 5 vezes que terá de ir até o menu Ferramentas->FEBE->Restaurar->[Item de seu backup] , é uma restauração de cada vez.
O interessante dessa restauração é que ela já se torna funcional assim que é aplicada, isto é, assim que restaura qualquer dos itens não é preciso reiniciar o Firefox e os novos dados (favoritos, cookies, senhas,…) já estarão funcionando.

E o Firefox anterior ?

O Firefox anterior (3.1) continuará instalado e funcionando e sinceramente não recomendo a sua remoção.
Depois de você constatar que o Firefox 3.5 está plenamente funcional, isto é, com todos os seus itens importantes restaurados e funcionais então vá ao terminal e execute :

cd ~/.mozilla
~/.mozilla$ ls -1
extensions
firefox.old
firefox-3.5

Se voce notar que além da pasta ‘firefox.old’ já existe uma ‘firefox’, é porque você de forma rebelde executou o firefox antigo que por sua vez recriou a pasta ‘firefox’, neste caso, elimine-a :

rm -fR firefox

Agora sim, renomeie novamente a pasta ‘firefox.old’ para ‘firefox’ :

mv firefox.old firefox

Sim, agora voce tem o Firefox 3.1 do jeito que era antes e… o novo Firefox-3.5 (Shiroko Web Browser).

Conclusão

A instalação do Firefox-3.5 não remove o Firefox anterior. Na realidade, não recomendo que você remova o Firefox anterior, pois nunca se sabe quais dependências você poderá eliminar junto.
Mas recomendo que você atualize os atalhos que possuir nos paineis do GNOME onde houver o Firefox antigo para apontar para novo Firefox e aos poucos de usar o Firefox antigo.

15 de agosto de 2009

Quer fazer seu próprio programa de backup ?

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 1:09

Se voce gostaria de fazer seu próprio programa de backup usando scripts, mas faltava um pouco de orientação, bem, posso te ajudar.
Eu escrevi o script que é bem básico que poderá lhe servir de base para scripts maiores.
O script abaixo foi criado porque eu desejava fazer um backup que mantivesse as estruturas originais das pastas copiadas e realizasse apenas a compactação dos arquivos individualmente. Pode parecer estranho, mas o que eu queria era :
Fazer backup de :

/home/fulano/planilhas/compras.xls
/home/fulano/textos/poesias/minha-esposa.doc
/home/fulano/musicas/mp3/testando-minha-voz.mp3

E ele fosse parar na minha unidade de destino assim :

/media/usbdisk/home/fulano/planilhas/compras.xls.gz
/media/usbdisk/home/fulano/textos/poesias/minha-esposa.doc.gz
/media/usbdisk/home/fulano/musicas/mp3/testando-minha-voz.mp3

Ou seja, compactasse apenas arquivos e não pastas inteiras.
O problema de compactar pastas inteiras num .tar.gz, é que dependendo do tamanho da pasta cria-se um super-gigante-tar.gz e com isso alguns empecilhos na hora de restaurar ou enviar para uma mídia de DVD. Procurei algum programa que fizesse isso, mas infelizmente não achei nenhum e então tive de criar esse script.
A ideia do script é simples, compactar apenas os arquivos na hora de copia-lo para unidade de destino, porém mantendo a mesma estrutura de pastas de seu local de origem. Já que seria feito um script para isso, então não custaria acrescentar a possibilidade de compactar apenas arquivos que valem a pena, sim, não existe vantagens (na minha opinião) de compactar arquivos que já sofreram algum tipo de compactação, por exemplo, arquivos .mp3/.avi/.mp4/.zip/.rar/etc… e de praxe não enviar para backup arquivos que sabemos antecipadamente são temporários.

O SCRIPT


Na realidade, vou parar de colar codigos longos no WordPress porque simplesmente não funciona, então eu colei o script neste link :
http://pastebin.com/f65651973

VANTAGENS E DESVANTAGENS


Há ferramentas de backup muito melhores do que este modesto script, no entanto, o script foi feito porque necessitava das funcionalidades que mencionei acima. Por isso, algumas vantagens :
- Backup mais rápido por selecionar compactar apenas o que pode ser compactado.
- Restauração rápida, na realidade é só encontrar o arquivo que necessita e copia-lo de volta para o disco.
- Menores chances de corrupção de arquivos em mídias como CDROM porque todos os arquivos são compactados individualmente, e não um super-big-arquivo compactado, onde um bit corrompido pode comprometer todo o restante.

Mas há desvantagens também :

- Método de compactação menos eficiente com arquivos menores que o tamanho do cluster do disco, se um cluster tiver 4K e o arquivo compactado tiver 1K, ocupa-se 4K no disco, epa ! não fui eu que criou essa regra falha de armazenamento de arquivos. No tópico a seguir eu falo a respeito disso.

COMPACTAR PASTAS OU ARQUIVOS INDIVIDUAIS, eis a questão ?

Como foi dito, compactar arquivos individuais traz um problema, arquivos muito pequenos embora possam ser compactados em 50%, seus bytes armazenados podem corresponder a capacidade do tamanho do cluster do disco.
Por isso, quando se compacta pastas inteiras, o tamanho de armazenamento será melhor, para exemplificar melhor:
- Temos 100 arquivos de 4K, vamos aplicar uma compactação de 50%, resultado ? 200K, certo ? Sim e não. Se o tamanho do cluster for de 4K, isso indica que não posso ter arquivo menor de 4K porque ele continuará a ocupar 4K, então se o arquivo tiver o tamanho final de 2K, será 4K o espaço alocado. Existem filesystem que fazem subalocação de cluster, mas nem FAT/NTFS/EXT fazem isso. Nossa compactação então foi nula, porque embora reduzissemos cada arquivo individualmente para 2K eles continuarão a ocupar 4K. Pense numa pasta cheia de arquivos GIFs bem pequenos, pois é, já viu o tamanho do problema.

Por essa razão compactar pastas inteiras é uma solução melhor, embora possa apresentar maiores riscos de corrupção. Como estamos falando de BACKUP, na maioria dos casos pode-se abrir mão duma melhor compactação em detrimento de maior segurança.

PORQUE UM SCRIPT ?

Porque num script pode-se personalizar uma instrução de backup.
Posso acrescentar montagens especiais de discos tanto na origem como no destino, evitar erros de operação antecipando-os e se o procedimento de backup mudar eu posso mudar o script.

Voce verá no script que num instante posso alterar a compactação individual de arquivos, por uma compactação por pasta. Posso trocar a compactação zip por gzip ou por 7zip. Enfim, flexibilidade.

Vamos a um exemplo, se voce olhar o script de perto verá que foi usada a função “do_copy” que faz a cópia dos arquivos de um lugar para o outro, vamos substituir a função “do_copy” por outra “do_copy_7z” que ao invés de copiar arquivos individualmente, compactará a pasta. É dessa flexibilidade que estou falando.

CONCLUSÃO


O script é apenas um exemplo para voce aprender a criar sua própria ferramenta de trabalho.
A vantagem do script é que voce pode modularizar e personalizar a solução do problema.
Pode começar com um script menor e caminhar para um script maior.

Podem curti-lo a vontade.
Se tiverem dúvidas, procurem uma lista de discussão adequada, não costumo responder mensagens de programação no blog.

12 de agosto de 2009

Que tal um ‘biscoito de mensagem’ a cada login no seu sistema ?

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 9:20

Sei que toda segunda-feira acordamos muito animados para ir trabalhar.
Mas você sabia que nem todas as pessoas são assim ?
Pois é, algumas pessoas para relaxar neste dia (e todos os outros) precisam meditar, refletir, encontrar o seu centro de equilíbrio. Esse relaxamento pode vir através dum estimulo visual, uma conversa entre amigos e em casos especiais espancamento gratuito (físico ou verbal) de objetos, pessoas e animais.
Temendo que o último item para relaxar torne-se cada vez mais comum, vou dar minha contribuição, que tal se ao logar-se no seu sistema aparecesse uma mensagem bem humorada ou para refletir ? Um exemplo :
Texto para o dia

A mensagem acima é produzida com um software chamado ‘fortunes’ que foi traduzido para o português como ‘biscoito da sorte’. O ‘fortunes’ é uma coleção de textos curtos a partir de várias fontes, que vão de provérbios às citações da literatura de clássicos.
A instalação desse programa é simples.

INSTALAÇÃO


Primeiramente vá até o Synaptic (Sistema->Administração->Gerenciador de pacotes Synaptic), no painel de busca rápida digite ‘fortune’ e em seguida marque os seguintes pacotes :

* fortunes
* fortunes-br
* fortune-mod

E então aplique a instalação :
Instalando o fortunes via Synaptic

O SCRIPT


O programa foi instalado ?
Se sim, então vamos prosseguir. Agora precisamos criar um pequeno script que faça a exibição do texto em nossa tela. Dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /usr/bin/texto-para-refletir.sh” e cole o seguinte conteúdo :

#!/bin/bash
# Texto para reflexao
zenity --info --title "Texto para refletir :" --text "$(/usr/games/fortune /usr/share/games/fortunes/brasil)"&

Salve o arquivo e feche o editor.

Voce vai ter que dar permissão de execução ao script recém-criado, vá no terminal (Aplicativos->Acessórios->Terminal) e execute :

sudo chmod a+x /usr/bin/texto-para-refletir.sh

Pode fechar o terminal agora.

O ATALHO PARA A INICIALIZAÇÃO DO SISTEMA


Se você quer que um texto apareça na inicialização do sistema, então temos de criar um atalho para o nosso script no local certo. Novamente dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /etc/xdg/autostart/texto-para-refletir.desktop” e cole o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
Type=Application
Name=Texto para refletir
Exec= /usr/bin/texto-para-refletir.sh
Icon=system-run
Comment=Texto para refletir
Name[pt_BR]=Texto para refletir
Comment[pt_BR]=Texto para refletir
X-GNOME-Autostart-enabled=true


Salve o arquivo e saia do editor.

O TESTE


Voce poderá testar de duas formas, uma delas é dando um ALT+F2 e executando o comando “texto-para-refletir.sh” :
Testando nosso script
Se aparecer uma janela como a exibida acima, então o script está funcionando perfeitamente.
O outro teste é fechar o login do seu sistema e refazer o login, ao logar-se uma nova mensagem irá aparecer.

CONCLUSÃO


O ‘fortunes’ é apenas um passa-tempo, uma descontração. Ele não possui mensagens misticas do tipo ‘hoje é seu dia da sorte’ ou ‘ótimo dia para iniciar um relacionamento’, em outras palavras, textos de aplicação ampla para controlar a vida das pessoas.
As instruções que detalhei servem para qualquer distribuição, obviamente o modo de instalar os pacotes podem diferenciar-se em cada uma delas, se você não usa o Ubuntu apenas atente-se que deve instalar o pacote ‘zenity’.
A pasta de inicialização de programas (/etc/xdg/autostart/) é obedecida por todos os ambientes gráficos compatíveis com a especificação da FreeDesktop.org e isso inclui o GNOME e KDE.

11 de agosto de 2009

Como fazer um backport de um pacote para o Ubuntu

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 10:56

Vezes ou outras precisamos usar programas cujas versões adiantadas não estão em nosso repositório. A alternativa mais atualizada pode estar em código fonte, repositório de terceiros ou em repositórios oficiais de versões futuras do Ubuntu ou Debian. Compilar a partir do código fonte é uma excelente alternativa…para nerds ! Se existe um repositório – que seja confiável – e que ainda por cima forneça o código fonte… então usemos !

A alternativa de usar um pacote de uma versão posterior à sua distro é chamada de backport, por exemplo, o pacote dia-gnome ( Editor de Diagramas) está na versão 0.96 no Ubuntu Jaunty 9.04. Mas se olharmos a próxima versão do Ubuntu, a Karmic, veremos que lá a versão encontra-se na 0.97. Não é apenas uma questão de pegar o pacote .deb da Karmic e instalarmos no Jaunty, pois pode haver dependências que impeçam a sua instalação, ou pior, que você consiga instalar, mas quebre o sistema de pacotes. Em poucas palavras só podemos instalar pacotes que foram previamente adaptados a nossa distribuição e versão.

Quando queremos fazer uso de um pacote que está em versões futuras de nossa distribuição Ubuntu, precisamos fazer o que é chamado de ‘backport’. Que corresponde a compilar os fontes e gerar novos pacotes para a versão de distribuição que estou usando, claro que de uma forma automatizada, tão automatizada que não precisa ser feita por programadores. Esse recurso de ‘backport’ não é exclusividade do Ubuntu, na realidade ele existe e funciona para qualquer distribuição baseada em debian e é muito simples.

Como exemplo, vamos usar o próprio pacote ‘dia-gnome’. O ‘dia-gnome’ versão 0.97, não existe nos repositórios atuais, porém existe nos repositórios futuros. A primeira etapa é saber qual é o nome da próxima versão do Ubuntu, qual ? KARMIC KOALA ! Mas todo repositório tem um nome forte, qual seria o nome forte para Karmic Koala ? Uma boa dica é listar o endereço do repositório, isto é :

http://archive.ubuntu.com/ubuntu/dists/

Assim, notaremos que o nome forte usado pelos repositórios para Karmic Koala é ‘karmic’, assim, dê um ALT+F2 e execute :

"gksu gedit /etc/apt/sources.list.d/backport.list"

e cole o seguinte conteúdo :

deb-src http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ karmic main restricted universe multiverse

Perceba que iniciando a linha com deb-src voce está se referindo apenas a repositório de código fonte de programas, e não para binários que geralmente estão prontos para instalação.
Você notou que usamos o nome karmic ? Sim, este é o novo nome da próxima versão do Ubuntu.
Depois de colado o texto, salve o arquivo e feche o editor.
Vá até o prompt (Aplicativos->Acessórios->Terminal) e execute :

sudo apt-get update

Assim você atualizará a lista de repositórios, incluindo o indice de repositório para código fonte de programas, quando estiver concluído, a ferramenta APT saberá que pacotes você poderá compilar diretamente em seu sistema e o melhor : de forma automatizada.
O próximo comando é avisar ao sistema que você pretende compilar o pacote 'dia-gnome' e que é para instalar as dependências necessárias para compila-lo :

sudo apt-get build-dep dia-gnome

O comando acima verifica e instala todas as dependências necessárias para compilar o pacote dia-gnome.
O próximo passo é descarregar o código fonte do programa dia-gnome, então temos de criar um diretório para receber o código fonte, execute o comando :

mkdir -p ~/dia
cd ~/dia

O sinal de '~' é um atalho para /home/fulano que é seu diretório pessoal. Em geral, eu criaria uma pasta em /usr/src, mas isso requiriria usar outros comandos, mas o processo de backport é tão simples que não vale esse esforço a menos que você seja um exímio programador e queira depositar também suas alterações pessoais e mantê-las.
O próximo comando será :

sudo apt-get -b source dia-gnome

Esse comando automaticamente descarrega os fontes, compila e gera os pacotes binários .deb, cada programa será compilado para a plataforma que estiver usando, em algumas oportunidades poderá ganhar performance. O intuito desse artigo é apenas mostrar o básico, mas há variáveis de compilação que se trocadas podem dar uma turbinada no aplicativo que pretende recompilar, o pacote 'mplayer' por exemplo é um dos programas que podem ser otimizados.
A compilação e geração dos binários pode demorar, eu não aconselho por exemplo fazer backport de programas como Mozilla Firefox ou OpenOffice, eles demoram muito e no geral repositórios PPA (repositórios pessoais de terceiros) já o possuem.
Quando tiver terminado a compilação e geração de pacotes o seguinte aviso será fornecido :

(...)
dpkg-deb: construindo pacote 'dia-libs' em '../dia-libs_0.97-2_i386.deb'.
dpkg-deb: construindo pacote 'dia' em '../dia_0.97-2_i386.deb'.
dpkg-deb: construindo pacote 'dia-gnome' em '../dia-gnome_0.97-2_i386.deb'.
dpkg-genchanges -b >../dia_0.97-2_i386.changes
dpkg-genchanges: somente-binário upload - não inclui alguns codigo fonte
dpkg-buildpackage: enviar apenas binários (fontes não inclusas)

Isso indica que os pacotes foram criados, veja :

ls -l *.deb
-rw-r--r-- 1 root root 194976 2009-08-11 09:16 dia_0.97-2_i386.deb
-rw-r--r-- 1 root root 5726802 2009-08-11 09:15 dia-common_0.97-2_all.deb
-rw-r--r-- 1 root root 195336 2009-08-11 09:16 dia-gnome_0.97-2_i386.deb
-rw-r--r-- 1 root root 834492 2009-08-11 09:16 dia-libs_0.97-2_i386.deb

A vantagem de compilar usando o sistema de backport em detrimento do tradicional './configure;make;make install' é TOTAL. Compilando de maneira tradicional os fontes você tem que se habituar a saber quais bibliotecas são necessárias, alterar prefix dos programas, se preocupar com que os binários gerados não interfiram em outros programas, etc... Com o backport você mantém o gerenciamento de pacotes intacto, transporta os arquivos *.deb para onde quiser.

Uma preocupação que você deve ter antes de instalar novos os pacotes provenientes de backports em seu sistema acima é saber se precisará remover os atuais que já estiverem instalados. Quase sempre a atualização é substitutiva e não há nada com que se preocupar. Eu tenho um esquisito comportamento de sempre que eu ver um pacote "-common.deb" de remover o programa inteiro antes de instalar o novo, desculpa, mas isso é uma autodefesa adquirida de experiências passadas, assim ao ver o pacote "dia-common_0.97-2_all.deb" na relação é quase automático eu executar também :

sudo apt-get remove dia*

Raramente acontecem problemas, mas ao instalar o novo 'dia', o APT interrompeu a instalação porque um arquivo de outro pacote (imagination) iria também ser substituído, veja :

(...)dpkg: erro processando dia-common_0.97-2_all.deb (--install):
tentando sobrescrever '/usr/share/icons/hicolor/icon-theme.cache', que também está no pacote imagination

Que chato ! O arquivo '/usr/share/icons/hicolor/icon-theme.cache' existem nos dois pacotes, que coincidência incrível, o que fazer ?
No caso de substituição de arquivos sem importância eu posso usar o parâmetro --force-all no dpkg, ou então remover o pacote supracitado.
Eu prefero usar --force-all nessa situação :

sudo dpkg -i --force-all *.deb
Selecionando pacote previamente não selecionado dia.
(Lendo banco de dados ... 257148 arquivos e diretórios atualmente instalados).
Desempacotando dia (de dia_0.97-2_i386.deb) ...
Preparando para substituir dia-common 0.96.1-7.1 (usando dia-common_0.97-2_all.deb) ...
Desempacotando substituto dia-common ...
Selecionando pacote previamente não selecionado dia-gnome.
Desempacotando dia-gnome (de dia-gnome_0.97-2_i386.deb) ...
Preparando para substituir dia-libs 0.97-2 (usando dia-libs_0.97-2_i386.deb) ...
Desempacotando substituto dia-libs ...
Configurando dia-common (0.97-2) ...
Configurando dia-libs (0.97-2) ...
Processando gatilhos para doc-base ...
Processing 1 changed doc-base file(s)...
Registering documents with scrollkeeper...
Configurando dia (0.97-2) ...
Configurando dia-gnome (0.97-2) ...
Processando gatilhos para man-db ...
Processando gatilhos para menu ...

Para ter certeza de que nenhum programa merecido ficou de fora :

sudo apt-get install -f

Agora usufrua o fruto do seu labor :

dia-gnome --integrated

Nova interface do programa dia.

O programa 'dia' foi apenas um exemplo para a realização do backport, escolhi-o propositalmente porque com ele possuiria conflito de arquivos e pacotes "comuns" (pacote-common.deb), assim o 'dia' seria um exemplo mais complexo do que seria com outros pacotes. Com isso em mente, você pode repetir a mesma ideia para qualquer outro pacote. Os procedimentos são praticamente os mesmos para qualquer distro baseada em Debian, apenas muda a linha deb-src no arquivo sources.list de sua distribuição.

Se precisar instalar a nova versão do 'dia' para outro computador, não precisa repetir todo esse artigo, apenas leve os arquivos *.deb para a outra máquina e instale-os.

Por enquanto é só, vida longa e próspera a todos.

6 de agosto de 2009

Notepad++ no Linux

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 15:21

Notepad++ é um editor de textos com vários recursos de edição. É um programa muito popular para Windows (e somente para ele) que substitui com muitas honrarias o patético notepad.exe da Microsoft. O Notepad++ além de ser um software livre, é um editor de texto muito bom.
O único problema até então é que só há versão dele para Windows.

PROBLEMA :

Muitos usuários avançados tem de editar arquivos como batchfiles, arquivos de configuração, scripts cmd/wsh/vbs e tantos outros tipos de arquivos oriundos do Sistema Operacional Windows. Se for usar o sistema operacional Linux não pode usar qualquer editor, pois o editor escolhido tem que saber lidar com o fato de que dependendo da versão do Windows não poderá usar UTF-8, além disso, arquivos textos compatíveis com o Windows tem o final de linha (EOL) diferente dos arquivos Unix, o editor escolhido portanto tem que saber lidar com essa dificuldade automaticamente ou o arquivo quando for transferido para o sistema Windows estará corrompido causando diversos problemas. É verdade que temos muitos editores de textos que são bons, mas nem todos lidam com esse problema automaticamente, sendo necessário antes de começar a edição identificar se o arquivo será ANSI ou UTF-8, Tabs ou espaços, Final de Linha (EOL) do tipo Unix ou DOS antes de começar a edição. Portanto, não é tão fácil quanto parece.

SOLUÇÃO :

A solução para quem usa e está familiarizado com seu editor de textos no Linux é continuar com o seu editor preferido, por exemplo, o kate (editor de textos padrão do KDE) sabe lidar com maestria os arquivos textos provenientes do Windows. Portanto, se está familiarizado com um editor de textos e ele funciona para você então use-o.

Uma outra solução é usar o Notepad++ para editar seus arquivos de Windows ou até mesmo arquivos no Linux, assim você contará com o mesmo editor em ambos os sistemas. Se estiver interessado nessa solução, o restante do artigo é para você.

INSTALANDO O NOTEPAD++ :

1. Instale o WINE em seu sistema. Preferencialmente a ultima versão disponibilizada em www.winehq.org
2. Crie uma pasta chamada “notepad++” na sua pasta pessoal $HOME.
3. Descarreque a ultima versão de instalação do notepad++ na recém pasta criada, ficando mais ou menos assim :

/home/fulano/notepad++/npp.5.4.5.Installer.exe
(troque “fulano” pelo seu login)

4. Vá para a linha de comando (Aplicativos->Acessórios->Terminal) e execute os comandos :

cd /home/fulano/notepad++
export WINEPREFIX="/home/fulano/notepad++"

O comando [export WINEPREFIX="/home/fulano/notepad++"] seta a localização de onde eu desejo que o wine crie sua estrutura virtual para receber os aplicativos Windows. Esse comando objetiva não atrapalhar outras instalações que você tenha e que também usa o WINE.
Algo que atrapalha um pouco no WINE é que ele não acompanha as fontes com cantos arredondados conhecidas como “FontSmoothing” no Windows, forçando-nos a habilita-las através do recurso de edição de registro, por essa razão, dê um ALT+F2 no seu GNOME e execute “gedit /home/fulano/notepad++/fontes-melhores.reg” e cole o seguinte conteúdo :

REGEDIT4

[HKEY_CURRENT_USER\Control Panel\Desktop]
"FontSmoothing"="2"
"FontSmoothingType"=dword:00000002
"FontSmoothingGamma"=dword:00000578
"FontSmoothingOrientation"=dword:00000001

Deixe seu arquivo exatamente como tem visto acima, remova espaços em branco do lado esquerdo se eles aparecerem no ato de colar. Depois apenas salve o arquivo acima e feche o editor.
Ainda estando no Terminal e no mesmo diretorio notepad++, execute o arquivo recém criado da seguinte forma :

regedit fontes-melhores.reg

Isso habilitará as fontes com uma aparência razoável dentro do WINE.
Ainda estando no Terminal e no mesmo diretorio notepad++, vamos iniciar a instalação com o comando :

wine npp.5.4.5.Installer.exe

O instalador perguntará qual o idioma desejado, você seleciona o português (Brasil) :
Escolha o idioma durante a instalação
Depois siga o processo convencional conhecido como NNF (Next->Next->Finish) :
Instalação do tipo NNF (Next->Next->Finish)
No final da instalação, ele estará pronto para ser executado, até mesmo um atalho é criado na sua área de trabalho.
Mas queremos mais, vamos criar nosso próprio script de carregamento do Notepad++, assim poderemos associar certos tipos de arquivos ao script. Dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /usr/bin/notepad-plus.sh” e cole o seguinte conteúdo :

#!/bin/bash
export WINEPREFIX="/home/$USER/notepad++"
wine "$WINEPREFIX/drive_c/Arquivos de programas/Notepad++/notepad++.exe" $@
unset WINEPREFIX

Ainda estando no Terminal, execute :

sudo chmod a+x /usr/bin/notepad-plus.sh

Prontinho, qualquer tipo de arquivo que for querer usar o notepad++ bastará associar com o script /usr/bin/notepad-plus.sh :
Associando tipos de arquivos ao Notepad++

Se quiser criar um atalho de menu para o Notepad++, dê um ALT+F2 e execute “gksu gedit /usr/share/applications/notepad_plus.desktop” e cole o seguinte conteúdo :

[Desktop Entry]
Name=Notepad++ Editor de Textos
Comment=Notepad++ Editor de Textos
Exec=/usr/bin/notepad-plus.sh %U
Terminal=false
Type=Application
StartupNotify=true
MimeType=text/plain;
Icon=accessories-text-editor
Categories=GNOME;GTK;Utility;TextEditor;

Salve o arquivo acima e saia do editor.

O atalho acima aparecerá para todos os usuários do sistema no menu “Aplicativos->Acessórios”, no entanto, só funcionará para os usuários que instalaram o notepad++ na sua pasta pessoal $HOME.

VANTAGENS :
Para quem já usava o notepad++ no Windows traz um certo conforto.
Permite a edição de arquivos remotamente usando o gvfs do gnome (Menu Locais->Conectar ao Servidor).
O software é livre e um bom programa.

DESVANTAGENS :
Falta de integração com o GNOME, você não poderá usar os marcadores do gnome na janela de dialogo de abertura de arquivo ou salvar impressão no formato PDF/PS que é um recurso da janela de impressão que qualquer aplicativo integrado ao GNOME.

CONCLUSÃO :
Não estou incentivando ninguém a usar um ou outro editor, fica a receita para experimentar o notepad++ no Linux apenas para quem quiser ou sabe do que se trata. Um abraço a todos.

24 de julho de 2009

Nmap 5, como instalar no Ubuntu ?

Arquivado em: ubuntu — hamacker @ 14:22

Todo administrador de sistemas e hacker já deve saber que o nmap já está na sua mais nova versão, a versão 5.
Essa nova versão tá recheada de novos recursos, uma delas é que agora o nmap inclui um front-end gráfico oficial chamado “Zenmap” de onde pode se executar as mais formidáveis sintaxes do nmap e analisar seu resultado. Só tem um problema, qual ?
Ainda não está disponível nos repositórios do Ubuntu ! Nem mesmo para backport da versão seguinte a Koala. Claro que essa situação é provisória, dentro de pouco tempo começará a popular a nova versão do nmap.
No site oficial estão disponíveis apenas executáveis para Windows, pacotes .rpm e sources.
Não é nenhum complicador recompilar os fontes, mas existe um caminho mais fácil : converter os pacotes rpm para .deb e por fim instala-los. Vamos a um passo a passo.
Voce vai precisar visitar a página :

http://nmap.org/download.html

E descarregar os seguintes arquivos :

i386 Nmap RPM: nmap-5.00-1.i386.rpm
i386 Ncat RPM: ncat-5.00-1.i386.rpm

Ou se seu sistema for 64 bits :

x86-64 (64-bit Linux only!) Nmap RPM: nmap-5.00-1.x86_64.rpm
x86-64 (64-bit Linux only!) Ncat RPM: ncat-5.00-1.x86_64.rpm

E por fim, o arquivo :

Optional Zenmap GUI (all platforms): zenmap-5.00-1.noarch.rpm

Tendo descarregado todos os arquivos numa determinada pasta, então vá ao prompt e execute o seguinte comando para remover o antigo nmap :

sudo apt-get remove nmap

Isso fará remover também os pacotes ndiff e nwatch, não se preocupe, depois de instalar o novo nmap você poderá voltar a instala-los.

Tendo removido o antigo nmap, instale o pacote ‘alien’, ele é o programa que converterá os pacotes .rpm para .deb :

sudo apt-get install alien lsb-rpm

Tendo instalado o alien, vá para a pasta onde descarregou os arquivos .rpm :

cd /local/da/pasta/onde/descarreguei/os/rpm

Use o comando alien para converter os pacotes .rpm para .deb :

$ fakeroot alien -k *.rpm
ncat_5.00-1_i386.deb generated
nmap_5.00-1_i386.deb generated
zenmap_5.00-1_all.deb generated

Parabens ! Você converteu os arquivos, agora é só instala-los :

$ sudo dpkg -i ncat_5.00-1_i386.deb nmap_5.00-1_i386.deb zenmap_5.00-1_all.deb
Selecionando pacote previamente não selecionado ncat.
(Lendo banco de dados … 263739 arquivos e diretórios atualmente instalados).
Desempacotando ncat (de ncat_5.00-1_i386.deb) …
Selecionando pacote previamente não selecionado nmap.
Desempacotando nmap (de nmap_5.00-1_i386.deb) …
Selecionando pacote previamente não selecionado zenmap.
Desempacotando zenmap (de zenmap_5.00-1_all.deb) …
Configurando ncat (5.00-1) …
Configurando nmap (5.00-1) …
Configurando zenmap (5.00-1) …
Processando gatilhos para man-db …

Para usar o ZenMap, basta ir em Aplicativos->Internet->Zenmap (as root). Seu primeiro teste talvez seja encontrar o vírus Conficker ou as máquinas vulneráveis a ele com a instrução :

nmap -sV -p 139,443 -T4 -O -A -PE -PS22,25,80 -PA21,23,80,3389 –script smb-check-vulns –script-args safe=1 192.168.1.10-254

A linha acima vasculha os IPs de 192.168.1.10 ate 192.168.1.254, alterne conforme sua necessidade.
Voce irá reparar que o frontend permite a criação de perfís, assim para cada necessidade você poderá criar um perfil :
Zenmap vasculhando por conficker
Bem, aonde houver “Conficker: Likely INFECTED” é preciso tomar providencias.
Por enquanto é só.
Até a próxima.

16 de julho de 2009

Eu voltei !

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 20:55

Quase 1 mês afastado da Internet por causa da operadora Telefônica e seu Speedy.
Acho que devido a minha perseverança e paciência eu merecia um prêmio.
Aparentemente, problema resolvido e agora posso voltar a postar artigos.

18 de junho de 2009

Corretor gramatical CoGroo, você conhece ?

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 11:54

Você conhece o corretor gramatical Cogroo ?
Minha explicação vai ser retirada diretamente do site do programa :

O CoGrOO é um corretor gramatical acoplável ao OpenOffice.org. (…) Detecta erros nas relações entre as palavras, por exemplo, na sentença “Os menino estudam demais.”, o corretor gramatical detecta o erro na concordância entre o artigo “os” e o substantivo “menino”. E também sugere uma medida corretiva, como a substituição da palavra “menino” pela mesma palavra flexionada no plural, que é “meninos”.

Assim, o CoGrOO é capaz de detectar diversos tipos de erros gramaticais, sendo os mais importantes os listados a seguir:

* colocação pronominal
* concordância nominal
* concordância entre sujeito e verbo
* concordância verbal
* uso de crase
* regência nominal
* regência verbal
* erros comuns da língua portuguesa falada

Agora que você sabe o que é o Cogroo, então porque não instalar ?
Antes de mais nada, quero frisar que toda vez que me referir ao OpenOffice, estou incluindo o BROffice também. Quando estiver lendo OpenOffice, por gentileza entenda como OpenOffice.org.
A instalação do Cogroo no OpenOffice é simples, há duas maneiras de efetuar a instalação :
Instalação pessoal : O componente Cogroo é instalado e acessível apenas a você.
Instalação global : O componente Cogroo é instalado e acessível a todos em seu sistema.
Eu prefiro a instalação global, mas você decide a que é melhor para o seu caso.

Antes de instalar

Antes de instalar o Cogroo, esteja certo de que possui o SunJava instalado. Se não estiver, apenas execute no terminal :

sudo apt-get install sun-java6-bin sun-java6-fonts sun-java6-jre sun-java6-plugin equivs ttf-sazanami-gothic ttf-sazanami-mincho

Uma outra dependência importante é o pacote “openoffice.org-java-common”, se você não instala-lo você conseguirá instalar o Cogroo, mas ele não funcionará e nunca descobrirá o porquê. Assim, execute também :

sudo apt-get install openoffice.org-java-common

Agora que você instalou o sun-java, execute o OpenOffice e acesse o menu Ferramentas->Opções->[BR]Office.org->Java, certifique-se que haja opção Java selecionada e que a versão minima seja 1.5. Aqui, estou usando o Java 1.6.0_13 sem nenhum problema.
O Cogroo é extremamente sensível a versões, isto é, OpenOffice 2.x rodará o Cogroo da versão 2.x, nem tente o Cogroo 3.0.5 que não irá funcionar. Antes de atualizar uma versão do Cogroo, certifique-se de remover a versão anterior. Ele é meio “chatinho” nesse sentido, mas tomado esses cuidados, ele instalará e funcionará sem problemas.

Download do Cogroo

Visite o site do projeto, na página de downloads :

http://cogroo.sourceforge.net/download/current.html

A última versão disponível enquanto escrevo este artigo é a versão 3.0.5 que é completamente funcional no OpenOffice 3.1. Não testei-o no OpenOffice 3.0.x, mas presumo que deva funcionar também. Eu estou usando-o no OpenOffice 3.1 na distribuição Ubuntu 9.04 e roda maravilhosamente bem.

Instalação Pessoal

Tendo descarregado o arquivo “CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt” (ou superior), você poderá acessar o menu Ferramentas->Gerenciador de extensão, clicar no botão [Adicionar] e apontar para o arquivo “CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt” :
Instalação Pessoal do Cogroo
Simples assim.
Tem uma maneira mais simples ainda que nem precisa descarregar a extensão, é usar link de download como parâmetro do OpenOffice(soffice.bin), mas prefiro que use o gerenciador de extensão do OpenOffice, assim saberá como incluir, remover ou editar opções de qualquer desses componentes.

Instalação Global

Tendo descarregado o arquivo “CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt” (ou superior), feche todas as instâncias do OpenOffice, incluindo o inciador rápido caso tenha habilitado-o e então execute no terminal :

sudo /usr/lib/openoffice/program/unopkg add -f --shared /onde/descarreguei/CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt

Quem usa o BrOffice deverá executar assim :

sudo /opt/broffice.org3/program/unopkg add -f --shared /onde/descarreguei/CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt

Simples assim.
Se precisar remover a extensão :

sudo /usr/lib/openoffice/program/unopkg remove --shared CoGrOO-AddOn-3.0.5-bin.oxt

Um defeito nesse processo de desinstalação é que o menu “Sobre” e “Ferramentas” ainda fazem referencias ao Cogroo, mesmo após sua remoção ter sido um sucesso (sim, eu testei e depois de desinstalado ele não funciona mais). Ou seja, ele deixa sua marca de instalado, mesmo depois de confirmado que foi desinstalado (deu para entender, né ?).

Como testar

Execute o OpenOffice e digite um texto propositalmente errado como :

“Ontem nós fui a praia.”

Se ele grifar em azul “nós fui” e informar “erro de concordância entre o sujeito e o verbo” :
Teste usando o Cogroo

Então parabéns, tá funcionando.

24 de maio de 2009

Ubuntu Perfeito com .ISO já aplicado – nova atualização.

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 14:16

Antes de prosseguir, se possível, dê um clique na imagem/link a seguir e qualifique o projeto “Ubuntu Perfeito”, se possível na categoria “Most Likely to Change the Way You Do Everything” :

Primeiramente, a .ISO que estou disponibilizando não é uma nova distribuição de Linux. É o Ubuntu Linux 9.04 Jaunty Jackalop4 compilado com o programa RemasterSYS, contém a aplicação do script Ubuntu Perfeito e foi atualizado até o dia 21/05/2009. É uma compilação recomendada para os que não possuem internet de banda-larga nos seus computadores, mas podem descarrega-lo a partir do trabalho ou lanhouses e depois instala-lo em qualquer lugar que queiram ou queiram apenas economizar tempo na aplicação do script. Também recomendo-o para usuários de Windows que queiram experimentar o Linux.

Arquivo .ISO poderá ser descarregado a partir do seguinte link :

http://jonata.dreamhosters.com/ubuntu/hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

http://jonata.dreamhosters.com/ubuntu/hamacker-livedvd-i386_20090521.iso.md5

Assinatura MD5SUM do arquivo .ISO : b359b71aba56b5bcc6894be2f9733d6b

Trata-se duma .ISO de LiveDVD de quase 2GB de tamanho, para não haver problemas de instalação, eu sugiro que após descarregar a ambos os arquivos, verificar a assinatura deles com os comandos :

cd /local/onde/baixei/os/arquivos
md5sum hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

Se o comando acima resultar na mensagem :

b359b71aba56b5bcc6894be2f9733d6b  hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

Somente então poderá inciar a gravação do DVD. Isto indicará que a imagem não foi corrompida durante o download e nem que alguém tenha sido alterado depois que eu já tenha postado-o.

Depois de gravar o .ISO e iniciar o boot com ele, recomendo confirmar se a gravação do CD foi bem sucedida digitando “check” e pressionando [ENTER], isso fará com que o instalador confira se o DVD está bem gravado para posterior instalação :
Conferindo a mídia de liveDVD
Se aparecer a mensagem “No errors found”, isso significará que a gravação foi bem sucedida e você pode prosseguir usando este LiveDVD. Infelizmente, alguns não testam a integridade da gravação e colhem problemas.
Veja a tela de instalação :

Tela retirada depois da instalação

Tela retirada depois da instalação


Digitando apenas [ENTER] prosseguirá com a autodetecção do vídeo e o LiveDVD, poderá usa-lo sem necessitar instala-lo no computador. O requisito mínimo é de 384M de RAM.Se voce tiver problemas com a autodetecção da placa de vídeo poderá usar o modo VESA (compatibilidade ao máximo, porém com incrível perda de performance) digitando “xforcevesa”. Se não quer experimentar o LiveDVD, mas partir diretamente para a instalação então digite “install” e pressione [ENTER].

Lembrando novamente que a imagem foi criada para ser usada em plataforma 32bits, não há restrição em usa-lo em plataformas 64bits, mas aqueles que o fizerem devem saber que computadores com memória a partir de 4GB de RAM serão subutilizados.

Quando se tem mais do que 4GB de RAM, essa LiveDVD de 32bits é inadequada. Quando se tem até 3GB de RAM, é altamente recomendado usar essa LiveDVD, pois se aproveita bem toda a RAM disponível, mas e quando temos exatamente 4GB de RAM ? Bem, meu notebook tem 4GB de RAM e usando um sistema de 64bits então perco 250M (não trata-se de VRAM compartilhada) para o controle do sistema. Em sistema 32bits, a perda é maior, fico com apenas 3G. Felizmente, usando essa LiveDVD esses 750M de RAM não fazem falta a mim, pois isso é compensado -nem tanto- por aplicativos 32bits também consumirem menos RAM. Mas fica ao seu encargo, usar uma LiveDVD 32bits com 4G de RAM.

As tarefas do Ubuntu Perfeito que já estão executados neste LiveDVD são :

  • Atualizar lista de repositorios e o sistema operacional
  • Atualizar lista de hardwares IDS
  • Pacote básico para compilar programas e modulos
  • Instalar novos scripts para o Nautilus
  • Flash 10
  • Compiz e aplicativos auxiliares
  • Gerenciador de clipboard parcellite
  • Mensageiro instantaneo pidgin+protocolo WLM(msn-pecan)
  • Mensageiro instantaneo aMSN
  • Descompactadores
  • Programas de segurança pessoal e backup
  • Adobe Reader
  • Plugin DRM para Adobe Reader
  • Java(sun-java ou openjdk)
  • Wine-manter sempre atualizado
  • Codecs Multimedia
  • Aplicações para Multimedia
  • Crie DVDs caseiros com vídeos avi ou mpeg com o ManDVD
  • Promissor conversor de formatos de multimedia WinFF
  • Helix Player e plugin para o firefox
  • Tocador VLC
  • Tocador MPlayer
  • Ripador de DVD HandBrake
  • Trocar o backend de multimedia na internet
  • Rede Windows e SSH (fuse)
  • Cliente de FTP Filezilla
  • Cliente de bittorrent Deluge
  • Cliente de redes P2P Frostwire
  • Cairo-Dock
  • Ferramentas para remasterizar o Ubuntu em LiveCD/DVD/USB
  • Modelos de documentos OpenDocuments
  • Ícones na área de trabalho
  • Descarregar novos papéis de parede
  • Temas, papeis de parede e sons
  • Temas para o GDM
  • Editor de legendas gnome-subtitles(requer mono)
  • Google Chrome night-build(experimental)
  • Skype
  • Google Earth
  • Extensao Cogroo para Br/OpenOffice3 (requer sun-java)
  • Instalar a coleção de temas zgegblog
  • Extensão Vero – Verificador Ortográfico para Br/OpenOffice-3
  • Extensão Solver – Calculos lineares para Br/OpenOffice-3
  • Curso de digitação usando o programa Klavaro
  • Entretenimento : roadfighter,f1spirit,goonies e goody
  • Entretenimento : SuperTuxKart
  • Ferramentas para Administradores de Rede/Segurança
  • Acrescentar repositório para os programas mantidos pelo Google
  • Aplicações para criação de SlideShow
  • Real Player e plugin para o firefox
  • Suporte melhorado a impressoras
  • Programas de segurança pessoal, criptografia e backup
  • VirtualBox 2.2
  • Instalar mais programas para uso em escritório
  • Gerenciador de álbuns de fotos Google Picasa
  • Correção de Bug para placas de vídeo Intel GM950

Com todas as tarefas acima instaladas o DVD ocupa precisamente 1,9G. As vezes fico pensando no que mais eu deva acrescentar para completar a capacidade nominal dum DVD simples que é de 4,7G, mas realmente não consigo pensar em nada :) Isto é bom para você, pois poderá acrescentar suas próprias ferramentas de trabalho e lazer e então remasteriza-lo novamente. Para remasterizar, basta ir em Sistema->Administração->Remastersys Backup e escolher a opção “Dist” :
Remasterizando

As dicas para ‘remasterizar’ você encontra neste link.

18 de maio de 2009

Gostaria de experimentar a nova versão do Firefox 3.5 ?

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 22:07

O novo Firefox 3.5 ainda está no quarto beta, no entanto, tendo experimentado por alguns dias notei que os possiveis bugs dessa versão compensam a velocidade na navegação e uma impressão de maior estabilidade. Minha única dificuldade foi fazer os vídeos do youtube funcionarem, por essa razão o diretório de plugins que vocês verão a seguir são arquivos copiados e não link simbólicos o qual seriam mais fáceis e não duplicariam arquivos em meu sistema. Mas, pelo menos o flash funciona no Firefox 3.5 beta 4 :
firefox 3.5 beta4 (flashvideo)

Gostaria de experimentar o Firefox 3.5 também ?

Não vamos apagar o Firefox que você já possui, mas seria cauteloso da sua parte fazer um backup da pasta ~/.mozilla, essa pasta reune seus favoritos, cookies, senhas memorizadas, complementos e temas.
Se você for um usuário avançado poderá fazer uso de uma nova profile no firefox e assim proteger sua profile anterior.

Vamos a um passo a passo.

Primeiramente, visite a página de download da ultima versão do Firefox :

Firefox 3.5 Link para downloadhttp://www.mozilla.com/en-US/firefox/all-beta.html

Depois de escolher o idioma e descarrega-lo no disco, vá a linha de comando e descompacte-o assim :

cd /local/onde/descarregou/o/arquivo
tar jxvf firefox-3.5b4.tar.bz2

Uma pasta chamada ‘firefox’ foi criada, agora vamos renomea-la e move-la para outro local :

sudo mv firefox /usr/share/firefox35

O firefox 3.5 não acompanha plugins, você tem de acertar isso programando-o para usar todos os plugins já existentes :

cd /usr/share/firefox35/plugins
sudo cp /usr/lib/mozilla/plugins/* /usr/share/firefox35/plugins
sudo cp /usr/lib/firefox/plugins/* /usr/share/firefox35/plugins
sudo cp /usr/lib/flashplugin-installer/libflashplayer.so /usr/share/firefox35/plugins

Agora você já tem o Firefox 3.5 no seu computador e com os mesmissimos plugins, mas não tem um atalho para carrega-lo. Mas, vamos corrigir essa falha, dê um ALT+F2 e execute :

gksu gedit /usr/share/applications/firefox35.desktop

Agora cole este conteúdo no editor de texto que se seguirá :

[Desktop Entry]
Version=1.0
Name=Navegador de Internet Firefox 3.5 beta 4
Comment=Navegador de Internet Firefox 3.5 beta 4
Exec=/usr/share/firefox35/firefox %u
Terminal=false
X-MultipleArgs=false
Type=Application
Icon=/usr/share/firefox35/icons/mozicon50.xpm
Categories=Application;Network;
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/xml;application/vnd.mozilla.xul+xml;application/rss+xml;application/rdf+xml;image/gif;image/jpeg;image/png;
StartupWMClass=Firefox
StartupNotify=true

Salve o arquivo e feche o editor.
Parabens ! Você acaba de instalar o firefox para todos os usuários em seu sistema.


Eu recomendo que você instale também os seguintes complementos :
Um tema bacana, ao estilo Chrome do Google :

https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/8782

Uma barra de progresso integrada a barra de endereços :

https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/1951

Esconder o Menu do Firefox até que se pressione ALT é ganhar um pouco mais espaço para navegação :

https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/4762

Essas estensões provocarão a seguinte aparencia :
firefox 3.5 beta 4
O painel de favoritos foi desabilitado no screenshot acima, mas no geral eu arrasto a pasta de favoritos para esse painel e assim uso o favoritos de uma forma mais direta :
firefox 3.5 beta 4 #2

Um abraço a todos.

7 de maio de 2009

Arquivo .ISO do Ubuntu 9.04 já com o script Ubuntu Perfeito aplicado

Arquivado em: GNU/Linux, ubuntu — hamacker @ 10:21

Antes de prosseguir, se possível, dê um clique na imagem/link a seguir e qualifique o projeto “Ubuntu Perfeito”, se possível na categoria “Most Likely to Change the Way You Do Everything” :

Arquivo .ISO do Ubuntu 9.04 atualizado até 07/05/2009 versão 32bits  já com o script aplicado poderá ser encontrado no link a seguir :

http://jonata.dreamhosters.com/ubuntu/hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

http://jonata.dreamhosters.com/ubuntu/hamacker-livedvd-i386_20090521.iso.md5

Assinatura MD5SUM do arquivo .ISO : b359b71aba56b5bcc6894be2f9733d6b

Trata-se duma .ISO de LiveDVD de quase 2GB de tamanho, nela há uma compilação do Ubuntu 9.04 Jaunty Jackalope 32bits atualizada até o dia 07/05/2009 com o script Ubuntu Perfeito já aplicado, é uma compilação recomendada para os que não possuem internet de banda-larga nos seus computadores, mas podem descarrega-lo a partir do trabalho ou lanhouses e depois instala-lo em qualquer lugar que queiram ou queiram apenas economizar tempo na aplicação do script.

Para não haver problemas de instalação, eu sugiro que após descarregar a ambos os arquivos, verificar a assinatura deles com os comandos :

cd /local/onde/baixei/os/arquivos
md5sum hamacker-livedvd.iso.md5

Se o comando acima resultar na mensagem :

b359b71aba56b5bcc6894be2f9733d6b  hamacker-livedvd-i386_20090521.iso

Somente então poderá inciar a gravação do DVD. Isto indicará que a imagem não foi corrompida durante o download e nem que alguém tenha alterado o seu conteúdo depois que eu já tenha postado-o.

Depois de gravar o .ISO e iniciar o boot com ele, terá a opção de LiveDVD e/ou instalação direta para o disco como qualquer LiveCD do Ubuntu :

Tela retirada depois da instalação

Tela retirada depois da instalação

Lembrando novamente que a imagem foi criada para ser usada em plataforma 32bits, não há restrição em usa-lo em plataformas 64bits, mas aqueles que o fizerem devem saber que computadores com memória a partir de 4GB de RAM serão subutilizados.

As tarefas do Ubuntu Perfeito que já estão executados neste LiveDVD são :

  • Atualizar lista de repositórios e o sistema operacional (dist-upgrade)
  • Atualizar lista de hardwares IDS
  • Pacote básico para compilar programas e módulos
  • Instalar novos scripts para o Nautilus
  • Flash 10
  • Compiz
  • Gerenciador de clipboard parcellite
  • Mensageiro instantâneo pidgin+protocolo WLM(msn-pecan)
  • Mensageiro instantâneo aMSN
  • Descompactadores
  • Programas de segurança pessoal e backup
  • Adobe Reader
  • Plugin DRM para Adobe Reader
  • Java(sun-java e openjdk)
  • Wine e repositório atualizado
  • Codecs Multimedia
  • Aplicações para Multimédia
  • ManDVD : Crie DVDs caseiros com vídeos avi ou mpeg
  • WinFF : Promissor conversor de formatos de multimedia
  • Helix Player e plugin para o firefox
  • Tocador VLC
  • Tocador MPlayer
  • Ripador de DVD HandBrake
  • Backend de multimedia Mplayser para o navegador Firefox
  • Suporte a Rede Windows e SSH (fuse)
  • Cliente de FTP Filezilla
  • Cliente de bittorrent Deluge
  • Cliente de redes P2P Frostwire
  • Cairo-Dock
  • Ferramentas para remasterizar o Ubuntu em LiveCD/DVD/USB
  • Modelos de documentos OpenDocuments
  • Ícones na área de trabalho
  • Novos papéis de parede
  • Temas GTK e sonoros
  • Temas para o GDM
  • Editor de legendas gnome-subtitles(requer mono)
  • Google Chrome night-build(experimental)
  • Skype
  • Google Earth
  • Extensão Cogroo para Br/OpenOffice3 (requer sun-java)
  • Coleção de temas chamado “zgegblog”
  • Extensão Vero – Verificador Ortográfico para Br/OpenOffice-3
  • Extensão Solver – Calculos lineares para Br/OpenOffice-3
  • Curso de digitação usando o programa Klavaro
  • Entretenimento : roadfighter,f1spirit,goonies e goody
  • Entretenimento : SuperTuxKart
  • Ferramentas para Administradores de Rede/Segurança
  • Repositório para os programas mantidos pelo Google
  • Aplicações para criação de SlideShow em DVD
  • Correção de Bug para placas de vídeo Intel GM950

Com todas as tarefas acima instaladas o DVD ocupa precisamente 1,8G. As vezes fico pensando no que mais eu deva acrescentar no 4,7G que é a capacidade nominal de um DVD simples, mas realmente não consigo pensar em nada :) Isto é bom para você, pois poderá acrescentar suas próprias ferramentas de trabalho/laser e então remasteriza-lo novamente.

As dicas para ‘remasterizar’ voce encontra neste link.

29 de abril de 2009

Ubuntu Perfeito para Ubuntu 9.04 saiu do forno

Arquivado em: ubuntu — hamacker @ 15:31

Depois de duas semanas com vários RC’s, estou finalmente disponibilizando a versão final do Ubuntu Perfeito para ser usado apenas no Ubuntu 9.04.

Eu considero o script apropriado para quem acabou de instalar o Ubuntu 9.04 (jaunty jackalope) e agora precisa deixa-lo mais completo possível para não ter que recorrer a forum e listas de discussão por coisas simples. Meus testes com o script foram sempre usando os repositórios oficiais do Ubuntu, sem nenhum uso de repositório de terceiros e sempre a partir de uma instalação limpa, com essas prerrogativas acredito que o Script é muito funcional e apenas tem a acrescentar e melhorar a usabilidade. Em outras situações diferentes  é impossível prever o que vai acontecer se o script for instalar o pacote XYZ e este pacote XYZ decidir que terá de remover outro pacote ZYX. Isso é pouco provável, mas pode acontecer em virtude da combinação entre pacotes e repositórios existentes que existiam anteriormente à aplicação do script.

Tenho tido o cuidado de escolher os repositórios menos problemáticos possiveis, estou usando o repositório WINE, Google, Mediabuntu, VirtualBox e PPAs. Considero-os além de estáveis, também confiáveis, mas você terá de assumir o risco em usar um script que instalará programas que não tem a supervisão do time do Ubuntu. Você pode ao termino da aplicação do script, remover os repositórios que foram adicionados – há uma opção no menu para isso -, assim evitando posteriormente que um pacote “mal-escrito” ou “bixado” possam bagunçar a harmonia do pós-instalação do  Ubuntu Perfeito.

O Ubuntu Perfeito foi testado linha por linha, havia sentenças que funcionavam perfeitamente para Ubuntu 64bits, mas não funcionava adequadamente nas versões 32bits, por exemplo, no repositório Mediabuntu havia pacotes do Adobe Reader somente para usuários do Ubuntu 64bits, usuários da versão 32bits ficavam a ver navios. Assim, o script foi modificado para procurar atender sempre que possivel usuários dos dois sistemas.

Vários hotlinks foram conferidos, hoje eu posso dizer que todos funcionam, mas e amanhã ? Bem, esse é um problema que terei de resolver. Minha idéia é jogar tais temas (esses hotlinks são usados principalmente para descarregar temas) dentro do repositório do Ubuntu Perfeito no sourceforge.net, mas para isso teria de converte-los para .deb – um trabalho bem gigantesco.

Note as modificações feitas para este release :

  • Acrescentado : VirtualBox 2.2
  • Removido : Suporte a impressoras inkjet, algumas pessoas verdadeiramente não entenderam para que ele serve e quando uma impressão não funciona relacionam a falha aos pacotes instalados. Se as pessoas não sentem falta desses programas então é melhor remove-los.
  • O menu de serviços inclui uma nova opção para corrigir bug de teclado em clientes RDP como rdesktop, grdestop e tsclient. Um bug nesses programas faz com que NUMLOCK e CAPS LOCK simplesmente não funcionem. Essa opção já havia sido adicionada, mas um outro bug impedia sua execução por usuários que não fossem o root.
  • Removido : Fonte Liberations não é mais aplicado na área de trabalho e nem é mais sugerida ao terminar a instalação do Ubuntu Perfeito. O novo Ubuntu 9.04  já cuida melhor das fontes, não é mais necessário o script para isso.
  • A instalação de temas agora acrescenta/atualiza os repositorios “on-the-fly” minimizando problemas com repositórios que ficaram desatualizados.
  • Removido a instalação de idiomas do Ubuntu Perfeito : no Jaunty a instalação e complementação de idiomas tá muito bom e não justifica manter essa opção.
  • Removido tema SlickNess : no Jaunty sua instalacao requer a instacao do pacote “gtk2-engines-ubuntulooks” que por sua vez faz a remoçao de pacotes tematicos do ubuntu padrao (human-theme ubuntu-artwork ubuntu-desktop). A idéia do script é não remover nada, então o tema Slickness dançou.
  • A instalacao de codecs faz verificação individual, se algum codec ficar para traz o sistema dirá qual foi.
  • O codec [gstreamer0.10-plugins-bad] voltou. Ele foi removido porque pensei que [gstreamer0.10-plugins-bad-multiverse] proporcionasse o mesmo resultado, mas na realidade são dois pacotes complementares.
  • Removido a dependencia do comando beep, uma dependencia boba que só fazia sentido para ouvir a marcha imperial de starwars no final da aplicação do script.
  • Removido o tema “Marcha Imperial de StarWars” no final da execução do script. Ele só era ouvido porquem ainda tivesse spekers ligados à placa-mãe, não fazia muito sentido em mantê-lo.
  • Novo tema sonoro esta sendo trabalhado, o pacote separado ja foi criado e o ubuntu perfeito utilizara-o como padrao. Esse tema sonoro chama-se Sound-FreeDesktop.org, sim, é o tema padrão lançado por FreeDesktop.org. Voce poderá usa-lo como padrão para os seus próprios temas bastando substituir os .ogg pelo sons feitos por voce mesmo. Acrescentei um script que acompanha o tema para voce reempacota-lo quando resolver customiza-lo.
  • Tema MacOSX foi completamente refeito e agora inclui os efeitos sonoros e um menu global exatamente igual ao MacOSX. O menu global é o applet do GNOME que poderá ser acrescentado ao painel superior.
  • Removido o SmartConect3G : É uma pena, parecia uma boa ferramenta para autoconfigurar conexoes 3G das operadoras nacionais. Mas simplesmente não conseguia descarrega-lo da internet, ao inves do arquivo .deb, vinha a página HTML sobrescrita com o nome de pacote.deb. Como não poderia mante-lo, removi-o.
  • Removido o “force-yes” das instalacoes de pacotes, este procedimento fazia ignorar a verificacoes das chaves e assinaturas dos pacotes. A partir desse momento se a chave estiver vencida, os pacotes contidos neste ou naquele outro repositorio precisará de confirmação manual.
  • Acrescentado o Navegador do Google Chromium, note que ele ainda é uma versão experimental. Não estamos falando da versão win32, mas da versão nativa para Linux.
  • Acrescentado o programa “partimage” no topico de ferramentas de segurança. Considero-o uma boa ferramenta para fazer imagens de HDs.
  • Bug consertado : A tarefa de instalacao de jogos nunca era concluida em ambientes 32bits porque o jogo Goody tava fora da lista de checagem de aplicativos.
  • Conversor de videos e mesclador de legendas foi atualizado, agora ele exibirá no máximo 5 fontes diferentes para exibição. Antes ele exibia todas as fontes instaladas o que acabava mais confundindo do que ajudando.
  • Adobe Reader para Ubuntu 32 bits, antes, o Adobe Reader só era instalado em sistema 64bits.
  • Ao instalar ambos java (sun-java e openjdk), o sun-java a partir de agora será o padrao.
  • Acrescentado repositorio do Google para aqueles que querem beneficiar-se de programas como Picasa.
  • Acrescentadoa coleção de temas chamado [zgegblog-themes]. São temas muito caprichados para GTK2/GDM.
  • “SuperTuxcart” foi adicionado a lista de jogos de entretimento.

Já faz cerca de pelo menos uma semana que não há novas mensagens de bugs a respeito do script, assim tá hora de soltar o bicho, digo, o script Ubuntu Perfeito.

O link para download continua o mesmo :

http://hamacker.wordpress.com/script-ubuntu-perfeito/

Use a página acima para enviar seus comentários e críticas – construtivas, é claro.

Ate+

24 de abril de 2009

Ubuntu Perfeito para Ubuntu 9.04, quase lá…

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 16:19

Fiz uma faxina geral no script para ele estar pronto para Ubuntu 9.04, cada link, cada .deb, cada “task” foi melhorada.

Houveram muitas novas adições como o Google Chromim, novos codecs e algumas remoções também, foi o caso do BrOffice, Suporte a impressoras inkjet e Firefox 32bits.

Os temas, motivos de muitas reclamações porque alguns simplesmente não conseguiam concluir essa tarefa com 100% de sucesso foi remodelado, confesso que é muito difícil lidar com hotlinks de alguns endereços e por essa razão links problemáticos foram removidos e outros temas ocuparam seu lugar.

Outras partes foram totalmente reescritas como o tema Mac4Lin (tema do MacOSX para Linux). Não gosto do Mac4Lin porque ele é bastante pesado, quando você inclui os icones, papel de parede e GDM fica tudo OK, mas quando você muda para usar também os controles com a tematica MacOSX aí percebe-se a queda de rendimento. Mesmo não gostando tanto assim dei uma caprichada nele, até mesmo o menu global para o GNOME é instalado. Dá sim para enganar um desavisado e vender um Linux travestido de MacOSX :)  Se você não tem familiaridade com o desktop do Ubuntu, não recomendo a instalação dessa tarefa, isto porque o tema GDM, Papel de Parede, Cairo-DOCK, Controles visuais, ordem dos botões nas janelas, etc… tudo é manipulado para a temática do MacOSX, e se não gostar vai ter que desfazer manualmente cada item ou aplicar um dos temas defaults do Ubuntu Perfeito.

Aqueles que tiverem algum receio, o script não remove nada explicitamente, o único comando para remover pacotes envolve o programa “transmission”, mas só faz isso se voce resolver instalar a tarefa “Instalar o P2P Deluge”. Quando eu digo “explicitamente” estou me referindo a fazê-lo de forma intencional, acontece que é impossivel prever quando o usuário instala o script Ubutnu Perfeito num sistema que já tem diversos repositórios de terceiros, pois pode acontecer de que instalar o pacote “XYZ” do repositorio mediaubuntu e conflitar com pacotes pré-instalados podendo até mesmo quebrar as dependencias. Por essa razão uso os seguintes repositorios : PPA, MediaBuntu, VirtualBox e Wine. Estes repositórios tem boa reputação e estão assinados, se uma assinatura for trocada o script dará uma mensagem de erro  avisando-o do fato e para esse caso há uma opção no menu chamada “Atualizar lista de repositorios e o sistema operacional” que refaz novamente rodas as assinaturas e atualiza os repositórios. Por isso acho prático usar tais repositórios no meu script.

Quem já tem o script instalado e deseja reaplicar as tarefas, poderá usar a opção no menu que corresponde a “Recriar este menu com todas as opções”, isso fará com que todas as opções reapareçam novamente no menu. A opção “Atualizar lista de repositorios e o sistema operacional” irá conferir as assinaturas dos repositórios e usará apenas os repositórios que conferem com a assinatura.

Acho que o desenvolvimento dessa versão 9.04 está próxima do fim, por isso aqueles que puderem me enviem feedback em forma de comentários.
A página é essa :

http://hamacker.wordpress.com/script-ubuntu-perfeito

Ate+

23 de abril de 2009

Novo tema sonoro da freedesktop.org

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 18:33

Desde o Ubuntu 8.04, o GNOME já aceita um tema sonoro para o ambiente inteiro desenvolvido pela freedesktop.org. Antes do Freedesktop.org, você tinha que associar um evento GTK a um arquivo .WAV e gerar um arquivo de configuração em /etc ou ~/.config mencionando-as, ou editar visualmente mas teria de combinar cada evento com um arquivo .wav (ou .ogg) – não era nada fácil ou simples. Agora, você pode ter os pacotes temáticos de sons, assim como já existia para os temas visuais, onde o tema já tem sua própria configuração para os sons e não é necessário combinar nada.

Para selecionar um tema sonoro vá em Sistema->Preferencias->Som e selecione a guia [Som] :

Preferencias de sons

E então selecionar um tema sonoro, o Ubuntu já acompanha um tema de mesmo nome.  Esse novo método é mais simples do que os anteriores usados por KDE e GNOME, como esse método foi desenvolvido pela freedesktop.org então não vai demorar muito para os diversos ambientes gráficos compartilharem o mesmo método.

O tema usado pelo Ubuntu Perfeito foi o “Dream”, que fora do script pode ser obtido aqui :

http://fc11.deviantart.com/fs38/f/2008/326/6/3/Dream_by_Pulicoti.gz

Infelizmente ainda não há uma interface gráfica para arrastar o pacote dentro e ele se instalar sozinho, assim temos sempre de descompactar tais arquivos em /usr/share/sounds, no exemplo acima ficaria assim :

tar xvf  /caminho/para/o/pacote/Dream_by_Pulicoti.gz -C /usr/share/sounds

E em seguida seleciona-lo na preferencias de sons.

No Ubuntu Perfeito mais recente, adicionei o tema “sound-theme-freedesktop”, que acompanha efeitos sonoros para a maioria dos eventos de sistema, por exemplo, um efeito sonoro para limpar a lixeira e outro para quando um novo email chega e tantos outros. O tema original “sound-theme-freedesktop” (código fonte competo) pode ser obtido aqui :

http://freedesktop.org/wiki/Specifications/sound-theme-spec

Ele também foi incluso na versão mais recente do Ubuntu Perfeito, onde ele poderá ser instalado mais facilmente. Como nem todos desejam ou querem instalar um script inteiro só para ter um tema sonoro eu preparei um pacote já pronto que instalará “sound-theme-freedesktop”, você poderá obter o pacote aqui :

https://sourceforge.net/project/showfiles.php?group_id=246324&package_id=319676

Dê um duplo clique no pacote, instalando-o e em seguida acesse as preferencias de sons para seleciona-lo.

Pelo que entendí, nesse novo modelo de sons temáticos, não existe um arquivo texto ou XML relacionando um arquivo sonoro (wav ou ogg) ao evento, mas o nome do arquivo é que fará esse relacionamento, assim arquivo “trash-empty.ogg” será tocado quando a lixeira foi limpa e o arquivo “window-maximized.ogg” será tocado quando a janela for maximizada, muito engenhoso.

Como curiosidade vale notar que todos os efeitos sonoros estão no formato .ogg, no entanto, se voce mantiver o mesmo nome do arquivo mas substitui-los por formato .wav, os efeitos sonoros serão tocados do mesmo jeito. Assim ficará mais fácil fazer sua própria personalização. É óbvio que o formato .ogg é bem mais economico e recomendado para quem pretende distribui-los pela internet.

Agora, que venham mais temas sonoros no formato freedesktop, pois estes são muito escassos.

17 de abril de 2009

Opinião : Antes do ‘oba oba’ de instalar o RC do Ubuntu, algumas considerações…

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 17:31

Antes do ‘oba, oba’ por ocasião do lançamento do Ubuntu Jaunty 9.04, pondere no que vou dizer :

- Esse foi o RC mais problemático que senti : Logo na instalação, para ser mais claro, na etapa final quando se remove alguns pacotes, o instalador já começa a reclamar que não pode remover o pacote ‘libecryptfs’. Resumo da ópera : na primeira atualização após o boot seguinte, o próprio Assistente de instalação de Idiomas já pede para que o usuário execute um ’sudo apt-get install -f’ e realmente pacotes faltantes do processo de instalação começam a descompactar-se e conclui com a instalação do ‘libecryptfs’ e ‘keyutils’.

- Quem estiver vindo dum BETA anterior com bastante ferramentas de compilação e executar ‘apt-get update && apt-get dist-upgrade’ vai experimentar uma insolúvel quantidade de pacotes quebrados, o sistema continuará usável, mas com conflitos de pacotes que ficaram orfãos. Doravante, se fizer uma instalação limpa do RC, salvo o problema relatado no paragrafo anterior, não terá os mesmos problemas.

- Quem for experimentar a instalação a partir da USB, parabens, a instalação levará menos de 10 minutos ! A parte ruim é que você não poderá usar a ferramenta Sistema->Administração->Criador de disco USB de inicialização, pois o mesmo não funciona após o boot pela USB. Você é obrigado a usar o netbootin. Com o UNETBOOTIN você é capaz de bootar e instalar o Ubuntu Jaunty 9.04 sem problemas, mas tem um preço : É obrigatório carregar o desktop do Ubuntu para depois iniciar a instalação de dentro dele.

Vários bugs de BETAs anteriores foram consertados, um deles impedia a impressão de arquivos PDF pelo evince, fotografias pelo EOG, praticamente a maioria dos programas GNOME não conseguiam imprimir, embora a impressão por outros programas como OpenOffice funcionassem perfeitamente.

Não recomendo a instalação desse RC para usuários novatos, quem for mais experiente e não se importar dum ’sudo apt-get install -f’ e depois descarregar 65MB de atualizações pode seguir em frente.

Minha recomendação é esperar por mais alguns dias, afinal isso não vai acabar com ninguém.

2 de abril de 2009

Opinião : Novo Ubuntu Jaunty 9.04

Arquivado em: ubuntu — hamacker @ 11:01

Estou usando a versão BETA do novo  Ubuntu Jaunty 9.04, quer saber minha opinião ?

Pois bem, vem vamos a algumas considerações. Lembrando que estou tentando escapar dos reviews já apresentados por outros na internet.

Novo Tema “Human” :

Estou usando a versão BETA, gostei do papel de parede e controles, mas os ícones e os controles parecem ser o mesmo “Human” que de versões anteriores. Fiquei um pouco desapontando. O novo sistema de notificação na bandeja é escuro e simplesmente não combina com o tema “Human”, espero que até a versão final dê algum tempo para eles mexerem nisso. Os temas Nimbus, Kin, Dust e NewWave e todas as variações desses temas dão um banho de beleza nos controles e nas cores. Achei inclusive que o NewWave seria o novo “Human”, mas parece que não foi bem assim.

Considere, este é o “novo” tema chamado de Human :

Novo tema Human

Novo tema Human

Vamos ao tema “NewWave” ou variação dele :

NewWave

NewWave

NewWave com um papal de parede metalizado

NewWave com um papal de parede metalizado

Não gosto de temas extremamente negros e sombrios, mas há quem os aprecie, veja o tema Slickness :

Slickness é um tema para quem aprecia o clima dark

Slickness é um tema para quem aprecia o clima dark

O que eu gosto do tema Slickness é mesmo os ícones, são muito bonitos.

Vê ? Essa é uma amostra pequena de temas que combinam suas cores de maneira harmoniosa. Tudo no novo “Human” é bonito : papel de parede, ícones, controles e sistema de notificação de bandeja, mas eles não se harmonizam no mesmo contexto, o sistema de notificação é escuro, o papel de parede é marrom, os ícones são na cor laranja e os painéis (acima e embaixo) são cinzas.

Synaptic agora conta com screenshots :

Agora conta com a opção de obter um screenshot do programa que se pretente instalar

Agora conta com a opção de obter um screenshot do programa que se pretente instalar

Sistema de instalação sob demanda :

Com o sistema sem nenhum codec instalado, tentei assistir um video em Dvix e o sistema instalou o suporte necessário e assisti o vídeo. Estranhamente tocou mp3 sem me perguntar nada, hummm depois eu vejo o que aconteceu.

Estava numa página de internet que denunciou que estava sem flash, o Ubuntu perguntou-me qual dos flash’s eu gostaria de instalar, optei pelo macromedia flash e pimba…suporte ao flash (ultima versão e no ambiente 64bits) instalado.

Bem, instalação sob demanda já existia em versões anteriores, mas me pareceu que nessa versão os “wizards” estão mais claros e didáticos.

Suporte à novos hardwares :

Vai muito bem obrigado, não uso modem a bastante tempo, mas fui surpreendido pelo Ubuntu perguntando se eu gostaria de instalar o driver smartlink, veja :

Suporte a winmodens compátiveis com smartlink

O Smartlink suporta uma diversidade bastante grande de winmodens, alguns deles bastante populares aqui no Brasil. Eu não uso o modem, mas deixei-o instalado.

Tenho uma impressora multifuncional Epson CX4700, e foi apenas plugar e ela já estar configurada. Nesse caso, nenhum wizard apareceu, apenas um balão na bandeja dizendo “Impressora instalada” :

detectando-impressora

Claro que isso já era assim e foi mantido. Houveram algumas novidades na propriedade da impressora, por exemplo, além de alinhamento, limpeza,… pode-se também visualizar o nível de tinta :

Visualizando o nivel de tinta da impressora

Visualizando o nivel de tinta da impressora

Ver o nível de tinta é apenas para alguns modelos, minha impressora que eu chamo de “conta gotas” por causa do meu controle sobre a ferocidade com que ela consome tinta, pois é, não foi agraciada com o recurso. Esse recurso poderia ser obtido usando o driver proprietário Avasys, mas só há opção de driver 32bits para essa impressora.

Alguns “wizards” estão espalhados pela distribuição, olha por exemplo essa tela quando fui ativar um monitor externo no meu notebook :

Wizard é exibido quando se tenta usar a extensão de monitor sem estar com o driver apropriado habilitado.

Wizard é exibido quando se tenta usar a extensão de monitor sem estar com o driver apropriado habilitado.

Bem, na realidade eu já estava usando o driver do fabricante, acontece que nesse notebook, a placa de vídeo da NVIDIA só habilita a extensão de monitor quando você liga o notebook já com o monitor conectado e eu não tinha feito isso. Fiz alguns testes e errei propositalmente uma das configurações somente para notar que no caso de falha ele retorna ao estado anterior, simples assim.

É muito bom saber que o pessoal teve esmero em notificar e guiar o usuário para uma solução automatizada nas operações com hardware.

Nova formatação Ext4 :

Recomendo, muito bom.

Realmente parece estar mais rápido. Mas, vai dar trabalho. Fazer o backup de todos os seus dados só para poder formatar usando ext4 não é exatamente um passeio no parque.

Impressões finais :

O GNOME tá melhor, mais rápido, mais estável e a atualização de diversos programas melhorou muito o aspecto geral.

Fiquei preocupado com o VirtualBox, afinal, foram dores de parto com VirtualBox e VMWare em todas as vezes que atualizei o Ubuntu, mas nessa versão foi tudo muito tranqüilo, mesmo a versão binária oficial empacotada em formato .deb funcionou perfeitamente e sem nenhum problema com configuração de teclado.

Tenho esperança de que o Kubuntu receba o mesmo esmero com que estão tratando o Ubuntu, porque estou louco para experimentar o KDE 4.2.

Enfim, as impressões são boas, a única ressalva é o tema padrão que não está à altura da qualidade dessa nova versão.

31 de março de 2009

Resolvendo problema de caps/num lock nos programas ‘RDP Client’

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 13:18

Um problema que já vem martelando desde o Ubuntu 8.10 é o rdesktop, este programa é um backend usado por outros programas como tsclient e grdesktop e é muito importante para acessar servidores RDP como o Windows Terminal Services. Infelizmente, ao usarmos tais programas no Ubuntu somos surpreendidos pela falta de esmero com um bug que é irritamente para algumas pessoas : As teclas num lock e caps lock não funcionam.

O bug está documentado aqui :

https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+source/rdesktop/+bug/254968

Ele está datado desde 05/08/2008 e esperava-se que fosse corrigido rapidamente, mas infelizmente ele persiste até mesmo na nova versão do Ubuntu Jaunty 9.04.Se voce é afetado pelo problema, use o link acima para postar comentários (em inglês), com alguma pressão é possível que a resolução para o problema seja mais rápida.

Resolvendo o problema :

Como não há solução oficial para o problema, vamos para uma solução extra oficial :

Remova o rdesktop de sua instalação, voce poderá usar o Synaptic ou então a linha de comando executando :

sudo apt-get remove rdesktop

O comando acima também removerá dependencias como tsclient e grdesktop, aceite-as, pois iremos instala-las depois.

Depois do rdesktop removido, visite a página :

http://packages.debian.org/unstable/x11/rdesktop

E descarregue o pacote “rdesktop” mais apropriado para sua distribuição (i386 ou amd64).

Dê um duplo clique no pacote .deb  para instala-lo.

Agora use o synaptic para instalar grdesktop ou tsclient, perceberá que o problema com o caps lock e num lock estarão resolvidos.

A pergunta que não quer calar é : Porque o time do ubuntu não usa o pacote rdekstop debian/sid e resolve este problema que vem 08/2008 ?

Outro problema :

Ok. Este bug só foi notado no Ubuntu Jaunty 9.04, portanto é fresquinho.

Se você estiver irritado porque dentro duma sessão RDP não consegue dar um CTRL+X(Recortar) ou CTRL+C(Copiar) porque a clipboard do Windows é limpa a todo instante, o problema é com o protocolo RDPv5 usado no rdesktop (grdesktop e tsclient incluídos). Quando se esta usando o protocolo RDPv5 ao invés do comum e nomeado apenas por “RDP” a área de clipboard da sessão RDP é limpa a cada segundo pelo parcellite, isso mesmo, o parcellite é aquele gerenciador de clipboard do GNOME. É um bug do programa rdesktop, mas de alguma forma o parcellite tá envolvido nele.

Qual a solução ?

Dependente, você precisa mesmo usar o protocolo RDPv5 ? Se você usar apenas o protocolo “RDP” o problema já estará resolvido usando ou não o programa parcellite. Se você faz questão em usar o protocolo RDPv5, então necessariamente terá de fechar o programa parcellite pelo tempo que durar sua sessão RDP.

Deve haver alguma opção de linha de comando que desabilite a área de clipboard entre o Host Linux e a sessão RDP, talvez isso resolvesse o problema, mas como até agora não encontrei nada então a solução é 1) usar o protocolo “RDP” ou 2) Fechar temporariamente o parcellite.

Nota importante :

O rdesktop está sendo descarregado do repositório ’sid’ (Still In Development), este respositório está em constante desenvolvimento. Atualmente ele resolve o problema com o rdesktop no Ubuntu 8.10 e 9.04, mas não podemos dizer que resolverá sempre, pois flutuações no sid podem torna-lo incompátivel com o Ubuntu no futuro. A solução para o problema apontada por este post é apenas um “workaround” (palavra bonita para “gambiarra”) temporário.

30 de março de 2009

Ubuntu Perfeito para o jaunty 9.04

Arquivado em: GNU/Linux — hamacker @ 18:17

Esta é uma atualização do Ubuntu perfeito para o Ubuntu Jaunty 9.04.

Funciona exatamente como o anterior, a diferença está nos repositórios que foram removidos, pacotes que não existem mais, pacotes novos, etc…

É recomendável sua instalação em instalações limpas do Ubuntu, isto é, instalações que tenham usado apenas repositórios nativos do Ubuntu e não tenha sido acrescentado repositórios de terceiros. É apenas para Ubuntu 9.04, outras versões não foram testadas, nem mesmo o Kubuntu.

Três itens do Ubuntu Perfeito merecem alguma consideração :

  • A versão oficial do WINE é muito ainda, e o repositório oficial para o jaunty ainda não existe.
  • O script SmartConect 3G tá com problemas na URL, ao baixa-lo vem uma página HTML no lugar do .deb.
  • O VirtualBox é instalado a partir do repositório antigo para o Ubuntu Intrepid, apesar disso funciona maravilhosamente bem.
  • Não consigo de jeito nenhum fazer o Cogroo funcionar com o OpenOffice 3.0.1

Ainda há algumas alterações a serem feitas antes do lançamento oficial, mas já está 99% pronto. O download direto é :

http://sourceforge.net/project/showfiles.php?group_id=246324&package_id=316566

Ate+

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